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	<title>Caderno de Campo &#187; Crítica</title>
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	<description>“Quem quiser entender de futebol só estudando futebol, nunca vai saber tudo sobre futebol.” (Manuel Sérgio)</description>
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		<title>Caderno de Campo &#187; Crítica</title>
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		<title>Ambição e Desambição no Futebol</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 13:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Técnicos e atletas estão divididos entre a ousadia e a prudência, a ambição e a desambição por Tostão Nota do autor: Como é bom ler um mestre da bola e das palavras como o filósofo Eduardo Gonçalves de Andrade, o &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/09/25/ambicao-e-desambicao-no-futebol/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1969&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/09/035615100-ex00.jpg"><img class="size-medium wp-image-1970 aligncenter" title="0,,35615100-EX,00" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/09/035615100-ex00.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Técnicos e atletas estão divididos entre a ousadia e a prudência, a ambição e a desambição</p></blockquote>
<p>por <strong>Tostão</strong></p>
<p><strong><em>Nota do autor: Como é bom ler um mestre da bola e das palavras como o filósofo Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, que simplifica nossa crença sobre o futebol, em sua realidade, sua complexidade e suas tendências.</em></strong></p>
<p>Falam que esquema tático bom é o que dá certo. Nem isso podemos dizer, pois há muitos outros fatores envolvidos no resultado de um jogo.</p>
<p>Muito mais importante que o desenho tático, os números, é a estratégia, a filosofia. É saber onde começa a marcação, com quantos jogadores um time ataca e defende, se há muitos ou poucos espaços entre os setores, se a prioridade é o domínio do jogo, a posse de bola ou os contra-ataques e vários outros detalhes.</p>
<p>Ruim é não ter nada bem definido. Um técnico é melhor que outro quando seus jogadores executam com mais eficiência o que foi planejado, e não por causa do esquema tático. Todos têm vantagens e desvantagens.</p>
<p>Como temos o hábito de tentar achar uma única causa para explicar o resultado, para mostrar sabedoria -ou ignorância-, fica mais fácil dizer que um time ganhou ou perdeu por causa da escalação, da substituição ou porque o técnico colocou um jogador cinco metros mais para a direita ou para a esquerda.</p>
<p>Os treinadores, supervalorizados, muitas vezes, iludidos e prepotentes, pensam também que seu esquema tático decidiu o jogo.</p>
<p>A maioria das equipes começa e termina uma partida com os jogadores nas mesmas posições, compartimentados, robotizados. Volante não se mistura com meia. Há armadores pela direita e pela esquerda. O meia dá o passe, e o centroavante faz o gol.</p>
<p>Há exceções.</p>
<p>Até hoje, ninguém sabe se Xavi, do Barcelona, é volante ou meia, se joga mais pela esquerda ou pela direita. O veloz e aguerrido Herrera, do Botafogo, marca o lateral e ainda faz dupla de ataque com Loco Abreu.</p>
<p>Esquema tático bom é o que deixa o comentarista ansioso, tentando descobrir, pela movimentação dos jogadores, ocasional ou habitual, qual foi a mudança tática que o técnico fez durante a partida. Algumas vezes, o técnico nem percebe.</p>
<p>Os treinadores ficam divididos entre a ousadia e a segurança. Querem arriscar e, ao mesmo tempo, não querem dar chance ao adversário. O conflito costuma terminar em conciliação, por prudência ou por covardia. Assim é também na vida. É a disputa entre o princípio do prazer e a realidade, entre o desejo e a razão.</p>
<p>O sonho da maioria dos treinadores é atingir o equilíbrio perfeito. Como os atletas são, como os humanos, imperfeitos, emocionalmente instáveis e também divididos entre a ambição, o desejo de ser herói, e a desambição, o equilíbrio perfeito nunca é atingido. Ainda bem. Ficaria muito chato.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1969&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Grande Sacada para as Categorias de Base: Capacitar seus Atletas</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 18:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Chegará o dia em que estará criado um processo irreversível nas categorias de base, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/08/26/a-grande-sacada-para-as-categorias-de-base-capacitar-seus-atletas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1935&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/08/innovations.jpg"><img class="size-medium wp-image-1962 aligncenter" title="innovations" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/08/innovations.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:center;">“Chegará o dia em que estará criado um processo irreversível nas categorias de base, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de treinamento.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Em tempos de crises e mídias sociais, muita coisa vem acontecendo por todo o planeta. Corruptos são presos pela manhã e soltos à tarde, países ricos ficam pobres ao anoitecer e a consciência coletiva de que algo precisa ser feito pela nossa subsistência e qualidade de vida deixa de ser clichê.</p>
<p>E o futebol (ah o futebol!), também vive suas particularidades. Apesar dos clubes continuarem a gastar mais do que recebem e das seleções tradicionais não mais figurarem isoladas no topo do ranking da FIFA, mais pessoas comuns analisam o jogo: estudiosos, curiosos e gente interessada em saber de verdade o que acontece dentro das quatro linhas.</p>
<p>Principalmente no continente europeu, onde há décadas se estudam e aplicam as novas teorias relacionadas ao jogo e treinamento do futebol e, muito em função disso, começamos a perceber um distanciamento qualitativo de algumas equipes e seleções em relação ao resto do mundo. E, infelizmente, o Brasil está incluído neste <em>resto</em>.</p>
<p>O grande desafio nos próximos anos será pela busca da popularização em solo tupiniquim, desse olhar mais científico, lógico e nem menos apaixonante sobre o futebol.</p>
<p>Muito embora as novas maneiras de enxergar o jogo e o treino do futebol sejam positivas, permitindo inclusive que alguns desvios no processo de formação de atletas sejam corrigidos, resistências a este novo olhar sempre irão ocorrer. E as comparações entre metodologias de trabalho, muitas vezes sem embasamento científico, serão inevitáveis.</p>
<p>Como treinar uma equipe de futebol aproximando-a da imprevisibilidade (e realidade) do jogo, e como trabalhar nas equipes técnicas de maneira integrada e com mais qualidade, são questões essenciais a serem respondidas por quem pretende estar à frente do seu tempo.</p>
<p>Nos esportes coletivos, e no futebol em particular, pesquisadores e especialistas dissecaram as dinâmicas do jogo, que apontaram para eventos comuns e com padrões que se repetem. Foram identificados <strong>quatro momentos</strong> que nos permitem entender as tais dinâmicas: defesa, transição ao ataque, ataque e transição à defesa.</p>
<p>Nessas quatro situações, todos os jogadores tem um comportamento muito particular em campo, com ou sem a bola.</p>
<p>Os jogadores se relacionam e formam um todo organizado, que é a equipe. Cada equipe tem seus próprios jogadores que se relacionam uns com os outros de maneira particular e essas relações variam quando a equipe está <strong>atacando</strong>, <strong>defendendo</strong> e realizando as <strong>transições</strong>.</p>
