Futebol e Educação


EscolaBola

“O futebol pode (e deve!) ser utilizado como um maravilhoso agente de transformação e instrumento de educação.”

O esporte é vida? É saúde? Educação?

Sinceramente…poderia (e deveria!) ser utilizado para tais fins, mas tristemente enxergamos num jogo de futebol, por exemplo, falta de educação, violência, uso de drogas (dopping), falta de solidariedade…seja na pelada no clube com os amigos, seja nas arquibancadas de um estádio de futebol.

O futebol é um maravilhoso agente de transformação e instrumento de educação e, mesmo assim, poucas vezes é encarado como meio condutor de conhecimento e cultura.

Para que isto ocorra em sua plenitude, é necessário que as pessoas envolvidas em sua prática e, principalmente, os treinadores, professores ou líderes comunitários que as conduzem, tenham estas boas intenções de forma clara e segura, fato que, infelizmente, nem sempre acontece – reforça o professor e educador João Paulo S. Medina.

No futebol de alto rendimento, em projetos que visam o desenvolvimento de atletas e que não tenham a educação (de verdade!) como pilar básico na estruturação dos conhecimentos e saberes, dificilmente irão obter diferenciais competitivos e mudanças significativas no perfil dos atletas que se pretende alcançar.

Muito menos conseguirão desenvolver jogadores de futebol preparados para encarar um mercado cada vez mais disputado e competitivo, principalmente se os formadores não estiverem devidamente capacitados para este desafio.

Estudos X Carreira de Jogador

Utilizar-se do discurso que a educação e os estudos serão importantes apenas para o momento em que o atleta parar de jogar, é no mínimo pouco inteligente.

Os estudos, a cultura e outras bases do conhecimento são decisivos para o momento imediato do atleta que está em desenvolvimento.

Devidamente bem estimulado, poderá ampliar seu repertório de respostas aos problemas que encontrará dentro e fora de campo.

Não há mágica: desenvolvimento sustentado somente com investimentos reais em educação.

Mas infelizmente, para a grande maioria dos projetos que “(de)formam” atletas, o discurso sobre os diferenciais educacionais e sociais se perde e surge a mesmice: verdadeiros depósitos de atletas, que oferecem alojamento, alimentação, treinamento e escola pública… e que de modo geral é de péssima qualidade.

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