Caderno de Campo

Entradas do julho 2009

Sir Bobby Robson

31/07/2009 · Deixe um comentário

ng1172541.jpg

Bobby Robson (1933-2009), um dos mais carismáticos nomes do futebol inglês e o homem que “apadrinhou” José Mourinho, morreu hoje aos 76 anos.

Faleceu hoje o treinador Bobby Robson, figura lendária do futebol inglês. Comandante da seleção inglesa nas Copas de 86 e 90 e um dos principais responsáveis pelo início da carreira de José Mourinho, morreu aos 76 anos, vítima de câncer.

Na Holanda, foi campeão pelo PSV Eindhoven que tinha como astro o brasileiro Romário. Conquistou títulos também em Portugal, com o Porto, e comandou o Barcelona, na época, de Ronaldo, entre 1996 e 1997.

A caminhada do técnico português José Mourinho com Robson começou como treinador-assistente no Sporting, prosseguiu no F.C. Porto e no Barcelona. Na hora da despedida, Mourinho diz que quer ficar com a recordação do homem de “paixão extraordinária pela vida e pelo futebol”.

Categorias: História
Etiquetado:

Um Livro às Quintas

30/07/2009 · Deixe um comentário

GRD_399_Conexões Ocultas, As.jpg

“Ainda temos tempo para que essa mudança de valores detenha e reverta os estragos que já causamos ao planeta e à raça humana.”


As Conexões Ocultas, Fritjof Capra.

Editora Cultrix, 2002.

Capra relata em 2002 os dias atuais em que vivemos, com os desdobramentos inevitáveis de um mundo capitalista, como desigualdades sociais, alienação e a deterioração gradual do meio ambiente. Ele revela que a grande tarefa da nossa geração (e das seguintes que virão) será a mudança do sistema de valores que está por trás da economia global, de modo que passe a respeitar os valores da dignidade humana e atenda as exigências da sustentabilidade ecológica.

Categorias: Conhecimento · Livros · Paradigma
Etiquetado: ,

A Velocidade Tática no Futebol

29/07/2009 · Deixe um comentário

africano.jpg

“Penso que tem de haver no fundo de tudo, não uma equação, mas uma idéia extremamente simples. E para mim essa idéia, quando por fim a descobrirmos, será tão convincente, tão inevitável, que diremos uns aos outros: Que maravilha! Como poderia ter sido de outra maneira?” (John Archibald Wheeler)

por Rodrigo Leitão, Via Universidade do Futebol

Comecemos com o conto do “Macaco que queria ser mais rápido do que o Guepardo”.

“Depois de muitos anos sem se ver (havia pelo menos três, desde a última conversa no zoológico) o “Macaco da Floresta” e o “Guepardo das Savanas” marcaram de se encontrar. Já na época do zoológico os bichos mais chegados viviam desafiando os dois amigos a provar quem era o mais rápido. O guepardo, famoso pelas arrancadas nos descampados do zôo nunca se incomodou; sempre teve claro para si que era o mais rápido. O macaco por sua vez acreditava que nenhum outro animal poderia ser mais rápido do que ele nos emaranhados labirintos de árvores da mini-floresta em que vivia.

Meio dia era o horário do encontro; mas faltando cinco minutos, lá já estavam os dois a conversar. Falaram do passado, das saudades, da boa e velha amizade e (impossível não resgatar o assunto!) sobre o “desafio da velocidade”.

Os dois perceberam que se esperassem mais algum tempo, com a idade chegando, já não estariam aptos a desenvolver as grandes velocidades que os faziam famosos no zoológico. Como não sabiam quanto tempo mais levariam para se encontrar novamente resolveram enfim por em prova o desafio.

O guepardo, sem hesitar, logo propôs uma corrida de 300 metros numa savana próxima dali. O macaco, reflexivo, não gostou muito da idéia e disse que o melhor mesmo era que corressem por um trecho de 500 metros por uma floresta que os humanos chamavam de Amazônia.

Como não chegavam a um consenso, sabiamente resolveram fazer duas provas: uma na savana e uma na floresta.

Sem avisar os outros bichos (só a águia ficou sabendo), prepararam o desafio. No primeiro dia iriam à savana, e no outro à floresta.