<p>Por exemplo: <strong>com a bola</strong>, os jogadores agem com o objetivo de manter a sua posse na busca pelo gol adversário. Os atletas irão se relacionar dentro do campo de uma forma bastante específica para que isso ocorra. Quando a equipe está <strong>sem a bola</strong>, os jogadores irão criar dificuldades para que a equipe adversária progrida no campo de jogo e consiga chegar à sua meta. Nestes dois exemplos, os comportamentos e intenções dos jogadores e da equipe são bem distintos.</p>
<p>E o treinador pode moldar a forma como a equipe joga nesses momentos. <strong>Modelo de Jogo</strong> é o nome dado à forma como a sua equipe deve se comportar no jogo de uma maneira geral, ou seja, como ela defende, ataca e faz as transições. Está intrinsecamente ligado à estrutura da equipe, ou seja, como ela pretende construir o seu jeito de jogar.</p>
<p>A escolha dos atletas é realizada respeitando essas características e devem estar sintonizadas com as ideias do treinador, que por sua vez, irá procurar estar conectado com a cultura e filosofia do clube.</p>
<p>O comportamento dos jogadores e da equipe, em cada momento, pode variar com intenções diferentes, ou seja, o treinador pode influenciar a forma como a relação entre os jogadores acontecerá em cada um dos quatro momentos do jogo.</p>
<p>Na teoria, chamamos de <em>princípios estruturais</em> a forma como os atletas devem se posicionar no campo de jogo. Já <em>princípios operacionais</em> é o nome dado ao que fazer em cada momento do jogo (defesa, ataque e transições).</p>
<p>O futebol é um jogo complexo e saber fazer funcionar as relações entre os jogadores durante a partida é a chave para a obtenção de sucesso.</p>
<p>Saber <strong>o que</strong> e <strong>como fazer</strong> nos momentos do jogo é o xis da questão.</p>
<p>A partir deste entendimento é que podemos moldar a forma de como a equipe deve <strong>treinar</strong>, aproximando-a da realidade da partida e do que ela poderá encontrar diante de um adversário. Inicia-se a construção do jogar da equipe, ou seja, o <strong>Modelo de Jogo</strong> começa a ganhar vida.</p>
<p>Os <a href="http://universidadedofutebol.com.br/ConteudoCapacitacao/Cursos/Detalhes.aspx?id=6&amp;vs=1">jogos reduzidos e adaptados</a> tem um papel fundamental nesta proposta metodológica no futebol. Mas como qualquer remédio, não basta apenas ler a bula para aplicá-lo. Um médico deve ser consultado e, de preferência, um que reconheça o valor da teoria antes de sair cortando com seu bisturi.</p>
<p>De maneira muito incipiente, algumas boas iniciativas começam a ser percebidas em nosso país, muito em função da sensibilidade de profissionais em cargos de direção e coordenação, que partem para um processo de reciclagem de seus recursos humanos, particularmente dos profissionais que atuam dentro de campo.</p>
<p>E mesmo restrito às categorias de base, alguns clubes brasileiros dão seus primeiros passos em direção aos novos tempos, criando ambientes de aprendizagem aos gestores de campo, buscando reciclar suas equipes técnicas com profissionais mais sintonizados com esta nova perspectiva.</p>
<p>A próxima e mais importante etapa, será a conscientização e <strong>capacitação dos atletas</strong> das categorias de base, melhorando o canal de comunicação com seus treinadores e facilitando o diálogo sobre o porquê deste ou daquele tipo de treinamento.</p>
<p>Dessa forma, estará criado um processo irreversível, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de trabalho</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1935&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista com Júlio Garganta, doutor em Ciência do Desporto</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 18:56:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[via Universidade do Futebol “No meu ponto de vista, o futebol se joga com ideias. O bom futebol se joga com boas ideias. O mau futebol se joga com más ideias ou sem ideias. Portanto, (no futebol) as questões táticas &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/06/03/entrevista-com-julio-garganta-doutor-em-ciencia-do-desporto/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1908&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>via <strong>Universidade do Futebol</strong></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';color:#333333;line-height:18px;"><em>“No meu ponto de vista, o futebol se joga com ideias.</em></span> <span style="font-family:'Trebuchet MS';color:#333333;line-height:18px;"><em>O bom futebol se joga com boas ideias.</em></span> <span style="font-family:'Trebuchet MS';color:#333333;line-height:18px;"><em>O mau futebol se joga com más ideias ou sem ideias.</em></span> <span style="font-family:'Trebuchet MS';color:#333333;line-height:18px;"><em>Portanto, (no futebol) as questões táticas e estratégicas são fundamentais&#8221;.</em></span> <span style="font-family:'Trebuchet MS';color:#333333;line-height:18px;"><em>(Júlio Garganta)</em></span></p>
<p>A discussão sobre a importância do treino no desenvolvimento do talento esportivo no futebol permeia o ambiente acadêmico e profissional. Entre diversas referências, o Prof. Dr. Júlio Manuel Garganta da Silva tem contribuído de maneira decisiva para esse tipo de análise e reflexão.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cadernodecampo.com/2011/06/03/entrevista-com-julio-garganta-doutor-em-ciencia-do-desporto/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ZZr5yfwtxMk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>O restante da entrevista inédita e exclusiva com este especialista português pode ser acompanhada <a href="http://www.universidadedofutebol.com.br/2011/06/4,10784,JULIO+GARGANTA++DOUTOR+EM+CIENCIA+DO+DESPORTO+PARTE+I+.aspx" target="_blank">aqui</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1908/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1908/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1908&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Reflexões sobre o Jeito de ser do Brasileiro: em campo e fora dele</title>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 18:06:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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<p>Por Andrea Sebben</p>
<p>Faz alguns anos li um livro que muito me impressionou e tinha ligação direta com meu trabalho &#8211; chamava-se Brasileiros Pocotó. O livro, de Luciano Pires, era uma coletânea de artigos sobre a mediocridade que assola o Brasil em seus diferentes momentos.</p>
<p>O que isso tem a ver com o que faço? Sou psicóloga culturalista, cinco anos praticamente fora do Brasil, vivendo nas melhores universidades européias, ajudo hoje executivos expatriados &#8211; ou seja, estrangeiros que chegam ao Brasil ou brasileiros que vão ao exterior por tempo determinado, jogadores de futebol trasladados ao exterior e jovens que vão de intercâmbio. Muitas das empresas que atendemos HSBC, EMBRAER, Nissan, Vivo, Nestlé, Banco do Brasil, Bosch, entendem que nada é mais importante do que a pessoa entender de fato os povos que irão recebê-las. E eu falei entender, não conhecer.</p>
<p>Muita gente acha que basta olhar a etiqueta, a gastronomia, a religião e falar bem um idioma &#8211; de preferência o inglês, não necessariamente o idioma dos nativos (o que por si só já justificaria uma grande gafe), que está apto para entrar no cenário global. Não está. Primeiro passo talvez seja mesmo conhecer o país, mas o mais difícil vem depois: compreender.</p>
<p>&#8220;- Alguém aí pode me explicar o Brasil?&#8221; Dirá um estrangeiro desesperado mergulhado em seus dez primeiros minutos no caos que é o Aeroporto de Guarulhos, onde nós mesmos não nos entendemos. Me explicar, por favor, porque acontecem tantas barbaridades? Alguém pode explicar a um estrangeiro nossa facilidade intrínseca de colocar a responsabilidade no outro e, portanto, nunca responsabilizar-se por nada nem por ninguém. Vocês acham que estou exagerando?</p>
