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	<title>Caderno de Campo &#187; Complexidade</title>
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	<description>“Quem quiser entender de futebol só estudando futebol, nunca vai saber tudo sobre futebol.” (Manuel Sérgio)</description>
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		<title>Caderno de Campo &#187; Complexidade</title>
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		<title>Um Livro às Quintas</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 22:01:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Una red de significado interpretada desde el paradigma de la complejidad&#8221; El Modelo de Juego del FC Barcelona - Oscar P. Cano Moreno MC Sports, 2010. Oscar Moreno condena e derruba a barreira existente entre teoria e prática, nos conduzindo pelo &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2012/02/09/complexidade-barcelona-futebol/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=2032&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2012/01/img_3078.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2033" title="El Modelo de Juego del FC Barcelona" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2012/01/img_3078.jpg?w=640&#038;h=856" alt="" width="640" height="856" /></a></p>
<p style="text-align:center;">&#8220;Una red de significado interpretada desde el paradigma de la complejidad&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align:left;"><strong>El Modelo de Juego del FC Barcelona -</strong> Oscar P. Cano Moreno</p>
<p style="text-align:left;">MC Sports, 2010.</p>
<p style="text-align:left;">Oscar Moreno condena e derruba a barreira existente entre teoria e prática, nos conduzindo pelo sinuoso universo das teorias dos sistemas dinâmicos e nos convida a entender a complexidade do jogo &#8211;  desde as evidências da imprevisibilidade à análise minusciosa da construção do modelo de jogo do F.C. Barcelona.</p>
<p style="text-align:left;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=2032&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ambição e Desambição no Futebol</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 13:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Técnicos e atletas estão divididos entre a ousadia e a prudência, a ambição e a desambição por Tostão Nota do autor: Como é bom ler um mestre da bola e das palavras como o filósofo Eduardo Gonçalves de Andrade, o &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/09/25/ambicao-e-desambicao-no-futebol/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1969&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/09/035615100-ex00.jpg"><img class="size-medium wp-image-1970 aligncenter" title="0,,35615100-EX,00" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/09/035615100-ex00.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Técnicos e atletas estão divididos entre a ousadia e a prudência, a ambição e a desambição</p></blockquote>
<p>por <strong>Tostão</strong></p>
<p><strong><em>Nota do autor: Como é bom ler um mestre da bola e das palavras como o filósofo Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, que simplifica nossa crença sobre o futebol, em sua realidade, sua complexidade e suas tendências.</em></strong></p>
<p>Falam que esquema tático bom é o que dá certo. Nem isso podemos dizer, pois há muitos outros fatores envolvidos no resultado de um jogo.</p>
<p>Muito mais importante que o desenho tático, os números, é a estratégia, a filosofia. É saber onde começa a marcação, com quantos jogadores um time ataca e defende, se há muitos ou poucos espaços entre os setores, se a prioridade é o domínio do jogo, a posse de bola ou os contra-ataques e vários outros detalhes.</p>
<p>Ruim é não ter nada bem definido. Um técnico é melhor que outro quando seus jogadores executam com mais eficiência o que foi planejado, e não por causa do esquema tático. Todos têm vantagens e desvantagens.</p>
<p>Como temos o hábito de tentar achar uma única causa para explicar o resultado, para mostrar sabedoria -ou ignorância-, fica mais fácil dizer que um time ganhou ou perdeu por causa da escalação, da substituição ou porque o técnico colocou um jogador cinco metros mais para a direita ou para a esquerda.</p>
<p>Os treinadores, supervalorizados, muitas vezes, iludidos e prepotentes, pensam também que seu esquema tático decidiu o jogo.</p>
<p>A maioria das equipes começa e termina uma partida com os jogadores nas mesmas posições, compartimentados, robotizados. Volante não se mistura com meia. Há armadores pela direita e pela esquerda. O meia dá o passe, e o centroavante faz o gol.</p>
<p>Há exceções.</p>
<p>Até hoje, ninguém sabe se Xavi, do Barcelona, é volante ou meia, se joga mais pela esquerda ou pela direita. O veloz e aguerrido Herrera, do Botafogo, marca o lateral e ainda faz dupla de ataque com Loco Abreu.</p>
<p>Esquema tático bom é o que deixa o comentarista ansioso, tentando descobrir, pela movimentação dos jogadores, ocasional ou habitual, qual foi a mudança tática que o técnico fez durante a partida. Algumas vezes, o técnico nem percebe.</p>
<p>Os treinadores ficam divididos entre a ousadia e a segurança. Querem arriscar e, ao mesmo tempo, não querem dar chance ao adversário. O conflito costuma terminar em conciliação, por prudência ou por covardia. Assim é também na vida. É a disputa entre o princípio do prazer e a realidade, entre o desejo e a razão.</p>
