Caderno de Campo

Frase da Semana

09/03/2010 · Deixe um comentário

“São três as características para se tornar um grande treinador: ser líder, saber ler o jogo e saber comunicar para motivar.”

(Manuel Sérgio, filósofo portugês)

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Ordinária

03/03/2010 · 1 Comentário

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“Na parte administrativa do futebol, o que impera é o conhecimento ordinário; não raro, por conta disso, o conhecimento científico é deixado de lado…”

Via Universidade do Futebol, por Oliver Seitz

Existem grandes chances de eu ser levemente problemático.

Afinal de contas, uma das poucas coisas que me lembro dos quatro anos que passei na faculdade é de uma aula de teoria do conhecimento, epistemologia para os nerds, que discutia as diferenças entre conhecimento científico e conhecimento ordinário.

A diferença, e posso estar completamente errado sobre isso, é, basicamente, que o conhecimento científico tem justificativa experimental e metodológica, e o conhecimento ordinário é gerado pela experiência pessoal, sem um padrão definido de observação. Consequentemente, o conhecimento ordinário tende a ser mais leviano e sujeito a falhas.

Na parte esportiva do futebol, quem reina é o conhecimento científico. Comissões técnicas bem estruturadas dão números a diversas variáveis que influenciam na performance de cada jogador, seja por medições de aspectos físicos, seja com estatísticas relacionadas ao jogo. A ciência tem, pelo menos nos clubes mais bem estruturados, um peso muito grande no departamento de futebol. Não é porque um cara acompanha futebol há trinta anos que ele terá razão suficiente, por exemplo, para definir um programa de treinamento de atletas. Para isso, é de fundamental importância a adoção de critérios científicos que existam ou estejam em desenvolvimento pelo mundo afora.

Na parte administrativa do futebol, entretanto, o esquema muda completamente. O que impera é o conhecimento ordinário, gerado por pessoas que fazem parte do sistema há anos ou que observam esse sistema desde muito tempo atrás. Em geral, não há e não se pede por ciência. Muito pelo contrário. Não é raro que um determinado conhecimento científico seja deixado de lado em função do conhecimento ordinário.

Um exemplo disso é o programa de sócios de um clube de futebol. A lógica mais evidente e simples sugere que quanto mais sócios um clube de futebol tiver, mais receita ele será capaz de gerar. Conhecimento ordinário, originado de observações sem cunho metodológico e sem padrão de mensuração, que move o direcionamento de diversas administrações de clubes de futebol pelo país. Um faz porque o outro faz, porque acha que dá certo e fica anunciando pra todo mundo.

O conhecimento científico, ainda que bastante carente de maiores aprofundamentos, sugere que a importância do sócio não é tão grande assim, uma vez que os efeitos de um programa com elevado número de participantes podem gerar significativos distúrbios administrativos e privar o clube de importantes canais de receita, principalmente no longo prazo.

Mas se alguém for defender isso junto para maioria dos tomadores de decisão nos clubes de futebol, será motivo de chacota. Afinal, é o conhecimento popular que prevalece sobre o científico. E ai de quem reclamar. Na melhor das hipóteses, será ignorado. Na pior, será taxado como levemente problemático. Corre até o risco de ser chamado de ordinário.

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A Evolução do Ensino da Matemática no Brasil

23/02/2010 · Deixe um comentário

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Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação,datilografia…

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.

Segue o relato de uma Professora de Matemática:

“Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos

olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?

( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2011 vai ser assim:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, homosexual, portador de necessidades especiais, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00″

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Futebol no Brasil é Paraíso para Lavagem de Dinheiro

22/02/2010 · Deixe um comentário

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“Brasil é paraíso para lavagem de dinheiro, diz Fifa”

Via Estado de S. Paulo

Transferências de jogadores que não existem, clubes fictícios e dinheiro de origem obscura. Em um raio X preocupante, a Fifa admite abertamente pela primeira vez que o futebol no Brasil e em toda América do Sul se transformou em um paraíso para a lavagem de dinheiro. Nas palavras da entidade, o mercado de jogadores vive uma “lei da selva, sem controle”.

Para acabar com esses esquemas fraudulentos, a Fifa dará até outubro para que todos os clubes do mundo passem a registrar compra e venda de atletas em um sistema eletrônico que dá à entidade amplos poderes para monitorar as transações internacionais. No Brasil, escolinhas de futebol, fundos de investimentos e mesmo empresas como a Traffic poderão ter dificuldades para se adaptar.

