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	<title>Caderno de Campo &#187; Capacitação</title>
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	<description>“Quem quiser entender de futebol só estudando futebol, nunca vai saber tudo sobre futebol.” (Manuel Sérgio)</description>
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		<title>Caderno de Campo &#187; Capacitação</title>
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		<title>Um Livro às Quintas</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 22:01:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Una red de significado interpretada desde el paradigma de la complejidad&#8221; El Modelo de Juego del FC Barcelona - Oscar P. Cano Moreno MC Sports, 2010. Oscar Moreno condena e derruba a barreira existente entre teoria e prática, nos conduzindo pelo &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2012/02/09/complexidade-barcelona-futebol/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=2032&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2012/01/img_3078.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2033" title="El Modelo de Juego del FC Barcelona" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2012/01/img_3078.jpg?w=640&#038;h=856" alt="" width="640" height="856" /></a></p>
<p style="text-align:center;">&#8220;Una red de significado interpretada desde el paradigma de la complejidad&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align:left;"><strong>El Modelo de Juego del FC Barcelona -</strong> Oscar P. Cano Moreno</p>
<p style="text-align:left;">MC Sports, 2010.</p>
<p style="text-align:left;">Oscar Moreno condena e derruba a barreira existente entre teoria e prática, nos conduzindo pelo sinuoso universo das teorias dos sistemas dinâmicos e nos convida a entender a complexidade do jogo &#8211;  desde as evidências da imprevisibilidade à análise minusciosa da construção do modelo de jogo do F.C. Barcelona.</p>
<p style="text-align:left;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/2032/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=2032&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">El Modelo de Juego del FC Barcelona</media:title>
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		<item>
		<title>Uma Proposta para as Equipes de Base da Seleção Brasileira</title>
		<link>http://cadernodecampo.com/2011/11/26/equipes-de-base-da-selecao-brasileira/</link>
		<comments>http://cadernodecampo.com/2011/11/26/equipes-de-base-da-selecao-brasileira/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Nov 2011 16:38:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ney Franco, atual coordenador das categorias de base da CBF, foi o professor convidado no último final de semana, no curso Master em Técnica de Campo, parceria entre Universidade do Futebol e Federação Paulista de Futebol. Já o conhecia de &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/11/26/equipes-de-base-da-selecao-brasileira/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1996&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/11/ney-franco-cbf.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1998" title="Ney Franco CBF" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/11/pan-ney-franco-foto-divulgacaocbf_lanima20111011_0066_38.jpg?w=640" alt=""   /></a></p>
</blockquote>
<p>Ney Franco, atual coordenador das categorias de base da CBF, foi o professor convidado no último final de semana, no <a href="http://www.cursosfutebol.com.br/cronograma">curso Master em Técnica de Campo</a>, parceria entre Universidade do Futebol e Federação Paulista de Futebol.</p>
<p>Já o conhecia de outras oportunidades, mas esta foi a primeira vez em que debatemos alguns assuntos com mais profundidade.</p>
<p>Talvez o de maior relevância, foi o da intenção do coordenador em estruturar um projeto metodológico para as categorias de base nas seleções amadoras do nosso país, do Sub-15 ao Sub-20.</p>
<p>Foi gratificante escutar este mineiro simpático e de boa conversa &#8211; quase uma redundância &#8211; e que recentemente se tornou um dos treinadores mais vencedores dos últimos anos, falar criticamente sobre os trabalhos de (de)formação nas categorias de base em nosso país, bem como de sua penúltima experiência frente à Seleção Brasileira Sub-20, que culminou com o título sul-americano.</p>
<p>Independente de sua escolha sobre qual metodologia de desenvolvimento de atletas que pretenda adotar &#8211; das <span style="text-decoration:underline;"><em>tradicionais</em></span> às <span style="text-decoration:underline;"><em>pautadas pela complexidade do jogo</em></span> &#8211; o fato mais importante é a existência de um projeto norteador.</p>
<p>As críticas à (de)formação de atletas nos clubes brasileiros tornaram-se comuns nos debates técnicos dos treinadores e coordenadores que acompanham a realidade das categorias de base: inexistência de uma metodologia unificada entre as equipes de um mesmo clube, priorizar a conquista de títulos, desconsiderar aspectos técnicos da inteligência de jogo, falta de critérios técnicos e científicos durante a evolução do processo de desenvolvimento (quando desenvolver o quê e em qual idade),  além da ausência de capacitação de qualidade para os profissionais que atuam na gestão de campo, entre tantas outras.</p>
<p>Desejo ao nosso coordenador toda a sorte e as melhores condições de trabalho, necessárias para a implantação de suas ideias.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1996/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1996/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1996/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1996/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1996/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1996/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1996/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1996/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1996/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1996/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1996/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1996/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1996/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1996/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1996&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Ney Franco CBF</media:title>
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		<title>As Lições de Steve Jobs para o Futebol (Homenagem)</title>
		<link>http://cadernodecampo.com/2011/10/06/as-licoes-de-steve-jobs-para-o-futebol-homenagem/</link>
