UNICEF, Universidade do Futebol e Fundação Barcelona lançam projeto Educar pelo Futebol

O coordenador técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlos Alberto Parreira, nomeado Campeão do UNICEF pelo Esporte Seguro e Inclusivo, é o padrinho do programa.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Universidade do Futebol lançaram na manhã desta quinta-feira, dia 22 de maio, o programa Educar pelo Futebol – Meu time é nota 10, com o apoio da Fundação FC Barcelona, CBF Cursos e Federação Nacional dos Treinadores. A iniciativa é um programa de capacitação online para treinadores e gestores de clubes de futebol, treinadores em escolinhas de futebol, agentes sociais e comunitários e professores da rede escolar. A ideia é prepará-los para ministrar aulas de futebol com fins educativos, com foco na melhoria da qualidade de vida das crianças e dos adolescentes.

Além dos fundamentos da modalidade (técnica, tática, inteligência coletiva de jogo, etc.), o conteúdo do programa aborda temas como direito ao esporte seguro e inclusivo, trabalho em equipe, solidariedade, liderança, autonomia, senso crítico e respeito aos companheiros e adversários, entre outros. A capacitação é gratuita e tem a duração de três meses. O programa tem como padrinho o coordenador técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlos Alberto Parreira, que na ocasião foi nomeado Campeão do UNICEF pelo Esporte Seguro e Inclusivo.

Ao final do curso, os participantes receberão certificado do UNICEF, Universidade do Futebol e Fundação Barcelona. “Espera-se que os formados possam levar todo o conhecimento adquirido no curso para dentro dos seus clubes, e consigam promover uma mudança de cultura, diminuindo dessa forma os riscos a que crianças e adolescentes podem estar expostos dentro dos clubes”, explica o chefe da área do Esporte do UNICEF no Brasil, Rodrigo Fonseca.

Rodrigo destaca que o UNICEF vêm trabalhando com diversos parceiros para promover o direito ao esporte seguro e inclusivo de cada criança e cada adolescente. Ele cita como exemplos desse trabalho a criação da Rede de Adolescentes e Jovens pelo Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo (Rejupe), as parcerias firmadas com o Flamengo em 2011 e mais recentemente com o Santos Futebol Clube, e agora este projeto com a Universidade do Futebol, com o apoio da Fundação FC Barcelona.

Para o diretor da Universidade do Futebol, Eduardo Tega, o futebol tem potencial para produzir muito mais do que craques e títulos mundiais. “Há milhões de praticantes de futebol, mas apenas uma a cada 3 mil crianças atinge o esporte de alto rendimento, gerando muito mais frustrações do que talentos. Por isso, aqueles que ensinam futebol não podem só valorizar o rendimento, deixando de lado valores fundamentais para a formação e desenvolvimento humanos”.

Sobre a Universidade do Futebol – A Universidade do Futebol tornou-se líder no Brasil no processo de incentivo e estímulo ao estudo e pesquisa do futebol em todas as suas dimensões, contribuindo para o seu desenvolvimento. É uma instituição brasileira de ensino e disseminação do conhecimento do futebol fundada em 2003 e que hoje conta com o reconhecimento de toda a comunidade que estuda o futebol. Tem como missão ser referência brasileira e mundial no ensino e práticas de qualificação profissional no futebol, da dimensão socioeducacional ao alto rendimento. Mais informações: http://www.universidadedofutebol.com.br

Sobre o UNICEF – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) é uma agência da ONU que tem como mandato assegurar que cada criança e cada adolescente tenham seus direitos integralmente cumpridos, respeitados e protegidos. Com presença em 190 países, é referência mundial em conhecimento e ações de desenvolvimento relacionados à infância e adolescência, credibilidade construída a partir do desenvolvimento e intercâmbio de boas práticas.

Frase da Semana

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“Quando se trata de educação, não se deve temer a tecnologia, mas acolhê-la; usadas com sabedoria e sensibilidade, aulas com auxílio de computadores podem realmente dar oportunidade aos professores de ensinarem mais e permitir que a sala de aula se torne uma oficina de ajuda mútua, em vez de escuta passiva.”

Salman Khan, educador e fundador da Khan Academy.

Palestra sobre a Formação do Treinador na Europa

A Formação do Treinador na Europa

Edição da palestra realizada no Footecon 2012 sobre o processo de qualificação profissional para atuação com o futebol na Europa e os desafios ao futebol brasileiro em encarar estrategicamente este cenário.

Episódio da WebSerie ” Especial Footecon” realizada pela Universidade do Futebol.

Feliz 2013 !

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Desejo de um 2013 repleto de saúde e de realizações positivas.