Na savana, com mais de 15 segundos de diferença o guepardo venceu tranqüilo e sorridente. O macaco, por mais que tenha se esforçado não conseguiu chegar nem perto.

Na floresta, não teve jeito. O guepardo acelerava e logo dava de frente com uma árvore. A cada um ou dois segundos precisava desviar de um obstáculo. Resultado, com mais de 15 segundos o macaco chegou na frente.

Embaraçados e sem saber quem era o mais rápido consultaram a velha e sábia águia, que sem pestanejar logo concluiu: vocês dois são os mais rápidos. Cada um no seu ambiente específico; cada um naquilo que faz diariamente no seu habitat.

O guepardo, insatisfeito com a conclusão da águia, resolveu consultar uma equipe de bichos fisiologistas acostumados a trabalhar com atletas. Depois de algumas fotocélulas e alguns “tiros” (leia sprints) de 30, 40, 100 e 400 metros a conclusão (os fisiologistas foram taxativos!) chegou nua e crua: o mais rápido era o guepardo.

Como o macaco e o guepardo eram amigos e não queriam ficar discutindo o assunto, foram até a casa do macaco na floresta beber uma “seiva”. E foi aí que ocorreu uma tragédia. Depois da queda de um balão a floresta ficou em chamas e o fogo rapidamente começou a se alastrar. Quando o macaco e o guepardo perceberam já era tarde e precisaram sair correndo (estavam a uns 30 segundos da clareira mais próxima).

Tinham que correr; rápido, 30 segundos talvez não fosse tempo suficiente. E realmente não foi. O macaco conseguiu escapar (em 10 segundos estava livre do fogo). O guepardo, pressionado pela necessidade de ser rápido e desorientado pelas mudanças de direção que fazia para não bater nas árvores, acabou virando cinzas junto com elas”.

Ainda que isso tudo seja somente um “conto”, me traz boas reflexões a respeito do jogo de futebol.

Em um passado recente o futebol fora dominado pelo raciocínio de que a “supremacia” física seria a solução imediata para conquistar êxitos nos resultados dos jogos. Jogadores mais fortes, velozes e resistentes levariam vantagem sobre seus pares não tão avantajados, e esse deveria ser o novo norte da preparação do jogo.

(mais…)

Categorias: Complexidade · Conhecimento
Etiquetado: , , , ,

Rivalidade e Paixão no Futebol

28/07/2009 · Deixe um comentário

E quem nunca abraçou um desconhecido na hora do gol que atire a primeira pedra!

Boa semana!

Categorias: Apita o Árbitro · Criatividade
Etiquetado:

O Caso Ronaldo no Corinthians

24/07/2009 · 3 comentários

ronaldo_sanches(4).jpg

Ingredientes Humanos Essenciais para o Sucesso

Quando a ciência por si só não é suficiente

“O futebol continua a querer ser a arte do imprevisto. De onde menos se espera chega o impossível, o anão dá uma lição ao gigante e um negro mirrado e de pernas tortas faz do atleta esculpido na Grécia um tonto”.
(Eduardo Galeano, Futebol: Sol e Sombra)

Enganam-se aqueles que acreditam que apenas as medidas físicas e os índices de velocidade e de força determinam a eficácia de um jogador.

E da mesma forma, que o executivo do futebol, gestor profissional ao pé da letra, nem sempre é a solução de todo o mal do esporte bretão e resposta imediata para o sucesso.

Se Andrés Sanchez fosse um executivo, praticante árduo das ciências administrativas, dificilmente a liga entre Ronaldo e Corinthians teria acontecido. Os torcedores e o presidente corinthiano caíram nas graças do recém contratado e o mesmo aconteceu com o atacante.

Ronaldo encantou-se com o ambiente: o de trabalho e o fora dele, e que muitas vezes era ciceroneado pelo próprio presidente.

Tenho dúvidas se um executivo da bola, profissional na acepção da palavra, entenderia a importância desta ligação, ou se saberia construir esta fina argamassa das relações humanas que não se enxerga a olho nu.

