“Vale lembrar que o futebol é um jogo. E todo jogo tem sua lógica.”
Soa até como heresia falar em complexidade no futebol, o esporte mais conhecido e discutido do mundo e que sua grande maioria de apreciadores tem ainda uma visão simplista, não procurando entender os porquês ou a lógica do jogo.
Em vez de repetir o mesmo “quanto foi o jogo?”, você já ousou questionar seu amigo com perguntas que lhe permitissem ter uma compreensão maior do cenário?
Como foi o jogo? Como ganhou? Porquê ganhou? Quando ganhou? Onde ganhou?
Mas afinal, o que é essa tal de complexidade? Segundo Edgar Morin, “é um conjunto de elementos heterogêneos inseparavelmente associados”. Em outra abordagem, Morin coloca que “a complexidade é efetivamente o conjunto de acontecimentos, ações, interações, determinações, acasos, que constituem o fenômeno em si.”
Se nos atentarmos a um canteiro de flores, poderemos enxergar ali mesmo um complexo e fascinante sistema de inter-relacionamentos que culmina no desabrochar de uma flor e no processo de polinização.
No futebol, com um pouco de humildade e conhecimento, podemos enxergar elementos distintos que se relacionam e interagem e que, de maneira associada, determinam o sucesso ou o fracasso de uma partida.
Procurar enxergar (entender) o futebol através de suas partes, dissociados de um contexto mais amplo ou do ambiente em que se está inserido é pouco, muito pobre e não se aproxima à realidade dos fatos.
Ou pelo menos na busca dela.