<p>Quantas vezes na sua vida já esteve envolvido em infindáveis telefonemas para os 0800 de telefonia móvel, de internet, de redes de televisão, de clínicas médicas, de órgãos do governo e ouviu: Senhor me desculpa, mas não podemos fazer nada? Ou ainda: desculpa, Senhor, políticas da empresa (quer dizer, não podemos fazer nada novamente.). Ou quem sabe o: Sr, mil desculpas, o sistema não permite (idem ibidem)&#8230; Isso quando a ligação não cai depois de quarenta e dois minutos&#8230;</p>
<p>Ah, Brasil&#8230; Meu papel, como psicóloga culturalista é explicar, aprofundarmos na complexidade do pensamento de cada povo &#8211; porque pensa dessa maneira, porque decide de outra, porque comunica numa outra esfera ainda. Mas fazer isso no papel de brasileira para mim é, ás vezes, motivo de vergonha.</p>
<p>Alguns povos lidam com seu ambiente de uma forma irresponsável &#8211; ou seja: por ele não tenho gerência alguma. Talvez seja uma questão de sorte, talvez de azar, talvez seja tudo culpa do governo mesmo, ou de Deus (que quis assim) &#8211; mas eu? Ah, eu? Eu não conto nada&#8230; Afinal de que adianta reclamar? Vai mudar? Não vai mesmo&#8230; E assim entramos (todos) no infindável ciclo Pocotó que meu colega tanto comenta.</p>
<p>Ao ausentar-me da responsabilidade, naturalmente o segundo passo é procurar o culpado: e assim o fazemos com Deus, com o trânsito, com a filha doente, com o governo, com o fornecedor, com o cliente ou com um ente querido que muito gostamos de evocar: &#8220;a gente&#8221;.</p>
<p>Sempre brinco com meus clientes: a gente quem? Tu e teu guia espiritual? Tu e teu amigo imaginário? Quem é a gente?</p>
<p>Como todos sabem, a língua portuguesa nos autoriza a ter seis pronomes pessoais e o brasileiro &#8211; com sua infinita criatividade criou um sétimo &#8211; a Gente.</p>
<p>&#8220;A gente&#8221; é uma excelente expressão para eximir-se da responsabilidade. Ela não apenas ilude o interlocutor dando a idéia de que &#8220;estou incluído nisso&#8221;, mas ainda melhor ela pulveriza o sujeito, esconde ele, mascara num grupo secreto. Será &#8220;a Gente&#8221; um grupo religioso sectarista ortodoxo que trabalha num porão escuro ás expensas do pobre brasileiro que queria responsabilizar-se, mas &#8220;a Gente&#8221; proíbe?</p>
<p>Quem disse para fazer isso? A gente.</p>
<p>Quem não quis mandar o mail? A gente.</p>
<p>Quem se esqueceu do documento? A gente.</p>
<p>Quem decidiu ir embora mais cedo? A gente.</p>
<p>E como explicar para o estrangeiro o pronome &#8220;A gente&#8221;?</p>
<p>Sempre digo que a gente pode de fato ser um grupo, mas freqüentemente é a própria pessoa que está falando. Mas então porque não usa o &#8220;eu&#8221;? Ah&#8230; Porque &#8220;eu&#8221; não vou me expor dessa maneira. Será que &#8221; a gente&#8221; se dá conta disso?</p>
<p>A responsabilidade, portanto não é lá uma grande virtude em solo brasileiro. É confundida com exposição, com maturidade, com autoridade. Sabe lá (Deus) o que vão fazer se eu me pronunciar? Melhor mesmo é seguir escondidinho aqui.</p>
<p>E num país coletivista, onde o indivíduo vale tão pouco mesmo, acrescentado o fato de que somos jovens, imaturos, um grande adolescente em conflitos de crescimento por que preocuparmo-nos com a responsabilidade? Ah, isso o tempo resolve&#8230;</p>
<p>E sem percebermos, cria-se a cultura da corrupção e da negligência. Corrompem-se as normas da boa conduta, da honestidade, da integridade, do olho-no-olho, do ser escutado e respeitado como cidadão e do que sei que posso contar com você. Á propósito, alguém aí se sente realmente amparado a fim de poder contar com alguém nessas situações?</p>
<p><strong>Vamos ao futebol.</strong></p>
<p>Como disse anteriormente, trabalho nas melhores empresas multinacionais deste país, fazendo o Treinamento Intercultural de presidentes, vice-presidentes, diretores e uma infinidade de pessoas altamente qualificadas que estarão se mudando para o exterior em breve a fim de cumprir suas missões profissionais. Em um público bem diferente deste, faço a mesma coisa com adolescentes entre catorze e vinte e poucos anos que vão para o exterior estudar. E no meio do caminho, tenho um público muito especial que é a fusão de ambos: o jogador de futebol.</p>
<p>Este, similar ao executivo, irá para o exterior com uma sobrecarga de tarefas e responsabilidades que todos sabemos é tão grande quanto, ou se não maior da que o profissional brasileiro da empresa americana que acaba de assumir a presidência na Coréia do Sul. Ou seja: só desafios pela frente, de toda ordem.</p>
<p>Na mesma linha, salários altíssimos e pressões ainda mais para fazer o gol de placa que todos esperam. Concordam? Soma-se a isso o fato de que assim como o executivo, o jogador poderá levar junto sua esposa e seus filhos &#8211; um capítulo ainda mais complexo da novela migratória, que neste caso, começa a assumir contornos diferentes do esperado.</p>
<p>Quando comecei a ofertar nosso trabalho junto aos jogadores e suas famílias – todos eles então sobrecarregados de esperança e pouco municiados em ferramentas sócio-cognitivas ( até pela pouca idade ou pela absoluta falta de experiência com culturas estrangeiras) o resultado natural da oferta, em meu ponto de vista e daqueles com quem conversava era de que todos os envolvidos, fossem eles, os clubes ou os empresários se deleitariam com a possibilidade de mais qualificação e suporte num momento tão importante de suas vidas. Correto?</p>
<p>Infelizmente não. Começam os telefonemas para os clubes brasileiros, cuja telefonista nos passa para a assistente social, que por sua vez nunca está presente e menos ainda retorna nossas chamadas. A cada tentativa, a resposta: “Não sei Sra, quando ela vai estar. Quer deixar recado?” E na ciência de que o recado não seria eficiente, pergunta-se: E como posso fazer para encontrá-la então? A resposta é sempre fatídica: “A gente não tem como prever&#8230;”</p>
<p>Previsões à parte, algumas poucas vezes os telefonemas são atendidos, e não mais que meia dúzia de vezes somos jogadas entre a assistente social e a psicóloga, cujas respostas harmoniosas são: “A gente já faz isso que você está oferecendo”. Mas a gente quem? Você ou a psicóloga?, pergunto. “Nós duas&#8230;” E partíamos dali com a certeza de que nem uma, nem a outra, haviam entendido sequer o que fazíamos.</p>
<p>E finalmente, os empresários, também sócios ativos da “Sociedade Secreta A Gente”, cujas respostas são: “A gente até queria que o jogador fizesse este tipo de trabalho, mas ele não quis&#8230;”&#8230; E podemos falar com ele? “Olha, isso a gente não pode fazer&#8230; É complicado falar com ele.”</p>
<p>Quando podemos encontrar com Sr. Fulano? “Ah, isso é bem difícil&#8230; a gente nunca sabe por onde ele anda&#8230;” E talvez uns sete ou dez meses de telefonemas tentado encontrá-lo para que as respostas sejam: “Acho muito importante esse trabalho, mas sabe como é o futebol, né? A gente quer profissionalizar, quer mudar as coisas&#8230; mas é difícil. Um dia a gente chega lá..”</p>
<p>E termino minha reflexão me perguntando com uma desesperada curiosidade: quem é o futebol? Quem faz esse grupo secreto, inatingível, cujos objetivos todos são truncados pela “gente”?</p>
<p>Quem se responsabiliza pela mudança? Pelo bem-estar do jogador? Pela competência intercultural dele, de sua família? Pela sua qualificação como profissional e como ser humano que o Treinamento Intercultural propõe?</p>
<p>&#8220;Não sei Senhora, não sou eu quem cuida disso&#8221;, ouvimos. Quem cuida então (uma vez que eu estava falando com todos os envolvidos no tema)? &#8220;Não sei Senhora.&#8221; Mas quem se responsabiliza??? &#8220;Também não sei, Senhora.&#8221;</p>
<p>Bem, eu também não sei.</p>