		<comments>http://cadernodecampo.com/2011/10/06/as-licoes-de-steve-jobs-para-o-futebol-homenagem/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 19:49:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Criatividade é apenas conectar as coisas.&#8221; (Steve Jobs, co-fundador e presidente eterno da Apple.) (Texto de Março de 2009) Li pela segunda vez o livro “A Cabeça de Steve Jobs”, de Leander Kahney &#8211; editor da revista eletrônica Wired.com. Ao &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/10/06/as-licoes-de-steve-jobs-para-o-futebol-homenagem/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1983&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/10/steveapplewide.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1988" title="Steve in Apple" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/10/screen-shot-2011-10-06-at-10-17-44.jpg?w=640" alt=""   /></a> &#8220;Criatividade é apenas conectar as coisas.&#8221;</p>
<p style="text-align:center;">(Steve Jobs, co-fundador e presidente eterno da Apple.)</p>
</blockquote>
<p>(Texto de Março de 2009)</p>
<p>Li pela segunda vez o livro “A Cabeça de Steve Jobs”, de Leander Kahney &#8211; editor da revista eletrônica Wired.com.<br />
Ao traçar um paralelo de algumas lições de Steve com outros segmentos corporativos, foi na indústria da bola que as coisas se conectaram bem. Teria algo a ensinar ao futebol o homem que é sinônimo de inovação e que desde os anos setenta vem transformando a maneira de pensar da informática, da indústria de animação e, mais recentemente, da música digital?<br />
<strong><br />
</strong><strong>Busque informação; não faça suposições.</strong> Como gestor, audite constantemente o seu clube (empresa) e tome decisões através de dados objetivos. Ter informação não é o mesmo que ter conhecimento.<br />
<strong><br />
</strong><strong>Foco significa dizer “não”.</strong> Steve tem um grupo pequeno de ótimos profissionais que concentram seus esforços em poucos projetos. Identifique as unidades de negócio prioritárias de seu clube, direcione os melhores profissionais à esses focos e execute-os da melhor maneira.<br />
<strong><br />
</strong><strong>Encontre uma maneira fácil de apresentar novas idéias.</strong> Nem sempre os seus próprios funcionários compram a sua idéia ou projeto, ainda mais se mudanças de cultura ou de paradigma estiverem em jogo. Trace uma estratégia para vender bem a sua proposta. O sucesso, antes de mais nada, depende desta tarefa caseira.</p>
<p>I<strong>nclua todo mundo.</strong> O design não se restringe somente aos designers. Profissionais do marketing, programadores e engenheiros podem descobrir juntos como desenvolver um produto melhor. Não, não estou dizendo que a nutricionista ou o psicólogo devam escalar a equipe. Nem tampouco achar que o departamento de marketing tenha a função de determinar a melhor data para colocar o garoto propaganda do clube de titular. Esta é a função do técnico, o orientador tático, e ainda continuará sendo. Mas a lição serve para mostrar que o conhecimento, quando integrado e coordenado para determinado fim, seja na área técnica, administrativa etc., pode ser melhor aproveitado.<br />
<strong><br />
</strong><strong>Só estabeleça parcerias com atores nota 10 e demita os idiotas. Invista em pessoas.</strong> Ter funcionários talentosos é uma das principais vantagens competitivas diante da concorrência. Sempre perderemos talentos &#8211; sejam atletas ou profissionais da área técnica &#8211; para outros clubes com maior poder aquisitivo. É a lei da selva. Invista em capacitação sempre e seja um gestor profissional, identificando quem realmente possa contribuir para o seu negócio ou quem já deixou de remar faz tempo.<br />
<strong><br />
</strong><strong>Não dê ouvidos aos que só dizem “sim”. Trave combates intelectuais.</strong> O pensamento crítico e criativo sempre será bem vindo. Desafiar idéias é um dos hobbies preferidos de Steve. Desconfie se as pessoas ao seu redor estiverem dizendo amém à tudo que propõe. São essas pessoas que lhe contradizem após um fracasso e, na maioria das vezes, fazem as críticas indiretamente.<br />
<strong><br />
</strong><strong>Dê total liberdade a seus parceiros.</strong> Criatividade não está restrita ao meio tecnológico. A inovação está presente em todos os segmentos da nossa vida: do GPS do carro ao material da chuteira do atacante. De quem foi a idéia de explorar a camisa do seu time para vender uma marca ou produto?<br />
<strong><br />
</strong><strong>Não perca o consumidor de vista.</strong> Estude o mercado e o setor. Coloque-se no lugar do consumidor (torcedor) e analise se o serviço criado atende as expectativas dele ou atende as suas. Esteja vigilante em relação as tendências da indústria do futebol e seja amigo das pesquisas e dos números.<strong><br />
</strong><strong><br />
</strong><strong>Faça as coisas em equipe.</strong> O iPod e o iPhone não foram inventados por uma única pessoa. O sucesso numa temporada, por exemplo, vem do trabalho em equipe e valorizar este aspecto, dividindo responsabilidades e louros, é no mínimo, o caminho mais adequado a seguir.<br />
<strong><br />
</strong><strong>Estude</strong>. Steve não chegou ao final de uma gradução, mas é um profundo conhecedor de arte, arquitetura e design. Isto o coloca em pé de igualdade ao conversar com especialistas de outras áreas na tomada de decisões sobre os rumos de sua empresa.</p>
<p>No futebol brasileiro, por exemplo, para muitos basta ter sido um ex-atleta para ter vaga garantida como treinador ou dirigente esportivo. Nossa cultura no esporte é um pouco desse jeito. O conhecimento científico não precisa entrar em campo e a figura caricata do dirigente &#8211; que solta pérolas da bola, trata o torcedor com desrespeito e acha que sabe tudo sobre futebol &#8211; ainda existe e irá continuar existindo.</p>
<p>Mas no futuro, serão nos modelos de desenvolvimento sustentado que encontraremos profissionais modernos, eficazes e que conhecem (estudaram) vários aspectos que compõe o conhecimento sobre futebol, ou pelo menos, dividem tal sabedoria com profissionais especialistas numa visão integrada.</p>
<p>No vídeo abaixo, Steve Jobs narra o primeiro comercial &#8216;Think Different&#8217; em 1997, chamado de &#8220;Here&#8217;s to the Crazy Ones&#8221;.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cadernodecampo.com/2011/10/06/as-licoes-de-steve-jobs-para-o-futebol-homenagem/"><img src="http://img.youtube.com/vi/8rwsuXHA7RA/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><em>&#8220;Because the people who are crazy enough to think they can change the world… are the ones who do.&#8221;</em></p>
<div>Leia mais: <a href="http://macmagazine.com.br/2011/10/06/steve-jobs-voce-mudou-as-nossas-vidas-obrigado-steve-adeus-steve/#ixzz1a0tl8PuO">Steve Jobs, você mudou as nossas vidas; obrigado, Steve. Adeus, Steve. | MacMagazine</a></div>
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<p id="eow-description"><span class="Apple-style-span" style="font-family:Monaco, Consolas, 'Andale Mono', 'DejaVu Sans Mono', monospace;font-size:13px;line-height:19px;"><a href='http://twitter.com/tega' class='twitter-follow-button' data-show-count='false' data-text-color='#333333' data-link-color='#0066cc'>Follow @tega</a></span></p>
</div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1983/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1983&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Steve in Apple</media:title>
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		<title>A Grande Sacada para as Categorias de Base: Capacitar seus Atletas</title>
		<link>http://cadernodecampo.com/2011/08/26/a-grande-sacada-para-as-categorias-de-base-capacitar-seus-atletas/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 18:51:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Chegará o dia em que estará criado um processo irreversível nas categorias de base, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/08/26/a-grande-sacada-para-as-categorias-de-base-capacitar-seus-atletas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1935&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/08/innovations.jpg"><img class="size-medium wp-image-1962 aligncenter" title="innovations" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/08/innovations.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:center;">“Chegará o dia em que estará criado um processo irreversível nas categorias de base, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de treinamento.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Em tempos de crises e mídias sociais, muita coisa vem acontecendo por todo o planeta. Corruptos são presos pela manhã e soltos à tarde, países ricos ficam pobres ao anoitecer e a consciência coletiva de que algo precisa ser feito pela nossa subsistência e qualidade de vida deixa de ser clichê.</p>
<p>E o futebol (ah o futebol!), também vive suas particularidades. Apesar dos clubes continuarem a gastar mais do que recebem e das seleções tradicionais não mais figurarem isoladas no topo do ranking da FIFA, mais pessoas comuns analisam o jogo: estudiosos, curiosos e gente interessada em saber de verdade o que acontece dentro das quatro linhas.</p>
<p>Principalmente no continente europeu, onde há décadas se estudam e aplicam as novas teorias relacionadas ao jogo e treinamento do futebol e, muito em função disso, começamos a perceber um distanciamento qualitativo de algumas equipes e seleções em relação ao resto do mundo. E, infelizmente, o Brasil está incluído neste <em>resto</em>.</p>
<p>O grande desafio nos próximos anos será pela busca da popularização em solo tupiniquim, desse olhar mais científico, lógico e nem menos apaixonante sobre o futebol.</p>
<p>Muito embora as novas maneiras de enxergar o jogo e o treino do futebol sejam positivas, permitindo inclusive que alguns desvios no processo de formação de atletas sejam corrigidos, resistências a este novo olhar sempre irão ocorrer. E as comparações entre metodologias de trabalho, muitas vezes sem embasamento científico, serão inevitáveis.</p>
<p>Como treinar uma equipe de futebol aproximando-a da imprevisibilidade (e realidade) do jogo, e como trabalhar nas equipes técnicas de maneira integrada e com mais qualidade, são questões essenciais a serem respondidas por quem pretende estar à frente do seu tempo.</p>
<p>Nos esportes coletivos, e no futebol em particular, pesquisadores e especialistas dissecaram as dinâmicas do jogo, que apontaram para eventos comuns e com padrões que se repetem. Foram identificados <strong>quatro momentos</strong> que nos permitem entender as tais dinâmicas: defesa, transição ao ataque, ataque e transição à defesa.</p>
<p>Nessas quatro situações, todos os jogadores tem um comportamento muito particular em campo, com ou sem a bola.</p>
<p>Os jogadores se relacionam e formam um todo organizado, que é a equipe. Cada equipe tem seus próprios jogadores que se relacionam uns com os outros de maneira particular e essas relações variam quando a equipe está <strong>atacando</strong>, <strong>defendendo</strong> e realizando as <strong>transições</strong>.</p>
<p>Por exemplo: <strong>com a bola</strong>, os jogadores agem com o objetivo de manter a sua posse na busca pelo gol adversário. Os atletas irão se relacionar dentro do campo de uma forma bastante específica para que isso ocorra. Quando a equipe está <strong>sem a bola</strong>, os jogadores irão criar dificuldades para que a equipe adversária progrida no campo de jogo e consiga chegar à sua meta. Nestes dois exemplos, os comportamentos e intenções dos jogadores e da equipe são bem distintos.</p>
<p>E o treinador pode moldar a forma como a equipe joga nesses momentos. <strong>Modelo de Jogo</strong> é o nome dado à forma como a sua equipe deve se comportar no jogo de uma maneira geral, ou seja, como ela defende, ataca e faz as transições. Está intrinsecamente ligado à estrutura da equipe, ou seja, como ela pretende construir o seu jeito de jogar.</p>
<p>A escolha dos atletas é realizada respeitando essas características e devem estar sintonizadas com as ideias do treinador, que por sua vez, irá procurar estar conectado com a cultura e filosofia do clube.</p>
<p>O comportamento dos jogadores e da equipe, em cada momento, pode variar com intenções diferentes, ou seja, o treinador pode influenciar a forma como a relação entre os jogadores acontecerá em cada um dos quatro momentos do jogo.</p>
<p>Na teoria, chamamos de <em>princípios estruturais</em> a forma como os atletas devem se posicionar no campo de jogo. Já <em>princípios operacionais</em> é o nome dado ao que fazer em cada momento do jogo (defesa, ataque e transições).</p>
<p>O futebol é um jogo complexo e saber fazer funcionar as relações entre os jogadores durante a partida é a chave para a obtenção de sucesso.</p>
<p>Saber <strong>o que</strong> e <strong>como fazer</strong> nos momentos do jogo é o xis da questão.</p>
<p>A partir deste entendimento é que podemos moldar a forma de como a equipe deve <strong>treinar</strong>, aproximando-a da realidade da partida e do que ela poderá encontrar diante de um adversário. Inicia-se a construção do jogar da equipe, ou seja, o <strong>Modelo de Jogo</strong> começa a ganhar vida.</p>
<p>Os <a href="http://universidadedofutebol.com.br/ConteudoCapacitacao/Cursos/Detalhes.aspx?id=6&amp;vs=1">jogos reduzidos e adaptados</a> tem um papel fundamental nesta proposta metodológica no futebol. Mas como qualquer remédio, não basta apenas ler a bula para aplicá-lo. Um médico deve ser consultado e, de preferência, um que reconheça o valor da teoria antes de sair cortando com seu bisturi.</p>
<p>De maneira muito incipiente, algumas boas iniciativas começam a ser percebidas em nosso país, muito em função da sensibilidade de profissionais em cargos de direção e coordenação, que partem para um processo de reciclagem de seus recursos humanos, particularmente dos profissionais que atuam dentro de campo.</p>
<p>E mesmo restrito às categorias de base, alguns clubes brasileiros dão seus primeiros passos em direção aos novos tempos, criando ambientes de aprendizagem aos gestores de campo, buscando reciclar suas equipes técnicas com profissionais mais sintonizados com esta nova perspectiva.</p>
<p>A próxima e mais importante etapa, será a conscientização e <strong>capacitação dos atletas</strong> das categorias de base, melhorando o canal de comunicação com seus treinadores e facilitando o diálogo sobre o porquê deste ou daquele tipo de treinamento.</p>
<p>Dessa forma, estará criado um processo irreversível, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de trabalho</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1935&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Currículo de Formação do Atleta de Futebol &#8211; Parte I</title>
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		<comments>http://cadernodecampo.com/2011/07/19/o-curriculo-de-formacao-do-atleta-de-futebol-parte-i/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 13:23:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Profissionalização]]></category>
		<category><![CDATA[Capacitação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Dirigentes]]></category>
		<category><![CDATA[Integração]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Treinamento]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Saber o que ensinar e desenvolver, do sub-11 ao sub-20, é papel dos profissionais das categorias de base.&#8221; por Eduardo Barros, via Universidade do Futebol O nosso futebol passa por um gradativo processo de profissionalização. As mudanças na Lei Pelé, &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/07/19/o-curriculo-de-formacao-do-atleta-de-futebol-parte-i/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1930&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/07/fotodotexto.jpg?w=640" alt="fotodotexto.jpg" /></p>
<p>&#8220;Saber o que ensinar e desenvolver, do sub-11 ao sub-20, é papel dos profissionais das categorias de base.&#8221;</p></blockquote>
<p>por Eduardo Barros, via <a title="Universidade do Futebol" href="http://www.universidadedofutebol.com.br">Universidade do Futebol</a></p>
<p>O nosso futebol passa por um gradativo processo de profissionalização. As mudanças na Lei Pelé, que privilegiam o clube formador, como por exemplo, o direito da verba de solidariedade inclusive para transferências nacionais, são indicativos de que a formação do atleta brasileiro está sendo redimensionada e que a devida importância lhe está sendo conferida.</p>
<p>É certo, também, que os futuros craques do Brasil, em cinco, sete, 10, 12 anos, hoje estão nas categorias de base dos milhares de clubes existentes no país e que será insignificante a quantidade de atletas que sairão direto dos campos de várzea para o alto nível profissional.</p>
<p>Sob este viés, a gestão integrada da base será pré requisito para que, após os oito a 10 anos de processo de formação de uma determinada categoria, a quantidade de atletas de alta performance seja satisfatória. Além disso, a comunicação entre todas as comissões técnicas dos clubes deverá ser constante no que tange a definição dos pontos fortes e fracos de cada atleta e equipe ao longo dos anos, para nortear as decisões estratégicas, técnicas e administrativas da empresa.</p>
<p>O grande diferencial do trabalho de campo diante dessa nova perspectiva deve ser o desenvolvimento, por parte de cada clube de base, do currículo de formação do atleta de futebol. Nele, cada instituição pode definir os perfis dos atletas que pretendem formar e quais serão os conteúdos ensinados para que os diferentes perfis sejam alcançados.</p>
<p>Entretanto, conforme foi citado anteriormente, a profissionalização do futebol brasileiro é gradativa, logo, a gestão integrada da base, que é fundamental para modificações sensíveis nos corpos técnicos de cada clube (com profissionais competentes e capacitados continuamente), ainda é considerada utópica. Então, se a grande parcela dos gestores não está preparada para o “novo” futebol, qual é o papel de cada profissional inserido (ou que pretende se inserir) no mercado em quaisquer clubes, nas categorias de base, dentre os milhares existentes no Brasil?</p>
<p>O papel de cada um desses profissionais é buscar a elaboração e aplicação de um currículo do atleta. Assim como todo curso profissionalizante, graduação, ensino técnico, médio, supletivo, entre outros, existem conteúdos (disciplinas) que cada atleta deve aprender (de maneira circunscrita ao jogo) para se tornar um grande jogador de futebol.</p>
<p>Além da falta de conhecimento técnico da gestão, outros fatores já conhecidos por quem vive o “ambiente do futebol” podem ser apontados como limitantes para a elaboração do referido material. São eles:</p>
<p>• Falta de comunicação intra comissão técnica, em que predominam preocupações com os fragmentos do jogo em relação ao “todo” da equipe (e jogo);</p>
<p>• Falta de comunicação inter comissões técnicas, em que o treinador do sub-15 pouco se importa com o que está acontecendo no sub-17, nunca assistiu a um jogo do sub-14 e, talvez, nem saiba o nome do técnico do sub-11;</p>
<p>• Ausência de um ambiente de discussões e aprendizagem oferecido pelo clube;</p>
<p>• Futebol profissional desvinculado das categorias de base, em que os treinadores e dirigentes do departamento profissional optam por negociações intermediadas por agentes em detrimento dos atletas formados no clube.</p>
<p>• Lacunas nas idades do processo de formação com manutenção somente das categorias com competições oficiais;</p>
<p>• A pressão por vitórias a qualquer custo como “garantia” de permanência no cargo;</p>
<p>Neste cenário não muito animador, para muitos, “sobreviver” é o grande objetivo. E, seguramente, a sobrevivência não está garantida. Você pode ganhar todos os jogos e a diretoria, de uma hora para outra, ser modificada e você, demitido. Os patrocinadores que financiavam os custos da categoria de base podem abandonar o clube e você, por consequência, perder o emprego. Você pode ser preparador físico do sub-15 e, de repente, receber um convite para integrar a comissão sub-20 que durará somente enquanto houver vitórias. Porém, neste mesmo cenário instável, oportunidades positivas tendem a surgir.</p>
<p>Como, por exemplo, chegar ao clube em que você trabalha um gestor com conhecimento técnico suficiente (acredite que eles já existem!) para saber como um plano coerente de trabalho de formação a médio/longo prazo traz resultados (lucro) e sustentabilidade ao negócio. Esse gestor precisará de pessoas que ponham em prática tal plano de trabalho.</p>
<p>Cresce o número de profissionais do futebol que acreditam que a categoria de base é a grande responsável pelo nosso futuro no cenário futebolístico mundial. Você pode trabalhar ao lado de um destes e não ter ciência justamente por fazer somente a sua função de sobrevivência. Um dirigente (quem sabe um dia algum headhunter) pode procurá-lo para fazer-lhe uma proposta de trabalho por conhecer e acreditar no seu potencial profissional.</p>
<p>Nessa área de atuação, profissionais de destaque do mercado (salvo aqueles que dependem exclusivamente de indicação, amizade ou qualquer outra relação que, lembre-se, faz parte do cenário) devem saber tudo sobre a base, do sub-11 ao sub-20. Devem ter bem definidas quais são as competências necessárias para um jovem, captado do processo de iniciação esportiva e inserido nos processos de transição e especialização, se tornar atleta profissional.</p>
<p>Os primeiros passos são muito simples de serem executados. Uma reunião com sua comissão técnica pode se tornar uma hora de discussão semanal que tem como temática a formação do atleta. Num e-mail para os funcionários da base do clube pode constar um convite para a divulgação da ideia, pois com certeza algumas pessoas têm com o que contribuir. Uma conversa informal com um dos dirigentes do clube pode ser um ótimo momento para demonstrar sua opinião.</p>
<p>Se com esses passos você permanecer sozinho, mesmo assim avance em sua caminhada. Se mais pessoas aderirem à ideia, há um longo trabalho pela frente.</p>
<p>Como início, a definição de todos os conteúdos que um jogador (e equipe) precisa aprender (é bom lembrar que de forma circunscrita ao jogo) para se tornar atleta de alto nível. Marcação zonal, transição ofensiva, relação com a bola, pressing, ultrapassagem, zonas de risco, estratégias, tomada de decisão, lógica do jogo, plataformas, bolas paradas, regras de ação, são simples exemplos para ilustrar a infinidade de conhecimento que, indubitavelmente, precisa ser internalizado.</p>
<p>Após esta trabalhosa, porém, prazerosa definição, diversas reflexões surgirão, dentre elas:</p>
<p>• Qual a plataforma de jogo ideal para iniciar um processo de formação?</p>
<p>• Deve-se sempre utilizá-la durante todas as categorias?</p>
<p>• O zagueiro do sub-11 fará sempre a função de zagueiro ao longo da formação?</p>
<p>• Como classificar os diferentes tipos de jogos elaborados?</p>
<p>• Quando iniciar a aplicação da ultrapassagem?</p>
<p>• Quando iniciar a aplicação do pressing?</p>
<p>• Como definir qual linha de referência de marcação utilizar?</p>
<p>Não bastará definir os conteúdos! Saber distribuí-los em cada categoria, para assegurar que eles se encontram na zona de desenvolvimento proximal dos jogadores de determinada equipe e faixa etária, será fundamental para evitar equívocos.</p>
<p>O que você está esperando? Faça sua parte para que a transformação da base, impulsionada pelas tendências do mercado (Lei Pelé, conhecimento científico, esporte como negócio), beneficie a clubes, atletas e profissionais do futebol.</p>
<p>Para aqueles que acham que tudo isso é bobagem e que não há o que (re)inventar nas categorias de base no Brasil, cuidado: a transformação é inevitável! Para os que utilizam a famosa expressão “o futebol é assim”, ele (o futebol) não é! Já as pessoas&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://universidadedofutebol.com.br/2011/06/3,11482,O+CURRICULO+DE+FORMACAO+DO+ATLETA+DE+FUTEBOL++PARTE+II.aspx">Parte II</a></p>
<p><a href="http://universidadedofutebol.com.br/2011/07/3,11519,O+CURRICULO+DE+FORMACAO+DO+ATLETA+–+PARTE+III.aspx">Parte III</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1930&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Uso das Informações em Tempo Real</title>
		<link>http://cadernodecampo.com/2011/01/25/o-uso-das-informacoes-em-tempo-real/</link>
		<comments>http://cadernodecampo.com/2011/01/25/o-uso-das-informacoes-em-tempo-real/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 16:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidade]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Profissionalização]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Capacitação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[por Eduardo Fantato, via Universidade do Futebol &#160;&#160; &#8220;Sociedade produz tecnologia, mas homens do futebol têm dificultado serem produtos ou produtores nela&#8221; Esta semana estive acompanhando alguns jogos in loco. Na conversa com técnicos, auxiliares e membros da imprensa também &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/01/25/o-uso-das-informacoes-em-tempo-real/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1803&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <b>Eduardo Fantato</b>, via <a href="http://www.universidadedofutebol.com.br" title="Universidade do Futebol">Universidade do Futebol</a></p>
<blockquote>
<p>
  <img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/01/fifa_earth.jpg?w=640" alt="fifa_earth.jpg" />&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&#8220;Sociedade produz tecnologia, mas homens do futebol têm dificultado serem produtos ou produtores nela&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Esta semana estive acompanhando alguns jogos in loco. Na conversa com técnicos, auxiliares e membros da imprensa também gosto de fazer uma enquete informal sobre o que acham do uso de informação em tempo real, se utilizam, se conhecem, enfim, qual a opinião a respeito.</p>
<p>As reclamações foram bem centradas e direcionadas para a questão da falta de estrutura, que no Brasil é impossível desenvolver algo em tempo real, porque dependem de conexões e infraesturutra segura, etc.</p>
<p>Porém, no local que estávamos tudo isso, não faltava. Aliás, digo que a conexão de internet, a estrutura de tomadas, e tudo aquilo que os profissionais citaram faltar para que o uso do tempo real nas informações pudessem ser úteis, estava ali.</p>
<p>Poderíamos pensar, então, e com razão, a crítica ao profissional que não detém recursos intelectuais para lidar com esse tipo de informação ou algo como uma falta de atualização para lidar com a tecnologia. Confesso que minha primeira reação foi de imediato caminhar para esse rumo. O que não deixaria de ter um fundo de verdade.</p>
<p>Entretanto, o que mais me chamou a atenção foi mesmo a falta de cultura, e digo o porquê isso pesou mais em relação ao segundo item comentado. Se os profissionais não soubessem ou não tivessem acesso, não estariam utilizando uma série de recursos em tempo real. Chats online, Twitter, Facebook, enfim, tudo funcionando com a estrutura que eles julgam precária quando pensam em informação estatística para análise do jogo. O que sabemos muito bem, não precisa de nada além do que faz rodar ali esses outros serviços.</p>
<p>Tampouco estava diante de um grupo de pessoas “analfabetas tecnologicamente”, pois ali estavam com celulares modernos, netbooks, notebooks, iphones, ipads, etc. Na hora que começou o jogo, tudo foi deixado de lado e retomado após o término ou nos intervalos que permitiam seu manuseio.</p>
<p>Isso me leva a questões que começamos a levantar no texto da semana passada: será que não se desenvolve esse campo por falta de estrutura ou de pessoal que saiba manusear?</p>
<p>Embora aquele possa ser o argumento para muitos que militam no meio e este outro o argumento de outros que estudam e atuam no segmento, como este autor que vos escreve, a verdade é que tanto estrutura e pessoas aptas para lidar com os recursos ali estavam.</p>
<p>Então, o que falta? Não tenho uma resposta clara e precisa, gostaria sinceramente de tê-la, mas não fugirei de emitir minha opinião. Acredito que falte uma cultura de lidar com estatística esportiva, e o termo cultura aqui pode ainda que superficialmente lembrar os conceitos de Geertz na Antropologia, contato este que tive através das aulas do professor Jocimar Daolio, sobre o homem ser produto e produtor de cultura.</p>
<p>A sociedade hoje produz tecnologia, mas parece que os homens do futebol têm dificultado serem produtos ou produtores nela em seu meio. Sei que recorri a um argumento das ciências humanas, muitas vezes recusado no meio esportivo de alto rendimento, mas não tenho receio de me basear nele, pois primeiramente acredito na sua contribuição, e para quem ainda precisa de mais referências, fico com as defesas de Jose Mourinho e Manuel Sergio às ciências humanas no futebol.</p>
<p>Talvez pensar o futebol por essa perspectiva ajude a compreender o papel da tecnologia, da informação estatística, por mais paradoxal que isso possa parecer. Continuemos o debate em outro momento para esmiuçar esse paradoxo de como uma tecnologia pautada em informação objetiva e até certo ponto positivista pode ser mais bem entendida quando a partir de uma análise mais humana – ainda que esse termo me cause arrepios, porque tecnologia não deixa de ser humana em nenhum momento, mas isso são outros quinhentos&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1803/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1803&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Inovação e Criatividade na Gestão de Campo (Footecon 2010)</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 13:50:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de semanas ausente do blog, retorno com a publicação da apresentação realizada no Footecon 2010, um dos mais importantes eventos esportivos do calendário nacional, realizado no Copacabana Palace, entre os dias 7 e 8 de dezembro de 2010.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1766&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de semanas ausente do blog, retorno com a publicação da apresentação realizada no Footecon 2010, um dos mais importantes eventos esportivos do calendário nacional, realizado no Copacabana Palace, entre os dias 7 e 8 de dezembro de 2010.</p>
<iframe src='http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/6077258' width='640' height='525'></iframe>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1766/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1766&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Empreendedorismo de Alto Impacto</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 11:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Nizan Guanaes O Mundo precisa gerar centenas de milhões de empregos, uma demanda que não pode ser atendida sem o empreendedor de alto impacto. Gente que começa numa garagem e em dez anos constrói um bicho do tamanho da &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2010/10/20/empreendorismo-de-alto-impacto/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1741&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>
  <img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2010/10/empreender.jpg?w=640" alt="empreender.jpg" /></p>
</blockquote>
<p>por <b>Nizan Guanaes</b></p>
<p>O Mundo precisa gerar centenas de milhões de empregos, uma demanda que não pode ser atendida sem o empreendedor de alto impacto. Gente que começa numa garagem e em dez anos constrói um bicho do tamanho da Apple.</p>
<p>Esse espírito fundou as nações e sustenta o desenvolvimento.</p>
<p>Dois amigos italianos saíram de uma pequena cidade da Itália: um deles veio para o Brasil e fundou o império Matarazzo; o outro foi para os EUA e criou o Bank of America.</p>
<p>A cidade de Alepo, na Síria, nos deu os Safras e os Slim. Esses homens não tiveram vantagens, passaram o diabo, essa cidade não tem pó de pirlimpimpim na água.</p>
<p>O que eles têm é visão, capacidade de trabalho, capacidade de relacionamento e uma chama interior chamada entusiasmo.</p>
<p>O sr. Waldemar Verdi tem mais de 90 anos e foi eleito em 2009 o Empreendedor do Ano. Como ele trabalha no mesmo prédio que eu, encontro-o todos os dias na hora do almoço. É um homem rico, tem um filho muito competente, não precisaria trabalhar, mas está lá todos os dias.</p>
<p>Levei meu filho para vê-lo receber o prêmio. Foi emocionante. Admiro demais esses homens, a quem o dinheiro não amoleceu. Porque são mais do que empresários -são empreendedores.</p>
<p>Quem lidera esse movimento de empreendedorismo de alto impacto no mundo é a Endeavor.</p>
<p>Ela analisa em cada país que opera projetos de empreendedores, seleciona-os com rigor e depois ajuda os escolhidos a ter acesso a investidores, a &#8220;networking&#8221;, à orientação de megaempreendedores de cada país. O resultado é fantástico.</p>
<p>Hoje as empresas que nasceram com a Endeavor geram US$ 5,4 bilhões por ano. Em muitos países, os empreendedores Endeavor já são 1% do PIB. Em 2025, vão gerar US$ 85 bilhões por ano no mundo e milhares de empregos.</p>
<p>É por isso que Thomas Friedman, colunista do &#8220;Times&#8221;, diz que a Endeavor é o melhor programa antipobreza que existe. Porque o empreendedor já é uma organização não governamental. Não consigo ver maior ação social do que gerar empregos, dar futuro a milhões. Empreendedorismo é a nova filantropia.</p>
<p>Seria muito melhor se os bilionários americanos emprestassem empreendedores pelo mundo em vez de doarem dinheiro. É evidente que não se pode menosprezar a generosidade desses homens. Ela é digna do nosso respeito. Mas, se eles colocassem US$ 1 bilhão na Endeavor, poderiam ter impacto social maior.</p>
<p>Não faço parte da Endeavor, mas trabalho para ela na área de comunicação global, voluntariamente.</p>
<p>Dar tempo é mais complicado do que dar dinheiro -e dou meu tempo com entusiasmo.</p>
<p>Existe um ditado que diz: &#8220;Um homem sensato se adapta ao mundo, convive com a realidade, e o homem insensato se rebela contra os fatos&#8221;.</p>
<p>É por isso que o avanço da humanidade se deve aos homens insensatos. Ao sujeito que, sentindo frio, inventou o fogo. Ao sujeito que, se sentindo só, inventou o tambor. Ao sujeito que, para colocar processo na construção de linha de trem, inventou a administração.</p>
<p>Esse homem insensato é o empreendedor, e é desse espírito que, em tempos de descrença e de crise, o mundo mais precisa. O empreendedorismo de um sujeito que venceu na vida trabalhando duro de manhã, à tarde e à noite, porque teve visão, inovação, dedicação. Criou tudo isso para gerar riqueza e desenvolvimento, não para ter um palácio. Não precisa viver com culpa, como um monge, mas não precisa ofender o mundo com fausto.</p>
<p>Ele tem de ser uma luz, uma inspiração e um exemplo.</p>
<p>E, depois de trabalhar muito, sabe o que um empreendedor faz? Ele acorda, vai trabalhar cedo, mas para enriquecer outros e outros e outros, para treinar as novas gerações dentro da sua empresa, para incentivar o empreendedorismo na sociedade, para usar seu talento executivo em áreas que tanto precisam dela, como culturais e sociais. Nesse momento, o empreendedor é mais empreendedor ainda, pois é um empreendedor social.</p>
<p>Convido o leitor a conhecer e a apoiar o trabalho da <a href="http://www.endeavor.org.br" target="_blank">Endeavor</a>. E a espalhar a consciência de que a reengenharia de um mundo novo está nas mãos calejadas e incansáveis dos empreendedores.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1741/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1741/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1741/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1741/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1741/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1741/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1741/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1741/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1741/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1741/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1741/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1741/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1741/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1741/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1741&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Profecia de Nostradamus Colorada</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Oct 2010 21:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[do Jornal Zero Hora, por Diogo Olivier No já distante começo do milênio, no ano 2000, João Paulo Medina ( * ) era coordenador técnico no Beira-Rio. Tratava-se de uma iniciativa pioneira, na gestão do presidente Fernando Miranda. Medina era &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2010/10/02/a-profecia-de-nostradamus-colorada/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1732&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2010/10/crystal-ball.jpg?w=640" alt="crystal-ball.jpg" /></p>
<p>do <b>Jornal Zero Hora</b>, por <i>Diogo Olivier</i></p>
<p>No já distante começo do milênio, no ano 2000, João Paulo Medina ( * ) era coordenador técnico no Beira-Rio. Tratava-se de uma iniciativa pioneira, na gestão do presidente Fernando Miranda. Medina era um profissional remunerado, cuja missão parecia mesmo milagrosa: integrar todas as áreas do clube e reorganizar os processos das categorias de base, como forma de preparar o futuro. Isso tudo sem dinheiro, que os anos 90 foram medonhos nesta área para o Inter.</p>
<p>Medina é um homem cordato, intelectualizado, incapaz de uma grosseria. Duvido que tenha matado uma mosca, mesmo no auge de um acesso de raiva. Então, a certa altura do campeonato, Medina arriscou-se numa frase que o marcaria a ferro e fogo para sempre na Província de São Pedro:</p>
<p>- O que estamos fazendo no Inter não é para dar resultado agora. É para cinco ou seis anos.</p>
<p>Faltou pouco para a insurreição. A torcida, marcada de cicatrizes após quase 20 anos de derrotas, não aceitou ter que esperar tanto tempo — ainda mais sem garantias. Colorados ilustres se opuseram em público. A imprensa registrou a gritaria toda, criando um clima de insatisfação.</p>
<p>Expressões como &#8220;planejamento&#8221; ou &#8220;trabalho multidisciplinar&#8221;, hoje corriqueiras entre profissionais remunerados como Rodrigo Caetano, viraram chacota. Medina não teve outra saída senão deixar o Inter. Hoje, uma década depois, ele brinca:</p>
<p>- Não sou Nostradamus, mas acertei na mosca. Cinco, seis anos depois o Inter começou a vencer. Fui incompreendido, mas não guardo mágoa. Entendo a torcida e mesmo a imprensa. Reconheço méritos em quem veio depois da gente, mas fico feliz de ter acertado — diz Medina, 62 anos, que depois do Inter trabalhou na Arábia Saudita e, hoje, pilota uma consultoria esportiva com atuação nos Estados Unidos e Brasil.</p>
<p>Medina lembra dos tempos de penúria com alguma dor, mas suaviza o tom crítico, bem ao seu estilo lorde inglês:</p>
<p>- As vendas de Rochemback por US$ 12 milhões e Lúcio por US$ 9 milhões só pagaram dívidas. Ouvi que deixamos o vestiário vazio: deixo isso por conta da natural disputa política do clube. Lembro de quando Pato, Daniel Carvalho e Nilmar chegaram ainda meninos, como parte do nosso trabalho na base. Mas ninguém sabia quem eram estas jóias naquela época, é claro.</p>
<p>Pode haver controvérsias de entendimento no que diz Medina, é claro, mas é interessante ouvi-lo 10 anos depois. É um bom debate</p>
<p>* João Paulo S. Medina é o idealizador da Universidade do Futebol</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1732/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1732&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma Universidade do Futebol para o Brasil</title>
		<link>http://cadernodecampo.com/2010/07/26/uma-universidade-do-futebol-para-o-brasil/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Editorial de 7 Anos da Universidade do Futebol Uma condição para nos transformarmos verdadeiramente em um centro de excelência em futebol Em pleno século XXI e em meio a um processo acelerado de globalização, dizer que o Brasil – e &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2010/07/26/uma-universidade-do-futebol-para-o-brasil/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1675&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.universidadedofutebol.com/2010/07/2,13918,EDITORIAL+UMA+UNIVERSIDADE+DO+FUTEBOL+PARA+O+BRASIL.aspx" target="_blank">Editorial de 7 Anos da Universidade do Futebol</a></p>
<blockquote>
<p>
  <img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2010/07/talento.jpg?w=424&#038;h=318" alt="talento.jpg" width="424" height="318" /></p>
<p>Uma condição para nos transformarmos verdadeiramente em um centro de excelência em futebol</p>
</blockquote>
<p>Em pleno século XXI e em meio a um processo acelerado de globalização, dizer que o Brasil – e só ele – é o &#8220;país do futebol&#8221; parece um pouco de exagero, alimentado por um sentimento nacionalista exacerbado muito comum entre nós. Sentimento que não se sustenta quando se verifica cuidadosamente a evolução do futebol ocorrida em outros países, bem como quando se constata que este fenômeno esportivo cada vez mais é também capaz de despertar as mais inusitadas emoções em povos de diferentes culturas, ideologias e religiões pelo mundo afora.</p>
<p>Como afirma o destacado treinador francês Arsène Wenger, “o futebol pertence a todos nós. O mundo inteiro joga. É claro que alguns jogam melhor do que outros, mas todos sabemos como é correr e chutar uma bola&#8230; Em todos os continentes, o futebol é uma linguagem e uma cultura comum a todos: alegria, paixão, saber o que é estar num time, fuga, inspiração e afirmação de identidade”.</p>
<p>É inegável que entender o significado social do futebol se constitui em fator fundamental para se entender a “alma brasileira”, mas também o é para entender a cultura contemporânea nos dias de hoje. Como afirmam alguns sociólogos, o futebol explica a vida. E para esta compreensão não se pode deixar de considerar o movimento de globalização determinado pelo modelo econômico hegemônico no mundo.</p>
<p>Encerrada a 19ª. edição da Copa do Mundo, realizada na África do Sul, a primeira disputada em território africano – e igualmente reflexo deste contexto econômico –, o Brasil começa a se preparar com mais intensidade para a organização do seu Mundial.</p>
<p>Independentemente de sermos a favor ou contra a realização deste megaevento em nosso país (o raciocínio também serve para a Olimpíada-2016, no Rio de Janeiro), o fato é que salvo algo muito excepcional ele vai ser concretizado.</p>
<p>Nós, brasileiros, estamos, portanto, diante de uma questão fundamental: de que lado penderá a correlação de forças entre os interesses unicamente financeiros e de poder pelo poder, muitas vezes sem qualquer limite ético ou ideológico, e aqueles interesses representados pela oportunidade de, a propósito desses megaeventos, acelerarmos o nosso processo de desenvolvimento garantindo, de fato, um legado não só esportivo, mas social, cultural e educacional para o Brasil?</p>
<p>É neste cenário que a Universidade do Futebol busca o seu posicionamento. Como vimos, o futebol é manifestação de fundamental relevância não só no Brasil como no mundo todo e como tal pode ser uma excelente alavanca de crescimento sob diferentes aspectos. Nosso projeto, fruto do esforço de alguns abnegados e de muitos colaboradores ao longo dos anos, conseguiu – desde 25 de julho de 2003, quando foi lançado na internet com o nome de Cidade do Futebol – atrair milhares de usuários que acreditam que o futebol pode ser tratado com seriedade e profissionalismo, sem, contudo, perder sua magia, beleza e arte.</p>
<p>Esta constatação de estar contribuindo para a melhor capacitação e reflexão crítica em um ambiente ainda demasiadamente conservador e reacionário nos dá também a medida dos obstáculos que teremos pela frente, uma vez que acreditamos que o nosso sucesso está atrelado aos desafios do nosso próprio crescimento enquanto Nação.</p>
<p>Desde a década de 1980 que o Brasil busca consolidar o seu processo democrático. Com muitos avanços e – temos que reconhecer – com alguns retrocessos, nossas instituições – que garantem o funcionamento de nossa sociedade – são obrigadas por força popular a serem cada vez mais transparentes. Uma transparência que infelizmente ainda não atingiu certos setores, entre eles as instituições futebolísticas.</p>
<p>Como disse Arsène Wenger, o futebol pertence a todos nós, é patrimônio de toda a humanidade e, portanto, não pode pertencer a esta ou àquela instituição, como se eles fossem os seus proprietários, como muitas vezes nos dá a entender certas posturas de CBF e Fifa, para ficar em apenas dois exemplos.</p>
<p>Este é o embate. Neste momento em que o Brasil vai realizar dois grandes eventos como a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016, todos nós que somos apaixonados pelo futebol temos que entender também o nosso papel como cidadãos e lutarmos pela transparência de nossas instituições e a consolidação, o mais rápido possível, deste processo de democratização.</p>
<p>É neste sentido que a Universidade do Futebol, ao comemorar 7 anos de existência, está propondo a mobilização da sociedade – gostemos ou não do futebol – em busca desses ideais de construção de um ambiente mais transparente e, por consequência, mais democrático em nosso país, através do futebol e do esporte de forma geral.</p>
<p>Não podemos mais continuar vendo passivamente os interesses puramente financeiros e de busca pelo poder a qualquer preço prevalecerem. Da mesma forma que – em se tratando de futebol – não podemos nos contentar em sermos apenas exportadores de bons futebolistas. Há muita coisa para ser feita no “país do futebol”.</p>
<p>Muitas novas tarefas devem ser incluídas na agenda que antecede a realização da Copa do Mundo no Brasil. A primeira delas é cobrar mais transparência de todas as instituições governamentais e não-governamentais envolvidas nesta agenda. A outra é repensar de forma estratégica a infraestrutura e o modelo de organização em que se sustenta o futebol e o esporte brasileiros. Para isso é preciso compreender o futebol (e o esporte) para além de seus aspectos puramente técnicos ou administrativos.</p>
<p>Há também dimensões sociológicas, filosóficas, artísticas, entre outras, que não podem ser desprezadas. Como nos ensina o filósofo Manuel Sérgio, “para saber de futebol é preciso saber mais do que futebol.”</p>
<p>É nesse sentido que se justifica a existência de uma Universidade do Futebol em nosso país. Em um mundo em crise econômica, o Brasil se insinua como uma força emergente. Nesta perspectiva, temos amplas condições de realizar não só uma memorável Copa do Mundo, mas, sobretudo, aproveitarmos este momento para nos transformarmos verdadeiramente em um centro de excelência em futebol e na esteira da construção de uma sociedade mais democrática e justa.</p>
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