E de boas e saudáveis notícias ao futebol brasileiro, sonhadas para mais este Ano Novo:

  • Grandes marcas e patrocinadores optam por projetos que utilizam o futebol e o esporte como veículo de transformação social ao invés de investirem em atletas e equipes de ponta.
  • Jornalistas esportivos discutem sobre novas tendências nas metodologias de treinamento no futebol e questionam treinadores nas coletivas sobre seus métodos de treino.
  • Federações de futebol dos Estados brasileiros tornam-se pólos de ensino e de desenvolvimento ao esporte para quem atua ou pretende atuar com o futebol.
  • Treinadores consagrados do futebol brasileiro fazem intercâmbio com Universidades e trocam conhecimento com jovens acadêmicos.
  • Liga Universitária Nacional de Futebol é sucesso de crítica e público.
  • Liga Feminina Nacional de Futebol finalmente é uma realidade em todos os Estados do país.
  • Empresários de Jogadores cedem parte dos lucros ao fundo de incentivo à educação e desenvolvimento de atletas;
  • Democratização do conhecimento no futebol é incentivada por dezenas de instituições de ensino e refletem em oportunidades para várias profissões ligadas ao futebol;
  • Ministérios da Educação, do Esporte e do Trabalho alinham com a CBF, Federações, Sindicatos de Treinadores e Conselho Nacional de Educação Física uma política institucional para a regularização definitiva da profissão de treinador e demais gestores de campo.
  • Clubes e Universidades fecham parcerias para aproximar a teoria da prática no futebol brasileiro.
  • Mais uma turma de executivos e presidentes de clubes de futebol conclui especialização em ciências humanas no futebol.
  • Inteligência de Jogo é privilegiada e clubes formadores brasileiros passam a buscar perfis de atletas que não precisam ser necessária e simplesmente altos e fortes.
  • Indicadores sociais, culturais, educacionais, econômicos e esportivos dão salto positivo na última prévia.
  • Escolinhas de Futebol pelo país tornam-se alvos da política institucional do Governo, que visa a organização e orientação pedagógica no ensino do futebol à meninas e meninos.
  • Treinadores finalmente percebem que não basta apenas ter sido jogador de futebol ou mesmo ter frequentado uma Escola de Educação Física para ser um treinador bem sucedido.
  • Calendário nacional do futebol é ajustado aos interesses dos atletas, dos clubes e à cultura do nosso país.
  • CBF e Globo entendem que seus interesses particulares não podem conflitar com os interesses do desenvolvimento do futebol brasileiro.

Amém!

A Grande Sacada para as Categorias de Base: Capacitar seus Atletas

“Chegará o dia em que estará criado um processo irreversível nas categorias de base, onde trocas de comando de um clube – técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de treinamento.”

Em tempos de crises e mídias sociais, muita coisa vem acontecendo por todo o planeta. Corruptos são presos pela manhã e soltos à tarde, países ricos ficam pobres ao anoitecer e a consciência coletiva de que algo precisa ser feito pela nossa subsistência e qualidade de vida deixa de ser clichê.

E o futebol (ah o futebol!), também vive suas particularidades. Apesar dos clubes continuarem a gastar mais do que recebem e das seleções tradicionais não mais figurarem isoladas no topo do ranking da FIFA, mais pessoas comuns analisam o jogo: estudiosos, curiosos e gente interessada em saber de verdade o que acontece dentro das quatro linhas.

Principalmente no continente europeu, onde há décadas se estudam e aplicam as novas teorias relacionadas ao jogo e treinamento do futebol e, muito em função disso, começamos a perceber um distanciamento qualitativo de algumas equipes e seleções em relação ao resto do mundo. E, infelizmente, o Brasil está incluído neste resto.

O grande desafio nos próximos anos será pela busca da popularização em solo tupiniquim, desse olhar mais científico, lógico e nem menos apaixonante sobre o futebol.

Muito embora as novas maneiras de enxergar o jogo e o treino do futebol sejam positivas, permitindo inclusive que alguns desvios no processo de formação de atletas sejam corrigidos, resistências a este novo olhar sempre irão ocorrer. E as comparações entre metodologias de trabalho, muitas vezes sem embasamento científico, serão inevitáveis.

Como treinar uma equipe de futebol aproximando-a da imprevisibilidade (e realidade) do jogo, e como trabalhar nas equipes técnicas de maneira integrada e com mais qualidade, são questões essenciais a serem respondidas por quem pretende estar à frente do seu tempo.

Nos esportes coletivos, e no futebol em particular, pesquisadores e especialistas dissecaram as dinâmicas do jogo, que apontaram para eventos comuns e com padrões que se repetem. Foram identificados quatro momentos que nos permitem entender as tais dinâmicas: defesa, transição ao ataque, ataque e transição à defesa.

Nessas quatro situações, todos os jogadores tem um comportamento muito particular em campo, com ou sem a bola.

Os jogadores se relacionam e formam um todo organizado, que é a equipe. Cada equipe tem seus próprios jogadores que se relacionam uns com os outros de maneira particular e essas relações variam quando a equipe está atacando, defendendo e realizando as transições.

Por exemplo: com a bola, os jogadores agem com o objetivo de manter a sua posse na busca pelo gol adversário. Os atletas irão se relacionar dentro do campo de uma forma bastante específica para que isso ocorra. Quando a equipe está sem a bola, os jogadores irão criar dificuldades para que a equipe adversária progrida no campo de jogo e consiga chegar à sua meta. Nestes dois exemplos, os comportamentos e intenções dos jogadores e da equipe são bem distintos.

