14 meses em 1 post

“O futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes.”

(Jornalista sábio e desconhecido)

O Twitter é viciante.

E como todo vício, consome hábitos, alguns deles saudáveis.

Considero escrever no blog um desses bons hábitos, mas que por algumas razões deixei de fazê-lo há mais de um ano.

Benjamin Franklin disse uma vez que “A cada ano, um hábito vicioso é extirpado, no tempo devido, para fazer o pior homem se tornar bom.”

Mas o twitter (@tega) é quem vem extirpando o hábito de elaborar a ideia, o pensamento, o insight e trabalhá-lo em bem mais que 140 caracteres.

Do último post pra cá, muitas coisas aconteceram:

  • Marin, ex-presidente da CBF foi preso pelo FBI.
  • Del Nero foi indiciado e, só não foi preso, porque não sai de casa nem pra ir à padaria.
  • Blatter, Valcke e companhia caíram e nunca mais irão se levantar.
  • A FIFA e as demais entidades foram obrigadas a repensar seus papéis pelo bem do jogo.
  • O Bom Senso F.C. conseguiu driblar a bancada da bola da CBF e ajudou a criar uma lei que não resolver os problemas do futebol brasileiro, mas trás esperança e oxigênio ao ambiente de regulamentação na governança nos clubes.
  • O esporte do país continua a deriva, negociado como moeda de troca do jogo político de conchavos e propinas que ninguém mais suporta.
  • Nossa qualidade do jogo vem piorando nos campeonatos nacionais e os melhores campeonatos do mundo continuam a acontecer na Europa;
  • As Federações (de vários esportes) no Brasil continuam nos brindando com casos de corrupção e mau uso do dinheiro com o desenvolvimento de suas modalidades;
  • Os Jogos Olímpicos no Rio foram mágicos, mesmo com muita mutreta.
  • A CBF foi obrigada a ceder espaço para profissionais com conhecimento técnico. A Seleção principal e as categorias de base contam com profissionais que são referências em suas posições.
  • Micale é o treinador da Seleção Olímpica e conquistou o primeiro ouro em nossa história com a mesma coragem que representa suas ideias sobre o jogo.

Entre tantas outras coisas mais ou menos importantes sobre o futebol e sobre a vida.

Volto aos gramados como quem volta de lesão, só que entrando em dividida.

Abraços!

Tega

 

 

Vai Apitar Jogo de Botão!

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Alguém já mandou algum juiz apitar jogo de botão?

Eu já. O Dunga também.

Não estou desmerecendo o nobre esporte bretão de botão… longe disso. Aliás, esporte de mesa apaixonante que me traz saudosas recordações nos confrontos com meu irmão.

Por exemplo, do “homem-gol”, o camisa 11 do Vitória. Seu poder ofensivo era inacreditável. Bastava encostar a palheta com certa habilidade que a bolinha de feltro tinha endereço certo: as caprichosas redes de filó do meu Estrelão.

Mas voltando ao “xingamento”, mandar o juiz apitar jogo de botão era o meu teste de autoridade preferido nos tempos em que eu era bom de bola.

Lembro-me até de uma passagem, onde o treinador do selecionado sub-14 em que jogava, procurando inibir seus atletas a não tomar cartões, repetiu por diversas vezes no vestiário que para aquele jogo em especial, não existiria cartão vermelho. O cartão amarelo seria o suficiente para irmos pro chuveiro mais cedo.

Como as regras sobre cartões mudavam quase sempre para as categorias de base, achei normal o reforço do treinador.

Lá pela metade do primeiro tempo, após algumas botinadas dos zagueiros adversários, me levantei de mais uma falta e encarei o juiz lhe perguntando se não tinha cartão…

Cinicamente, o árbitro veio ao meu encontro e me presenteou com o cartão amarelo. “Tem sim! Esse é só pra você…” – disse o homem de preto.

Recordando-me da preleção do treinador e já me imaginando no chuveiro, educadamente solicitei ao digníssimo que fosse apitar jogo de botão.

E para a minha surpresa, um outro cartão saiu do bolso esquerdo do peito do árbitro, agora da cor vermelha.

Foi o suficiente para eu encarar o juiz com cara de bobo, abaixar a cabeça, seguir pro vestiário e tomar um banho refletindo se o meu treinador estaria preparado ou não para comandar o “homem-gol” no meu Estrelão.

O Campo de Distorção da Realidade

O termo “campo de distorção da realidade” foi criado por Bud Tribble em 1981, na época, um dos figurões da Apple, e descreve a habilidade de Steve Jobs em conseguir convencer as pessoas a acreditarem em qualquer coisa com uma mistura de charme, carisma, performance, exagero e marketing.

Existem pessoas que levam isso bem a sério, já outros (principalmente os fãs da marca) juram que nada seria possível se os produtos da Apple não fossem realmente “incríveis, maravilhosos, práticos, fáceis, bonitos…”

Fico imaginando se o futebol brasileiro não vive um pouco desse ‘campo de distorção da realidade’.

Onde nossos cinco títulos mundiais e a perspectiva de um sexto chegando, acabam por distorcer nosso campo de visão sobre o que é ter o melhor futebol do mundo.

E fica a pergunta: o que é ter o melhor futebol do mundo?

Guerra e Futebol


A semana passada foi bem incomum por aqui.

Primeiro, que não pude dedicar-me o quanto gostaria, em função de um extenso projeto de pesquisa para seleção de mestrado.

E segundo, porque o último post O Cambista-Oficial da Copa do Mundo rendeu além de milhares de acessos, um relativo trabalho em retornar as dezenas de emails e comentários de indignação com a denúncia.

E para começarmos bem a semana, publico um maravilhoso anúncio espanhol do Atlético de Madrid, que retrata a Guerra Civil de 1937 e o poder do futebol em mudar as coisas.

Apreciem!




Campanha da Copa da África 2010

“É só pelo futebol que as pessoas esquecem de política, da rivalidade entre suas tribos e da pobreza que assola o nosso continente. O futebol consegue reunir num mesmo local o presidente, o ministro e o homem comum, todos torcendo pelo mesmo objetivo: o gol.”

Mini documentário produzido pela Coca-Cola, utilizado na campanha da Copa do Mundo da África 2010.

Life’s for Sharing

Life’s for Sharing

O comercial da T-Mobile na Inglaterra tornou-se um dos melhores e mais bem produzidos virais da internet há alguns meses.

Vale começar a semana ouvindo a bela seleção musical desta produção, que reuniu mais de 350 dançarinos.

Once – Apenas Uma Vez

Falling Slowly (do filme ‘Once – Apenas Uma Vez’)

Tema do filme ‘Once’, produção independente irlandesa que levou o Oscar de melhor canção original em 2008. O filme foi gravado com duas câmeras semi-profissionais e com muito sentimento. O resultado é de uma simplicidade absolutamente bela e merece ser apreciado por todos aqueles que encontram na música grandes respostas.

Link Oficial do Filme