<p>Mas sei que estamos mergulhados numa cultura de exclusão: a exclusão da responsabilidade pessoal, a exclusão do indivíduo, a exclusão da cidadania, a exclusão do auto-respeito, inclusive, que desmoraliza a todos nós quando nos escondemos de nós mesmos. Hoje &#8220;a gente&#8221; se misturou uns aos outros, a palavra do indivíduo pouco vale, o pensamento individual foi banido, a responsabilidade mais ainda, e tudo, &#8211; tudo &#8211; pulverizamos entre &#8220;a gente&#8221; mesmo, que talvez um dia, acabe decidindo por dar mais atenção a competência intercultural de nossos jogadores.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1898&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Será que Estaremos Vivos?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 18:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidade]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[Treinamento]]></category>

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		<description><![CDATA[A falha de Júlio César, a mais recente entre as diversas de goleiros, coloca em debate a metodologia de treino de Eduardo Barros, via Universidade do Futebol Após as finais dos Estaduais-2011, muitas rodas de conversa sobre futebol tiveram como &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/05/23/sera-que-estaremos-vivos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1894&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/05/juliocesar_ae620.jpg?w=480&#038;h=178" alt="FUTEBOL/CORINTHIANS/TREINO " width="480" height="178" /></p>
<p>A falha de Júlio César, a mais recente entre as diversas de goleiros, coloca em debate a metodologia de treino</p></blockquote>
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<p>de Eduardo Barros, via <a title="Universidade do Futebol" href="http://www.universidadedofutebol.com.br">Universidade do Futebol</a></p>
<p>Após as finais dos Estaduais-2011, muitas rodas de conversa sobre futebol tiveram como assunto principal a falha do goleiro corintiano Júlio César na jogada que terminou com o gol de Neymar, o segundo do Santos na vitória por 2 a 1, na Vila Belmiro.</p>
<p>Inconformado com a derrota, um torcedor (sem o amplo olhar das vitórias e derrotas num jogo) questionou um técnico de futebol, argumentando como pode ser possível alguém que tem como profissão a função exclusiva de fazer defesas, não conseguir segurar uma bola tão fácil.</p>
<p>Leia a história abaixo, ocorrida num destes lugares em que se discute futebol:</p>
<p>Torcedor: Não é possível! Ele é muito bem pago pelo que faz e “engoliu um frango” num chute rasteiro, fraco e, ainda por cima, no meio do gol. As desculpas que a grama estava molhada e a bola estava lisa não servem! Ele não poderia ter defendido?</p>
<p>Técnico: Poderia, sim. Mas considere toda a jogada. A recomposição da defesa do Corinthians foi lenta, o posicionamento de cobertura do zagueiro central ao lateral direito não foi bem executado e a visão do Júlio César pode ter sido atrapalhada no momento da finalização do Neymar.</p>
<p>Torcedor: Não interessa! Ele treina todos os dias com o preparador de goleiros e eu já vi centenas de vezes como são os treinamentos. Ele tem que defender chutes, chutes e mais chutes. Vi numa reportagem que alguns preparadores chutam até 500 bolas em um único dia. Muitos são dificílimos e incluem saltos, deslocamentos, rolamentos, quedas. Uma bola daquela não pode passar!</p>
<p>Técnico: Você está certo! Os goleiros defendem chutes, chutes e mais chutes, porém, escute-me: os treinamentos de goleiros um dia irão mudar!</p>
<p>Torcedor: Eu sei. Tenho acompanhado que alguns treinadores de goleiros utilizam raquetes e lançam bolinhas de tênis para serem defendidas. Clubes modernos dispõem até de uma máquina que dispara bolas. Tudo isso para melhorar o reflexo, certo? Espero que com isso os “frangos”, ao menos do meu time, não aconteçam mais!</p>
<p>Técnico: Não é bem isso que eu quis dizer. Os treinamentos que contenham disparos exagerados, seja com raquete, com máquina ou com o próprio treinador de goleiros, um dia irão acabar! Só não sei se nós ainda estaremos vivos&#8230;</p>
<p>Torcedor: Como assim? Se os goleiros já falham com a quantidade de treinamento de defesas que realizam, imaginem se pararem de treinar? O futebol está perdido!</p>
<p>Técnico: Eles não vão parar de treinar. Somente irão fazê-lo de maneira diferente!</p>
<p>Torcedor: Como assim?</p>
<p>Técnico: Chegará o dia que todos os treinamentos de uma equipe serão o mais próximo possível da realidade do jogo. O goleiro não vai ter que ficar pulando corda, cone ou estaca, pois o jogo de futebol não tem nada disso!</p>
<p>Torcedor: E como ele melhora a altura do salto?</p>
<p>Técnico: Ele não precisa saltar mais alto, e sim, na hora certa.</p>
<p>Torcedor: Mas e as defesas?</p>
<p>Técnico: Ele continuará fazendo. Não na mesma quantidade, no entanto, sobrará tempo para o aprendizado de outras questões muito importantes para o jogo.</p>
<p>Torcedor: Mas o que é mais importante para o goleiro do que defender?</p>
<p>Técnico: Não precisar defender, oras!</p>
<p>Torcedor: Isso é impossível!</p>
<p>Técnico: Não é, não! Defesas são ações técnicas bem menos realizadas do que reposições e interceptações ao longo de uma partida. Há estatísticas de jogos que uma equipe não acertou nenhum chute no gol durante os 90 minutos.</p>
<p>Torcedor: Incompetência!</p>
<p>Técnico: Ou competência da que não permitiu o chute?</p>
<p>Torcedor: E se uma equipe consegue chutar muito?</p>
<p>Técnico: Como o Barcelona, por exemplo?</p>
<p>Torcedor: Isso, o Barça finaliza demais! Como o goleiro se prepara para este bombardeio?</p>
<p>Técnico: De acordo com os números da Uefa Champions League, sabe qual a média de chutes no gol da</p>
<p>equipe espanhola por partida nesta competição?</p>
<p>Torcedor: Vinte e cinco?</p>
<p>Técnico: Sete!</p>
<p>Torcedor: Só?</p>
<p>Técnico: Sim! E é a melhor. Então, pra que defender mais de 200 bolas em um único dia?</p>
<p>Torcedor: Não sei, não sei&#8230; Estou confuso! Quer dizer que com estes novos treinamentos os goleiros não vão mais falhar?</p>
<p>Técnico: Vão sim!</p>
<p>Torcedor: E você não se importa?</p>
<p>Técnico: Claro que me importo, mas todos os jogadores erram&#8230;</p>
<p>Torcedor: Se for do meu time, vou ficar bravo sempre!</p>
<p>Técnico: Tudo bem, mas lembre-se de considerar toda a jogada&#8230;</p>
<p>Torcedor: Você já me disse isso! Me diga uma coisa: quem que está falando tudo isso? É você quem está inventando?</p>
<p>Técnico: Inventando, eu? Não&#8230; Quem me disse? Os mesmos que falam e escrevem que a preparação física do jogador de futebol está mudando, que os treinamentos das equipes de futebol irão mudar e que, consequentemente, o futebol brasileiro um dia irá mudar, e pra melhor!</p>
<p>Torcedor: Mudar? Somos pentacampeões do mundo. Você está ficando louco!!!</p>
<p>Técnico: É melhor pararmos por aqui&#8230;</p>
<p>O técnico em questão não considerou pertinente continuar a discussão, pois expressões como a função do goleiro no modelo de jogo da equipe, as regras de ação a serem executadas nos quatro momentos do jogo (ataque, defesa e transições) e o entendimento do fenômeno futebol a partir de uma visão sistêmica não seriam compreendidas. Felizmente, o diálogo ocorreu com um simples torcedor. O grande desafio é quando as justificativas têm que ser feitas para profissionais do futebol, muitas vezes sem sucesso!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1894/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1894&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Gente Diferenciada</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 18:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Eduardo Tironi “Uma cidade só para ricos contraria a ideia de cidade.” A frase é de Richard Rogers, arquiteto brilhante que, entre outras coisas, criou o Centro George Pompidou, em Paris, obra que antecipou o conceito de museus para &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/05/18/gente-diferenciada/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1892&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/05/1224070670745_f.jpg?w=640" alt="1224070670745_f.jpg" /></p>
<p>por <b>Eduardo Tironi</b></p>
<p>“Uma cidade só para ricos contraria a ideia de cidade.” A frase é de Richard Rogers, arquiteto brilhante que, entre outras coisas, criou o Centro George Pompidou, em Paris, obra que antecipou o conceito de museus para grandes massas.</p>