Pelas estimativas da Fifa, entre 20 mil e 30 mil jogadores saem de seus países por ano em um mercad o avaliado em bilhões de euros. Tudo sem qualquer controle. “O futebol é um dos últimos setores no mundo em que uma movimentação enorme de dinheiro ocorre internacionalmente sem qualquer controle. Agora, decidimos que essa era está chegando a seu fim”, afirmou Mark Goddard, gerente geral do Sistema de Transferência da Fifa, o novo mecanismo eletrônico que promete revolucionar a administração do futebol.

Manter a leitura →

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A Criatividade no Desenvolvimento do nosso Futebol.

05/02/2010 · Deixe um comentário

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“Outros países, com doses maiores de humildade e clareza de suas deficiências, fazem cada vez melhores trabalhos com seus jovens nas categorias de base. Nós, por outro lado, neste aspecto continuamos dormindo ‘em berço esplêndido’…”

por João Paulo S. Medina

Podemos analisar o trabalho com as categorias de base nos clubes de futebol sob diversos ângulos. Preferi abordá-lo na perspectiva do seu potencial criativo, tentando com isto dar uma contribuição para a reflexão sobre o nível do nosso futebol.

Durante muito tempo a formação de jovens talentos para a prática do futebol em nosso país se deu de forma quase espontânea, germinado nos quintais das casas, ruas, campinhos, praias, entre outros lugares mais inusitados. Com o desenvolvimento urbano e mudanças de hábitos e mesmo de cultura (a cultura rural, por exemplo, foi praticamente substituída pela urbana nas últimas 6 ou 7 décadas), estes locais foram sendo seqüestrados da população ou, quando não, fortemente “disciplinados”.

Hoje em dia é comum, por exemplo, vermos regras rígidas para que o futebol possa ser praticado até em certas praias que tenham grande movimento de pessoas. Aos poucos, a imaginação e a criatividade, que são exercidas nestas circunstâncias de práticas livres e espontâneas, foram sendo substituídas por práticas cada vez mais reguladas, regulamentadas, disciplinadas, por modelos que tentam reproduzir, desde tenra idade (8, 7, 6, 5 anos), o modelo de futebol profissional, adulto e altamente competitivo.

As chamadas “escolinhas de futebol” e o trabalho feito por muitos clubes em suas categorias de base são os exemplos mais bem acabados destas mudanças. Muitas vezes, liderados por profissionais incríveis e surpreendentemente despreparados (às vezes são professores “formados”), nossas crianças e adolescentes são submetidas a verdadeiras torturas motoras, emocionais e psicológicas. Não fosse o alto grau de resistência presente em nossa maravilhosa e rica cultura brasileira, que acaba driblando com ginga e “malandragem” estas limitações impostas, conseguindo colocar alegria e vida em tudo que faz, e já teríamos destruído este aparentemente inesgotável potencial criativo do nosso povo e, e em especial, do nosso futebol.

Bem, mas já imagino o que você leitor pode estar pensando. Afinal de contas somos 5 vezes campeões mundiais e atualmente somos considerados os melhores do mundo e ainda temos grandes talentos jogando no Brasil e fora dele. Portanto a situação não deve ser tão dramática assim…

No meu modo de ver, temos que rapidamente reconhecer que estamos gradativamente perdendo nossa criatividade, este fundamental ingrediente do futebol brasileiro. E isto não quer dizer que não estejam nascendo mais crianças talentosas com este potencial, como antigamente. O que acontece é que aquilo que surgia de forma quase espontânea, às vezes com a ajuda de alguns adultos com alguma dose de bom senso (pais, professores, treinadores), hoje necessita de uma estimulação cada vez mais consciente e mesmo profissional. Se for verdade que a adequada preparação orgânica, motora, técnica, tática, emocional, social etc. é fundamental, não se pode esquecer de, ao mesmo tempo, criar-se um ambiente de liberdade, favorável às expressões de criatividade. Infelizmente o esforço, através dos processos educativos formais, não-formais ou informais, tem sido muito maior no sentido de matá-la do que de desenvolvê-la. Infelizmente…

Torço para que as nossas conquistas nos campos de futebol, que tantos benefícios profissionais podem nos trazer, não nos deixem cegos para as enormes possibilidades que temos de sermos ainda mais brilhantes neste século XXI. Outros países, com doses maiores de humildade e clareza de suas deficiências, fazem cada vez melhores trabalhos com seus jovens nas categorias de base. Nós, por outro lado, neste aspecto continuamos dormindo “em berço esplêndido”.