E o treinador pode moldar a forma como a equipe joga nesses momentos. Modelo de Jogo é o nome dado à forma como a sua equipe deve se comportar no jogo de uma maneira geral, ou seja, como ela defende, ataca e faz as transições. Está intrinsecamente ligado à estrutura da equipe, ou seja, como ela pretende construir o seu jeito de jogar.

A escolha dos atletas é realizada respeitando essas características e devem estar sintonizadas com as ideias do treinador, que por sua vez, irá procurar estar conectado com a cultura e filosofia do clube.

O comportamento dos jogadores e da equipe, em cada momento, pode variar com intenções diferentes, ou seja, o treinador pode influenciar a forma como a relação entre os jogadores acontecerá em cada um dos quatro momentos do jogo.

Na teoria, chamamos de princípios estruturais a forma como os atletas devem se posicionar no campo de jogo. Já princípios operacionais é o nome dado ao que fazer em cada momento do jogo (defesa, ataque e transições).

O futebol é um jogo complexo e saber fazer funcionar as relações entre os jogadores durante a partida é a chave para a obtenção de sucesso.

Saber o que e como fazer nos momentos do jogo é o xis da questão.

A partir deste entendimento é que podemos moldar a forma de como a equipe deve treinar, aproximando-a da realidade da partida e do que ela poderá encontrar diante de um adversário. Inicia-se a construção do jogar da equipe, ou seja, o Modelo de Jogo começa a ganhar vida.

Os jogos reduzidos e adaptados tem papel importante em algumas propostas metodológicas no futebol. Mas como qualquer remédio, não basta apenas ler a bula para aplicá-lo. Um médico deve ser consultado e, de preferência, um que reconheça e reflita o valor das teorias antes de sair cortando com seu bisturi.

De maneira muito incipiente, algumas boas iniciativas começam a ser percebidas em nosso país, muito em função da sensibilidade de profissionais em cargos de direção e coordenação, que partem para um processo de reciclagem de seus recursos humanos, particularmente dos profissionais que atuam dentro de campo.

E mesmo restrito às categorias de base, alguns clubes brasileiros dão seus primeiros passos em direção aos novos tempos, criando ambientes de aprendizagem aos gestores de campo, buscando reciclar suas equipes técnicas com profissionais mais sintonizados com esta nova perspectiva.

A próxima e mais importante etapa, será a conscientização e capacitação dos atletas das categorias de base, melhorando o canal de comunicação com seus treinadores e facilitando o diálogo sobre o porquê deste ou daquele tipo de treinamento.

Dessa forma, estará criado um processo irreversível, onde trocas de comando de um clube – técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de trabalho

Você Sabe Fazer as Perguntas Certas?

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Via Ser Professor Universitário

Sempre que estou ensinando Tecnicas de Avaliação da Aprendizagem e como preparar provas, utilizo este texto que oferece uma interessante e divertida reflexão sobre a complexidade de fazer perguntas em prova. O texto relata a experiencia de um professor que fora convocado por um colega (Professor de Física) para ajudá-lo a responder um pedido de revisão de prova, solicitado por seu aluno.

Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de prova de Física, que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma “conspiração do sistema” contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido.

Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: “Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro.”

A resposta do estudante foi a seguinte: “Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício.” Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto.

Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Alem disso esse aluno gosava de otimo conceito como estudante

Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bom desafio

Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física. Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala. Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse.

No momento seguinte ele escreveu esta resposta: “Vá ao alto do edifico, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo t de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h = (1/2)gt^2 , calcule a altura do edifício.” Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo.

Ao sair da sala, lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas. “Ah!, sim,” – disse ele – “há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro.” Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações. “Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício”. Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício. “Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas tem-se a altura do edifício em unidades barométricas”. Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g’s, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença. “Finalmente”, – concluiu, – “se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer; diz-se: “Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente.”.

A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta ‘esperada’ para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.

“Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto.” (Albert Einstein)

“O especialista é um homem que sabe cada vez mais sobre cada vez menos, e , por fim, acaba sabendo tudo sobre nada.” (Bernard Shaw)

Badge das Aulas Gratuitas de Futebol

Estamos próximos do lançamento da nova fase da Universidade do Futebol.
Dentre as novas atrações: Cursos Online, Banco de Empregos do Futebol, Conteúdo segmentado por profissões, entre outros, teremos as Aulas Gratuitas de Futebol:

Estes são alguns dos “badges” (selos) das Aulas Gratuitas e que poderão ser viralizados pela rede através dos blogs, redes sociais e demais páginas que incorporem o código da Aula pretendida.
Seguem alguns exemplos que estarão disponibilizados muito em breve:

Como ensinar Futebol?
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universidadedofutebol.com.br
Jogos Reduzidos
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universidadedofutebol.com.br
O Assistente Técnico
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universidadedofutebol.com.br

Football for Education Catalyzing Opportunities for Social Change

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Entrevista concedida ao Changemakers Ashoka/Nike

“Nowadays, sports are much more focused on financial reward than on educational development. We know that among those trying to start a career in football, very few actually become professional players. Education on the football field should go beyond its four boundary lines” said Thyago Luques, the manager of the “Corinthias Licensed School Initial Kick,” reflecting the current discussion among the first partners group established within the Changing Lives Through Football competition on Changemakers.com.