<p>Rogers defende que uma cidade só é uma cidade se diferentes classes sociais conviverem em um mesmo espaço, sem guetos.</p>
<p>O assunto é pertinente quando há uma polêmica em torno da construção de uma estação de metrô em Higienópolis, bairro de classe alta em São Paulo. O projeto foi abortado depois do protesto de moradores.</p>
<p>Entre outras alegações, teve gente dizendo que não queria “gente diferenciada” por ali. Entenda-se por gente diferenciada pessoas de outros bairros, mais pobres.</p>
<p>O assunto também é pertinente quando vemos cada vez mais segregação a torcedores visitantes em nossos estádios.</p>
<p>No Campeonato Mineiro, terminado domingo, só a torcida do Cruzeiro entrou na Arena do Jacaré. Na semana anterior, só a do Atlético.</p>
<p>Em São Paulo, o Santos destinou 700 ingressos para corintianos no jogo final na Vila. Semana anterior, 5% da capacidade do estádio ficaram para os santistas no Pacaembu. É desta maneira que vamos criando nossos guetos dentro dos estádios.</p>
<p>Pedindo licença para parafrasear Rogers, “um estádio só para uma torcida contraria a ideia de estádio.” Se um jogo de futebol é uma disputa, ela também é uma disputa na arquibancada. E claro, não se está falando aqui de violência. Isso não é o esporte. Mas a disputa saudável de qual torcida é a mais animada, qual consegue fazer a festa mais bonita, qual ajuda de fato um time.</p>
<p>Um estádio com torcida única é como um bairro em que não entram pessoas que não sejam dali. Um local em que só pode ter pessoas vestidas de preto e branco, alviverde, tricolor nada mais é do que um gueto. Impedir pessoas de irem ver o seu time é segregar.</p>
<p>Algumas alegações para se impedir presença de torcida visitante em estádios são discutíveis. A violência é uma delas. Todo mundo sabe que existem confrontos fora do estádio, onde o policiamento é menos presente. Ali ocorrem mortes em emboscadas, brigas, tiroteios etc.</p>
<p>A de que o estádio tem dono e ali se faz o que o dono quer também se discute. Foi esta a alegação que fez o São Paulo destinar apenas 10% dos ingressos ao Corinthians no Morumbi em passado recente.</p>
<p>A partir desta medida, a relação entre os dois clubes azedou. Hoje, são adversários dentro de campo e inimigos fora dele, com todo prejuízo que isso acarreta para um lado e outro.</p>
<p>Se há algo democrático em nosso país é o futebol. Ricos, pobres, negros, brancos, homens, mulheres… gostam de futebol. Assim, a proibição de torcedores visitantes não combina. O estádio é um lugar para todo tipo de gente, “diferenciada” ou não, conviver.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1892&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Previsões para as Olimpíadas do Rio 2016</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 17:27:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Rio 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;&#160; &#8220;Não sei se Rio ou se choro&#8230;&#8221; por José Simão De 2012 a 2015 1. ONGs vão pipocar dizendo que apóiam o esporte, tiram crianças das ruas e as afastam das drogas. Após as olimpíadas estas ONGs desaparecerão e &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/05/10/previsoes-para-as-olimpiadas-do-rio-2016/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1887&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<div style="text-align:center;">
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  </div>
<p style="text-align:center;">&#8220;Não sei se Rio ou se choro&#8230;&#8221;</p>
</blockquote>
<p>por José Simão</p>
<p><b>De 2012 a 2015</b></p>
<p>1. ONGs vão pipocar dizendo que apóiam o esporte, tiram crianças das ruas e as afastam das drogas. Após as olimpíadas estas ONGs desaparecerão e serão investigadas por desvio de dinheiro público. Ninguém será preso ou indiciado.</p>
<p>2. Um grupo de funk vai fazer sucesso com uma música que diz: vou pegar na tua tocha e você põe na minha pira.</p>
<p>3. Uma escola de samba vai homenagear os jogos, rimando &#8220;barão de coubertin&#8221; com &#8220;sol da manhã&#8221;. Gilberto Gil virá no último carro alegórico vestido de lamê dourado representando o &#8220;espírito olímpico do carioca visitando a corte do Olimpo num dia de sol ao raiar do fogo da vitoria&#8221;.</p>
<p>4. Haverá um concurso para nomear a mascote dos jogos que será um desenho misturando um índio, o sol do Rio, o Pão de Açúcar e o carnaval, criado por Hans Donner. Os finalistas terão nomes como: &#8220;Zé do Olimpo&#8221;, &#8220;Chico Tochinha&#8221; e &#8220;Kaíque Maratoninha&#8221;.</p>
<p>5. Luciano Huck vai eleger a Musa dos jogos, concurso que durará um ano e elegerá uma modelo chamada Kathy Mileine Suellen da Silva.</p>
<p><b>Abertura dos Jogos</b></p>
<p>1. A tocha olímpica será roubada ao passar pela baixada fluminense. O COB vai encomendar outra com urgência para um carnavalesco da Beija flor.</p>
<p>2. Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e a bateria da Mangueira farão um show na praia de Copacabana para comemorar a chegada do fogo olímpico ao Rio. Por motivo de segurança, Zeca Pagodinho será impedido de ficar a menos de 500 metros da tocha.</p>
<p>3. Durante o percurso da tocha, os brasileiros vão invadir a rua e correr ao lado dela carregando cartolinas cor de rosa onde se lê GALVÃO FILMA NÓIS, 100% FAVELA DO RATO MOLHADO.</p>
<p>4. Pelé vai errar o nome do presidente do COI, discursar em um inglês de m&#8230; elogiando o povo carioca e, ao final, vai tropeçar no carpete que foi colado 15 minutos antes do início da cerimônia.</p>
<p>5. Claudia Leite e Ivete Sangalo vão cantar o &#8220;Hino das Olimpíadas&#8221; composto por Latino e MC Medalha. As duas vão duelar durante a música para aparecer mais na TV.</p>
<p>6. O Hino Nacional Brasileiro será entoado a capella por uma arrependida Vanuza, que jura que &#8220;não bota uma gota de álcool na boca desde a última copa&#8221;. A platéia vai errar a letra, em homenagem a ela, chorar como se entendesse o que está cantando, e aplaudir no final como se fosse um gol.</p>
<p>7. Uma brasileira vai ser filmada várias vezes com um top amarelo, um shortinho verde e a bandeira dos jogos pintada na cara. Ela posará para a Playboy sem o top e sem o shortinho e com a bandeira pintada na bunda.</p>
<p>8. Setenta e quatro passistas de fio-dental vão iniciar a cerimônia mostrando o legado cultural do Rio ao mundo: a bala perdida, o tráfico, o funk, o sequestro-relâmpago e a favela.</p>
<p>9. Um simpático cachorro vira-lata furará o esquema de segurança invadindo o desfile da delegação jamaicana. Será carregado por um dos atletas e permanecerá no gramado do Maracanã durante toda a cerimônia. Será motivo de 200 reportagens, apelidado de Marley, e será adotado por uma modelo emergente que ficará com dó do pobre animalzinho e dirá que ele é gente como a gente.</p>
<p>10. Adriane Galisteu posará para a capa de CARAS ao lado do grande amor da sua vida, um executivo do COB.</p>
<p>11. Os pombos soltos durante a cerimônia serão alvejados por tiros disparados por uma favela próxima e vendidos assados na saída do Maracanã por &#8220;dois real&#8221;.</p>
<p><b>Durante os Jogos</b></p>
<p>1. Caetano Veloso dará entrevista dizendo que o Rio é lindo, a cerimônia de abertura foi linda e que aquele negão da camiseta 74 da seleção americana de basquete é mais lindo ainda.</p>
<p>2. Uma modelo-manequim-piranha-atriz-exBBB vai engravidar de um jogador de hóquei americano. Sua mãe vai dar entrevista na Luciana Gimenez dizendo que sua filha era virgem até ontem, apesar de ter namorado 74 homens nos últimos seis meses, e que o atleta americano a seduziu com falsas promessas de vida nos EUA. Após o nascimento do bebê ela posará nua e terá um programa de fofocas numa rede de TV.</p>