Se concordarmos que este potencial já não pode ser desenvolvido de forma tão espontânea como em tempos passados, em virtude de mudanças na nossa maneira de viver, precisamos começar a fazer uma reflexão crítica sobre como melhorarmos este nosso ainda elevado nível de prática futebolística.

Não se constrói um ambiente favorável à criatividade da noite para o dia. Muitas vezes este processo leva anos. Sabemos que existem profissionais competentes com estas preocupações em nossa comunidade do futebol e que estudam seriamente este fenômeno, mas é preciso que esta consciência se amplie e, mais do que isso, que haja políticas (principalmente nos clubes e escolas) incentivando e estimulando a criatividade, este que é, hoje em dia, não só uma matéria prima diferenciada para o futebol, mas para o próprio desenvolvimento humano e social.

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A Chave do Vestiário

01/02/2010 · Deixe um comentário

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O presidente é e sempre será a figura maior do clube.

A maioria dos presidentes de clubes de futebol, ao contratar seus treinadores, solenemente, entrega a ‘chave do vestiário’ ao novo orientador tático da equipe.

Funciona mais ou menos assim: o presidente chega para o seu novo contratado e diz nas entrelinhas:

“Vai lá.. e joga. Se você ganhar, continua. Se perder, eu serei obrigado a trazer outro melhor.”

E o ciclo se repete na próxima contratação…e na próxima, até que a equipe esteja alinhada cosmicamente e consiga os resultados.

Mais tarde, assim que novas derrotas se apresentem, o ciclo volta a se repetir.

Não se contrata treinadores pensando exclusivamente em salário. Contrata-se pensando em processos.

Ou seja, busca-se um nome que tenha o perfil desejado e que esteja alinhado com o que a instituição pretende desenvolver no curto, médio e longo prazos.

Um treinador que acredite nas mesmas coisas que o presidente acredita. E vice-versa.

E como um clube pode encontrar o treinador certo?

Da mesma maneira que as grandes corporações que procuram disputar espaços no mercado: minimizando erros na escolha de cargos estratégicos, ao tratar com competência o processo de escolha para a função pretendida.

Entrevistar candidatos com um roteiro bem definido e que revele aspectos importantes do perfil do futuro treinador, já é um primeiro passo.

Ao conhecer melhor o candidato a treinador, pode-se aprofundar e querer discutir questões básicas do dia-a-dia, como política de relacionamento com os diferentes profissionais que lhe darão suporte (fisiologista, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, profissional de TI etc.) e processos de vestiários, talvez o mais sensível de todos os ambientes dentro de um clube.

Quem faz o quê neste ’sagrado’ local? Como minimizar egos e integrar sinergicamente os (mesmos) objetivos da comissão técnica, gestores e diretoria?

Quais são as informações que a comissão técnica deve passar à diretoria para que ela ‘compre uma briga’? Seja com um empresário/procurador, outro clube, tv, patrocinador, arbitragem, federação…

Ou problemas de autoridade no vestiário, onde transitam os mais diversos tipos de profissionais e amadores bem intencionados.

Vejam quantas são as dimensões e assuntos vivenciados diariamente neste ambiente e o quanto seria pouco produtivo e/ou inteligente deixá-los apenas a cargo do treinador que recebeu ‘a chave’.

O presidente é e sempre será a figura maior do clube.

Alinhando os principais processos, fica inócua a discussão de quem manda no vestiário, por exemplo.

E isto não significa em absoluto querer escalar a equipe, ou induzir o treinador a jogar em duas linhas de quatro fora de casa.

Tal fato torna-se tão pequeno perto de todo um processo de trabalho, que nenhum presidente-de-verdade gostaria de se meter.

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Virada de Mesa

28/01/2010 · Deixe um comentário

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de Rodrigo Barp, via Universidade do Futebol

Vem dos pampas o vento que sopra uma mudança significativa – espera-se – na gestão dos clubes de futebol no Brasil.

O Internacional encaminha mudanças estatutárias para, a partir de 2013, profissionalizar de fato e de direito, a administração do clube, remunerando os quadros executivos do clube.

Não só o presidente, mas também os vices de cada departamento receberão salários, segundo o novo estatuto a ser votado até 2011. O presidente e o vice de futebol deverão ter dedicação exclusiva à agremiação.

