Allenatore Zé Maria


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via Folha de S. Paulo

Ele foi colega de Leonardo no curso para treinador. Faz estágio com José Mourinho na Inter e, nos próximos dias, estará no Manchester City aprendendo um pouco mais com Roberto Mancini.

“Não importa o nível em que você tenha jogado, para ser técnico aqui [Itália] é preciso fazer o curso. Tem o básico, que serve até a quarta divisão e é feito na própria cidade em que você mora. O segundo é federal e serve para toda a Europa. Fiz esse com o Leonardo. Vou fazer outro em outubro que é válido para treinar seleções, é o supercurso, de nível Fifa”, explicou à coluna Zé Maria, ex-lateral de Inter, Perugia, Levante e Sheffield United, para ficar nos gringos.

“Esses cursos servem em especial para conseguir uma base. Seria a ruptura, como dizem aqui na Itália, de uma vez por todas do jogador para ser treinador. Já me propuseram ser jogador-treinador e não quis. É preciso aprender a dirigir um grupo.

No curso tem todo tipo de matéria: psicologia esportiva, método de trabalho, técnico, tático, comunicação, medicina esportiva… Se um técnico vai treinar um time pequeno, sem muitas condições, tem que se virar em preparação física e até em medicina às vezes. Com a base que te dão nos cursos, dá para conversar com um médico sobre qual tipo de estiramento um jogador teve”, conta Zé.

Na temporada de estreia, Leonardo desponta como o Guardiola do ano. Duvidei de sua capacidade no início, mas base para treinador ele teve. “O Guardiola abriu as portas para treinadores novos, como o Leo.

A vantagem de assumir um time pouco após parar a carreira de atleta é que sabemos melhor o que ocorre no vestiário, conhecemos a necessidade dos atletas, conversamos na linguagem do jogador. O Leo está há dez anos no Milan, assim como o Guardiola cresceu no Barcelona. Se eu fosse treinar a Inter ou o Perugia, eu teria vantagem, maior intimidade, um ambiente mais fácil. Ajuda.”

Não só por Leonardo, mas também por Zico, que perdeu mais uma vez o emprego, a formação do técnico brazuca devia ser mais discutida.

“No Brasil, há curso, o sindicato oferece. Na Itália, é feito pela federação.

No Brasil, curso é em dois finais de semana. Aqui, são quatro semanas o primeiro curso, seis semanas o segundo, e o supercurso dura um ano.

O Leo teve autorização para treinar o Milan porque jogou Copa. Ele precisa do supercurso, e está fazendo.”

Zé Maria, pelo papo e pelo papel, já é técnico. “Após terminar o segundo curso, você não pode mais ser jogador. Teria que pedir um cancelamento do meu registro [de técnico] e, depois, determinariam se me devolveriam ou não. Tenho que raciocinar como treinador”, disse ele.

Os estágios com Mourinho e Mancini não integram cursos. O “allenatore Zé” busca um “plus”. Pode não vingar como técnico, mas está fazendo tudo o que pode para isso.

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