Caderno de Campo

Entradas do novembro 2009

Mercadoria Tipo Expotação

18/11/2009 · Deixe um comentário

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por Tostão (Folha de S. Paulo), sobre a atual média de altura da seleção brasileira principal, comandada por Dunga:

“Os grandalhões brasileiros são consequência da seleção feita nas categorias de base.

Os meninos estão se tornando atletas muito cedo.

São produzidos em série, como mercadoria para ser exportada.

Os grandalhões com talento valem fortunas.

Os que não vão para frente (a maioria) sentem-se frustrados e incapazes de exercer outras atividades. Perdem o futebol e a vida.”

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Ciclos

16/11/2009 · Deixe um comentário

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“Essa é uma das peculiaridades do futebol. A coisa no curto prazo é maluca. E leva pessoas a tomarem atitudes imponderadas. Por não conseguir e não poder enxergar as coisas no longo prazo.”

por Oliver Seitz, via Universidade do Futebol

Existem poucas verdades absolutas. No futebol, naturalmente, também.

Entre essas poucas verdades, uma delas é que o futebol é cíclico.

Coisas vem e vão.

Pessoas aparecem, somem e reaparecem.

Injustiças acontecem com você agora e, amanhã, acontecerão com seus adversários.

Seu time domina hoje e será rebaixado em pouco tempo.

É assim que as coisas vão. E vem.

No curto prazo, é tudo insano.

No longo, as coisas fazem mais sentido.

Essa é uma das peculiaridades do futebol.

A coisa no curto prazo é maluca.

E leva pessoas a tomarem atitudes imponderadas.

Por não conseguir e não poder enxergar as coisas no longo prazo.

O afã do próprio eu, somado ao imediatismo da demanda de segundos e terceiros fazem com que se tomem atitudes impensadas.

Motivadas por impulso. Momentâneas.

De curto prazo. Sem lógica.

Sem sentido.

Isso é visível durante e após partidas mais conturbadas.

Mas tem implicações maiores.

Não se enxerga o longo prazo no futebol brasileiro.

Porque ninguém se importa com ele.

É preciso resolver o agora. É necessário se importar com o já.

Mais pra frente, outro que se vire. O meu é aqui, e agora.

O depois, que fique para depois.

De que adianta montar uma estrutura sustentável para vitórias futuras se ela implica em derrotas no presente?

Nada. Absolutamente nada.

Independente se as atitudes que se tomem sejam efêmeras.

Ninguém quer saber. Foca no relógio.

E não no calendário.

E o relógio dá voltas.

O presidente do Palmeiras sentiu isso na pele.

Foi um exemplo claro.

Quem foi prejudicado ontem é beneficiado hoje.

E será prejudicado novamente amanhã.

Quem se preocupa, perde cabelo.

Quem percebe, assiste de camarote.

Mas não tem a mesma graça.

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