Coisa que hoje ocorre apenas com o vice-presidente de marketing do clube, com o segundo e terceiro escalões, passará a estar institucionalmente arraigado de cima para baixo.

Muito se comenta, ao longo da história do futebol brasileiro, o envolvimento pernicioso dos dirigentes dos clubes com as finanças (mal) versadas em causa própria.

Futebol, política e administração pública costumam ter muitos aspectos em comum em nosso país.

A administração pública brasileira, em especial em âmbito federal, tem a ensinar ao futebol.

Antes da promulgação da Constituição Federal, em 1988, na esteira de governadores e prefeitos biônicos, indicados pela ditadura militar, o penduricalho de cargos em comissão e contratados por laços pessoais era o que prevalecia nos quadros administrativos.

A nova ordem político-institucional exigia a qualificação do funcionalismo público, por meio de concursos transparentes, estáveis e com credibilidade. Além de muito bons salários e estabilidade para o desempenho das atividades aos profissionais.

Não à toa vemos a enorme procura por estes concursos nos âmbitos federal, estadual e municipal.

Melhores salários, com a garantia de concorrência leal para a busca das vagas, por meio da seleção em concursos, atraíram os melhores candidatos e melhorou em muito o nível da gestão pública.

Não que isso tenha excluído a lentidão burocrática e a corrupção. Mas todo o processo depurou muita sujeira que entupia nossos canos enferrujados.

Mudança como essa é fundamental e obrigatória, para que os clubes consigam perseguir o equilíbrio financeiro num cenário esportivo nacional ainda em consolidação. Ademais, o sistema atual do futebol, no tocante à gestão dos clubes, tem se revelado, perigosamente, deficitário.

Um exemplo prático de mudança vem do Poder Judiciário que, até pouco tempo atrás, permitia que os procuradores estaduais também exercessem a advocacia. Atualmente, isso não é possível, e as procuradorias melhoraram em muito a prestação do serviço público dela esperado.

O Conselho Nacional de Justiça também cobra produtividade dos Tribunais e seus juízes e desembargadores. Existem metas para o julgamento de processos.

Será que ainda existe espaço para que os diretores e altos executivos dos clubes deem meio expediente? Se sim, o futebol continuará refém de tentativas pouco consistentes de evolução, vindas de fora do sistema, como a Timemania…

Necessitamos de mais dirigentes com coragem para somarem-se aos do Internacional, visando promover a desestabilização do ambiente letárgico de nossa gestão no futebol.

Acredito que o primeiro passo é pagar muito bons salários para atrair pessoas qualificadas. Como num concurso público. Quem sabe, até mesmo com um concurso.

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Posse de Bola

27/01/2010 · Deixe um comentário

Tão bonito quanto comemorar um gol é ver uma equipe, consciente como a do F.C. Barcelona, manter a posse de bola.

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Um Experimento Socialista

26/01/2010 · Deixe um comentário

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Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e ‘justo’.

O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.”

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe e, portanto, seriam ‘justas’. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um “A”…

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como resultado, a segunda média das provas foi “D”.

Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”.

As notas não voltaram a patamares mais altos, mas desavenças entre os alunos, palavrões e busca por culpados passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A injustiça do método tinha se tornado a principal causa das reclamações.

No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano, para a surpresa de todos.

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível por parte de seus participantes e, dessa forma, o resultado estaria sempre fadado ao fracasso.

“Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso também é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento, para dar aos outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”

“É impossível levar o pobre à riqueza através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar à alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.”

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Allenatore Zé Maria

25/01/2010 · 1 Comentário

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via Folha de S. Paulo

Ele foi colega de Leonardo no curso para treinador. Faz estágio com José Mourinho na Inter e, nos próximos dias, estará no Manchester City aprendendo um pouco mais com Roberto Mancini.

“Não importa o nível em que você tenha jogado, para ser técnico aqui [Itália] é preciso fazer o curso. Tem o básico, que serve até a quarta divisão e é feito na própria cidade em que você mora. O segundo é federal e serve para toda a Europa. Fiz esse com o Leonardo. Vou fazer outro em outubro que é válido para treinar seleções, é o supercurso, de nível Fifa”, explicou à coluna Zé Maria, ex-lateral de Inter, Perugia, Levante e Sheffield United, para ficar nos gringos.

“Esses cursos servem em especial para conseguir uma base. Seria a ruptura, como dizem aqui na Itália, de uma vez por todas do jogador para ser treinador. Já me propuseram ser jogador-treinador e não quis. É preciso aprender a dirigir um grupo.

