Uma Proposta para as Equipes de Base da Seleção Brasileira


Ney Franco, atual coordenador das categorias de base da CBF, foi o professor convidado no último final de semana, no curso Master em Técnica de Campo, parceria entre Universidade do Futebol e Federação Paulista de Futebol.

Já o conhecia de outras oportunidades, mas esta foi a primeira vez em que debatemos alguns assuntos com mais profundidade.

Talvez o de maior relevância, foi o da intenção do coordenador em estruturar um projeto metodológico para as categorias de base nas seleções amadoras do nosso país, do Sub-15 ao Sub-20.

Foi gratificante escutar este mineiro simpático e de boa conversa – quase uma redundância – e que recentemente se tornou um dos treinadores mais vencedores dos últimos anos, falar criticamente sobre os trabalhos de (de)formação nas categorias de base em nosso país, bem como de sua penúltima experiência frente à Seleção Brasileira Sub-20, que culminou com o título sul-americano.

Independente de sua escolha sobre qual metodologia de desenvolvimento de atletas que pretenda adotar – das tradicionais às pautadas pela complexidade do jogo – o fato mais importante é a existência de um projeto norteador.

As críticas à (de)formação de atletas nos clubes brasileiros tornaram-se comuns nos debates técnicos dos treinadores e coordenadores que acompanham a realidade das categorias de base: inexistência de uma metodologia unificada entre as equipes de um mesmo clube, priorizar a conquista de títulos, desconsiderar aspectos técnicos da inteligência de jogo, falta de critérios técnicos e científicos durante a evolução do processo de desenvolvimento (quando desenvolver o quê e em qual idade), além da ausência de capacitação de qualidade para os profissionais que atuam na gestão de campo, entre tantas outras.

Desejo ao nosso coordenador toda a sorte e as melhores condições de trabalho, necessárias para a implantação de suas ideias.

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3 comentários

  1. Tiklos · setembro 10, 2012

    Para ver como é o futebol na prática. Ney Franco largou toda a filosofia e teoria sobre a base e foi correndo tentar salvar os profissionais do São Paulo. Sabe por que ele fez isso? Porque dá evidência, abre portas para novas propostas profissionais, recheia o currículo e aumenta a conta bancária.
    O futebol é mesmo de improviso, de momento, não é mesmo?

  2. Fabrício Souza da Silva · novembro 26, 2011

    Prezado Tega, venho da mesma escola de formação de muitos profissionais que labutam na base, inclusive a escola de formação do Ney Franco. Acreditamos no trabalho estruturado e em um projeto técnico de formação destes jogadores. O último post do meu blog http://abasenofutebol.blogspot.com/ fala sobre os clubes que tem a intenção de formar atletas e inclusive foi veiculado na Universidade do Futebol. Fica a dica.

    • Tega · novembro 26, 2011

      Olá Fabrício. Obrigado pelo contato e pela ótima dica. Já gravei seu blog por aqui. Um grande abraço!

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