<p>O sonho da maioria dos treinadores é atingir o equilíbrio perfeito. Como os atletas são, como os humanos, imperfeitos, emocionalmente instáveis e também divididos entre a ambição, o desejo de ser herói, e a desambição, o equilíbrio perfeito nunca é atingido. Ainda bem. Ficaria muito chato.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1969&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Grande Sacada para as Categorias de Base: Capacitar seus Atletas</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 18:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Chegará o dia em que estará criado um processo irreversível nas categorias de base, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/08/26/a-grande-sacada-para-as-categorias-de-base-capacitar-seus-atletas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1935&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/08/innovations.jpg"><img class="size-medium wp-image-1962 aligncenter" title="innovations" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/08/innovations.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:center;">“Chegará o dia em que estará criado um processo irreversível nas categorias de base, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de treinamento.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Em tempos de crises e mídias sociais, muita coisa vem acontecendo por todo o planeta. Corruptos são presos pela manhã e soltos à tarde, países ricos ficam pobres ao anoitecer e a consciência coletiva de que algo precisa ser feito pela nossa subsistência e qualidade de vida deixa de ser clichê.</p>
<p>E o futebol (ah o futebol!), também vive suas particularidades. Apesar dos clubes continuarem a gastar mais do que recebem e das seleções tradicionais não mais figurarem isoladas no topo do ranking da FIFA, mais pessoas comuns analisam o jogo: estudiosos, curiosos e gente interessada em saber de verdade o que acontece dentro das quatro linhas.</p>
<p>Principalmente no continente europeu, onde há décadas se estudam e aplicam as novas teorias relacionadas ao jogo e treinamento do futebol e, muito em função disso, começamos a perceber um distanciamento qualitativo de algumas equipes e seleções em relação ao resto do mundo. E, infelizmente, o Brasil está incluído neste <em>resto</em>.</p>
<p>O grande desafio nos próximos anos será pela busca da popularização em solo tupiniquim, desse olhar mais científico, lógico e nem menos apaixonante sobre o futebol.</p>
<p>Muito embora as novas maneiras de enxergar o jogo e o treino do futebol sejam positivas, permitindo inclusive que alguns desvios no processo de formação de atletas sejam corrigidos, resistências a este novo olhar sempre irão ocorrer. E as comparações entre metodologias de trabalho, muitas vezes sem embasamento científico, serão inevitáveis.</p>
<p>Como treinar uma equipe de futebol aproximando-a da imprevisibilidade (e realidade) do jogo, e como trabalhar nas equipes técnicas de maneira integrada e com mais qualidade, são questões essenciais a serem respondidas por quem pretende estar à frente do seu tempo.</p>
<p>Nos esportes coletivos, e no futebol em particular, pesquisadores e especialistas dissecaram as dinâmicas do jogo, que apontaram para eventos comuns e com padrões que se repetem. Foram identificados <strong>quatro momentos</strong> que nos permitem entender as tais dinâmicas: defesa, transição ao ataque, ataque e transição à defesa.</p>
<p>Nessas quatro situações, todos os jogadores tem um comportamento muito particular em campo, com ou sem a bola.</p>
<p>Os jogadores se relacionam e formam um todo organizado, que é a equipe. Cada equipe tem seus próprios jogadores que se relacionam uns com os outros de maneira particular e essas relações variam quando a equipe está <strong>atacando</strong>, <strong>defendendo</strong> e realizando as <strong>transições</strong>.</p>
<p>Por exemplo: <strong>com a bola</strong>, os jogadores agem com o objetivo de manter a sua posse na busca pelo gol adversário. Os atletas irão se relacionar dentro do campo de uma forma bastante específica para que isso ocorra. Quando a equipe está <strong>sem a bola</strong>, os jogadores irão criar dificuldades para que a equipe adversária progrida no campo de jogo e consiga chegar à sua meta. Nestes dois exemplos, os comportamentos e intenções dos jogadores e da equipe são bem distintos.</p>
<p>E o treinador pode moldar a forma como a equipe joga nesses momentos. <strong>Modelo de Jogo</strong> é o nome dado à forma como a sua equipe deve se comportar no jogo de uma maneira geral, ou seja, como ela defende, ataca e faz as transições. Está intrinsecamente ligado à estrutura da equipe, ou seja, como ela pretende construir o seu jeito de jogar.</p>
<p>A escolha dos atletas é realizada respeitando essas características e devem estar sintonizadas com as ideias do treinador, que por sua vez, irá procurar estar conectado com a cultura e filosofia do clube.</p>
<p>O comportamento dos jogadores e da equipe, em cada momento, pode variar com intenções diferentes, ou seja, o treinador pode influenciar a forma como a relação entre os jogadores acontecerá em cada um dos quatro momentos do jogo.</p>
<p>Na teoria, chamamos de <em>princípios estruturais</em> a forma como os atletas devem se posicionar no campo de jogo. Já <em>princípios operacionais</em> é o nome dado ao que fazer em cada momento do jogo (defesa, ataque e transições).</p>
<p>O futebol é um jogo complexo e saber fazer funcionar as relações entre os jogadores durante a partida é a chave para a obtenção de sucesso.</p>
<p>Saber <strong>o que</strong> e <strong>como fazer</strong> nos momentos do jogo é o xis da questão.</p>
<p>A partir deste entendimento é que podemos moldar a forma de como a equipe deve <strong>treinar</strong>, aproximando-a da realidade da partida e do que ela poderá encontrar diante de um adversário. Inicia-se a construção do jogar da equipe, ou seja, o <strong>Modelo de Jogo</strong> começa a ganhar vida.</p>
<p>Os <a href="http://universidadedofutebol.com.br/ConteudoCapacitacao/Cursos/Detalhes.aspx?id=6&amp;vs=1">jogos reduzidos e adaptados</a> tem um papel fundamental nesta proposta metodológica no futebol. Mas como qualquer remédio, não basta apenas ler a bula para aplicá-lo. Um médico deve ser consultado e, de preferência, um que reconheça o valor da teoria antes de sair cortando com seu bisturi.</p>
