Novos Tempos?


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via Prof. Ms. Aldemir Teles Dema

A matéria principal da revista Época desta semana, anunciada em sua capa, tem o seguinte título: “O cérebro do craque de futebol – A ciência comprova: eles não são bons só com os pés – também são geniais com a cabeça”.

Salvo engano, é a primeira vez que o tema relativo às funções cognitivas no esporte (e o papel do esporte no desenvolvimento dessas funções) é divulgado na grande mídia brasileira, embora já publicado por órgãos de imprensa aqui no estado.

O texto é de excelente qualidade e fiel aos achados científicos, mesmo considerando que o público-alvo, em sua maioria, é leigo no assunto.

Chamaria atenção apenas para a não referência aos aspectos da dinâmica do jogo e a sua imprevisibilidade, que demandam mais atenção, percepção apurada, velocidade na tomada de decisão etc. e, como resposta a essa demanda, as funções que são desenvolvidas.


Acredito que estamos em plena travessia de uma nova fronteira do conhecimento no esporte, ao demonstrar o papel desse no desenvolvimento cognitivo, que tenho defendido como importante mudança no paradigma, (outro paradigma ao qual tenho me aventurado a estudar e defender é o que trata do esporte como meio de “modulação das emoções”).

Assim sendo, podemos atribuir ao esporte função mais “nobre”, condizente com a expectativa da visão cartesiana que impera ainda na sociedade, que supervaloriza a atividade intelectual em contraposição as atividades corporais. Portanto, podemos afirmar que a prática do esporte é também uma atividade intelectual.

Outros sentidos atribuídos ao esporte são popularmente conhecidos como: “esporte é saúde” e “esporte é lazer”, além do famigerado e reducionista conceito de que “o esporte livra os jovens da droga”, como se fosse um antídoto, um contraveneno. 


O próximo passo é sensibilizar os gestores da área esportiva, da educação, pública e privada, educadores, pedagogos, pais de alunos e estudantes para mudar a realidade presente nas escolas, onde a prática esportiva, ao contrário dos países desenvolvidos, quase inexiste, com algumas honrosas exceções. 


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