After submitting its idea, Universidade do Futebol, or the University of Football (or soccer as it is known in the United States) is getting attention from other projects that also use football as a tool for social change.

It is the kick-off for developing and implementing an educational program that aims to expand its methodology, focused on better exploration of all aspects of the world’s most popular sport, especially its social and educational dimensions, for all of Brazil.

Every year Brazil unveils completely new professional football teams with generations of athletes who are constantly trained in the art of playing well. But how does the process of becoming a professional happen in football? What are the roles of the different football schools and teams in Brazil?

These are the main concerns of Como educar pelo futebol, or the “How to Educate Through Football” project, developed by the University of Football, which aims to prevent football schools from turning into “frustration factories.”

Exploring football’s educational, social and well-being dimensions is the University of Football’s motto. The organization was established in 2003 to be an online platform for professional education of athletes, coaches, educators and any other people interested in working in football. The University’s challenging mission is to become a national and global resource for Brazil’s approach to teaching football. In order to achieve its mission, the University relies on a scientific-based instruction strategies and a methodology that, above all, aims to preserve the playful, artistic and creative aspects of Brazilian football.

“The University of Football’s methodology relates to the need to understand the complexity inherent in the reality in which we live. And football is a part of this reality,” explains Eduardo Tega, managing director of the University of Football. “This is the reason the project builds on the teaching idea known as the ‘knowledge web,’ that interconnects several areas, sub-areas and sectors of football’s knowledge universe through an interdisciplinary approach.”

The “How to Educate Through Football” project wants to take advantage of the enormous potential of sports to promote health, education and culture to vulnerable children and teenagers. This year a pilot stage is being conducted in Brazil, with plans for national expansion leading up to the next World Cup in Brazil in 2014. The University of Football’s goal is to modernize Brazilian football, but also impact other sports. That modernization includes proper training for trainers, leaders and managers of football schools.

Participation in the Changing Lives Through Football competition generated recognition by football schools and other organizations that share University of Football’s goal of using sports as a tool for education, inclusion and professionalization. Thyago Luques, manager of Escolas Licenciadas Chute Inicial Corinthias (Corinthias Licensed School First Kick), told Ashoka Changemakers and Nike that he is interested in establishing a partnership with the University of Football. While he already knew about the University, he intends to become more involved with the project developed for football schools.

“I think it is necessary to provide more support to those boys who will not achieve their dreams,” said Luques. “We can show them that even if their dream does not happen inside the field, their goals can be achieved outside it. Hundreds of lawyers, physicians, marketing professionals, journalists, managers, teachers and other professionals work hard to make sport possible. The main change is to clarify, though education and tutoring, that this sport is more than just a goal. In addition to the professional mentoring, sport itself is an important educational tool that we cannot disregard. Educating citizens through sport is much more rewarding than simply training athletes with no values.”

The University has its own methodology, which is based on critical, humanistic strategies for instruction that uses open spaces and students’ contributions in the teaching-learning relationship and searching for enjoyment and interest. “The objective of sports practices goes beyond the simple repetition of movements,” said Tega. “It enables a conscious sport education that is critical, conscious and reflexive, and rooted in diversity, cooperation and autonomy. It is based on human movement, and multiple levels of intelligence, psychology, philosophical principles, and social learning.”

Tega asks, “How do you teach passing in football to kids? On only a technical level, it is mandatory to learn this to be able to play football. This means putting a boy in front of other to mechanically repeat movements with the ball until it becomes automatic. Instead, in the University of Football’s approach, ‘Game Intelligence,’ we developed several short games to help kids learning by playing the pass.

“Take the ‘Fool’s Game’ as an example. Several kids stand in a circle and one kid in the middle tries to touch the ball. Depending on the complexity level required, it is possible to change the number of times the boys are allowed to touch the ball. This game develops the technical action of a pass, as well as movements, such as running forward, sideways and backwards. It also develops multiple intelligences, such as motor, spatial, sensory and interpersonal, and deals with psychological aspects, such as facing challenges and pressure, among others.

“The ‘Fool’s Game’ is just one very basic example from a vast repertoire of activities that allow a differentiated pedagogical approach for teaching football, based on kids’ street play and games, which forms the basis for the playful and creative aspects of Brazilian football.”

Futebol de Rua, or “Street Soccer,” is an organization with a similar approach that also intends to participate in “How to Educate Through Football” project. “We already have places available in Sao Paulo, Curitiba and Rio de Janeiro to start this project,” explains Alceu Neto, president of Street Soccer. Street Soccer also entered the Changemakers’ online challenge, where the two organizations started their interaction.

Neto agrees that in Brazil, an educational approach to sports is rare. “The use of sports as an educational tool is almost nonexistent, with only a few experiences conducted by civil society or private organizations. Without a doubt, if sports were used for educational purposes as well, we would have kids with better school results and would also discover new talents. The most important is not to create new stars, but to insure that 100 percent of these students become citizens, conscious of theirs rights and duties.”

The University of Football is increasingly worried about the purely competitive and financial character that Brazilian and world football is developing. Through its platform, the University is advocating a more social role for football clubs.