<p>De maneira muito incipiente, algumas boas iniciativas começam a ser percebidas em nosso país, muito em função da sensibilidade de profissionais em cargos de direção e coordenação, que partem para um processo de reciclagem de seus recursos humanos, particularmente dos profissionais que atuam dentro de campo.</p>
<p>E mesmo restrito às categorias de base, alguns clubes brasileiros dão seus primeiros passos em direção aos novos tempos, criando ambientes de aprendizagem aos gestores de campo, buscando reciclar suas equipes técnicas com profissionais mais sintonizados com esta nova perspectiva.</p>
<p>A próxima e mais importante etapa, será a conscientização e <strong>capacitação dos atletas</strong> das categorias de base, melhorando o canal de comunicação com seus treinadores e facilitando o diálogo sobre o porquê deste ou daquele tipo de treinamento.</p>
<p>Dessa forma, estará criado um processo irreversível, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de trabalho</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1935&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista com Júlio Garganta, doutor em Ciência do Desporto</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 18:56:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[via Universidade do Futebol “No meu ponto de vista, o futebol se joga com ideias. O bom futebol se joga com boas ideias. O mau futebol se joga com más ideias ou sem ideias. Portanto, (no futebol) as questões táticas &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/06/03/entrevista-com-julio-garganta-doutor-em-ciencia-do-desporto/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1908&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>via <strong>Universidade do Futebol</strong></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';color:#333333;line-height:18px;"><em>“No meu ponto de vista, o futebol se joga com ideias.</em></span> <span style="font-family:'Trebuchet MS';color:#333333;line-height:18px;"><em>O bom futebol se joga com boas ideias.</em></span> <span style="font-family:'Trebuchet MS';color:#333333;line-height:18px;"><em>O mau futebol se joga com más ideias ou sem ideias.</em></span> <span style="font-family:'Trebuchet MS';color:#333333;line-height:18px;"><em>Portanto, (no futebol) as questões táticas e estratégicas são fundamentais&#8221;.</em></span> <span style="font-family:'Trebuchet MS';color:#333333;line-height:18px;"><em>(Júlio Garganta)</em></span></p>
<p>A discussão sobre a importância do treino no desenvolvimento do talento esportivo no futebol permeia o ambiente acadêmico e profissional. Entre diversas referências, o Prof. Dr. Júlio Manuel Garganta da Silva tem contribuído de maneira decisiva para esse tipo de análise e reflexão.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cadernodecampo.com/2011/06/03/entrevista-com-julio-garganta-doutor-em-ciencia-do-desporto/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ZZr5yfwtxMk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>O restante da entrevista inédita e exclusiva com este especialista português pode ser acompanhada <a href="http://www.universidadedofutebol.com.br/2011/06/4,10784,JULIO+GARGANTA++DOUTOR+EM+CIENCIA+DO+DESPORTO+PARTE+I+.aspx" target="_blank">aqui</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1908&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Tega</media:title>
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		<title>Será que Estaremos Vivos?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 18:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidade]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[Treinamento]]></category>

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		<description><![CDATA[A falha de Júlio César, a mais recente entre as diversas de goleiros, coloca em debate a metodologia de treino de Eduardo Barros, via Universidade do Futebol Após as finais dos Estaduais-2011, muitas rodas de conversa sobre futebol tiveram como &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/05/23/sera-que-estaremos-vivos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1894&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/05/juliocesar_ae620.jpg?w=480&#038;h=178" alt="FUTEBOL/CORINTHIANS/TREINO " width="480" height="178" /></p>
<p>A falha de Júlio César, a mais recente entre as diversas de goleiros, coloca em debate a metodologia de treino</p></blockquote>
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<p>de Eduardo Barros, via <a title="Universidade do Futebol" href="http://www.universidadedofutebol.com.br">Universidade do Futebol</a></p>
<p>Após as finais dos Estaduais-2011, muitas rodas de conversa sobre futebol tiveram como assunto principal a falha do goleiro corintiano Júlio César na jogada que terminou com o gol de Neymar, o segundo do Santos na vitória por 2 a 1, na Vila Belmiro.</p>
<p>Inconformado com a derrota, um torcedor (sem o amplo olhar das vitórias e derrotas num jogo) questionou um técnico de futebol, argumentando como pode ser possível alguém que tem como profissão a função exclusiva de fazer defesas, não conseguir segurar uma bola tão fácil.</p>
<p>Leia a história abaixo, ocorrida num destes lugares em que se discute futebol:</p>
<p>Torcedor: Não é possível! Ele é muito bem pago pelo que faz e “engoliu um frango” num chute rasteiro, fraco e, ainda por cima, no meio do gol. As desculpas que a grama estava molhada e a bola estava lisa não servem! Ele não poderia ter defendido?</p>
<p>Técnico: Poderia, sim. Mas considere toda a jogada. A recomposição da defesa do Corinthians foi lenta, o posicionamento de cobertura do zagueiro central ao lateral direito não foi bem executado e a visão do Júlio César pode ter sido atrapalhada no momento da finalização do Neymar.</p>