Na verdade, tenho a impressão que um gestor frio e calculista dificilmente investiria num atleta com histórico de lesões como o de Ronaldo e que vinha há anos produzindo muito pouco ou quase nada.

Mas é fato que tal modelo de gestão vem funcionando no curto prazo, embora ninguém possa garantir que continuará funcionando também no médio ou longo prazo. Ou seja, esta ‘fórmula’ não é garantia alguma de sucesso a ser reeditado.

Outro aspecto interessante deste ‘fenômeno’ é a compreensão de que o atleta não é apenas um feixe de músculos que é medido através da interpretação fria dos resultados das avaliações físicas e fisiológicas (dobras cutâneas ou percentuais de gordura incluídos).

Ronaldo (aliás todo atleta) é um ser humano único, sensível, emotivo, que ri, que chora, que sente dores e tem, enfim, necessidades biológicas, psicológicas, sociais e espirituais que precisa ser bem compreendido, mesmo que de forma apenas intuitiva.

Talvez, se estivesse com quatro ou cinco quilos a menos, não estaria tão à vontade, descontraído e feliz. Portanto, provavelmente poderia não ser tão eficiente quanto é (está) hoje.

Para este tipo de compreensão, há que ter muita intuição… e esta, não se estuda nos livros.

Como nos ensina Albert Einstein “não há ciência sem imaginação”. E assim como não pode haver prática sem teoria, também não pode existir teoria que não tenha inspiração na prática.

E é a persistente capacidade de surpreender do futebol que torna Ronaldo um de seus mais genuínos representantes.

Categorias: Complexidade · Conhecimento · Profissionalização
Etiquetado: , , ,

Um Livro às Quintas

23/07/2009 · Deixe um comentário

1094440_4.jpg

“…Como exercício prático, seguindo sua intuição, analise cada rosto em dois segundos e decida por quem parece ser confiável.”

Blink, A Decisão num Piscar de Olhos, Malcolm Gladwell.

Editora Rocco, 2005.

O livro analisa a importância do que chamamos de intuição.Trata das decisões instantâneas da parte do nosso cérebro conhecida como ‘inconsciente adaptável’, capaz de realizar raciocínios imediatos e chegar a conclusões antes que tomemos noção consciente do que está acontecendo. O livro explica como funciona esse processo mental e mostra mais exemplos de situações relativas a ele. Como conclusão, Gladwell defende a importância dos dois primeiros segundos em que o ser humano reage a uma situação. Blink trata a intuição como importante ferramenta de decisão, um diferencial que deve ser cada vez mais valorizado no mercado de trabalho e na vida pessoal.

Como exercício prático, seguindo sua intuição, analise cada rosto em dois segundos e decida por quem parece ser confiável.

atphoto.2007-08-28.image_media_vertical.4992552234.jpeg 21_mvg_rio_eurico_2104.jpg 0,,11589321-EX,00.jpg 7188_jose_dirceu.jpg tom_hanks.jpg arbitro_edilson.jpg 04renuncia.jpg18590.jpg

Se a sua resposta foi Tom Hanks, bateu com a minha…

Categorias: Livros
Etiquetado: ,

Perdendo e Aprendendo

22/07/2009 · Deixe um comentário

Estudiantes_de_La_Plata_logo.png

“…Imagine o discurso do técnico do Estudiantes num vestiário brasileiro. Cartolas e boleiros recomendariam sua internação.”

Por que o Estudiantes é Tetra

por André Kouri

“Eu pedi aos jogadores que olhassem para o céu. Eles veriam uma enorme camisa do Estudiantes, encontrariam os ex-campeões, estariam na sala de suas casas. Pedi que saltassem e se agarrassem nas estrelas, que levassem essa camisa. E disse que essa camisa iria a todas as partes do mundo. Era a camisa deles.”

Essas foram as últimas palavras do técnico Alejandro Sabella, aos jogadores do Estudiantes de La Plata, antes da decisão contra o Cruzeiro.

No vestiário, os argentinos podiam ouvir o Mineirão lotado.

Sabella os preparou para que não sucumbissem ao ambiente hostil.

Tratou de criar uma conexão entre seus comandados e o sentimento que não os deixaria sozinhos, num gramado brasileiro: os 35 anos de saudade do último título de Libertadores conquistado pelo clube.