“Over the years the University of Football is positioning itself as an institution that debates the most diversified topics about football, expanding reflections from the competitive world to education and leisure dimensions,” said Tega. “Therefore, social responsibility is a part of our debates that have allowed us to develop some projects, including “How to Educate Through Football” and “Citizen Cup and Olympic”.

As the 2014 World Cup approaches, the University of Football believes that this is the right time to lead and encourage a process that trains and identifies qualified professionals from different areas to raise awareness and give attention to subjects that can foster relevant change in Brazilian sports, education, culture and society.

By Changemakers contributing writer, Vanuza de Araújo Ramos.

Renê Simões perdeu a chance de marcar um golaço

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“Senhor, neste mundo contaminado de pecados e radioatividade tu não culparás tão somente uma empregadinha de loja”. (Oração por Marilyn Monroe, Ernesto Cardenal)

por Lúcio de Castro, via Espn.com.br

Místico, sacerdote, revolucionário, profeta, poeta. Ernesto Cardenal é uma daquelas luzes que habitam por aí, e devem estar sempre no nosso raio de ação. Em algum momento, suas palavras podem iluminar o caminho, principalmente nos momentos de treva. Cometo o pecado da repetição porque ele é muito mais simpático que o da omissão. Pela terceira vez aqui copio o mesmo verso do nicaraguense. Num curto espaço de tempo. Faz sentido. Ao menos para mim. Não encontro algo tão forte que sintetize o que penso sempre que vejo o dedo apontando para uma peça com defeito e esquecendo de apontar para a grande engrenagem. Diz o provérbio chinês que “quando o dedo aponta a lua, uns olham para o dedo e só uns poucos veem a lua” (diz um sábio que quando não se sabe a origem do provérbio, manda que é chinês que pega bem, da ar de sabedoria!).

A razão dessa introdução é Neymar. Claro. Os comentários se repetem: um deslumbrado, mascarado, mala, despreparado, nível intelectual baixo, etc, etc…Ora, isso é o óbvio, chover no molhado, constatar o que qualquer um pode verificar mesmo de longe. Escrevi aqui dois artigos chamados “Vinte anos de desrespeito ao ECA criou bichos no futebol” onde constatava exatamente isso: que esses meninos acabam virando uns bichos na engrenagem do futebol. Monstro é exagero, e chegaremos lá. Quando Renê Simões discorre durante minutos apontando o dedo para Neymar e deixando de olhar toda a engrenagem, comete um equívoco profundo. Como disse, e ninguém precisa lembrar, constatar que Neymar é um garoto bobinho, mascarado, etc, é o óbvio. Vale tentarmos entender as razões para que o negócio-futebol atual esteja criando tantos bichinhos, tantos bobinhos…

No episódio de Renê, foi mais do que um equívoco. Quase uma leviandade. Quase uma covardia.

Não conheço Renê Simões. Falam bem dele. Mas estando há tanto tempo no futebol, tendo visto tanta coisa, tanta indignidade, por que diabos só foi ser veemente assim agora? Gostaria tanto de ter visto Renê Simões, no momento seguinte a final olímpica com o futebol feminino, no lugar de um discurso emotivo, ter tido a mesma veemência contra Ricardo Teixeira e sua negligência com aquelas meninas. Que aliás continua mais negligente do que nunca. Gostaria de ter visto se insurgindo contra os cartolas com quem trabalhou. Ou será que jamais trabalhou com nenhum monstro? Ou contra os empresários ruins que reinam no seu universo profissional.

Contra o desrespeito pelas leis no mundo das categorias de base do futebol. Contra os criadouros do futebol. Contra o desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente que o futebol ignora, rasgando os artigos 17 e 19 todos os dias. Contra o desrespeito as leis da Fifa, que são varridas para baixo do tapete, sob o olhar cúmplice do mundo do futebol. De técnicos como ele, da imprensa, de cartolas…

Por que não se pronunciou com veemência, afirmou que iam criar um monstro quando, ao arrepio da lei, o empresário botou Neymar debaixo do braço e levou para o Real Madri? Em março de 2006, com 14 anos.

Não é possível passar por cima disso agora. Monstros são criados em anos, não em uma noite. Em anos de desrespeito a lei, as regras. Por gente gananciosa. Quando foi levado a tiracolo para a vitrine do Real Madrid, aos 14 anos, o artigo 19 da Fifa era desrespeitado. A lei rompida. Como também o artigo 239 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Todo mundo conhecia o fato. Por que só agora, quatro anos depois resolve dizer que Neymar está virando um monstro e precisa de educação? Podia ter denunciado tal empresário na ocasião mas se omitiu, assim como todo mundo no futebol. A lei estava sendo burlada, como é todos os dias. Por que não gritou? Perdeu boa chance. Agora está sendo ofendido pelo empresário que deixou de denunciar naquele momento. Que não culpe “apenas a empregadinha da loja”. Que não olhe para o dedo no lugar de olhar pra lua.

Ainda dá tempo para Renê Simões marcar esse golaço. Falar publicamente contra a lavagem de dinheiro no futebol. Máfias. Bandidos. Empresários que tratam meninos como mercadorias. Ir a público e falar que meninos são levados para a Europa com 14 anos para serem exibidos na vitrine contrariando a lei. E que assim se criam monstros.