<p>Torcedor: Não interessa! Ele treina todos os dias com o preparador de goleiros e eu já vi centenas de vezes como são os treinamentos. Ele tem que defender chutes, chutes e mais chutes. Vi numa reportagem que alguns preparadores chutam até 500 bolas em um único dia. Muitos são dificílimos e incluem saltos, deslocamentos, rolamentos, quedas. Uma bola daquela não pode passar!</p>
<p>Técnico: Você está certo! Os goleiros defendem chutes, chutes e mais chutes, porém, escute-me: os treinamentos de goleiros um dia irão mudar!</p>
<p>Torcedor: Eu sei. Tenho acompanhado que alguns treinadores de goleiros utilizam raquetes e lançam bolinhas de tênis para serem defendidas. Clubes modernos dispõem até de uma máquina que dispara bolas. Tudo isso para melhorar o reflexo, certo? Espero que com isso os “frangos”, ao menos do meu time, não aconteçam mais!</p>
<p>Técnico: Não é bem isso que eu quis dizer. Os treinamentos que contenham disparos exagerados, seja com raquete, com máquina ou com o próprio treinador de goleiros, um dia irão acabar! Só não sei se nós ainda estaremos vivos&#8230;</p>
<p>Torcedor: Como assim? Se os goleiros já falham com a quantidade de treinamento de defesas que realizam, imaginem se pararem de treinar? O futebol está perdido!</p>
<p>Técnico: Eles não vão parar de treinar. Somente irão fazê-lo de maneira diferente!</p>
<p>Torcedor: Como assim?</p>
<p>Técnico: Chegará o dia que todos os treinamentos de uma equipe serão o mais próximo possível da realidade do jogo. O goleiro não vai ter que ficar pulando corda, cone ou estaca, pois o jogo de futebol não tem nada disso!</p>
<p>Torcedor: E como ele melhora a altura do salto?</p>
<p>Técnico: Ele não precisa saltar mais alto, e sim, na hora certa.</p>
<p>Torcedor: Mas e as defesas?</p>
<p>Técnico: Ele continuará fazendo. Não na mesma quantidade, no entanto, sobrará tempo para o aprendizado de outras questões muito importantes para o jogo.</p>
<p>Torcedor: Mas o que é mais importante para o goleiro do que defender?</p>
<p>Técnico: Não precisar defender, oras!</p>
<p>Torcedor: Isso é impossível!</p>
<p>Técnico: Não é, não! Defesas são ações técnicas bem menos realizadas do que reposições e interceptações ao longo de uma partida. Há estatísticas de jogos que uma equipe não acertou nenhum chute no gol durante os 90 minutos.</p>
<p>Torcedor: Incompetência!</p>
<p>Técnico: Ou competência da que não permitiu o chute?</p>
<p>Torcedor: E se uma equipe consegue chutar muito?</p>
<p>Técnico: Como o Barcelona, por exemplo?</p>
<p>Torcedor: Isso, o Barça finaliza demais! Como o goleiro se prepara para este bombardeio?</p>
<p>Técnico: De acordo com os números da Uefa Champions League, sabe qual a média de chutes no gol da</p>
<p>equipe espanhola por partida nesta competição?</p>
<p>Torcedor: Vinte e cinco?</p>
<p>Técnico: Sete!</p>
<p>Torcedor: Só?</p>
<p>Técnico: Sim! E é a melhor. Então, pra que defender mais de 200 bolas em um único dia?</p>
<p>Torcedor: Não sei, não sei&#8230; Estou confuso! Quer dizer que com estes novos treinamentos os goleiros não vão mais falhar?</p>
<p>Técnico: Vão sim!</p>
<p>Torcedor: E você não se importa?</p>
<p>Técnico: Claro que me importo, mas todos os jogadores erram&#8230;</p>
<p>Torcedor: Se for do meu time, vou ficar bravo sempre!</p>
<p>Técnico: Tudo bem, mas lembre-se de considerar toda a jogada&#8230;</p>
<p>Torcedor: Você já me disse isso! Me diga uma coisa: quem que está falando tudo isso? É você quem está inventando?</p>
<p>Técnico: Inventando, eu? Não&#8230; Quem me disse? Os mesmos que falam e escrevem que a preparação física do jogador de futebol está mudando, que os treinamentos das equipes de futebol irão mudar e que, consequentemente, o futebol brasileiro um dia irá mudar, e pra melhor!</p>
<p>Torcedor: Mudar? Somos pentacampeões do mundo. Você está ficando louco!!!</p>
<p>Técnico: É melhor pararmos por aqui&#8230;</p>
<p>O técnico em questão não considerou pertinente continuar a discussão, pois expressões como a função do goleiro no modelo de jogo da equipe, as regras de ação a serem executadas nos quatro momentos do jogo (ataque, defesa e transições) e o entendimento do fenômeno futebol a partir de uma visão sistêmica não seriam compreendidas. Felizmente, o diálogo ocorreu com um simples torcedor. O grande desafio é quando as justificativas têm que ser feitas para profissionais do futebol, muitas vezes sem sucesso!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1894&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Orquestra X Exército</title>
		<link>http://cadernodecampo.com/2011/04/23/orquestra-x-exercito/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 Apr 2011 13:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidade]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Intuição]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo]]></category>
		<category><![CDATA[Prática]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;A bola não entra por acaso?&#8221; Para quem gosta de futebol, falar de Barcelona e Real Madrid é inevitável nos dias de hoje. Principalmente porque num intervalo de 18 dias, teremos o privilégio de acompanhar quatro partidas sendo disputadas entre &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/04/23/orquestra-x-exercito/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1880&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>
  <img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/04/barcelona-real-madrid_lanima20110416_0032_261.jpg?w=640" alt="Barcelona-Real-Madrid_LANIMA20110416_0032_26.jpg" /></p>
<p>&#8220;A bola não entra por acaso?&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Para quem gosta de futebol, falar de Barcelona e Real Madrid é inevitável nos dias de hoje. Principalmente porque num intervalo de 18 dias, teremos o privilégio de acompanhar quatro partidas sendo disputadas entre as duas equipes espanholas: uma pelo Campeonato Espanhol 2010-2011 (empate em 1X1, em Madrid), uma pela final da Copa do Rei (vitória do Real Madrid por 1X0, em Valência) e duas pelas semifinais da Liga dos Campeões da Europa (0X2 em Madrid e 1X1 em Barcelona).</p>
