“O que acontece conosco ao assistirmos uma história como a de Paul Potts? Emoção semelhante ao momento do gol?”
O comercial da Telekom da Alemanha capta uma série de emoções e sentimentos do caso Paul Potts, um ex-vendedor de celulares que em 2007 participou de um show de calouros promovido por um canal de tv inglês, onde o prêmio maior seria cantar pessoalmente para a rainha da Inglaterra.
De terno surrado, aparência simples e desacreditado por muitos, conquistou jurados, crítica e público, acabando por cantar para a senhora Elizabeth, no palácio de Buckingham.
Paul sempre acreditou que nascera para fazer o que mais gosta. Realizou seu sonho ao cantar ópera e emocionar milhões de pessoas pela tv e internet.
O que acontece conosco ao assistirmos uma história como a de Paul Potts? Seria a música que nos arrancaria sentimentos parecidos com a comemoração de um gol? Ou seria simplesmente o enredo de Gata Borralheira que nos torna mais sentimentais?
Ao questionar alguns atletas, as emoções são parecidas: momentaneamente, buscamos um abraço, um sorriso e sentimos uma estranha alegria que contagia a alma, extravasando o brilho dos olhos molhados com um grito de gol.
A história completa (e real) pode ser vista no link abaixo e é tão, ou mais emocionante, que o comercial deste post.
“Qual a diferença entre oportunidade e responsabilidade para um empresário de atleta?”
Dia desses conheci mais um novo empresário de futebol. Era um colega, ex-professor de geografia que deixara os tipos de relevos brasileiros para trás e passava a integrar a comunidade que mais proliferou na última década. O ex-professor trazia consigo o kit Sei Tudo de Futebol, que também pode ser adquirido através da assinatura de um ou dois campeonatos estrangeiros, de duas ou mais revistas especializadas no esporte, além da consulta semanal a alguns blogs do cotidiano da bola.
Qual a diferença entre oportunidade e responsabilidade?
Para este que vos escreve, trabalhar com atletas é a oportunidade de, responsavelmente, contribuir de maneira efetiva na formação destes seres humanos.
Para o meu ex-professor de geografia e agora empresário de jogador de futebol, é a responsabilidade em trocar a área de educação para se agarrar a uma oportunidade única de mudança de vida através do futebol.
Mudança de vida dele.
“A dança é a transformação de funções normais e expressões corriqueiras em movimentos fora do comum com propósitos extraordinários.”(Autor Desconhecido)
Dança (uma das definições):
Movimentos corporais rítmicos, geralmente acompanhados de música, que seguem um padrão e funcionam como forma de comunicação ou expressão. A dança é a transformação de funções normais e expressões corriqueiras em movimentos fora do comum com propósitos extraordinários. A dança pode incluir um vocabulário pré-estabelecido de movimentos, como no balé e na dança folclórica européia, ou pode utilizar gestos simbólicos ou mímicos, como em inúmeras danças asiáticas. Pessoas de diferentes culturas dançam de maneira distinta por várias razões, e os diversos tipos de dança revelam muito sobre o modo como vivem.
“O futebol é desses raros exemplos de arte corporal e mental que promovem a felicidade unânime, embora dividindo a massa de consumidores em grupos antagônicos. Antagonismo formal, pois a fusão íntima se opera em torno da beleza do gesto, venha de que corpo vier”
(Carlos Drummond de Andrade)
Futebol (minha definição):
Esporte bretão mais praticado no planeta, fenômeno que favorece processos de educação e de cultura e, revela-se como a mais pura expressão de arte (e de fé, técnica, tática, criatividade…) através de um ser humano em movimento que, envolvido por várias dimensões (biológicas, psicológicas, sociais, espirituais…), busca a felicidade em forma de gol.
Riverdance
No vídeo acima, dois dançarinos (Jean Butler e Colin Dunne) são colocados na última hora como protagonistas de um dos maiores espetáculos do dança mundo: o grupo irlandês Riverdance. É a primeira apresentação na América e o palco é o Radio City Music Hall, de NY.
Ao final, a troca de olhares transmite com emoção a cumplicidade do sucesso.
O vídeo é um pouco longo – 6’28”, mas vale cada segundo gasto.
Eduardo Conde Tega acredita que o Brasil poderá um dia, enfim, tornar-se um centro de excelência na formação de profissionais do futebol.
Também sonha em ver o Brasil como uma nação de primeiro mundo, onde a educação e a verdadeira cidadania possam ter o valor e destaque que devidamente merecem.
O GEF - Grupo de Estudos e Pesquisas de Futebol foi criado em 2003 motivado pela necessidade de reunir alunos de graduação e pós-graduação interessados no debate sobre futebol numa perspectiva histórica e sociológica na Faculdade de Educação Física da Unicamp. Em 2004 o grupo foi registrado na base de dados do CNPq.