A história do futebol é quase sempre contada pelos vencedores.

É óbvio que Adílson Batista também falou com seus jogadores, também lhes mostrou um vídeo motivacional.

Esta coluna não é uma supervalorização do discurso de um treinador, não credita o título do Estudiantes às subjetividades propostas por Sabella.

É apenas uma constatação das diferenças entre as duas principais escolas de futebol do mundo.

Diferenças que são, acima de tudo, culturais.

No momento em que um clube brasileiro perde, mais uma vez, e em casa, a decisão de Libertadores para um adversário argentino, a análise precisa sair do campo.

O que decidiu o jogo?

A maneira como o Estudiantes absorveu o gol do Cruzeiro, e a maneira com o Cruzeiro não absorveu o empate.

Do 1 x 0 ao 1 x 1, seis minutos.

Do 1 x 1 ao 1 x 2, quinze, tempo em que o goleiro Andújar não sofreu ameaça.

Atrás no placar, e com o Mineirão em festa, o time argentino continuou jogando.

Após o empate, que apenas prolongaria a final, o time brasileiro parou.

Já vimos filmes parecidos, com outras cores e em outros cinemas nacionais.

Os (bons) times argentinos raramente abandonam seu plano de jogo.

Levam gols e parecem nem ligar.

Fazem gols e tomam conta.

E quanto mais festejam títulos por aqui, menos se preocupam em decidir aqui.

São times mais obedientes taticamente, mais conscientes do que podem e não podem fazer, mentalmente mais fortes.

O que não tem só a ver com futebol.

Tem a ver com a formação das pessoas.

O jogador argentino “standard”, nota 6, é melhor do que o brasileiro.

E é mais profissional do que o brasileiro.

Como nas competições entre clubes há mais jogadores comuns dos dois lados, a superioridade fica exposta, principalmente na hora mais importante.

Superioridade que aumenta quando há um “top-de-linha” envolvido, como Juan Sebastián Verón.

Quando a parada é entre os “tops” de cada país, seleção contra seleção, a vantagem é nossa, porque os temos em maior quantidade.

Imagine o discurso de Alejandro Sabella, num vestiário brasileiro.

Cartolas e boleiros recomendariam sua internação.

E alguém ainda perguntaria quem eram os “ex-campeões”, ou o que aconteceu há 35 anos.

A evolução do nosso futebol acompanhará nossa evolução como sociedade.

Categorias: Conhecimento
Etiquetado: , , ,

Campanha da Copa da África 2010

20/07/2009 · Deixe um comentário

“É só pelo futebol que as pessoas esquecem de política, da rivalidade entre suas tribos e da pobreza que assola o nosso continente. O futebol consegue reunir num mesmo local o presidente, o ministro e o homem comum, todos torcendo pelo mesmo objetivo: o gol.”

Mini documentário produzido pela Coca-Cola, utilizado na campanha da Copa do Mundo da África 2010.

Categorias: Apita o Árbitro
Etiquetado: ,

Há 40 Anos

17/07/2009 · Deixe um comentário

remapo11.jpg

1969

No Futebol…

… Pelé fazia o milésimo gol.

… o estádio Beira Rio era inaugurado.

… Tostão era o artilheiro das Eliminatórias para a Copa do Mundo no México.

… desfilavam craques pelos gramados do país: Leivinha, Almir, Rivellino, Pelé e tantos outros.

… o Estudiantes da Argentina era campeão da Libertadores.

Fora das Quatro Linhas…

… os Beatles faziam seu último show, no terraço do prédio de sua gravadora.

… o mundo via o homem pisar na Lua.

… o Ato Institucional nº 5 dava poderes extraordinários ao Presidente da República do Brasil.

… o escritor José Sarney publicava o livro “Norte das Águas”, que contava as desgraças das vítimas do sistema político.

Categorias: Conhecimento · História · Livros
Etiquetado: , , , , ,

Um Livro às Quintas

16/07/2009 · Deixe um comentário

image.jpeg

“A história do menino que queria ser como José Mourinho”

Ganda Bomba, o Pequeno Treinador - Manuel Arouca

Oficina do Livro, 2006.