<p>Confesso que há tempos não escrevia um texto mais elaborado, em parte por ter encontrado no Twitter (<a href="http://www.twitter.com/tega" title="Twitter">@tega</a>) uma saída mais rápida para descarregar as ideias, mesmo que limitadas a 140 caracteres. Mas nos últimos dias consegui reunir algumas anotações, contando com ajuda dos amigos, ao fazer a seguinte provocação: como uma orquestra pode vencer um exército?</p>
<p>Esta analogia pode ser percebida se compararmos os desempenhos de duas das principais equipes de futebol do mundo.</p>
<p>O F.C. Barcelona, seria a orquestra. Repleto de músicos tecnicamente excelentes e com inteligência de jogo (*) mais consolidada e acima da média. Possui um maestro competente, de comprovada liderança e de conhecimentos suficientes para reger seus atletas e manter a harmonia da equipe, mas que não é tão fundamental&#8230;</p>
<p>O modelo de jogo (o norte, ou seja, como a equipe treina e se porta nos jogos, no sistema defensivo, nas transições e no sistema ofensivo) é muito bem definido e aproxima-se da excelência, e não muda em função do adversário. A posse de bola é muito valorizada durante toda a construção desse processo.</p>
<p>A cultura de jogo mistura-se à sua filosofia: ‘Més que un Club’ e vem sendo construída há anos, reproduzindo-se desde suas categorias de base. O perfil de seus atletas reflete muito bem esta cultura e dificilmente desafinam ou saem do tom, principalmente porque o F.C. Barcelona é um clube formador.</p>
<p>Já o Real Madrid seria o exército. Muito mais dependente de seu comandante, que além de ser um grande líder é peça fundamental ao criar as estratégias e armadilhas que sejam bem executadas em cada batalha. Compromete seus atletas com uma meta principal e extrai o máximo deles, individual e coletivamente. Os soldados também são considerados tecnicamente excelentes, mas com inteligência de jogo em processo de desenvolvimento. Recrutados a peso de ouro, coadunam com o perfil de clube comprador que é o Real Madrid.</p>
<p>Talvez por este motivo fique mais fácil perceber que o clube ainda não possui uma cultura de jogo definida. Já o seu modelo de jogo é bem executado, mas ainda distante da excelência. Mais flexível, muda de acordo com o adversário, valorizando a progressão rápida ao gol.</p>
<p>Se constatarmos que os imaginários “exército” e “orquestra” estão em condições iguais de disputa: mesmo número de jogadores, treinadores ávidos por colocarem seus nomes na história e onde “armas” e “instrumentos” se transformam simplesmente em suor e chuteiras, conseguiríamos determinar quem tem mais chances de sair vencedor dos confrontos?</p>
<p>Em quem você apostaria: na orquestra ou no exército?</p>
<p>Entender melhor o contexto das duas equipes pode nos preparar para realizar escolhas mais acertadas e permitir um melhor convívio com fatores que não podemos controlar. Neste sentido, competência, dedicação, estrutura de trabalho e recursos financeiros são ingredientes importantes, mas não representam tudo o que deve ser considerado.</p>
<p>No futebol, e na vida de forma geral, existem novas maneiras de enxergarmos uma situação, e que coloca em xeque tudo o que acreditamos saber até então.</p>
<p>Como afirma o ex- vice presidente do F.C. Barcelona, Ferrán Sorian, ‘A bola não entra por acaso’.</p>
<p>Mas talvez ela entre sim, mais do que possamos imaginar.</p>
<p>(*) a inteligência de jogo é a capacidade de resolver as situações-problema do jogo de maneira eficiente utilizando seu acervo técnico, tático, físico e psicológico.</p>
<p></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1880&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Jogo de Futebol como um Sistema: a Questão do Encaixe</title>
		<link>http://cadernodecampo.com/2011/03/10/de-fora-do-aquario-o-jogo-de-futebol-como-um-sistema/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 14:46:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidade]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[De Fora do Aquário]]></category>
		<category><![CDATA[Prática]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[de Luiz Lima, engenheiro. Quando, lá atrás, comecei a enxergar o jogo como um sistema dinâmico e funcional, penso ter dado um passo importante – vejo isto claramente, hoje – na compreensão do futebol. Todavia, como Norbert Wiener e os &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/03/10/de-fora-do-aquario-o-jogo-de-futebol-como-um-sistema/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1844&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/03/16330-lone-soccer-player-with-a-ball-as-a-head-standing-on-a-green-puzzle-piece-with-part-of-a-field-symbolizing-only-part-of-a-team-clipart-illustration-graphic1.png"><br />
<img class="alignnone size-medium wp-image-1858" title="O Encaixe no Futebol" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/03/16330-lone-soccer-player-with-a-ball-as-a-head-standing-on-a-green-puzzle-piece-with-part-of-a-field-symbolizing-only-part-of-a-team-clipart-illustration-graphic1.png?w=287&#038;h=300" alt="" width="287" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:left;"><strong>de Luiz Lima, engenheiro.</strong></p>
<p>Quando, lá atrás, comecei a enxergar o jogo como um sistema dinâmico e funcional, penso ter dado um passo importante – vejo isto claramente, hoje – na compreensão do futebol. Todavia, como Norbert Wiener e os cibernéticos da primeira geração, eu não conhecia a natureza intrínseca do sistema, mas sabia o que ele fazia ou realizava o que já era algo de valor. Evidentemente que o Minotauro continuava a me aguardar, no labirinto escuro do mundo da bola (sic), mas o tênue fio de Ariadne começava a se mostrar e orientar meu caminho.</p>