Uma Universidade do Futebol para o Brasil

Editorial de 7 Anos da Universidade do Futebol

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Uma condição para nos transformarmos verdadeiramente em um centro de excelência em futebol

Em pleno século XXI e em meio a um processo acelerado de globalização, dizer que o Brasil – e só ele – é o “país do futebol” parece um pouco de exagero, alimentado por um sentimento nacionalista exacerbado muito comum entre nós. Sentimento que não se sustenta quando se verifica cuidadosamente a evolução do futebol ocorrida em outros países, bem como quando se constata que este fenômeno esportivo cada vez mais é também capaz de despertar as mais inusitadas emoções em povos de diferentes culturas, ideologias e religiões pelo mundo afora.

Como afirma o destacado treinador francês Arsène Wenger, “o futebol pertence a todos nós. O mundo inteiro joga. É claro que alguns jogam melhor do que outros, mas todos sabemos como é correr e chutar uma bola… Em todos os continentes, o futebol é uma linguagem e uma cultura comum a todos: alegria, paixão, saber o que é estar num time, fuga, inspiração e afirmação de identidade”.

É inegável que entender o significado social do futebol se constitui em fator fundamental para se entender a “alma brasileira”, mas também o é para entender a cultura contemporânea nos dias de hoje. Como afirmam alguns sociólogos, o futebol explica a vida. E para esta compreensão não se pode deixar de considerar o movimento de globalização determinado pelo modelo econômico hegemônico no mundo.

Encerrada a 19ª. edição da Copa do Mundo, realizada na África do Sul, a primeira disputada em território africano – e igualmente reflexo deste contexto econômico –, o Brasil começa a se preparar com mais intensidade para a organização do seu Mundial.

Independentemente de sermos a favor ou contra a realização deste megaevento em nosso país (o raciocínio também serve para a Olimpíada-2016, no Rio de Janeiro), o fato é que salvo algo muito excepcional ele vai ser concretizado.

Nós, brasileiros, estamos, portanto, diante de uma questão fundamental: de que lado penderá a correlação de forças entre os interesses unicamente financeiros e de poder pelo poder, muitas vezes sem qualquer limite ético ou ideológico, e aqueles interesses representados pela oportunidade de, a propósito desses megaeventos, acelerarmos o nosso processo de desenvolvimento garantindo, de fato, um legado não só esportivo, mas social, cultural e educacional para o Brasil?

É neste cenário que a Universidade do Futebol busca o seu posicionamento. Como vimos, o futebol é manifestação de fundamental relevância não só no Brasil como no mundo todo e como tal pode ser uma excelente alavanca de crescimento sob diferentes aspectos. Nosso projeto, fruto do esforço de alguns abnegados e de muitos colaboradores ao longo dos anos, conseguiu – desde 25 de julho de 2003, quando foi lançado na internet com o nome de Cidade do Futebol – atrair milhares de usuários que acreditam que o futebol pode ser tratado com seriedade e profissionalismo, sem, contudo, perder sua magia, beleza e arte.

Esta constatação de estar contribuindo para a melhor capacitação e reflexão crítica em um ambiente ainda demasiadamente conservador e reacionário nos dá também a medida dos obstáculos que teremos pela frente, uma vez que acreditamos que o nosso sucesso está atrelado aos desafios do nosso próprio crescimento enquanto Nação.

Desde a década de 1980 que o Brasil busca consolidar o seu processo democrático. Com muitos avanços e – temos que reconhecer – com alguns retrocessos, nossas instituições – que garantem o funcionamento de nossa sociedade – são obrigadas por força popular a serem cada vez mais transparentes. Uma transparência que infelizmente ainda não atingiu certos setores, entre eles as instituições futebolísticas.

Como disse Arsène Wenger, o futebol pertence a todos nós, é patrimônio de toda a humanidade e, portanto, não pode pertencer a esta ou àquela instituição, como se eles fossem os seus proprietários, como muitas vezes nos dá a entender certas posturas de CBF e Fifa, para ficar em apenas dois exemplos.

Este é o embate. Neste momento em que o Brasil vai realizar dois grandes eventos como a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016, todos nós que somos apaixonados pelo futebol temos que entender também o nosso papel como cidadãos e lutarmos pela transparência de nossas instituições e a consolidação, o mais rápido possível, deste processo de democratização.

É neste sentido que a Universidade do Futebol, ao comemorar 7 anos de existência, está propondo a mobilização da sociedade – gostemos ou não do futebol – em busca desses ideais de construção de um ambiente mais transparente e, por consequência, mais democrático em nosso país, através do futebol e do esporte de forma geral.

Não podemos mais continuar vendo passivamente os interesses puramente financeiros e de busca pelo poder a qualquer preço prevalecerem. Da mesma forma que – em se tratando de futebol – não podemos nos contentar em sermos apenas exportadores de bons futebolistas. Há muita coisa para ser feita no “país do futebol”.

Muitas novas tarefas devem ser incluídas na agenda que antecede a realização da Copa do Mundo no Brasil. A primeira delas é cobrar mais transparência de todas as instituições governamentais e não-governamentais envolvidas nesta agenda. A outra é repensar de forma estratégica a infraestrutura e o modelo de organização em que se sustenta o futebol e o esporte brasileiros. Para isso é preciso compreender o futebol (e o esporte) para além de seus aspectos puramente técnicos ou administrativos.