No curso tem todo tipo de matéria: psicologia esportiva, método de trabalho, técnico, tático, comunicação, medicina esportiva… Se um técnico vai treinar um time pequeno, sem muitas condições, tem que se virar em preparação física e até em medicina às vezes. Com a base que te dão nos cursos, dá para conversar com um médico sobre qual tipo de estiramento um jogador teve”, conta Zé.

Na temporada de estreia, Leonardo desponta como o Guardiola do ano. Duvidei de sua capacidade no início, mas base para treinador ele teve. “O Guardiola abriu as portas para treinadores novos, como o Leo.

A vantagem de assumir um time pouco após parar a carreira de atleta é que sabemos melhor o que ocorre no vestiário, conhecemos a necessidade dos atletas, conversamos na linguagem do jogador. O Leo está há dez anos no Milan, assim como o Guardiola cresceu no Barcelona. Se eu fosse treinar a Inter ou o Perugia, eu teria vantagem, maior intimidade, um ambiente mais fácil. Ajuda.”

Não só por Leonardo, mas também por Zico, que perdeu mais uma vez o emprego, a formação do técnico brazuca devia ser mais discutida.

“No Brasil, há curso, o sindicato oferece. Na Itália, é feito pela federação.

No Brasil, curso é em dois finais de semana. Aqui, são quatro semanas o primeiro curso, seis semanas o segundo, e o supercurso dura um ano.

O Leo teve autorização para treinar o Milan porque jogou Copa. Ele precisa do supercurso, e está fazendo.”

Zé Maria, pelo papo e pelo papel, já é técnico. “Após terminar o segundo curso, você não pode mais ser jogador. Teria que pedir um cancelamento do meu registro [de técnico] e, depois, determinariam se me devolveriam ou não. Tenho que raciocinar como treinador”, disse ele.

Os estágios com Mourinho e Mancini não integram cursos. O “allenatore Zé” busca um “plus”. Pode não vingar como técnico, mas está fazendo tudo o que pode para isso.

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Há 10 Anos…

17/01/2010 · 2 Comentários

Há dez anos já se pensava (e se fazia!) um futebol diferente…

O conceito de Universidade do Futebol, na figura de seu idealizador o prof. João Paulo S. Medina, foi introduzido em 2000 no S.C. Internacional-RS, através de uma reformulação significativa nos seus departamentos de futebol profissional e de base, inserindo diretrizes técnicas fundamentais para a estruturação de clubes de futebol que pretendem estar sintonizados com toda a evolução científica, tecnológica e cultural que vem ocorrendo no século XXI.

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Quem Entende Alguma Coisa de Futebol?

08/01/2010 · 3 Comentários

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Quem entende alguma coisa de futebol?

Faço esta pergunta todo começo de ano, tentando encontrar alguma sábia resposta para uma das principais questões sobre o esporte bretão, ponderando o que aconteceu no ano anterior e o que pode vir a acontecer no ano que se inicia.

E a resposta ainda permanece a mesma: ninguém.

Simples assim.

Há alguns anos, chegava até a me incomodar com as tamanhas certezas dos principais “conhecedores de futebol” no país.

Agora, um pouco mais maduro, anoto algumas dessas verdades e dou risada com os amigos, confrontando-as com a realidade que se consumou.

Talvez o futebol seja o esporte mais parecido com o homem: complexo, racional (lógico), intuitivo, sensível, criativo e, repleto de fé e outras crendices.

E, da mesma maneira, talvez seja por essa razão que nunca será tão simples assim dar certezas absolutas antes da bola rolar.

Viramos o ano e nossa principal referência no futebol é o Flamengo, atual campeão brasileiro, com sua maravilhosa e imensa torcida e de igual magnitude em dívidas.

Mas vale reforçar que, se não fosse a falta de ego do treinador Andrade em perguntar ao recém contratado Petkovic de que maneira o camisa 10 gostaria de atuar, duvido que a sexta estrela estaria no peito dos rubro-negros este ano.

O humilde Andrade ouviu e colocou em prática: organizou a equipe em função do talentoso sérvio de 37 anos, que produziu como poucos, atuando mais solto pela esquerda, chegando para finalizar e ajudando na marcação até o meio-campo.

E quantos de nós não imaginou o óbvio: que Petkovic, contratado pelo Flamengo em troca de dívidas, era uma barca furada?

E em relação a Ronaldo? E ao forte Palmeiras, que ficava ainda mais forte com Muricy e Wagner Love?