<p>Assim, uma das qualidades ou características do jogo que me despertou especial atenção foi a do <em>“encaixe”</em> (uso o termo na linguagem comum do esporte de propósito). Considero-a tão extraordinária que a pergunta mais dramática ou mais embaraçosa que se pode fazer a um treinador (ou a um analista esportivo) é indagar-lhe das razões pelas quais um time “se encontra” dentro de campo, desenvolve uma prática esportiva eficaz e agradável aos olhos, ditando o ritmo do jogo e auferindo uma vitória daquelas que “vence e convence”, ao final do encontro.</p>
<p>Não deixa de ser curioso, pois a qualidade do <em>“encaixe”</em> de um time pode ser apreendida inclusive a olho nu. Aliás, qualquer menino que acompanha seu pai ao estádio logo percebe se seu time do coração está jogando bem, ou se os atletas estão <em>batendo cabeças</em>. Outra coisa, bem diferente, é sermos capazes de avaliar o status de <em>“encaixado”</em> de uma equipe, ou mesmo de um atleta isolado, lançando mão de algum meio adequado.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">O fator que faz a diferença: o <em>“encaixe”</em></span></p>
<p>É comum ver pessoas que trabalham ou analisam o futebol preocupadas em identificar aqueles elementos cruciais, que a seu juízo <em>“fazem a diferença”</em> no jogo.</p>
<p>Tais fatores podem ser a <em>entrega</em>, a <em>doação</em>, a <em>determinação</em>, a <em>disciplina</em>, a <em>atitude</em>, a <em>obediência tática</em>, o <em>jogador diferenciado</em>, o <em>esquema tático</em>, o <em>preparo físico</em>, os <em>treinos</em>, o <em>dedo do técnico</em>, a <em>estrutura </em>oferecida pelo clube, o <em>jogo inteligente</em>, e assim por diante.</p>
<p>Na investigação científica, esta é a etapa da <em>identificação e seleção das variáveis</em> que, por suposição, têm o maior poder explicativo ou alta correlação com a variável explicada. Em outras reflexões que faremos neste espaço, oportunamente, voltaremos a este assunto, já que a elaboração de um modelo transita por esta etapa, de forma crucial.</p>
<p>Quando os estudiosos e especialistas em futebol elegem as variáveis acima (ou outras) como as mais importantes ou determinantes para se compreender o <em>modus operandi</em> do jogo, e deixam de fora o <em>“encaixe”</em>, como se fora uma <em>quantité négligeable<strong><sup> (*)</sup></strong></em>, elas estão cometendo aquele erro fatídico que nos meios acadêmicos é conhecido como <em>“jogar fora o bebê junto com a água do banho”.</em> O bebê, no caso, é o <em>“encaixe”</em> do time.</p>
<p><span id="more-1844"></span></p>
<p>Não sou um especialista em futebol, longe disso! Mas arrisco um palpite: o móvel do jogo (sic), sua pedra de toque (Santo Graal, El Dorado, Fonte da Eterna Juventude, Abre-te, Cézamo! etc.) atende pela denominação usual de <em>“encaixe”.</em></p>
<p>O <em>“encaixe” </em>é, verdadeiramente, a <em>conditio sine qua non</em> para o sucesso de uma equipe. Os demais fatores, citados anteriormente, fazem parte das condições necessárias e indispensáveis, enquanto que o <em>“encaixe”</em> é a condição suficiente. Na linguagem popular, “a cereja do bolo”.</p>
<p>Qual mistério se esconde por detrás do <em>“encaixe”</em>? Por que um time “se encontra” dentro de campo e joga bem, enquanto que seu adversário não consegue fazê-lo, a despeito das boas intenções, da determinação e dos esforços despendidos para obter a vitória?</p>
<p>Eis o maior contrassenso do futebol, a meu ver. Como pode acontecer que um fator tão discricionário, na prática do jogo, tenha passado despercebido de tanta gente, de tantos estudiosos, de tantos especialistas e profissionais da área? Pois se o jogo não é um produto da força e sim do jeito (sic), então este jeito tem a ver com a forma pela qual se processa a interatividade dos atletas.</p>
<p>O <em>“encaixe”</em> tem uma rica sinonímia. Pode ser chamado de “time que se ajusta”, “time que se acerta”, “time que se entende”, “time que se encontra”. E, em outras palavras pode ser ainda o “entrosamento”, “conjunto”, “sintonia”, “harmonia”, “cadência”, “compasso”, “ritmo ou padrão de jogo”, “sincronia”, “ordenamento”, “música”, “balé”. Por minha conta e risco, acrescentaria mais dois sinônimos à lista: “convergência” e “acoplamento”.  Elegi estes sinônimos quando estudei – na condição de aluno ouvinte – Teoria dos Sistemas Dinâmicos dos cursos de mestrado e doutorado do Departamento de Física da Universidade Federal do Paraná, em 2001 e 2002.</p>
<p>Resta dizer que as qualidades do “time apático”, do “time ansioso” ou do “time perdido em campo” formam o contraditório do “time encaixado”. Um é a contrapartida do outro. Um é a imagem especular do outro.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Sensibilidade às condições iniciais</span></p>
<p>O fato de o jogo de futebol ser um sistema funcional e, como tal, produzir <em>alguma coisa,</em> não significa dizer que seja fácil revelar seus segredos. É sabido, a propósito, que a velha Mãe Natureza é ciosa de seus fenômenos e por isso sempre resiste à decifração.</p>
<p>Em face das dificuldades para se descrever o jogo – não um apenas, mas todos eles como se fossem um só – as pessoas o cercam de mistério. Até certo ponto, elas têm razão. A julgar pelas aparências, o exercício do jogo se comporta não apenas de maneira incerta e duvidosa, mas até mesmo de forma contraditória. Como disse anos atrás aquele treinador do Deportivo La Coruña, às vésperas da decisão do título da Liga de Espanha, para acalmar os ânimos da torcida: <em>“Por favor, calma! No futebol, quando você pensa que vai dar tudo certo aí mesmo é que dá tudo errado!”. </em></p>