Lourenço Figueiredo tem doze anos, vive em Cascais e gosta de jogar Football Manager. O seu pai, técnico de futebol, é contratado pelo clube Estoril Praia. Lourenço vive intensamente os jogos de futebol da equipe do pai, ao mesmo tempo em se que se encontra apaixonado por Sofia, a garota mais linda da 7a série.

Quem não gosta do mundo do futebol é a mãe de Lourenço – uma mulher carinhosa e cheia de garra, com quem ele desabafa os seus desamores – e a sua irmã, uma garota capaz de fazer cair o queixo de qualquer adolescente.

O Pequeno Treinador narra as aventuras que farão nos recordar de nossas próprias histórias: a relação com a família, os amigos, os amores e a euforia contagiante do futebol.

Categorias: Criatividade · Humor · Livros
Etiquetado: , , ,

Conversas no Fim da Tarde

15/07/2009 · Deixe um comentário

grande_bernardo.jpg

“É quando, no céu, alguém joga futebol… A ciência diz que é um meteorito.”

Via Universidade do Futebol

Não recebo e-mails. O que me chega vem no bico de Oto e seus morceguinhos-correio, em papel. Tem de tudo: alguns missivistas curiosos duvidam que eu seja de fato um eremita vivendo no fundo de uma caverna. De quê eu viveria? Afinal, dizem, um homem precisa comer. É porque não conhecem do que é capaz a terra quando bem tratada. Meus tomateiros e pés de couve alimentariam bem mais que uma família. Inhames e carás nunca me faltam, além da frondosa árvore de fruta-pão. Nasceu-me, perto daqui, sem que a plantasse, uma pitangueira.

A jabuticabeira já existia quando para cá me mudei. Tenho os pequis e as gabirobas, e até melancias, eventualmente, uma ou outra. As mangas fazem lama no chão. Já me perguntaram se sou vegetariano. Respondo que vegetariano fui ficando, pois que não há açougues por perto, e animais, onde vivo, são companhia, não comida.

Tenho amigos, mas não os quero próximos. O jovem João Paulo manda-me cartas convidando-me para deixar o exílio. Não, eu não deixaria a companhia de Aurora, de Oto e Arnaldo. Fazem-me bem, e bastam-me. Ao João Paulo respondo que não foi algum mal que me expulsou da cidade, mas apenas a caverna que se mostrou mais atraente que todas as luzes, todos os carros, todos os shopping centers.

Nem deixar os estádios de futebol lamento. Já não os frequentava há muito quando vim para cá; violência em excesso, sabem? Do futebol sinto falta, ah, isso sinto! É só o que explica eu ter na caverna uma televisão, alimentada a duras penas por uma bateria solar. Por sorte, onde vivo, há sol quase todo o ano. Como consegui uma televisão alimentada por bateria solar? Por aqui os mistérios são muitos.

(mais…)

Categorias: Crítica · Humor
Etiquetado: , ,

A Velha História

13/07/2009 · 1 comentário

parreira(3).jpg

“Nada mais me surpreende no futebol depois de 40 anos”

Seguem trechos do desabafo de um dos mais importantes técnicos de futebol da nossa história. O enredo é conhecido e os protagonistas também.

“Valeu ter voltado. Valeu ter matado a curiosidade, após sete anos seguidos em seleções. Queria voltar a sentir essa adrenalina. Mas só constatei que não se tem paciência com o projeto. Só se vê o resultado”, emendou.

“Era necessária uma vitória para sobreviver. Mas não ocorreu. No Brasil, não se tem a oportunidade de trabalhar, é só jogar, jogar e rezar para os resultados acontecerem.”

 

 

Categorias: Crítica · Profissionalização
Etiquetado: , ,

Dia Mundial do Rock

13/07/2009 · Deixe um comentário

No dia mundial do Rock’n Roll, uma homenagem a altura.

Boa semana!

Categorias: Apita o Árbitro
Etiquetado: ,

Paixão Racional

11/07/2009 · Deixe um comentário

florentino-perez-234x300

Florentino Pérez, o construtor do Real Madrid

O Palmeiras abriu mão de Muricy Ramalho, por justamente entender que aportar mensalmente 1 milhão de reais só em custos de comissão técnica é algo incompatível com a realidade do futebol brasileiro. E vale lembrar que o próprio Palmeiras contribuiu para inflacionar o mercado de treinadores, em especial, no último ano.