Há também dimensões sociológicas, filosóficas, artísticas, entre outras, que não podem ser desprezadas. Como nos ensina o filósofo Manuel Sérgio, “para saber de futebol é preciso saber mais do que futebol.”

É nesse sentido que se justifica a existência de uma Universidade do Futebol em nosso país. Em um mundo em crise econômica, o Brasil se insinua como uma força emergente. Nesta perspectiva, temos amplas condições de realizar não só uma memorável Copa do Mundo, mas, sobretudo, aproveitarmos este momento para nos transformarmos verdadeiramente em um centro de excelência em futebol e na esteira da construção de uma sociedade mais democrática e justa.

Novos Tempos?

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via Prof. Ms. Aldemir Teles Dema

A matéria principal da revista Época desta semana, anunciada em sua capa, tem o seguinte título: “O cérebro do craque de futebol – A ciência comprova: eles não são bons só com os pés – também são geniais com a cabeça”.

Salvo engano, é a primeira vez que o tema relativo às funções cognitivas no esporte (e o papel do esporte no desenvolvimento dessas funções) é divulgado na grande mídia brasileira, embora já publicado por órgãos de imprensa aqui no estado.

O texto é de excelente qualidade e fiel aos achados científicos, mesmo considerando que o público-alvo, em sua maioria, é leigo no assunto.

Chamaria atenção apenas para a não referência aos aspectos da dinâmica do jogo e a sua imprevisibilidade, que demandam mais atenção, percepção apurada, velocidade na tomada de decisão etc. e, como resposta a essa demanda, as funções que são desenvolvidas.


Acredito que estamos em plena travessia de uma nova fronteira do conhecimento no esporte, ao demonstrar o papel desse no desenvolvimento cognitivo, que tenho defendido como importante mudança no paradigma, (outro paradigma ao qual tenho me aventurado a estudar e defender é o que trata do esporte como meio de “modulação das emoções”).

Assim sendo, podemos atribuir ao esporte função mais “nobre”, condizente com a expectativa da visão cartesiana que impera ainda na sociedade, que supervaloriza a atividade intelectual em contraposição as atividades corporais. Portanto, podemos afirmar que a prática do esporte é também uma atividade intelectual.

Outros sentidos atribuídos ao esporte são popularmente conhecidos como: “esporte é saúde” e “esporte é lazer”, além do famigerado e reducionista conceito de que “o esporte livra os jovens da droga”, como se fosse um antídoto, um contraveneno. 


O próximo passo é sensibilizar os gestores da área esportiva, da educação, pública e privada, educadores, pedagogos, pais de alunos e estudantes para mudar a realidade presente nas escolas, onde a prática esportiva, ao contrário dos países desenvolvidos, quase inexiste, com algumas honrosas exceções. 


Atletas tipo Exportação

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“Se o Santos F.C. é uma fábrica de craques que produz espetáculos, por que não tirar vantagens deste ambiente e assumir seu papel de exportador com Selo de Qualidade?”

Os diretores executivos de futebol deveriam perguntar –se “como é que eu insiro meus atletas na concorrência global e nas oportunidades que surgem a cada dia e como prepará-los para tamanha diversidade cultural?”

Trocando em miúdos:

como fazer para que o meu atleta tipo exportação possa se valorizar e potencializar a marca do meu Clube e abrir novos mercados ?

Entre 2005 e 2009, tivemos uma media de 987 atletas deixando o Brasil com contrato de trabalho para equipes do exterior. Isso mesmo: 90 equipes inteiras – do goleiro ao atacante – sendo exportadas para os cinco continentes, todos os anos.

Neste período, pela mesma média, outros 503 atletas retornaram ao país, ano após ano.

Ou seja, mais de 50% dos atletas que saem do país, retornam para o mercado brasileiro.

Motivos? Vários.

Vamos falar de alguns deles no processo de expatriação.

Segundo a psicóloga intercultural Andrea Sebben, a migração envolve todas as pessoas que estão em contato com o jogador: seus pais, filhos, esposas, namoradas, empresários e amigos. O esforço dedicado para que ele tenha sucesso e para que “se adapte, aproveite, e seja feliz” é imensurável.

No entanto, para muitos, viver no exterior acaba tornando-se um fardo, uma obrigação a cumprir, um desafio para além de suas forças.

O atleta e seus acompanhantes no exterior, muitas vezes, irão se deparar com sentimentos como ansiedade, insegurança, medo, despreparo, solidão, saudades, sentimentos de inferioridade/superioridade, graus de preconceito, estereotipia ou racismo, entre outros.

A volta, ou o retorno prematuro destes jogadores, além de enormes prejuízos financeiros, traz muito sofrimento, não só para eles, mas para todos aqueles que estiveram esperando.

Sentimentos de derrota, fracasso, menos-valia, vergonha, culpa entre tantos outros, permeiam o imaginário dessas pessoas quando percebem que não estão conseguindo realizar seu propósito.