<p>Um dos fatores mais efetivos e que, possivelmente, venha a ser responsabilizado ou sirva para explicar essas idiossincrasias do futebol, é o da sua extrema sensibilidade. Refiro-me àquilo que é conhecido normalmente como <em>“sensibilidade às condições iniciais”. A sensibilidade às condições iniciais</em> é uma das características requeridas para se definir um sistema que contém caos. A outra é que tal sistema seja de natureza fractal ou auto reprodutiva.</p>
<p>Até onde alcanço, através da observação atenta e da pesquisa objetiva, o jogo é um sistema extremamente sensível a quaisquer mudanças em suas condições de partida. Realmente, a <em>mexida</em> no time pode transformar um time perdedor em um vencedor e vice-versa. Assim que as alterações interpostas na escalação que iniciou o jogo podem acarretar consequências boas ou funestas.</p>
<p>Apesar da ligeireza com que um jogo muda de direção, não creio que o futebol seja caótico. Não obstante, há controvérsias, pois o fenômeno é tão complexo que chega a dar a impressão de que não se pode descrevê-lo, tal o seu caráter errático e indômito.</p>
<p>Por exemplo, o engenheiro naval Jairo dos Santos, que trabalhou por mais de 25 anos como observador da CBF (e da antiga CBD, acho), manifestou a opinião de que <em>“o futebol é a Teoria das Probabilidades”. M</em>as fez uma advertência, ao dizer que <em>“há um caráter caótico no futebol, pois às vezes o técnico faz a coisa errada e acaba dando certo”</em>. Ora, se é assim, o espião (sic) da CBF deveria ter acrescentado que outras vezes o treinador faz a coisa certa, mas que acaba dando errado. Pois o <em>efeito borboleta </em>de Edward N. Lorenz tanto pode desencadear uma tormenta como extingui-la.<em></em></p>
<p>As evidências deste traço comportamental do futebol, o de sua alta sensibilidade às condições iniciais, podemos encontrar facilmente nos registros ou protocolos dos jogos, comumente denominadas de “Fichas-Técnicas” (FTs).</p>
<p>Um parêntese para dizer que a riqueza informacional das FTs tem passado despercebida dos jornalistas esportivos e até mesmo dos que exercem suas atividades profissionais nos clubes, dentre eles o próprio treinador. De certo modo, a culpa recai sobre a chamada “mídia especializada”, pois o jornalista esportivo brasileiro, salvo algumas exceções, por comodidade ou falta de atenção, ainda não aprendeu a colocar nas FTs o detalhe (?) do <em>tempo de substituição dos atletas</em>. Pergunto: como seria possível estudar um sistema que se move no tempo, sem saber o que tal sistema andou fazendo, ao longo de sua trajetória de vida?</p>
<p>O surgimento do Diário Lance! em 1997, constituiu um avanço importante, pois as FTs produzidas pelo jornal sempre trazem a informação mostrando quando um atleta saiu e outro entrou, além da hora em que um jogador foi expulso, por exemplo.</p>
<p>Antes, Placar já produzia fichas dinâmicas (desde 1992), mas apenas aquelas do Brasileirão. Não obstante, ainda nos dias de hoje, a falha é geral. Basta abrir um desses “cadernos de esporte” dos jornalões para se dar conta deste fato. Felizmente, a revolução aconteceu com a chegada de alguns sites maravilhosos na Internet, que dão um verdadeiro show de informações.</p>
<p>Estou me detendo nesta digressão porque encontrei muitas dificuldades no estudo dos jogos, pois o traço marcante do <em>dinâmico</em> está associado ao do <em>sistêmico</em>. Exemplifico! Na prática, como eu deveria proceder para analisar uma partida na qual o <em>Time A</em> faz 2 a 0, no 1º tempo, e na etapa completar sofre 3 gols, terminando a partida pelo placar de 3 a 2 em favor do <em>Time B</em>?  Qual a configuração (leia-se, escalação ou condição inicial) que deveria tomar por base, na hora de simular o jogo? A da primeira parte ou a da segunda? Ou quem sabe de ambas, se considerasse que foi <em>“um jogo de dois tempos distintos”</em> como dizem os comentaristas?</p>
<p>Pode até parecer um fato de somenos importância, mas a precisão da informação é vital para o estudo que eventualmente possa levar à compreensão do fenômeno do jogo. Por outro lado, sei que a abordagem que faço, como se verá mais adiante, vai em direção do heterodoxo, do desafiador, do novo. E o novo suscita inquietudes, como é sabido. Ainda mais quando tal abordagem traz consigo algumas críticas aos conceitos e paradigmas normalmente aceitos. E só para piorar ainda mais as coisas, os reparos surgem de alguém que <em>não é do ramo</em>, como me disseram uma vez.</p>
<p>Longe deste engenheiro a ideia de solapar as bases do edifício em que são guardados os cânones do conhecimento futebolístico vigente. Mesmo porque se eles estão aí e são preservados é porque têm seus méritos comprovados. Mesmo que não tenham dado conta, ainda, de desvelar por completo o mistério tido como insondável da <em>“caixinha de surpresas”.</em> Todavia, não posso deixar de aproveitar a oportunidade que me confere o Prof. João Paulo Medina, justamente um dos expoentes do preparo desportivo e cuja mente aberta e irrequieta levou à criação do site <em>Universidade do Futebol</em>, cuja metodologia se propõe justamente uma inquirição científica do fenômeno do jogo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1844&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Uso das Informações em Tempo Real</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 16:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[por Eduardo Fantato, via Universidade do Futebol &#160;&#160; &#8220;Sociedade produz tecnologia, mas homens do futebol têm dificultado serem produtos ou produtores nela&#8221; Esta semana estive acompanhando alguns jogos in loco. Na conversa com técnicos, auxiliares e membros da imprensa também &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/01/25/o-uso-das-informacoes-em-tempo-real/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1803&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <b>Eduardo Fantato</b>, via <a href="http://www.universidadedofutebol.com.br" title="Universidade do Futebol">Universidade do Futebol</a></p>
<blockquote>
<p>