<p>3. No primeiro dia os EUA, a China e o Canadá já somarão 74 medalhas de ouro, 82 de prata e 4 de bronze. Os jornalistas brasileiros vão dizer a cada segundo que o Brasil é esperança de medalha em 200 modalidades e certeza de medalha em outras 64.</p>
<p>4. A seleção americana de vôlei visitará uma escola patrocinada pelo Criança Esperança. Três meninos vão ganhar uma bola e um uniforme completo dos jogadores, sendo roubados e deixados pelados no dia seguinte.</p>
<p>5. Os traficantes da Rocinha vão roubar aquele pó branco que os ginastas passam na mão. Um atleta cubano será encontrado morto numa boate do Baixo Leblon depois de cheirá-lo. O COB, a fim de não atrasar as competições de ginástica, vai substituir o tal pó pelo cimento estocado nos fundos do ginásio inacabado.</p>
<p>6. Um atleta brasileiro nunca visto antes terminará em 57º lugar na sua modalidade e roubará a cena ao levantar a camiseta mostrando outra onde se lê: JARDIM MATILDE NA VEIA.</p>
<p>7. Vários atletas brasileiros apontados como promessa de medalha serão eliminados logo no inicio da competição. Suas provas serão reprisadas em &#8216;slow motion&#8217; e 400 horas de programas de debate esportivo vão analisar os motivos das suas falhas.</p>
<p>8. Durante os jogos de tênis a platéia brasileira vai vaiar os jogadores argentinos obrigando o árbitro a pedir silencio 774 vezes. Como ele pedirá em inglês ninguém vai entender e vão continuar vaiando. Galvão Bueno vai dizer que vaiar é bom, mas vaiar os argentinos é melhor ainda. Oscar concordará e depois pedirá desculpas chorando no programa do Gugu.</p>
<p><b>Após os Jogos</b></p>
<p>1. Um boxeador brasileiro negro de 1,85m estrelará um filme pornô para pagar as despesas que teve para estar nos jogos e por não obter patrocínio.</p>
<p>2. Faustão entrevistará os atletas brasileiros que não ganharam medalhas. Não os deixará pronunciar uma palavra sequer, mas dirá que esses caras são exemplos no profissional tanto quanto no pessoal, amigos dos amigos, e outras besteiras.</p>
<p>3. No início do ano seguinte, vários bebês de olhos azuis virão ao mundo e as filas para embarque nos voos para a Itália, Portugal e Alemanha serão intermináveis, com mães &#8220;ofendidas&#8221;, segurando seus rebentos&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1887/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1887&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Você Sabe Fazer as Perguntas Certas?</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 01:28:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>

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		<description><![CDATA[Via Ser Professor Universitário Sempre que estou ensinando Tecnicas de Avaliação da Aprendizagem e como preparar provas, utilizo este texto que oferece uma interessante e divertida reflexão sobre a complexidade de fazer perguntas em prova. O texto relata a experiencia &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/04/11/voce-sabe-fazer-as-perguntas-certas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1869&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/04/tax-questions-1.jpg?w=389&#038;h=288" alt="tax-questions-1.jpg" width="389" height="288" /></p>
<p>Via <a href="http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=4&amp;texto=75">Ser Professor Universitário</a></p>
<p>Sempre que estou ensinando Tecnicas de Avaliação da Aprendizagem e como preparar provas, utilizo este texto que oferece uma interessante e divertida reflexão sobre a complexidade de fazer perguntas em prova. O texto relata a experiencia de um professor que fora convocado por um colega (Professor de Física) para ajudá-lo a responder um pedido de revisão de prova, solicitado por seu aluno.</p>
<p>Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de prova de Física, que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma &#8220;conspiração do sistema&#8221; contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido.</p>
<p>Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: &#8220;Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro.&#8221;</p>
<p>A resposta do estudante foi a seguinte: &#8220;Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício.&#8221; Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto.</p>
<p>Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Alem disso esse aluno gosava de otimo conceito como estudante</p>
<p>Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bom desafio</p>
<p>Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física. Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala. Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse.</p>
<p>No momento seguinte ele escreveu esta resposta: &#8220;Vá ao alto do edifico, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo t de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h = (1/2)gt^2 , calcule a altura do edifício.&#8221; Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo.</p>
<p>Ao sair da sala, lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas. &#8220;Ah!, sim,&#8221; &#8211; disse ele &#8211; &#8220;há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro.&#8221; Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações. &#8220;Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício&#8221;. Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício. &#8220;Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas tem-se a altura do edifício em unidades barométricas&#8221;. Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g&#8217;s, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença. &#8220;Finalmente&#8221;, &#8211; concluiu, &#8211; &#8220;se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer; diz-se: &#8220;Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente.&#8221;.</p>
<p>A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta &#8216;esperada&#8217; para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.</p>
<p>&#8220;Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto.&#8221; (<strong>Albert Einstein</strong>)</p>
<p>&#8220;O especialista é um homem que sabe cada vez mais sobre cada vez menos, e , por fim, acaba sabendo tudo sobre nada.&#8221; (<strong>Bernard Shaw</strong>)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1869/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1869&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Jogo de Futebol como um Sistema: a Questão do Encaixe</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 14:46:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Prática]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[de Luiz Lima, engenheiro. Quando, lá atrás, comecei a enxergar o jogo como um sistema dinâmico e funcional, penso ter dado um passo importante – vejo isto claramente, hoje – na compreensão do futebol. Todavia, como Norbert Wiener e os &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/03/10/de-fora-do-aquario-o-jogo-de-futebol-como-um-sistema/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1844&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<img class="alignnone size-medium wp-image-1858" title="O Encaixe no Futebol" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/03/16330-lone-soccer-player-with-a-ball-as-a-head-standing-on-a-green-puzzle-piece-with-part-of-a-field-symbolizing-only-part-of-a-team-clipart-illustration-graphic1.png?w=287&#038;h=300" alt="" width="287" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:left;"><strong>de Luiz Lima, engenheiro.</strong></p>
<p>Quando, lá atrás, comecei a enxergar o jogo como um sistema dinâmico e funcional, penso ter dado um passo importante – vejo isto claramente, hoje – na compreensão do futebol. Todavia, como Norbert Wiener e os cibernéticos da primeira geração, eu não conhecia a natureza intrínseca do sistema, mas sabia o que ele fazia ou realizava o que já era algo de valor. Evidentemente que o Minotauro continuava a me aguardar, no labirinto escuro do mundo da bola (sic), mas o tênue fio de Ariadne começava a se mostrar e orientar meu caminho.</p>