Já Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, gastou 215 milhões de euros apenas na contratação de duas estrelas internacionais: Kaká e Cristiano Ronaldo.

Pouco se comenta que o Real deve mais de 500 milhões na praça, reflexo da última gestão do atual presidente, e que a garantia do pagamento dos dois atletas foi assegurada pelo Grupo Santander.

Apostar na gestão pelos resultados é muito arriscado, principalmente com uma nova equipe em formação.

É uma injeção de morfina nos torcedores madrileños.

Os torcedores do Palmeiras, mais cedo ou mais tarde, podem sentir as dores deste trauma. Mas antes de casar, certamente, vai sarar.

Fernanda Conde Tega
(11) 3395-4004
www.joate.com.brpelo Grupo Santander

Categorias: Profissionalização
Etiquetado:

Um Livro às Quintas

09/07/2009 · Deixe um comentário

411961-3.jpg

“One ginger Pelé

There’s only one ginger Pelé!

One ginger Pelé, there’s only one ginger Pelé!”

(Canção em homenagem a Gary Doherty, ídolo dos Spurs no início da década, cantada em ritmo de ‘Guantanamera’)

One Ginger Pelé! - Chris Parker

New Holland Publishers, 2008.

O livro desta semana é uma preciosidade trazida da Inglaterra, onde humor e cultura alternam-se durante suas 96 páginas. São os principais cânticos e canções das torcidas inglesas, divididos em várias categorias, dentre elas: atletas favoritos, atletas marcados, adversários odiados, managers etc.

Aliás, a quantidade de assuntos sobre futebol já publicados no Reino Unido é ampla e fascinante para quem busca informação e conhecimento sobre o esporte mais praticado do planeta.

Categorias: História · Humor · Livros
Etiquetado: , , ,

As Voltas Que o Mundo Dá

08/07/2009 · Deixe um comentário

kleb.jpg

O The Sun resgatou a foto abaixo tirada em agosto de 2003. Sir Alex Ferguson apresentava suas novas aquisições: Kléberson, campeão mundial de 2002, e a promessa Cristiano Ronaldo.

Via Thank God For Football

O brasileiro ficou somente dois anos e proporcionou ao Manchester um prejuízo de £3,43 milhões (foi comprado do Atlético Paranaense por £5,93 mi e vendido por £2,5 mi ao Besiktas). Já o português, comprado do Sporting por £12,24 milhões, foi vendido agora ao Real por £80 milhões. Lucro de £67,76 milhões.

Kléberson começou jogando apenas 24 vezes e fez dois gols. O tablóide também lembra de outro jogador contratado na mesma época, Djemba-Djemba. O camaronês chegou do Nantes por £3,5 milhões e saiu um ano meio depois para o Aston Villa por apenas £1,5 milhão. Ao ser entrevistado, Djemba reclamou que não teve muitas oportunidades e alfinetou lembrando que, na época, Cristiano Ronaldo era torcedor do Barcelona.

Categorias: Conhecimento · História
Etiquetado:

Você Resistiria?

07/07/2009 · Deixe um comentário

Você resistiria?

Categorias: Apita o Árbitro · Humor
Etiquetado: ,

Sobre Heróis e Vilões do Nosso Futebol

03/07/2009 · 23 comentários

049.jpg  

“…Meu nome é Luiz Antônio e tomei a liberdade de ligar para o senhor. Eu gostaria de participar do processo seletivo para o cargo de técnico da equipe juvenil do Internacional.”

Era inverno e início de semana na fria Porto Alegre. O termômetro da Avenida Independência alertava para uma noite das mais geladas e o dirigente estava naquela mesma mesa, no mesmo restaurante.

Fernando, o presidente do Internacional, organizava a pauta da reunião do dia seguinte enquanto aguardava o jantar, que mais era sinônimo de trabalho-fora-do-expediente do que de refeição, propriamente dito.