  <img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/01/fifa_earth.jpg?w=640" alt="fifa_earth.jpg" />&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&#8220;Sociedade produz tecnologia, mas homens do futebol têm dificultado serem produtos ou produtores nela&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Esta semana estive acompanhando alguns jogos in loco. Na conversa com técnicos, auxiliares e membros da imprensa também gosto de fazer uma enquete informal sobre o que acham do uso de informação em tempo real, se utilizam, se conhecem, enfim, qual a opinião a respeito.</p>
<p>As reclamações foram bem centradas e direcionadas para a questão da falta de estrutura, que no Brasil é impossível desenvolver algo em tempo real, porque dependem de conexões e infraesturutra segura, etc.</p>
<p>Porém, no local que estávamos tudo isso, não faltava. Aliás, digo que a conexão de internet, a estrutura de tomadas, e tudo aquilo que os profissionais citaram faltar para que o uso do tempo real nas informações pudessem ser úteis, estava ali.</p>
<p>Poderíamos pensar, então, e com razão, a crítica ao profissional que não detém recursos intelectuais para lidar com esse tipo de informação ou algo como uma falta de atualização para lidar com a tecnologia. Confesso que minha primeira reação foi de imediato caminhar para esse rumo. O que não deixaria de ter um fundo de verdade.</p>
<p>Entretanto, o que mais me chamou a atenção foi mesmo a falta de cultura, e digo o porquê isso pesou mais em relação ao segundo item comentado. Se os profissionais não soubessem ou não tivessem acesso, não estariam utilizando uma série de recursos em tempo real. Chats online, Twitter, Facebook, enfim, tudo funcionando com a estrutura que eles julgam precária quando pensam em informação estatística para análise do jogo. O que sabemos muito bem, não precisa de nada além do que faz rodar ali esses outros serviços.</p>
<p>Tampouco estava diante de um grupo de pessoas “analfabetas tecnologicamente”, pois ali estavam com celulares modernos, netbooks, notebooks, iphones, ipads, etc. Na hora que começou o jogo, tudo foi deixado de lado e retomado após o término ou nos intervalos que permitiam seu manuseio.</p>
<p>Isso me leva a questões que começamos a levantar no texto da semana passada: será que não se desenvolve esse campo por falta de estrutura ou de pessoal que saiba manusear?</p>
<p>Embora aquele possa ser o argumento para muitos que militam no meio e este outro o argumento de outros que estudam e atuam no segmento, como este autor que vos escreve, a verdade é que tanto estrutura e pessoas aptas para lidar com os recursos ali estavam.</p>
<p>Então, o que falta? Não tenho uma resposta clara e precisa, gostaria sinceramente de tê-la, mas não fugirei de emitir minha opinião. Acredito que falte uma cultura de lidar com estatística esportiva, e o termo cultura aqui pode ainda que superficialmente lembrar os conceitos de Geertz na Antropologia, contato este que tive através das aulas do professor Jocimar Daolio, sobre o homem ser produto e produtor de cultura.</p>
<p>A sociedade hoje produz tecnologia, mas parece que os homens do futebol têm dificultado serem produtos ou produtores nela em seu meio. Sei que recorri a um argumento das ciências humanas, muitas vezes recusado no meio esportivo de alto rendimento, mas não tenho receio de me basear nele, pois primeiramente acredito na sua contribuição, e para quem ainda precisa de mais referências, fico com as defesas de Jose Mourinho e Manuel Sergio às ciências humanas no futebol.</p>
<p>Talvez pensar o futebol por essa perspectiva ajude a compreender o papel da tecnologia, da informação estatística, por mais paradoxal que isso possa parecer. Continuemos o debate em outro momento para esmiuçar esse paradoxo de como uma tecnologia pautada em informação objetiva e até certo ponto positivista pode ser mais bem entendida quando a partir de uma análise mais humana – ainda que esse termo me cause arrepios, porque tecnologia não deixa de ser humana em nenhum momento, mas isso são outros quinhentos&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1803&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Gráfico da Inteligência de Jogo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 20:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160;&#160; A Inteligência de Jogo é a capacidade de resolver as situações-problema da partida de maneira rápida e eficiente, utilizando o acervo técnico, tático, físico e psicológico do atleta de futebol.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1771&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2010/12/inteligencia-de-jogo.jpg?w=640" alt="Inteligencia de Jogo.jpg" />&nbsp;&nbsp;</p>
<p>A <b>Inteligência de Jogo</b> é a capacidade de resolver as situações-problema da partida de maneira rápida e eficiente, utilizando o acervo técnico, tático, físico e psicológico do atleta de futebol.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1771/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1771&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Inovação e Criatividade na Gestão de Campo (Footecon 2010)</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 13:50:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de semanas ausente do blog, retorno com a publicação da apresentação realizada no Footecon 2010, um dos mais importantes eventos esportivos do calendário nacional, realizado no Copacabana Palace, entre os dias 7 e 8 de dezembro de 2010.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1766&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de semanas ausente do blog, retorno com a publicação da apresentação realizada no Footecon 2010, um dos mais importantes eventos esportivos do calendário nacional, realizado no Copacabana Palace, entre os dias 7 e 8 de dezembro de 2010.</p>
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