A reflexão aqui não está por conta das análises e previsões de jornalistas e da grande mídia em geral. Nem sobre as besteiras repetidas todos os anos por alguns comentaristas. Longe disso.

Para quem quer enxergar, o futebol está cercado de ciências aplicadas. No seu sentido mais amplo, ciência (do Latim scientia, significando “conhecimento”) refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistematizada.

E, por não sermos conhecedores mais profundos desses conhecimentos, não sabemos de futebol como deveríamos. Simples assim.

“O futebol nos mostra com suas subjetividades, com o seu dia a dia e com suas incertezas, tudo isso que a gente sabe que pode acontecer para uma equipe ou para a outra.” (Mano Menezes, 2009.)

Para 2010, já anotei algumas certezas dos “conhecedores de futebol” e gostaria de compartilhar com os leitores deste blog:

a África do Sul já está desclassificada na primeira fase da Copa do Mundo;

o Brasil será o primeiro do grupo G na primeira fase da Copa do Mundo;

o Corinthians é franco favorito para o título da Libertadores;

o Corinthians será desclassificado na primeira fase da Libertadores, pois os jogadores contratados são velhos e futebol é pra gente jovem;

o Barueri irá cair para a série B.

Desculpem me por saber tão pouco sobre futebol, mas será que vai ser simples assim?

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2010, o Ano em que Faremos Contato

30/12/2009 · Deixe um comentário


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Aos meus amigos de verdade e a quem mais possa interessar…

Estou saindo agora com a Claudia e os meninos para o Réveillon e gostaria de deixar algumas palavras.

Eu tinha 11 anos quando o filme “2010, o Ano em que faremos contato” surgiu. Nunca me esqueci deste título. Acho que nem cheguei a fazer contas de quantos anos teria em 2010… Sabia apenas que demoraria muito pra chegar aquele futuro tão distante, das naves espaciais etc.
As naves ainda não fizeram contato, mas 2010 finalmente chegou. E vivemos num mundo bem mais diferente de 1984.
Não existem mais campinhos da rua debaixo ou a inocência da época em que as tvs tinham apenas 5 ou 6 canais.
Mas algo permanece intacto desde então: os meus sonhos.
E o mais impressionante disso tudo é que estou realizando cada um deles. Dia após dia.
Por isso, meus queridos amigos, desejo de coração o melhor sonho à todos vocês.
Saiba que a sua felicidade, com certeza, também é a minha.
Um 2010 ainda melhor para todos nós!

Eduardo Tega e família.

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Você já Parou para Pensar?

29/12/2009 · 1 Comentário

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“Há mais pessoas inteligentes na China e na India do que pessoas no Brasil.”

A internet achatou o mundo e diminuiu drasticamente as distâncias.

Países de territórios extensos vem se tornando cada vez mais importantes no cenário global.

A população mundial hoje ultrapassa os 6,6 bilhões de habitantes.

20% destas pessoas estão na China e 17% na India.

Juntos, China e India possuem mais de 1/3 da população mundial.

O Brasil tem hoje 190 milhões de habitantes.

Se considerarmos apenas os 16% mais inteligentes da India,

teremos mais pessoas do que toda a população brasileira.

Da China, precisaríamos apenas de 14% para igualar essa marca.

Ou seja, há mais pessoas inteligentes na China e na India do que pessoas no Brasil.

Enquanto você lê este texto, 30 bebês nasceram no Brasil, 244 na China e 351 na India.

Muito em breve, a China será o país que mais fala inglês no mundo.

E você sabia que nos EUA, mais da metade dos profissionais trabalha há menos de 5 anos na mesma empresa?

Sendo que apenas 25% dos profissionais permanecem na mesma empresa por mais de 1 ano.

Segundo a ONU, os estudantes de hoje passarão por 10 a 14 empregos até os 38 anos de idade.

E que as 10 profissões que serão indispensáveis em 2010 sequer existiam em 2004?

Ou seja, estamos preparando nossos alunos para profissões que ainda não existem…

… que utilizarão tecnologias que ainda não foram inventadas…

… para resolver problemas que ainda nem conhecemos.

Por dia, temos:

3.000 novos livros publicados, 6 bilhões de mensagens de textos enviadas, 100 milhões de perguntas feitas no Google.

A quantidade de nova informação gerada no planeta este ano é maior que a acumulada nos últimos 5.000 anos.

E cada vez mais, encontramos tais informações nos meios digitais.