<p>Assim, uma das qualidades ou características do jogo que me despertou especial atenção foi a do <em>“encaixe”</em> (uso o termo na linguagem comum do esporte de propósito). Considero-a tão extraordinária que a pergunta mais dramática ou mais embaraçosa que se pode fazer a um treinador (ou a um analista esportivo) é indagar-lhe das razões pelas quais um time “se encontra” dentro de campo, desenvolve uma prática esportiva eficaz e agradável aos olhos, ditando o ritmo do jogo e auferindo uma vitória daquelas que “vence e convence”, ao final do encontro.</p>
<p>Não deixa de ser curioso, pois a qualidade do <em>“encaixe”</em> de um time pode ser apreendida inclusive a olho nu. Aliás, qualquer menino que acompanha seu pai ao estádio logo percebe se seu time do coração está jogando bem, ou se os atletas estão <em>batendo cabeças</em>. Outra coisa, bem diferente, é sermos capazes de avaliar o status de <em>“encaixado”</em> de uma equipe, ou mesmo de um atleta isolado, lançando mão de algum meio adequado.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">O fator que faz a diferença: o <em>“encaixe”</em></span></p>
<p>É comum ver pessoas que trabalham ou analisam o futebol preocupadas em identificar aqueles elementos cruciais, que a seu juízo <em>“fazem a diferença”</em> no jogo.</p>
<p>Tais fatores podem ser a <em>entrega</em>, a <em>doação</em>, a <em>determinação</em>, a <em>disciplina</em>, a <em>atitude</em>, a <em>obediência tática</em>, o <em>jogador diferenciado</em>, o <em>esquema tático</em>, o <em>preparo físico</em>, os <em>treinos</em>, o <em>dedo do técnico</em>, a <em>estrutura </em>oferecida pelo clube, o <em>jogo inteligente</em>, e assim por diante.</p>
<p>Na investigação científica, esta é a etapa da <em>identificação e seleção das variáveis</em> que, por suposição, têm o maior poder explicativo ou alta correlação com a variável explicada. Em outras reflexões que faremos neste espaço, oportunamente, voltaremos a este assunto, já que a elaboração de um modelo transita por esta etapa, de forma crucial.</p>
<p>Quando os estudiosos e especialistas em futebol elegem as variáveis acima (ou outras) como as mais importantes ou determinantes para se compreender o <em>modus operandi</em> do jogo, e deixam de fora o <em>“encaixe”</em>, como se fora uma <em>quantité négligeable<strong><sup> (*)</sup></strong></em>, elas estão cometendo aquele erro fatídico que nos meios acadêmicos é conhecido como <em>“jogar fora o bebê junto com a água do banho”.</em> O bebê, no caso, é o <em>“encaixe”</em> do time.</p>
<p><span id="more-1844"></span></p>
<p>Não sou um especialista em futebol, longe disso! Mas arrisco um palpite: o móvel do jogo (sic), sua pedra de toque (Santo Graal, El Dorado, Fonte da Eterna Juventude, Abre-te, Cézamo! etc.) atende pela denominação usual de <em>“encaixe”.</em></p>
<p>O <em>“encaixe” </em>é, verdadeiramente, a <em>conditio sine qua non</em> para o sucesso de uma equipe. Os demais fatores, citados anteriormente, fazem parte das condições necessárias e indispensáveis, enquanto que o <em>“encaixe”</em> é a condição suficiente. Na linguagem popular, “a cereja do bolo”.</p>
<p>Qual mistério se esconde por detrás do <em>“encaixe”</em>? Por que um time “se encontra” dentro de campo e joga bem, enquanto que seu adversário não consegue fazê-lo, a despeito das boas intenções, da determinação e dos esforços despendidos para obter a vitória?</p>
<p>Eis o maior contrassenso do futebol, a meu ver. Como pode acontecer que um fator tão discricionário, na prática do jogo, tenha passado despercebido de tanta gente, de tantos estudiosos, de tantos especialistas e profissionais da área? Pois se o jogo não é um produto da força e sim do jeito (sic), então este jeito tem a ver com a forma pela qual se processa a interatividade dos atletas.</p>
<p>O <em>“encaixe”</em> tem uma rica sinonímia. Pode ser chamado de “time que se ajusta”, “time que se acerta”, “time que se entende”, “time que se encontra”. E, em outras palavras pode ser ainda o “entrosamento”, “conjunto”, “sintonia”, “harmonia”, “cadência”, “compasso”, “ritmo ou padrão de jogo”, “sincronia”, “ordenamento”, “música”, “balé”. Por minha conta e risco, acrescentaria mais dois sinônimos à lista: “convergência” e “acoplamento”.  Elegi estes sinônimos quando estudei – na condição de aluno ouvinte – Teoria dos Sistemas Dinâmicos dos cursos de mestrado e doutorado do Departamento de Física da Universidade Federal do Paraná, em 2001 e 2002.</p>
<p>Resta dizer que as qualidades do “time apático”, do “time ansioso” ou do “time perdido em campo” formam o contraditório do “time encaixado”. Um é a contrapartida do outro. Um é a imagem especular do outro.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Sensibilidade às condições iniciais</span></p>
<p>O fato de o jogo de futebol ser um sistema funcional e, como tal, produzir <em>alguma coisa,</em> não significa dizer que seja fácil revelar seus segredos. É sabido, a propósito, que a velha Mãe Natureza é ciosa de seus fenômenos e por isso sempre resiste à decifração.</p>
<p>Em face das dificuldades para se descrever o jogo – não um apenas, mas todos eles como se fossem um só – as pessoas o cercam de mistério. Até certo ponto, elas têm razão. A julgar pelas aparências, o exercício do jogo se comporta não apenas de maneira incerta e duvidosa, mas até mesmo de forma contraditória. Como disse anos atrás aquele treinador do Deportivo La Coruña, às vésperas da decisão do título da Liga de Espanha, para acalmar os ânimos da torcida: <em>“Por favor, calma! No futebol, quando você pensa que vai dar tudo certo aí mesmo é que dá tudo errado!”. </em></p>
<p>Um dos fatores mais efetivos e que, possivelmente, venha a ser responsabilizado ou sirva para explicar essas idiossincrasias do futebol, é o da sua extrema sensibilidade. Refiro-me àquilo que é conhecido normalmente como <em>“sensibilidade às condições iniciais”. A sensibilidade às condições iniciais</em> é uma das características requeridas para se definir um sistema que contém caos. A outra é que tal sistema seja de natureza fractal ou auto reprodutiva.</p>
<p>Até onde alcanço, através da observação atenta e da pesquisa objetiva, o jogo é um sistema extremamente sensível a quaisquer mudanças em suas condições de partida. Realmente, a <em>mexida</em> no time pode transformar um time perdedor em um vencedor e vice-versa. Assim que as alterações interpostas na escalação que iniciou o jogo podem acarretar consequências boas ou funestas.</p>
<p>Apesar da ligeireza com que um jogo muda de direção, não creio que o futebol seja caótico. Não obstante, há controvérsias, pois o fenômeno é tão complexo que chega a dar a impressão de que não se pode descrevê-lo, tal o seu caráter errático e indômito.</p>
<p>Por exemplo, o engenheiro naval Jairo dos Santos, que trabalhou por mais de 25 anos como observador da CBF (e da antiga CBD, acho), manifestou a opinião de que <em>“o futebol é a Teoria das Probabilidades”. M</em>as fez uma advertência, ao dizer que <em>“há um caráter caótico no futebol, pois às vezes o técnico faz a coisa errada e acaba dando certo”</em>. Ora, se é assim, o espião (sic) da CBF deveria ter acrescentado que outras vezes o treinador faz a coisa certa, mas que acaba dando errado. Pois o <em>efeito borboleta </em>de Edward N. Lorenz tanto pode desencadear uma tormenta como extingui-la.<em></em></p>
<p>As evidências deste traço comportamental do futebol, o de sua alta sensibilidade às condições iniciais, podemos encontrar facilmente nos registros ou protocolos dos jogos, comumente denominadas de “Fichas-Técnicas” (FTs).</p>
