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O presidente é e sempre será a figura maior do clube.
A maioria dos presidentes de clubes de futebol, ao contratar seus treinadores, solenemente, entrega a ‘chave do vestiário’ ao novo orientador tático da equipe.
Funciona mais ou menos assim: o presidente chega para o seu novo contratado e diz nas entrelinhas:
“Vai lá.. e joga. Se você ganhar, continua. Se perder, eu serei obrigado a trazer outro melhor.”
E o ciclo se repete na próxima contratação…e na próxima, até que a equipe esteja alinhada cosmicamente e consiga os resultados.
Mais tarde, assim que novas derrotas se apresentem, o ciclo volta a se repetir.
Não se contrata treinadores pensando exclusivamente em salário. Contrata-se pensando em processos.
Ou seja, busca-se um nome que tenha o perfil desejado e que esteja alinhado com o que a instituição pretende desenvolver no curto, médio e longo prazos.
Um treinador que acredite nas mesmas coisas que o presidente acredita. E vice-versa.
E como um clube pode encontrar o treinador certo?
Da mesma maneira que as grandes corporações que procuram disputar espaços no mercado: minimizando erros na escolha de cargos estratégicos, ao tratar com competência o processo de escolha para a função pretendida.
Entrevistar candidatos com um roteiro bem definido e que revele aspectos importantes do perfil do futuro treinador, já é um primeiro passo.
Ao conhecer melhor o candidato a treinador, pode-se aprofundar e querer discutir questões básicas do dia-a-dia, como política de relacionamento com os diferentes profissionais que lhe darão suporte (fisiologista, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, profissional de TI etc.) e processos de vestiários, talvez o mais sensível de todos os ambientes dentro de um clube.
Quem faz o quê neste ’sagrado’ local? Como minimizar egos e integrar sinergicamente os (mesmos) objetivos da comissão técnica, gestores e diretoria?
Quais são as informações que a comissão técnica deve passar à diretoria para que ela ‘compre uma briga’? Seja com um empresário/procurador, outro clube, tv, patrocinador, arbitragem, federação…
Ou problemas de autoridade no vestiário, onde transitam os mais diversos tipos de profissionais e amadores bem intencionados.
Vejam quantas são as dimensões e assuntos vivenciados diariamente neste ambiente e o quanto seria pouco produtivo e/ou inteligente deixá-los apenas a cargo do treinador que recebeu ‘a chave’.
O presidente é e sempre será a figura maior do clube.
Alinhando os principais processos, fica inócua a discussão de quem manda no vestiário, por exemplo.
E isto não significa em absoluto querer escalar a equipe, ou induzir o treinador a jogar em duas linhas de quatro fora de casa.
Tal fato torna-se tão pequeno perto de todo um processo de trabalho, que nenhum presidente-de-verdade gostaria de se meter.



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