“Antigamente, inteligente era aquele bom em matemática, ou que tivesse um pensamento lógico e claro, ou que conseguisse falar bem.”
do Manual do Atleta Inteligente
O que é inteligência?
Esse conceito vem mudando muito. Antigamente, inteligente era aquele bom em matemática, ou que tivesse um pensamento lógico e claro, ou que conseguisse falar bem. Ou aquele que tivesse estudado e soubesse muita coisa de um ou de vários assuntos.
Muita gente ainda pensa assim, mas estudos mostraram que a inteligência é bem mais do que isso.
Basicamente a inteligência pode ser definida como “a capacidade que o ser humano tem para resolver problemas”. Mas problemas aparecem a toda hora na nossa vida. E não é só com pensamento lógico ou falando que conseguimos resolvê-los. Precisamos ainda de força de vontade, coragem, intuição, criatividade, habilidade, conhecimento e atitude. Ser inteligente reúne todos esses ingredientes. Os orientais resumem bem: “Se você sabe e não faz, ainda não sabe”.
Com este entendimento mais ampliado os estudiosos começaram a desenvolver outros conceitos que incluem muitos outros tipos de inteligência, além da tradicional inteligência lógicoformal (matemática, línguas, oratória).
Foi assim que surgiram conceitos como a inteligência emocional (a sua capacidade de controlar emoções), inteligência social ou interpessoal (capacidade de se relacionar com as outras pessoas), inteligência motora (saber usar o corpo para resolver determinadas situações), inteligência musical (fazer músicas ou tocar um instrumento)… e assim por diante.
É com essa nova visão de “inteligência” que vamos falar do jogador de futebol.
Assim, o jogador de futebol inteligente resolve os problemas dentro de campo, o que é importante para ganhar e ter sucesso, claro. Então, treina e faz amistosos. Mas, para jogar bem, o atleta não pode depender só de treinos e jogos. Precisa de conhecimentos, de habilidades e de atitudes também fora do campo.
E isso faz uma grande diferença. Para toda a sua vida – não só de jogador.