<p>Um parêntese para dizer que a riqueza informacional das FTs tem passado despercebida dos jornalistas esportivos e até mesmo dos que exercem suas atividades profissionais nos clubes, dentre eles o próprio treinador. De certo modo, a culpa recai sobre a chamada “mídia especializada”, pois o jornalista esportivo brasileiro, salvo algumas exceções, por comodidade ou falta de atenção, ainda não aprendeu a colocar nas FTs o detalhe (?) do <em>tempo de substituição dos atletas</em>. Pergunto: como seria possível estudar um sistema que se move no tempo, sem saber o que tal sistema andou fazendo, ao longo de sua trajetória de vida?</p>
<p>O surgimento do Diário Lance! em 1997, constituiu um avanço importante, pois as FTs produzidas pelo jornal sempre trazem a informação mostrando quando um atleta saiu e outro entrou, além da hora em que um jogador foi expulso, por exemplo.</p>
<p>Antes, Placar já produzia fichas dinâmicas (desde 1992), mas apenas aquelas do Brasileirão. Não obstante, ainda nos dias de hoje, a falha é geral. Basta abrir um desses “cadernos de esporte” dos jornalões para se dar conta deste fato. Felizmente, a revolução aconteceu com a chegada de alguns sites maravilhosos na Internet, que dão um verdadeiro show de informações.</p>
<p>Estou me detendo nesta digressão porque encontrei muitas dificuldades no estudo dos jogos, pois o traço marcante do <em>dinâmico</em> está associado ao do <em>sistêmico</em>. Exemplifico! Na prática, como eu deveria proceder para analisar uma partida na qual o <em>Time A</em> faz 2 a 0, no 1º tempo, e na etapa completar sofre 3 gols, terminando a partida pelo placar de 3 a 2 em favor do <em>Time B</em>?  Qual a configuração (leia-se, escalação ou condição inicial) que deveria tomar por base, na hora de simular o jogo? A da primeira parte ou a da segunda? Ou quem sabe de ambas, se considerasse que foi <em>“um jogo de dois tempos distintos”</em> como dizem os comentaristas?</p>
<p>Pode até parecer um fato de somenos importância, mas a precisão da informação é vital para o estudo que eventualmente possa levar à compreensão do fenômeno do jogo. Por outro lado, sei que a abordagem que faço, como se verá mais adiante, vai em direção do heterodoxo, do desafiador, do novo. E o novo suscita inquietudes, como é sabido. Ainda mais quando tal abordagem traz consigo algumas críticas aos conceitos e paradigmas normalmente aceitos. E só para piorar ainda mais as coisas, os reparos surgem de alguém que <em>não é do ramo</em>, como me disseram uma vez.</p>
<p>Longe deste engenheiro a ideia de solapar as bases do edifício em que são guardados os cânones do conhecimento futebolístico vigente. Mesmo porque se eles estão aí e são preservados é porque têm seus méritos comprovados. Mesmo que não tenham dado conta, ainda, de desvelar por completo o mistério tido como insondável da <em>“caixinha de surpresas”.</em> Todavia, não posso deixar de aproveitar a oportunidade que me confere o Prof. João Paulo Medina, justamente um dos expoentes do preparo desportivo e cuja mente aberta e irrequieta levou à criação do site <em>Universidade do Futebol</em>, cuja metodologia se propõe justamente uma inquirição científica do fenômeno do jogo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1844/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1844/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1844&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Futebol está Ficando Lento</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 13:51:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Velocidade]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Enquanto o futebol brasileiro se mantém no mesmo ritmo cadenciado, o europeu está cada vez mais veloz&#8221; por Rodrigo Leitão, via Universidade do Futebol Dia desses no Café dos Notáveis, encontrei o amigo Zagonariz. Foi uma conversa rápida – estávamos &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/02/14/o-futebol-esta-ficando-lento/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1818&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/02/velocidade-ronaldo.jpg?w=640" alt="Velocidade-Ronaldo.jpg" /></p>
<p>&#8220;Enquanto o futebol brasileiro se mantém no mesmo ritmo cadenciado, o europeu está cada vez mais veloz&#8221;</p></blockquote>
<p>por Rodrigo Leitão, via <a title="Universidade do Futebol" href="http://www.universidadedofutebol.com.br">Universidade do Futebol</a></p>
<p>Dia desses no Café dos Notáveis, encontrei o amigo Zagonariz.</p>
<p>Foi uma conversa rápida – estávamos como quase sempre, com o “tempo espremido” (tempo, que temo me faça falta em um futuro próximo, quando percebendo a fragilidade humana em tentar correr contra ele – descubra que ele se foi).</p>
<p>Mas vamos lá.</p>
<p>Eu e Zagonariz falamos um pouco a respeito da velocidade de jogo no futebol – como na Europa ele tem ficado cada vez mais rápido e movimentado, e o quanto isso não parecia ser verdadeiro no Brasil.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>A conversa foi curta, mas me despertou a necessidade de escrever algumas coisas a respeito do tema.</p>
<p>Não é incomum que quando uso o futebol europeu como exemplo de alguma coisa logo venham críticas e lembretes apontando para o fato de ser o brasileiro o “melhor futebol do mundo”.</p>
<p>Realmente não quero entrar nesta discussão. Não agora.</p>
<p>Quero, porém, chamar a atenção para o fato de que nós no Brasil somos apaixonados pela bola (nós todos que jogamos futebol, de forma amadora ou profissional).</p>
<p>Necessitamos ficar com ela a qualquer custo.</p>
<p>Jogadores quando a tem nos pés, parecem não perceber o tempo passar. Ficam com ela uma eternidade que as vezes dura 1, as vezes até 3 segundos (podem acreditar 1 segundo no futebol é sim muito tempo – quanto mais 3).</p>
<p>É inacreditável o que uma equipe pode fazer sob o ponto de vista organizacional em 3 segundos.</p>
<p>É quase incalculável como as dificuldades aumentam para a tomada de decisão, conforme mais tempo é gasto para isso. Ficar com a bola é uma coisa quase incorporada no jogar brasileiro. O mais “cruel” disso é que para vencer o jogo, uma equipe precisa se livrar dela (claro, arrematar ao gol significa “se livrar” da bola – e quanto mais arremates ao gol, mais chances de vencer o jogo).</p>
<p>Alguém pode me dizer, que o FC Barcelona é uma equipe vencedora, e que na maciça maioria das vezes tem mais posse de bola que seus adversários.</p>
<p>Isso é verdade, mas não se enganem pela aparente essência da informação.</p>
<p>O fato de a equipe ficar mais tempo com a bola não significa que seus jogadores fiquem muito tempo com ela quando a recebem – pelo contrário, é uma das equipes que têm os jogadores que mais rapidamente se livram dela (passando).</p>
<p>E esse talvez seja o fato que exatamente propicie ao FC Barcelona ter mais posse de bola que seus adversários (como roubar a bola de jogadores que quase não ficam com ela?).</p>
<p>Outra questão importante, é que podem também finalizar muitas vezes no jogo, se livrando da bola, mas recuperando-a rapidamente.</p>
<p>Fico um pouco preocupado, porque se não nos importarmos com a velocidade do jogo (nós brasileiros), em um futuro não muito distante estaremos sendo ultrapassados – e se pensarmos que nas categorias de base a cultura segue no mesmo ritmo, logo seremos atropelados.</p>
<p>Alguém ainda pode dizer que no final das contas o que importa é o talento criativo do jogador brasileiro. Concordo. E é isso que ainda nos sustenta (mas não por muito tempo).</p>
<p>Porém, por que não, talento criativo com velocidade? A velocidade na tomada de decisão e na ação, não se opõe à construção e desenvolvimento do talento criativo. Muito pelo contrário.</p>
<p>O problema, é que enquanto no próprio FC Barcelona (por exemplo), estão formando hábeis e rápidos jogadores criativos – o que já repercute na seleção espanhola – no Brasil parecemos estar pouco preocupados com a tal velocidade de jogo.</p>
<p>E aí, espero que um dia, isso não repercuta em um futebol de tartarugas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1818/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1818&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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