Muitas frentes estavam se estruturando e um novo clube parecia nascer naquele gigante da Beira-Rio. Em verdade, as críticas também cresciam nas mesmas proporções e muitos eram os assuntos que circulavam nos programas de TV.

Onde já se viu entrevistar técnico de futebol? Investir em centro de informação e inteligência (Intercenter) pra quê? Universidade corporativa, então? Nós precisamos de jogadores e não de alunos! O Inter irá cair sem nossos principais jogadores! Socorro!

Fernando não se continha em felicidade com o pagamento de boa parte das dívidas, conseguido através da venda de Fábio Rockembach ao Barcelona da Espanha. Os investimentos futuros estariam voltados ao crescimento sustentado do clube, através de fatores importantes, como a capacitação de profissionais, busca equilibrada de receita e foco no processo de desenvolvimento dos atletas, buscando valorizar cada vez mais o produto final.

Tinha uma oportunidade única em tentar mudar a história daquela instituição de pouco mais de 90 anos e que se via cercada pelas mesmices do nosso futebol: dívidas, salários de atletas incompatíveis com a realidade do país, receita concentrada nos direitos televisivos, ausência de um planejamento de longo prazo, ambiente contaminado por empresários de atletas sanguessugas e por aí vai.

Um projeto audacioso que estava sendo conduzido por um engenheiro de formação, homem sério, de gênio forte e pulso firme, capaz de olhar seus atletas e colaboradores nos olhos, dar apoio e transmitir segurança de que esse era o caminho.

Era uma das tarefas mais difíceis de toda a sua vida. Colorado e apaixonado pelo Inter desde guri, havia planejado se tornar presidente de seu clube do coração oito anos antes.

Junto de seu coordenador técnico, homem de confiança e co-responsavel na reestruturação do clube, enfrentou toda uma nação colorada de frente, ao anunciar que uma transformação estava por vir. Jogadores custosos seriam dispensados e outros substituídos, dando lugar a atletas pouco conhecidos, alguns deles já formados no próprio clube.

E o mais fantástico, e talvez, mais chocante para os gaúchos colorados: divulgaram uma previsão que o grande Inter de Porto Alegre poderia voltar a sonhar com um título de expressão somente em 4 ou 5 anos a partir das mudanças.

Estávamos no ano de 2001.

Em determinado momento daquela noite, toca o telefone do dirigente:

- Muito boa noite. É o presidente Fernando?

- Boa noite. Sim, quem é? – responde o dirigente.

- Meu nome é Luiz Antônio e tomei a liberdade de ligar para o senhor. Eu gostaria de participar do processo seletivo para o cargo de técnico da equipe juvenil do Internacional. O senhor poderia me auxiliar com algumas informações?

- Pois não, Luiz. Vou lhe passar os dados do nosso responsável e peço que entre em contato ainda nesta semana, tudo bem? – interagiu o presidente.

- Muito obrigado, Sr. Fernando. Farei este contato o mais breve possível. Agradeço a sua atenção e lhe desejo uma boa noite. – despediu-se Luiz Antonio.

- Boa noite e boa sorte! Será um prazer encontrá-lo por lá. – agradeceu o presidente.

Luiz Antonio é Luiz Antonio Venker Menezes, o Mano Menezes. Um dos principais treinadores e conhecedores da gestão de campo (e de gente!) no futebol da atualidade.

E o presidente Fernando, não é o mesmo que saiu na foto do título mundial do Inter. Nem tampouco é o que passou vergonha há alguns dias com declarações típicas de dirigentes que tentam se passar por heróis.

Seu nome é Fernando Miranda.

Categorias: Conhecimento · Crítica · Profissionalização
Etiquetado: , , , ,

Um Livro às Quintas

02/07/2009 · Deixe um comentário

59723

“Informação não é sinônimo de conhecimento”

Ansiedade de Informação – Richard Saul Wurman

Editora de Cultura, 1999

Um dos principais manuais da comunicação que alerta para a enorme quantidade de informação existente hoje em dia e da necessidade de separação do que é essencial e do que é supérfluo.

Atual e ideal para quem vive o dia-a-dia da internet, mesmo com quase 10 anos da primeira edição.

Categorias: Conhecimento · Livros
Etiquetado: