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	<title>Caderno de Campo &#187; Cultura</title>
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	<description>“Quem quiser entender de futebol só estudando futebol, nunca vai saber tudo sobre futebol.” (Manuel Sérgio)</description>
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		<title>Caderno de Campo &#187; Cultura</title>
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		<title>O que Steve Jobs significa para mim</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 12:47:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Tiago Doria Acredito que o grande mérito de Steve Jobs foi: 1) Ter transformado computadores em objetos de consumo, em objetos que não fossem utilizados somente por especialistas, mas que pudessem ser tão intuitivos e corriqueiros de usar quanto um &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/10/06/o-que-steve-jobs-significa-para-mim/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1979&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/10/jobs.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1981" title="Jobs" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/10/jobsbanco1.jpg?w=640" alt=""   /></a></p>
<p><em>por Tiago Doria</em></p>
<p>Acredito que o grande mérito de Steve Jobs foi:</p>
<p>1) Ter transformado computadores em <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2010/06/10/reinventando-o-pc/" target="_blank">objetos de consumo</a>, em objetos que não fossem utilizados somente por especialistas, mas que pudessem ser tão intuitivos e corriqueiros de usar quanto um aparelho de televisão<br />
2) E ter descoberto a “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Core_competency" target="_blank">competência central</a>” da Apple (usabilidade e design), em seu retorno à empresa em 1996. A partir daí, Jobs aplicou essa competência a diversos mercados e produtos. iPad, iPod, iTunes foram consequência dessa atitude.</p>
<p>Entre outras coisas, ele mostrou ao mercado que a <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2011/06/07/com-icloud-apple-deixa-evidente-estrategia-device-agnostic/" target="_blank">internet é device agnostic</a> e que, antes de tudo, as <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2011/02/16/sistema-de-assinaturas-da-google/" target="_blank">pessoas estão atrás de facilidade na web</a>.</p>
<p>Jobs entendeu muito bem a dinâmica da área de tecnologia, um meio onde você é valorizado não por quem é, mas sim pelo que faz. Não é à toa que, mesmo após ter o seu nome garantido na história da computação, ele insistiu em trabalhar dia e noite e lançar novos produtos.</p>
<p>Para mim, ficam várias lições. Por mais estranho que possa parecer, todas elas não-tecnológicas.</p>
<p>A importância do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Peopleware" target="_blank">peopleware</a>, de trabalhar com o que gosta e de estar no lugar certo e na hora certa, além do <strong>equilíbrio entre vida pessoal e profissional.</strong></p>
<p>Há uma frase de Steve Jobs que define bem tudo isso. Aliás, ela foi dita ao lado de outro ícone, quando Jobs se encontrou com Bill Gates durante a conferência D: All Things Digital, em 2007.</p>
<p>No palco da conferência, ao lado de Gates, Jobs fez uma rápida avaliação da sua própria vida.</p>
<blockquote><p>&#8220;Vejo-nos como dois dos caras mais sortudos do planeta. (…) Encontramos o que amamos no lugar certo e no tempo certo, família, trabalho, amigos. Que mais poderíamos pedir?&#8221;</p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1979/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1979&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ambição e Desambição no Futebol</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 13:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidade]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[Técnicos e atletas estão divididos entre a ousadia e a prudência, a ambição e a desambição por Tostão Nota do autor: Como é bom ler um mestre da bola e das palavras como o filósofo Eduardo Gonçalves de Andrade, o &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/09/25/ambicao-e-desambicao-no-futebol/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1969&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/09/035615100-ex00.jpg"><img class="size-medium wp-image-1970 aligncenter" title="0,,35615100-EX,00" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/09/035615100-ex00.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Técnicos e atletas estão divididos entre a ousadia e a prudência, a ambição e a desambição</p></blockquote>
<p>por <strong>Tostão</strong></p>
<p><strong><em>Nota do autor: Como é bom ler um mestre da bola e das palavras como o filósofo Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, que simplifica nossa crença sobre o futebol, em sua realidade, sua complexidade e suas tendências.</em></strong></p>
<p>Falam que esquema tático bom é o que dá certo. Nem isso podemos dizer, pois há muitos outros fatores envolvidos no resultado de um jogo.</p>
<p>Muito mais importante que o desenho tático, os números, é a estratégia, a filosofia. É saber onde começa a marcação, com quantos jogadores um time ataca e defende, se há muitos ou poucos espaços entre os setores, se a prioridade é o domínio do jogo, a posse de bola ou os contra-ataques e vários outros detalhes.</p>
<p>Ruim é não ter nada bem definido. Um técnico é melhor que outro quando seus jogadores executam com mais eficiência o que foi planejado, e não por causa do esquema tático. Todos têm vantagens e desvantagens.</p>
<p>Como temos o hábito de tentar achar uma única causa para explicar o resultado, para mostrar sabedoria -ou ignorância-, fica mais fácil dizer que um time ganhou ou perdeu por causa da escalação, da substituição ou porque o técnico colocou um jogador cinco metros mais para a direita ou para a esquerda.</p>
<p>Os treinadores, supervalorizados, muitas vezes, iludidos e prepotentes, pensam também que seu esquema tático decidiu o jogo.</p>
<p>A maioria das equipes começa e termina uma partida com os jogadores nas mesmas posições, compartimentados, robotizados. Volante não se mistura com meia. Há armadores pela direita e pela esquerda. O meia dá o passe, e o centroavante faz o gol.</p>
<p>Há exceções.</p>
<p>Até hoje, ninguém sabe se Xavi, do Barcelona, é volante ou meia, se joga mais pela esquerda ou pela direita. O veloz e aguerrido Herrera, do Botafogo, marca o lateral e ainda faz dupla de ataque com Loco Abreu.</p>
<p>Esquema tático bom é o que deixa o comentarista ansioso, tentando descobrir, pela movimentação dos jogadores, ocasional ou habitual, qual foi a mudança tática que o técnico fez durante a partida. Algumas vezes, o técnico nem percebe.</p>
<p>Os treinadores ficam divididos entre a ousadia e a segurança. Querem arriscar e, ao mesmo tempo, não querem dar chance ao adversário. O conflito costuma terminar em conciliação, por prudência ou por covardia. Assim é também na vida. É a disputa entre o princípio do prazer e a realidade, entre o desejo e a razão.</p>
<p>O sonho da maioria dos treinadores é atingir o equilíbrio perfeito. Como os atletas são, como os humanos, imperfeitos, emocionalmente instáveis e também divididos entre a ambição, o desejo de ser herói, e a desambição, o equilíbrio perfeito nunca é atingido. Ainda bem. Ficaria muito chato.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1969/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1969&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Frase da Semana</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 19:53:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profissionalização]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Jordi Melero Busquets, ex-jogador do F.C. Barcelona e atual Gerente de Prospecção na América Latina e Europa, sobre o perfil de atleta que o clube catalão cultiva. &#8220;O clube procura através da sua filosofia de jogo,  selecionar e desenvolver atletas &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/08/30/frase-da-semana-11/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1955&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/08/screen-shot-2011-08-29-at-20-50-291.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1956" title="Jordi " src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/08/screen-shot-2011-08-29-at-20-50-291.jpg?w=640" alt=""   /></a></p>
<p><strong>Jordi Melero Busquets</strong>, ex-jogador do <strong>F.C. Barcelona</strong> e atual Gerente de Prospecção na América Latina e Europa, sobre o perfil de atleta que o clube catalão cultiva.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O clube procura através da sua filosofia de jogo,  selecionar e desenvolver atletas que não precisam ser simplesmente altos e fortes, mas se exige boa técnica individual, com destaque para o fundamento do passe, inteligência e pensamento rápido, velocidade de bola e dinamismo em campo para todas as posições, sentido coletivo de marcação (incluindo-se os atacantes); além de requisitos comportamentais, onde <strong>ser discreto</strong> deve ser uma das suas características.&#8221;</p>
<p><strong>Nota do autor: </strong></p>
<p>Talvez seja por isso que o atacante Neymar, um dos melhores da atualidade, não seja uma das preferências do F.C. Barcelona.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1955/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1955&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Grande Sacada para as Categorias de Base: Capacitar seus Atletas</title>
		<link>http://cadernodecampo.com/2011/08/26/a-grande-sacada-para-as-categorias-de-base-capacitar-seus-atletas/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 18:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Chegará o dia em que estará criado um processo irreversível nas categorias de base, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/08/26/a-grande-sacada-para-as-categorias-de-base-capacitar-seus-atletas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1935&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/08/innovations.jpg"><img class="size-medium wp-image-1962 aligncenter" title="innovations" src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/08/innovations.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:center;">“Chegará o dia em que estará criado um processo irreversível nas categorias de base, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de treinamento.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Em tempos de crises e mídias sociais, muita coisa vem acontecendo por todo o planeta. Corruptos são presos pela manhã e soltos à tarde, países ricos ficam pobres ao anoitecer e a consciência coletiva de que algo precisa ser feito pela nossa subsistência e qualidade de vida deixa de ser clichê.</p>
<p>E o futebol (ah o futebol!), também vive suas particularidades. Apesar dos clubes continuarem a gastar mais do que recebem e das seleções tradicionais não mais figurarem isoladas no topo do ranking da FIFA, mais pessoas comuns analisam o jogo: estudiosos, curiosos e gente interessada em saber de verdade o que acontece dentro das quatro linhas.</p>
<p>Principalmente no continente europeu, onde há décadas se estudam e aplicam as novas teorias relacionadas ao jogo e treinamento do futebol e, muito em função disso, começamos a perceber um distanciamento qualitativo de algumas equipes e seleções em relação ao resto do mundo. E, infelizmente, o Brasil está incluído neste <em>resto</em>.</p>
<p>O grande desafio nos próximos anos será pela busca da popularização em solo tupiniquim, desse olhar mais científico, lógico e nem menos apaixonante sobre o futebol.</p>
<p>Muito embora as novas maneiras de enxergar o jogo e o treino do futebol sejam positivas, permitindo inclusive que alguns desvios no processo de formação de atletas sejam corrigidos, resistências a este novo olhar sempre irão ocorrer. E as comparações entre metodologias de trabalho, muitas vezes sem embasamento científico, serão inevitáveis.</p>
<p>Como treinar uma equipe de futebol aproximando-a da imprevisibilidade (e realidade) do jogo, e como trabalhar nas equipes técnicas de maneira integrada e com mais qualidade, são questões essenciais a serem respondidas por quem pretende estar à frente do seu tempo.</p>
<p>Nos esportes coletivos, e no futebol em particular, pesquisadores e especialistas dissecaram as dinâmicas do jogo, que apontaram para eventos comuns e com padrões que se repetem. Foram identificados <strong>quatro momentos</strong> que nos permitem entender as tais dinâmicas: defesa, transição ao ataque, ataque e transição à defesa.</p>
<p>Nessas quatro situações, todos os jogadores tem um comportamento muito particular em campo, com ou sem a bola.</p>
<p>Os jogadores se relacionam e formam um todo organizado, que é a equipe. Cada equipe tem seus próprios jogadores que se relacionam uns com os outros de maneira particular e essas relações variam quando a equipe está <strong>atacando</strong>, <strong>defendendo</strong> e realizando as <strong>transições</strong>.</p>
<p>Por exemplo: <strong>com a bola</strong>, os jogadores agem com o objetivo de manter a sua posse na busca pelo gol adversário. Os atletas irão se relacionar dentro do campo de uma forma bastante específica para que isso ocorra. Quando a equipe está <strong>sem a bola</strong>, os jogadores irão criar dificuldades para que a equipe adversária progrida no campo de jogo e consiga chegar à sua meta. Nestes dois exemplos, os comportamentos e intenções dos jogadores e da equipe são bem distintos.</p>
<p>E o treinador pode moldar a forma como a equipe joga nesses momentos. <strong>Modelo de Jogo</strong> é o nome dado à forma como a sua equipe deve se comportar no jogo de uma maneira geral, ou seja, como ela defende, ataca e faz as transições. Está intrinsecamente ligado à estrutura da equipe, ou seja, como ela pretende construir o seu jeito de jogar.</p>
<p>A escolha dos atletas é realizada respeitando essas características e devem estar sintonizadas com as ideias do treinador, que por sua vez, irá procurar estar conectado com a cultura e filosofia do clube.</p>
<p>O comportamento dos jogadores e da equipe, em cada momento, pode variar com intenções diferentes, ou seja, o treinador pode influenciar a forma como a relação entre os jogadores acontecerá em cada um dos quatro momentos do jogo.</p>
<p>Na teoria, chamamos de <em>princípios estruturais</em> a forma como os atletas devem se posicionar no campo de jogo. Já <em>princípios operacionais</em> é o nome dado ao que fazer em cada momento do jogo (defesa, ataque e transições).</p>
<p>O futebol é um jogo complexo e saber fazer funcionar as relações entre os jogadores durante a partida é a chave para a obtenção de sucesso.</p>
<p>Saber <strong>o que</strong> e <strong>como fazer</strong> nos momentos do jogo é o xis da questão.</p>
<p>A partir deste entendimento é que podemos moldar a forma de como a equipe deve <strong>treinar</strong>, aproximando-a da realidade da partida e do que ela poderá encontrar diante de um adversário. Inicia-se a construção do jogar da equipe, ou seja, o <strong>Modelo de Jogo</strong> começa a ganhar vida.</p>
<p>Os <a href="http://universidadedofutebol.com.br/ConteudoCapacitacao/Cursos/Detalhes.aspx?id=6&amp;vs=1">jogos reduzidos e adaptados</a> tem um papel fundamental nesta proposta metodológica no futebol. Mas como qualquer remédio, não basta apenas ler a bula para aplicá-lo. Um médico deve ser consultado e, de preferência, um que reconheça o valor da teoria antes de sair cortando com seu bisturi.</p>
<p>De maneira muito incipiente, algumas boas iniciativas começam a ser percebidas em nosso país, muito em função da sensibilidade de profissionais em cargos de direção e coordenação, que partem para um processo de reciclagem de seus recursos humanos, particularmente dos profissionais que atuam dentro de campo.</p>
<p>E mesmo restrito às categorias de base, alguns clubes brasileiros dão seus primeiros passos em direção aos novos tempos, criando ambientes de aprendizagem aos gestores de campo, buscando reciclar suas equipes técnicas com profissionais mais sintonizados com esta nova perspectiva.</p>
<p>A próxima e mais importante etapa, será a conscientização e <strong>capacitação dos atletas</strong> das categorias de base, melhorando o canal de comunicação com seus treinadores e facilitando o diálogo sobre o porquê deste ou daquele tipo de treinamento.</p>
<p>Dessa forma, estará criado um processo irreversível, onde trocas de comando de um clube &#8211; técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de trabalho</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1935/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1935&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Currículo de Formação do Atleta de Futebol &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 13:23:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Profissionalização]]></category>
		<category><![CDATA[Capacitação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Integração]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Saber o que ensinar e desenvolver, do sub-11 ao sub-20, é papel dos profissionais das categorias de base.&#8221; por Eduardo Barros, via Universidade do Futebol O nosso futebol passa por um gradativo processo de profissionalização. As mudanças na Lei Pelé, &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/07/19/o-curriculo-de-formacao-do-atleta-de-futebol-parte-i/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1930&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/07/fotodotexto.jpg?w=640" alt="fotodotexto.jpg" /></p>
<p>&#8220;Saber o que ensinar e desenvolver, do sub-11 ao sub-20, é papel dos profissionais das categorias de base.&#8221;</p></blockquote>
<p>por Eduardo Barros, via <a title="Universidade do Futebol" href="http://www.universidadedofutebol.com.br">Universidade do Futebol</a></p>
<p>O nosso futebol passa por um gradativo processo de profissionalização. As mudanças na Lei Pelé, que privilegiam o clube formador, como por exemplo, o direito da verba de solidariedade inclusive para transferências nacionais, são indicativos de que a formação do atleta brasileiro está sendo redimensionada e que a devida importância lhe está sendo conferida.</p>
<p>É certo, também, que os futuros craques do Brasil, em cinco, sete, 10, 12 anos, hoje estão nas categorias de base dos milhares de clubes existentes no país e que será insignificante a quantidade de atletas que sairão direto dos campos de várzea para o alto nível profissional.</p>
<p>Sob este viés, a gestão integrada da base será pré requisito para que, após os oito a 10 anos de processo de formação de uma determinada categoria, a quantidade de atletas de alta performance seja satisfatória. Além disso, a comunicação entre todas as comissões técnicas dos clubes deverá ser constante no que tange a definição dos pontos fortes e fracos de cada atleta e equipe ao longo dos anos, para nortear as decisões estratégicas, técnicas e administrativas da empresa.</p>
<p>O grande diferencial do trabalho de campo diante dessa nova perspectiva deve ser o desenvolvimento, por parte de cada clube de base, do currículo de formação do atleta de futebol. Nele, cada instituição pode definir os perfis dos atletas que pretendem formar e quais serão os conteúdos ensinados para que os diferentes perfis sejam alcançados.</p>
<p>Entretanto, conforme foi citado anteriormente, a profissionalização do futebol brasileiro é gradativa, logo, a gestão integrada da base, que é fundamental para modificações sensíveis nos corpos técnicos de cada clube (com profissionais competentes e capacitados continuamente), ainda é considerada utópica. Então, se a grande parcela dos gestores não está preparada para o “novo” futebol, qual é o papel de cada profissional inserido (ou que pretende se inserir) no mercado em quaisquer clubes, nas categorias de base, dentre os milhares existentes no Brasil?</p>
<p>O papel de cada um desses profissionais é buscar a elaboração e aplicação de um currículo do atleta. Assim como todo curso profissionalizante, graduação, ensino técnico, médio, supletivo, entre outros, existem conteúdos (disciplinas) que cada atleta deve aprender (de maneira circunscrita ao jogo) para se tornar um grande jogador de futebol.</p>
<p>Além da falta de conhecimento técnico da gestão, outros fatores já conhecidos por quem vive o “ambiente do futebol” podem ser apontados como limitantes para a elaboração do referido material. São eles:</p>
<p>• Falta de comunicação intra comissão técnica, em que predominam preocupações com os fragmentos do jogo em relação ao “todo” da equipe (e jogo);</p>
<p>• Falta de comunicação inter comissões técnicas, em que o treinador do sub-15 pouco se importa com o que está acontecendo no sub-17, nunca assistiu a um jogo do sub-14 e, talvez, nem saiba o nome do técnico do sub-11;</p>
<p>• Ausência de um ambiente de discussões e aprendizagem oferecido pelo clube;</p>
<p>• Futebol profissional desvinculado das categorias de base, em que os treinadores e dirigentes do departamento profissional optam por negociações intermediadas por agentes em detrimento dos atletas formados no clube.</p>
<p>• Lacunas nas idades do processo de formação com manutenção somente das categorias com competições oficiais;</p>
<p>• A pressão por vitórias a qualquer custo como “garantia” de permanência no cargo;</p>
<p>Neste cenário não muito animador, para muitos, “sobreviver” é o grande objetivo. E, seguramente, a sobrevivência não está garantida. Você pode ganhar todos os jogos e a diretoria, de uma hora para outra, ser modificada e você, demitido. Os patrocinadores que financiavam os custos da categoria de base podem abandonar o clube e você, por consequência, perder o emprego. Você pode ser preparador físico do sub-15 e, de repente, receber um convite para integrar a comissão sub-20 que durará somente enquanto houver vitórias. Porém, neste mesmo cenário instável, oportunidades positivas tendem a surgir.</p>
<p>Como, por exemplo, chegar ao clube em que você trabalha um gestor com conhecimento técnico suficiente (acredite que eles já existem!) para saber como um plano coerente de trabalho de formação a médio/longo prazo traz resultados (lucro) e sustentabilidade ao negócio. Esse gestor precisará de pessoas que ponham em prática tal plano de trabalho.</p>
<p>Cresce o número de profissionais do futebol que acreditam que a categoria de base é a grande responsável pelo nosso futuro no cenário futebolístico mundial. Você pode trabalhar ao lado de um destes e não ter ciência justamente por fazer somente a sua função de sobrevivência. Um dirigente (quem sabe um dia algum headhunter) pode procurá-lo para fazer-lhe uma proposta de trabalho por conhecer e acreditar no seu potencial profissional.</p>
<p>Nessa área de atuação, profissionais de destaque do mercado (salvo aqueles que dependem exclusivamente de indicação, amizade ou qualquer outra relação que, lembre-se, faz parte do cenário) devem saber tudo sobre a base, do sub-11 ao sub-20. Devem ter bem definidas quais são as competências necessárias para um jovem, captado do processo de iniciação esportiva e inserido nos processos de transição e especialização, se tornar atleta profissional.</p>
<p>Os primeiros passos são muito simples de serem executados. Uma reunião com sua comissão técnica pode se tornar uma hora de discussão semanal que tem como temática a formação do atleta. Num e-mail para os funcionários da base do clube pode constar um convite para a divulgação da ideia, pois com certeza algumas pessoas têm com o que contribuir. Uma conversa informal com um dos dirigentes do clube pode ser um ótimo momento para demonstrar sua opinião.</p>
<p>Se com esses passos você permanecer sozinho, mesmo assim avance em sua caminhada. Se mais pessoas aderirem à ideia, há um longo trabalho pela frente.</p>
<p>Como início, a definição de todos os conteúdos que um jogador (e equipe) precisa aprender (é bom lembrar que de forma circunscrita ao jogo) para se tornar atleta de alto nível. Marcação zonal, transição ofensiva, relação com a bola, pressing, ultrapassagem, zonas de risco, estratégias, tomada de decisão, lógica do jogo, plataformas, bolas paradas, regras de ação, são simples exemplos para ilustrar a infinidade de conhecimento que, indubitavelmente, precisa ser internalizado.</p>
<p>Após esta trabalhosa, porém, prazerosa definição, diversas reflexões surgirão, dentre elas:</p>
<p>• Qual a plataforma de jogo ideal para iniciar um processo de formação?</p>
<p>• Deve-se sempre utilizá-la durante todas as categorias?</p>
<p>• O zagueiro do sub-11 fará sempre a função de zagueiro ao longo da formação?</p>
<p>• Como classificar os diferentes tipos de jogos elaborados?</p>
<p>• Quando iniciar a aplicação da ultrapassagem?</p>
<p>• Quando iniciar a aplicação do pressing?</p>
<p>• Como definir qual linha de referência de marcação utilizar?</p>
<p>Não bastará definir os conteúdos! Saber distribuí-los em cada categoria, para assegurar que eles se encontram na zona de desenvolvimento proximal dos jogadores de determinada equipe e faixa etária, será fundamental para evitar equívocos.</p>
<p>O que você está esperando? Faça sua parte para que a transformação da base, impulsionada pelas tendências do mercado (Lei Pelé, conhecimento científico, esporte como negócio), beneficie a clubes, atletas e profissionais do futebol.</p>
<p>Para aqueles que acham que tudo isso é bobagem e que não há o que (re)inventar nas categorias de base no Brasil, cuidado: a transformação é inevitável! Para os que utilizam a famosa expressão “o futebol é assim”, ele (o futebol) não é! Já as pessoas&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://universidadedofutebol.com.br/2011/06/3,11482,O+CURRICULO+DE+FORMACAO+DO+ATLETA+DE+FUTEBOL++PARTE+II.aspx">Parte II</a></p>
<p><a href="http://universidadedofutebol.com.br/2011/07/3,11519,O+CURRICULO+DE+FORMACAO+DO+ATLETA+–+PARTE+III.aspx">Parte III</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1930/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1930/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1930&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Moltes Gràcies</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 18:32:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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<p>O mundo do futebol não consegue encontrar uma maneira adequada para agradecer ao F.C. Barcelona pelo que tem conseguido realizar por este apaixonante esporte.<code></code></p>
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		<title>Reflexões sobre o Jeito de ser do Brasileiro: em campo e fora dele</title>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 18:06:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Andrea Sebben Faz alguns anos li um livro que muito me impressionou e tinha ligação direta com meu trabalho &#8211; chamava-se Brasileiros Pocotó. O livro, de Luciano Pires, era uma coletânea de artigos sobre a mediocridade que assola o &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/05/25/reflexoes-sobre-o-jeito-de-ser-do-brasileiro-em-campo-e-fora-dele/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1898&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Por Andrea Sebben</p>
<p>Faz alguns anos li um livro que muito me impressionou e tinha ligação direta com meu trabalho &#8211; chamava-se Brasileiros Pocotó. O livro, de Luciano Pires, era uma coletânea de artigos sobre a mediocridade que assola o Brasil em seus diferentes momentos.</p>
<p>O que isso tem a ver com o que faço? Sou psicóloga culturalista, cinco anos praticamente fora do Brasil, vivendo nas melhores universidades européias, ajudo hoje executivos expatriados &#8211; ou seja, estrangeiros que chegam ao Brasil ou brasileiros que vão ao exterior por tempo determinado, jogadores de futebol trasladados ao exterior e jovens que vão de intercâmbio. Muitas das empresas que atendemos HSBC, EMBRAER, Nissan, Vivo, Nestlé, Banco do Brasil, Bosch, entendem que nada é mais importante do que a pessoa entender de fato os povos que irão recebê-las. E eu falei entender, não conhecer.</p>
<p>Muita gente acha que basta olhar a etiqueta, a gastronomia, a religião e falar bem um idioma &#8211; de preferência o inglês, não necessariamente o idioma dos nativos (o que por si só já justificaria uma grande gafe), que está apto para entrar no cenário global. Não está. Primeiro passo talvez seja mesmo conhecer o país, mas o mais difícil vem depois: compreender.</p>
<p>&#8220;- Alguém aí pode me explicar o Brasil?&#8221; Dirá um estrangeiro desesperado mergulhado em seus dez primeiros minutos no caos que é o Aeroporto de Guarulhos, onde nós mesmos não nos entendemos. Me explicar, por favor, porque acontecem tantas barbaridades? Alguém pode explicar a um estrangeiro nossa facilidade intrínseca de colocar a responsabilidade no outro e, portanto, nunca responsabilizar-se por nada nem por ninguém. Vocês acham que estou exagerando?</p>
<p>Quantas vezes na sua vida já esteve envolvido em infindáveis telefonemas para os 0800 de telefonia móvel, de internet, de redes de televisão, de clínicas médicas, de órgãos do governo e ouviu: Senhor me desculpa, mas não podemos fazer nada? Ou ainda: desculpa, Senhor, políticas da empresa (quer dizer, não podemos fazer nada novamente.). Ou quem sabe o: Sr, mil desculpas, o sistema não permite (idem ibidem)&#8230; Isso quando a ligação não cai depois de quarenta e dois minutos&#8230;</p>
<p>Ah, Brasil&#8230; Meu papel, como psicóloga culturalista é explicar, aprofundarmos na complexidade do pensamento de cada povo &#8211; porque pensa dessa maneira, porque decide de outra, porque comunica numa outra esfera ainda. Mas fazer isso no papel de brasileira para mim é, ás vezes, motivo de vergonha.</p>
<p>Alguns povos lidam com seu ambiente de uma forma irresponsável &#8211; ou seja: por ele não tenho gerência alguma. Talvez seja uma questão de sorte, talvez de azar, talvez seja tudo culpa do governo mesmo, ou de Deus (que quis assim) &#8211; mas eu? Ah, eu? Eu não conto nada&#8230; Afinal de que adianta reclamar? Vai mudar? Não vai mesmo&#8230; E assim entramos (todos) no infindável ciclo Pocotó que meu colega tanto comenta.</p>
<p>Ao ausentar-me da responsabilidade, naturalmente o segundo passo é procurar o culpado: e assim o fazemos com Deus, com o trânsito, com a filha doente, com o governo, com o fornecedor, com o cliente ou com um ente querido que muito gostamos de evocar: &#8220;a gente&#8221;.</p>
<p>Sempre brinco com meus clientes: a gente quem? Tu e teu guia espiritual? Tu e teu amigo imaginário? Quem é a gente?</p>
<p>Como todos sabem, a língua portuguesa nos autoriza a ter seis pronomes pessoais e o brasileiro &#8211; com sua infinita criatividade criou um sétimo &#8211; a Gente.</p>
<p>&#8220;A gente&#8221; é uma excelente expressão para eximir-se da responsabilidade. Ela não apenas ilude o interlocutor dando a idéia de que &#8220;estou incluído nisso&#8221;, mas ainda melhor ela pulveriza o sujeito, esconde ele, mascara num grupo secreto. Será &#8220;a Gente&#8221; um grupo religioso sectarista ortodoxo que trabalha num porão escuro ás expensas do pobre brasileiro que queria responsabilizar-se, mas &#8220;a Gente&#8221; proíbe?</p>
<p>Quem disse para fazer isso? A gente.</p>
<p>Quem não quis mandar o mail? A gente.</p>
<p>Quem se esqueceu do documento? A gente.</p>
<p>Quem decidiu ir embora mais cedo? A gente.</p>
<p>E como explicar para o estrangeiro o pronome &#8220;A gente&#8221;?</p>
<p>Sempre digo que a gente pode de fato ser um grupo, mas freqüentemente é a própria pessoa que está falando. Mas então porque não usa o &#8220;eu&#8221;? Ah&#8230; Porque &#8220;eu&#8221; não vou me expor dessa maneira. Será que &#8221; a gente&#8221; se dá conta disso?</p>
<p>A responsabilidade, portanto não é lá uma grande virtude em solo brasileiro. É confundida com exposição, com maturidade, com autoridade. Sabe lá (Deus) o que vão fazer se eu me pronunciar? Melhor mesmo é seguir escondidinho aqui.</p>
<p>E num país coletivista, onde o indivíduo vale tão pouco mesmo, acrescentado o fato de que somos jovens, imaturos, um grande adolescente em conflitos de crescimento por que preocuparmo-nos com a responsabilidade? Ah, isso o tempo resolve&#8230;</p>
<p>E sem percebermos, cria-se a cultura da corrupção e da negligência. Corrompem-se as normas da boa conduta, da honestidade, da integridade, do olho-no-olho, do ser escutado e respeitado como cidadão e do que sei que posso contar com você. Á propósito, alguém aí se sente realmente amparado a fim de poder contar com alguém nessas situações?</p>
<p><strong>Vamos ao futebol.</strong></p>
<p>Como disse anteriormente, trabalho nas melhores empresas multinacionais deste país, fazendo o Treinamento Intercultural de presidentes, vice-presidentes, diretores e uma infinidade de pessoas altamente qualificadas que estarão se mudando para o exterior em breve a fim de cumprir suas missões profissionais. Em um público bem diferente deste, faço a mesma coisa com adolescentes entre catorze e vinte e poucos anos que vão para o exterior estudar. E no meio do caminho, tenho um público muito especial que é a fusão de ambos: o jogador de futebol.</p>
<p>Este, similar ao executivo, irá para o exterior com uma sobrecarga de tarefas e responsabilidades que todos sabemos é tão grande quanto, ou se não maior da que o profissional brasileiro da empresa americana que acaba de assumir a presidência na Coréia do Sul. Ou seja: só desafios pela frente, de toda ordem.</p>
<p>Na mesma linha, salários altíssimos e pressões ainda mais para fazer o gol de placa que todos esperam. Concordam? Soma-se a isso o fato de que assim como o executivo, o jogador poderá levar junto sua esposa e seus filhos &#8211; um capítulo ainda mais complexo da novela migratória, que neste caso, começa a assumir contornos diferentes do esperado.</p>
<p>Quando comecei a ofertar nosso trabalho junto aos jogadores e suas famílias – todos eles então sobrecarregados de esperança e pouco municiados em ferramentas sócio-cognitivas ( até pela pouca idade ou pela absoluta falta de experiência com culturas estrangeiras) o resultado natural da oferta, em meu ponto de vista e daqueles com quem conversava era de que todos os envolvidos, fossem eles, os clubes ou os empresários se deleitariam com a possibilidade de mais qualificação e suporte num momento tão importante de suas vidas. Correto?</p>
<p>Infelizmente não. Começam os telefonemas para os clubes brasileiros, cuja telefonista nos passa para a assistente social, que por sua vez nunca está presente e menos ainda retorna nossas chamadas. A cada tentativa, a resposta: “Não sei Sra, quando ela vai estar. Quer deixar recado?” E na ciência de que o recado não seria eficiente, pergunta-se: E como posso fazer para encontrá-la então? A resposta é sempre fatídica: “A gente não tem como prever&#8230;”</p>
<p>Previsões à parte, algumas poucas vezes os telefonemas são atendidos, e não mais que meia dúzia de vezes somos jogadas entre a assistente social e a psicóloga, cujas respostas harmoniosas são: “A gente já faz isso que você está oferecendo”. Mas a gente quem? Você ou a psicóloga?, pergunto. “Nós duas&#8230;” E partíamos dali com a certeza de que nem uma, nem a outra, haviam entendido sequer o que fazíamos.</p>
<p>E finalmente, os empresários, também sócios ativos da “Sociedade Secreta A Gente”, cujas respostas são: “A gente até queria que o jogador fizesse este tipo de trabalho, mas ele não quis&#8230;”&#8230; E podemos falar com ele? “Olha, isso a gente não pode fazer&#8230; É complicado falar com ele.”</p>
<p>Quando podemos encontrar com Sr. Fulano? “Ah, isso é bem difícil&#8230; a gente nunca sabe por onde ele anda&#8230;” E talvez uns sete ou dez meses de telefonemas tentado encontrá-lo para que as respostas sejam: “Acho muito importante esse trabalho, mas sabe como é o futebol, né? A gente quer profissionalizar, quer mudar as coisas&#8230; mas é difícil. Um dia a gente chega lá..”</p>
<p>E termino minha reflexão me perguntando com uma desesperada curiosidade: quem é o futebol? Quem faz esse grupo secreto, inatingível, cujos objetivos todos são truncados pela “gente”?</p>
<p>Quem se responsabiliza pela mudança? Pelo bem-estar do jogador? Pela competência intercultural dele, de sua família? Pela sua qualificação como profissional e como ser humano que o Treinamento Intercultural propõe?</p>
<p>&#8220;Não sei Senhora, não sou eu quem cuida disso&#8221;, ouvimos. Quem cuida então (uma vez que eu estava falando com todos os envolvidos no tema)? &#8220;Não sei Senhora.&#8221; Mas quem se responsabiliza??? &#8220;Também não sei, Senhora.&#8221;</p>
<p>Bem, eu também não sei.</p>
<p>Mas sei que estamos mergulhados numa cultura de exclusão: a exclusão da responsabilidade pessoal, a exclusão do indivíduo, a exclusão da cidadania, a exclusão do auto-respeito, inclusive, que desmoraliza a todos nós quando nos escondemos de nós mesmos. Hoje &#8220;a gente&#8221; se misturou uns aos outros, a palavra do indivíduo pouco vale, o pensamento individual foi banido, a responsabilidade mais ainda, e tudo, &#8211; tudo &#8211; pulverizamos entre &#8220;a gente&#8221; mesmo, que talvez um dia, acabe decidindo por dar mais atenção a competência intercultural de nossos jogadores.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1898/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1898&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Gente Diferenciada</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 18:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Eduardo Tironi “Uma cidade só para ricos contraria a ideia de cidade.” A frase é de Richard Rogers, arquiteto brilhante que, entre outras coisas, criou o Centro George Pompidou, em Paris, obra que antecipou o conceito de museus para &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/05/18/gente-diferenciada/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1892&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/05/1224070670745_f.jpg?w=640" alt="1224070670745_f.jpg" /></p>
<p>por <b>Eduardo Tironi</b></p>
<p>“Uma cidade só para ricos contraria a ideia de cidade.” A frase é de Richard Rogers, arquiteto brilhante que, entre outras coisas, criou o Centro George Pompidou, em Paris, obra que antecipou o conceito de museus para grandes massas.</p>
<p>Rogers defende que uma cidade só é uma cidade se diferentes classes sociais conviverem em um mesmo espaço, sem guetos.</p>
<p>O assunto é pertinente quando há uma polêmica em torno da construção de uma estação de metrô em Higienópolis, bairro de classe alta em São Paulo. O projeto foi abortado depois do protesto de moradores.</p>
<p>Entre outras alegações, teve gente dizendo que não queria “gente diferenciada” por ali. Entenda-se por gente diferenciada pessoas de outros bairros, mais pobres.</p>
<p>O assunto também é pertinente quando vemos cada vez mais segregação a torcedores visitantes em nossos estádios.</p>
<p>No Campeonato Mineiro, terminado domingo, só a torcida do Cruzeiro entrou na Arena do Jacaré. Na semana anterior, só a do Atlético.</p>
<p>Em São Paulo, o Santos destinou 700 ingressos para corintianos no jogo final na Vila. Semana anterior, 5% da capacidade do estádio ficaram para os santistas no Pacaembu. É desta maneira que vamos criando nossos guetos dentro dos estádios.</p>
<p>Pedindo licença para parafrasear Rogers, “um estádio só para uma torcida contraria a ideia de estádio.” Se um jogo de futebol é uma disputa, ela também é uma disputa na arquibancada. E claro, não se está falando aqui de violência. Isso não é o esporte. Mas a disputa saudável de qual torcida é a mais animada, qual consegue fazer a festa mais bonita, qual ajuda de fato um time.</p>
<p>Um estádio com torcida única é como um bairro em que não entram pessoas que não sejam dali. Um local em que só pode ter pessoas vestidas de preto e branco, alviverde, tricolor nada mais é do que um gueto. Impedir pessoas de irem ver o seu time é segregar.</p>
<p>Algumas alegações para se impedir presença de torcida visitante em estádios são discutíveis. A violência é uma delas. Todo mundo sabe que existem confrontos fora do estádio, onde o policiamento é menos presente. Ali ocorrem mortes em emboscadas, brigas, tiroteios etc.</p>
<p>A de que o estádio tem dono e ali se faz o que o dono quer também se discute. Foi esta a alegação que fez o São Paulo destinar apenas 10% dos ingressos ao Corinthians no Morumbi em passado recente.</p>
<p>A partir desta medida, a relação entre os dois clubes azedou. Hoje, são adversários dentro de campo e inimigos fora dele, com todo prejuízo que isso acarreta para um lado e outro.</p>
<p>Se há algo democrático em nosso país é o futebol. Ricos, pobres, negros, brancos, homens, mulheres… gostam de futebol. Assim, a proibição de torcedores visitantes não combina. O estádio é um lugar para todo tipo de gente, “diferenciada” ou não, conviver.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1892/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1892&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Orquestra X Exército</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Apr 2011 13:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidade]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Intuição]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo]]></category>
		<category><![CDATA[Prática]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria]]></category>
		<category><![CDATA[Treinamento]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A bola não entra por acaso?&#8221; Para quem gosta de futebol, falar de Barcelona e Real Madrid é inevitável nos dias de hoje. Principalmente porque num intervalo de 18 dias, teremos o privilégio de acompanhar quatro partidas sendo disputadas entre &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/04/23/orquestra-x-exercito/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1880&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>
  <img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/04/barcelona-real-madrid_lanima20110416_0032_261.jpg?w=640" alt="Barcelona-Real-Madrid_LANIMA20110416_0032_26.jpg" /></p>
<p>&#8220;A bola não entra por acaso?&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Para quem gosta de futebol, falar de Barcelona e Real Madrid é inevitável nos dias de hoje. Principalmente porque num intervalo de 18 dias, teremos o privilégio de acompanhar quatro partidas sendo disputadas entre as duas equipes espanholas: uma pelo Campeonato Espanhol 2010-2011 (empate em 1X1, em Madrid), uma pela final da Copa do Rei (vitória do Real Madrid por 1X0, em Valência) e duas pelas semifinais da Liga dos Campeões da Europa (0X2 em Madrid e 1X1 em Barcelona).</p>
<p>Confesso que há tempos não escrevia um texto mais elaborado, em parte por ter encontrado no Twitter (<a href="http://www.twitter.com/tega" title="Twitter">@tega</a>) uma saída mais rápida para descarregar as ideias, mesmo que limitadas a 140 caracteres. Mas nos últimos dias consegui reunir algumas anotações, contando com ajuda dos amigos, ao fazer a seguinte provocação: como uma orquestra pode vencer um exército?</p>
<p>Esta analogia pode ser percebida se compararmos os desempenhos de duas das principais equipes de futebol do mundo.</p>
<p>O F.C. Barcelona, seria a orquestra. Repleto de músicos tecnicamente excelentes e com inteligência de jogo (*) mais consolidada e acima da média. Possui um maestro competente, de comprovada liderança e de conhecimentos suficientes para reger seus atletas e manter a harmonia da equipe, mas que não é tão fundamental&#8230;</p>
<p>O modelo de jogo (o norte, ou seja, como a equipe treina e se porta nos jogos, no sistema defensivo, nas transições e no sistema ofensivo) é muito bem definido e aproxima-se da excelência, e não muda em função do adversário. A posse de bola é muito valorizada durante toda a construção desse processo.</p>
<p>A cultura de jogo mistura-se à sua filosofia: ‘Més que un Club’ e vem sendo construída há anos, reproduzindo-se desde suas categorias de base. O perfil de seus atletas reflete muito bem esta cultura e dificilmente desafinam ou saem do tom, principalmente porque o F.C. Barcelona é um clube formador.</p>
<p>Já o Real Madrid seria o exército. Muito mais dependente de seu comandante, que além de ser um grande líder é peça fundamental ao criar as estratégias e armadilhas que sejam bem executadas em cada batalha. Compromete seus atletas com uma meta principal e extrai o máximo deles, individual e coletivamente. Os soldados também são considerados tecnicamente excelentes, mas com inteligência de jogo em processo de desenvolvimento. Recrutados a peso de ouro, coadunam com o perfil de clube comprador que é o Real Madrid.</p>
<p>Talvez por este motivo fique mais fácil perceber que o clube ainda não possui uma cultura de jogo definida. Já o seu modelo de jogo é bem executado, mas ainda distante da excelência. Mais flexível, muda de acordo com o adversário, valorizando a progressão rápida ao gol.</p>
<p>Se constatarmos que os imaginários “exército” e “orquestra” estão em condições iguais de disputa: mesmo número de jogadores, treinadores ávidos por colocarem seus nomes na história e onde “armas” e “instrumentos” se transformam simplesmente em suor e chuteiras, conseguiríamos determinar quem tem mais chances de sair vencedor dos confrontos?</p>
<p>Em quem você apostaria: na orquestra ou no exército?</p>
<p>Entender melhor o contexto das duas equipes pode nos preparar para realizar escolhas mais acertadas e permitir um melhor convívio com fatores que não podemos controlar. Neste sentido, competência, dedicação, estrutura de trabalho e recursos financeiros são ingredientes importantes, mas não representam tudo o que deve ser considerado.</p>
<p>No futebol, e na vida de forma geral, existem novas maneiras de enxergarmos uma situação, e que coloca em xeque tudo o que acreditamos saber até então.</p>
<p>Como afirma o ex- vice presidente do F.C. Barcelona, Ferrán Sorian, ‘A bola não entra por acaso’.</p>
<p>Mas talvez ela entre sim, mais do que possamos imaginar.</p>
<p>(*) a inteligência de jogo é a capacidade de resolver as situações-problema do jogo de maneira eficiente utilizando seu acervo técnico, tático, físico e psicológico.</p>
<p></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daiotega.wordpress.com/1880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daiotega.wordpress.com/1880/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1880&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Leitura para Entender de Futebol</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 12:33:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Intuição]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você acredita que para entender de futebol basta apenas ler e saber tudo sobre futebol, este livro não é indicado para você. O Andar do Bêbado, do físico americano Leonard Mlodinow, oferece uma didática introdução aos mecanismos do acaso, &#8230; <a href="http://cadernodecampo.com/2011/04/16/leitura-para-entender-de-futebol/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cadernodecampo.com&amp;blog=6527960&amp;post=1876&amp;subd=daiotega&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<div style="text-align:center;">
    <img src="http://daiotega.files.wordpress.com/2011/04/o-andar-do-bebado.jpg?w=640" alt="o-andar-do-bebado.jpg" />
  </div>
<p style="text-align:center;">Se você acredita que para entender de futebol basta apenas ler e saber tudo sobre futebol, este livro não é indicado para você.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><b>O Andar do Bêbado</b>, do físico americano Leonard Mlodinow, oferece uma didática introdução aos mecanismos do acaso, nos quais estamos direta ou indiretamente enredados.</p>
<p>A ilusão de que temos o conhecimento necessário para controlar as variáveis mais doidas do mundo cotidiano &#8211; como os números de uma roleta &#8211; provoca equívocos nas mais diversas atividades.</p>
<p>Em todos os esportes profissionais, o técnico de um time costuma ser responsabilizado quando amarga várias derrotas sucessivas. É comum que ele seja demitido e substituído por outro&#8230;</p>
<p>Economistas já fizeram análises rigorosas dos resultados obtidos por equipes que mudaram de técnico e chegaram a uma conclusão que surpreende torcedores e cartolas: a mudança não faz diferença, porque, com perdão do trocadilho, há muitas outras coisas em jogo.</p>
<p>A moral do livro de Mlodinow é que fracasso ou sucesso estão sujeitos a forças que nenhum sistema ou indivíduo pode controlar plenamente. A consciência do acaso pode ser libertadora.</p>
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