E o que isso significa afinal?

Que todo profissional precisa se atualizar sempre…

Que mudanças acontecem. Todo dia.

E que informação não é o mesmo que conhecimento.

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Jogador de Futebol para a Prática de Atletismo

11/12/2009 · Deixe um comentário

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Cristiano Ronaldo é o jogador mais rápido do mundo, diz estudo do jornal alemão Der Spiegel.

O trabalho envolveu os jogadores dos principais clubes do planeta e levou em conta a melhor marca atingida por estes atletas em corridas em direção à bola. Assim, Cristiano Ronaldo ficou com o topo da lista com 33,6 km/h.

Pois então, sugiro ao atleta que participe das provas de atletismo do selecionado português, que tal?

Ser um jogador de futebol veloz garante exatamente o quê?

Aliás, a velocidade no futebol é muito relativa.

Por exemplo, o estudo do periódico alemão compreende a velocidade em direção até a bola.

Mas que tal discutirmos a velocidade com a bola nos pés, ou melhor, a velocidade tática no futebol? Proponho um desafio:

Usain Bolt, o jamaicano que impressionou o mundo batendo seguidos recordes nas provas dos 100 e 200m, contra o meia Deco, do Chelsea.

Utilizando um campo de futebol como “pista de corrida” e criando um percurso irregular, semelhante às características do traçado de uma jogada em direção ao gol, será considerado o vencedor quem antes chegar na linha de fundo, partindo com a bola nos pés e mantendo-a junto ao corpo durante todo o deslocamento.

Será que Deco, com seus 67kg e de estatura mediana seria um adversário à altura de Usain Bolt?

Façam suas apostas.

Eu já fiz a minha.

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Sorteio da Copa 2010 e Brasil contra “Ingleses”

04/12/2009 · Deixe um comentário

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Começou bem! A maravilhosa sul-africana Charlize Theron foi a anfitriã do sorteio da Copa 2010 na Cidade do Cabo.

via Thank God for Football

O Brasil conheceu hoje seus adversários na Copa do Mundo de 2010 e vai pegar Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte. Alguns de nossos adversários na África do Sul são conhecidos por aqueles que acompanham o campeonato inglês. Sete jogadores do Chelsea devem estar nos elencos de portugueses e marfineses. A Coreia do Norte só tem cinco “estrangeiros”. Eles jogam na Coreia do Sul, Japão, Rússia, Suíça e China.


PORTUGAL NA PREMIER LEAGUE

Chelsea

Henrique Hilário, goleiro, 34 anos

José Bosingwa, lateral-direito, 27

Ricardo Carvalho, zagueiro, 31

Paulo Ferreira, lateral, 30

Deco, meia, 32

Manchester United

Nani, atacante, 23


MARFINESES NA PREMIER LEAGUE

Arsenal

Emmanuel Eboué, lateral-direito/volante, 26 anos

Manchester City

Kolo Touré, zagueiro, 28

West Bromwich Albion

Abdoulaye Méïté, zagueiro, 29

Portsmouth

Aruna Dindane, atacante, age 29

Chelsea

Salomon Kalou, atacante, 17

Didier Drogba, atacante, 31


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Um Livro às Quintas

03/12/2009 · Deixe um comentário

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“Qual será o efeito a longo prazo de digitalizarmos a nossa vida? E de delegar a nossa memória a terceiros…”

Via Tiago Doria

Terceirização da Memória. Este é o termo que o autor Gordon Bell utiliza quando se refere ao fato de, aos poucos, não nos preocuparmos mais com a memorização dos números de telefone, por exemplo. Mas, sem perceber, a cada dia estamos tentando “expandi-la”.

Muito do desenvolvimento humano sempre teve como base uma constante busca por uma memória expandida. Em parte, a invenção da escrita surgiu para suprir as limitações da biomemória. Escrevemos para guardar coisas, para certificarmos que não vamos nos esquecer.

O diferencial é que, na última década, houve uma explosão desse processo graças ao crescente barateamento das tecnologias de captar, armazenar e recuperar informações. Nunca registramos tantos momentos das nossas vidas como hoje em dia.

Um celular equipado com câmera de vídeo e foto, integrado a um site de compartilhamento de imagens, abre caminho para que possamos registrar todos os momentos de nossas vidas. E ainda recuperá-los a qualquer momento, bastando digitar uma palavra-chave no campo de busca.

Enfim, ficou muito fácil captar, armazenar e recuperar informação pessoal. No entanto, essa facilidade gera questões. Qual será o efeito a longo prazo de digitalizarmos a nossa vida? E de delegar a nossa memória a terceiros, no caso, computadores e programas que lembram desde uma data de aniversário até aquela primeira longa conversa que tivemos com uma pessoa no MSN?

Ficaremos mais preguiçosos? Ou serão abertos novos horizontes ao podermos recuperar facilmente cada momento das nossas vidas?

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Mercadoria Tipo Expotação

18/11/2009 · Deixe um comentário

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por Tostão (Folha de S. Paulo), sobre a atual média de altura da seleção brasileira principal, comandada por Dunga:

“Os grandalhões brasileiros são consequência da seleção feita nas categorias de base.

Os meninos estão se tornando atletas muito cedo.

São produzidos em série, como mercadoria para ser exportada.

Os grandalhões com talento valem fortunas.

Os que não vão para frente (a maioria) sentem-se frustrados e incapazes de exercer outras atividades. Perdem o futebol e a vida.”

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Ciclos

16/11/2009 · Deixe um comentário

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“Essa é uma das peculiaridades do futebol. A coisa no curto prazo é maluca. E leva pessoas a tomarem atitudes imponderadas. Por não conseguir e não poder enxergar as coisas no longo prazo.”

por Oliver Seitz, via Universidade do Futebol

Existem poucas verdades absolutas. No futebol, naturalmente, também.

Entre essas poucas verdades, uma delas é que o futebol é cíclico.

Coisas vem e vão.

Pessoas aparecem, somem e reaparecem.

Injustiças acontecem com você agora e, amanhã, acontecerão com seus adversários.

Seu time domina hoje e será rebaixado em pouco tempo.

É assim que as coisas vão. E vem.

No curto prazo, é tudo insano.

No longo, as coisas fazem mais sentido.

Essa é uma das peculiaridades do futebol.

A coisa no curto prazo é maluca.

E leva pessoas a tomarem atitudes imponderadas.

Por não conseguir e não poder enxergar as coisas no longo prazo.

O afã do próprio eu, somado ao imediatismo da demanda de segundos e terceiros fazem com que se tomem atitudes impensadas.

Motivadas por impulso. Momentâneas.

De curto prazo. Sem lógica.

Sem sentido.

Isso é visível durante e após partidas mais conturbadas.

Mas tem implicações maiores.

Não se enxerga o longo prazo no futebol brasileiro.

Porque ninguém se importa com ele.

É preciso resolver o agora. É necessário se importar com o já.

Mais pra frente, outro que se vire. O meu é aqui, e agora.

O depois, que fique para depois.

De que adianta montar uma estrutura sustentável para vitórias futuras se ela implica em derrotas no presente?

Nada. Absolutamente nada.

Independente se as atitudes que se tomem sejam efêmeras.

Ninguém quer saber. Foca no relógio.

E não no calendário.

E o relógio dá voltas.

O presidente do Palmeiras sentiu isso na pele.

Foi um exemplo claro.

Quem foi prejudicado ontem é beneficiado hoje.

E será prejudicado novamente amanhã.

Quem se preocupa, perde cabelo.

Quem percebe, assiste de camarote.

Mas não tem a mesma graça.

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A Escola Brasileira Descaracterizada de Futebol

21/10/2009 · Deixe um comentário

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“A minha preocupação hoje no futebol brasileiro é ver o sub-12 e o sub-13 com cargas excessivas de trabalhos técnicos e físicos. Você perde a vontade de jogar futebol. Nesta fase, você tem que estimular o moleque a gostar de jogar bola, a entender o espírito do jogo. Não ter a preocupação de ganhar, mas de fazer o processo bem feito… que transportando do passado, era o futebol de rua.”

Devemos medir a capacidade de um treinador das categorias de base em relação ao número de atletas revelados que atingiram (e permaneceram!) na equipe principal ou pelo número de títulos conquistados em torneios amadores?

Paulo Autuori, um dos principais treinadores no país, destaca as falhas e carências no processo de desenvolvimento de atletas no futebol brasileiro, quanto a maneira de produzirmos nossos camisas 10, ou seja, sobre o resgate e preservação dos aspectos lúdicos, artísticos e criativos (habilidade criativa!) que levaram o futebol brasileiro a ocupar um lugar de destaque no cenário mundial.

Dica do vídeo enviada pelo www.fernandomartinho.com

Confira aqui trechos da entrevista do treinador

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