Os jogadores expatriados trazem todo o suporte cultural e étnico para o novo mundo onde irão se integrar. Porém, é pelo menos a cultura de três personagens que se encontram e que tornam esse processo de aculturação ainda mais dramático: a cultura brasileira, a cultura do Clube onde irão jogar e a do país onde irão viver – conclui a especialista.

A maioria dos jogadores, por exemplo, é proveniente de uma faixa da população de classe média baixa – e a diferença “entre mundos” é gritante. Como adaptar-se? Como aprender o idioma? Como seguir regras e símbolos até então irreconhecíveis? Como tornar realidade as expectativas antes do embarque para esse mundo novo?

Auxiliar, compreender e preparar as pessoas para esses fenômenos migratórios é tarefa da chamada Psicologia Intercultural.

A Psicologia Intercultural é uma área nova da ciência. É uma ciência bastante estudada e aplicada na Europa, Canadá e EUA e muito gradualmente emergindo no Brasil. Seu objeto de estudo é a relação entre cultura e o comportamento dos povos e, conseqüentemente, os complexos fenômenos migratórios vivenciados por aqueles que migram.

Como são os brasileiros? Como se comportam os espanhóis? Como perdoam os árabes? Quais crenças religiosas se baseiam os chineses? E o mais importante: Como educar para tanta diversidade?

De tempos em tempos, os Clubes brasileiros de maior porte, faturam milhões na venda de seus melhores craques ao exterior. Vale ressaltar que ainda não existe a preocupação de investir no método que sirva para “elevar o nível do mar”, permitindo uma melhora considerável no produto tipo exportação.

Mas quantos destes Clubes investem para ter atletas mais preparados para vencer fora do território nacional?

Surpreende o fato que as expatriações destes atletas aconteçam ainda de forma tão “artesanal”, muitas vezes proporcionada por pessoas de fora do clube: pais e empresários, de maneira geral.

Neymar por exemplo, foi captado pelo Santos F.C. em 2004, quanto tinha apenas 12 anos. O Clube enxergava a pedra preciosa que tinha em mãos e logo tratou de proteger seus interesses remunerando o atleta e sua família com luvas e ajudas de custo a peso de ouro. Com 14 anos, já recebia montantes que se igualavam aos salários dos atletas profissionais da equipe principal.

Hoje, com 18 anos, tem a multa contratual mais cara do futebol brasileiro, superando os 80 milhões de reais. Se algum clube do exterior quiser tirá-lo do Santos F.C., terá que desembolsar aos seus cofres uma quantia próxima a este valor.

É fato que o clube do litoral tem localização privilegiada para a captação de atletas talentosos e que seus negócios – exportação de atletas – tenham se tornado mais expressivos que o de outros grandes clubes.

Também é fato que o clube pretende fazer muito dinheiro com o jovem atleta, assim como procurou fazer com Robinho e Diego.

Mas em seis anos, desde a chegada de Neymar ao clube, e sabendo da jóia preciosa que tinha em mãos, qual foi o investimento na direção deste processo? Que aumentassem as probabilidades deste atleta ter sucesso no exterior e, consequentemente, potencializasse os negócios do clube que um dia também captou Pelé?

Nas últimas semanas, Neymar disse que não era preto, que pinta o cabelo de loiro, que pretende comprar um Porsche e uma Ferrari, que será obrigado a tirar título de eleitor e que não sabe quem são os candidatos à Presidência do Brasil. Disse também que acha que é metrossexual.

Apesar de toda a bola que carrega este jovem craque, Neymar é apenas um jovem, vítima da desigualdade social e que teve pouco acesso às lições de cidadania e ao aprendizado mais adequado à sua carreira de atleta profissional.


Se o Santos F.C. é uma fábrica de craques que produz espetáculos, por que não tirar vantagens deste ambiente e assumir seu papel de exportador com Selo de Qualidade?

No mundo ideal, seríamos exportadores de Campeonatos PayPerView e capazes de permanecer com quem proporciona o espetáculo.

E, para isto, não basta apenas que o futebol brasileiro tenha tanto glamour quanto o europeu.

Journey of Football

Fenômeno que reflete a própria vida, visto de maneira espontânea, como manifestação cultural, artística e social.

Como nasce e como prolifera, em qualquer espaço, com um sorriso no rosto e uma bola nos pés.

Já pensou se lembrassem que a educação faz parte deste contexto?

Um Livro às Quintas


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Games em Educação – como os nativos digitais aprendem, João Mattar

Editora Pearson, 2008.

“Introdução

5ª Série (6º Ano).

Fase 1

Aula de História. A professora fala sobre a Mesopotâmia. Escreve na lousa, com giz. Apaga com o apagador. O aluno ouve.

Em casa, o aluno estuda sozinho. No livro didático, ele lê sobre os rios Tigres e Eufrates, sobre a estrutura da sociedade mesopotâmica, sobre sua arquitetura, sobre sua religião, sobre o Código de Hamurábi.

Prova individual e sem consulta. Onde se localizava a Mesopotâmia? Quais as características da civilização mesopotâmica? O que significa zigurate?

Fase 2

Jogando Age of Empires. O jogador divide o controle da Babilônia com um colega e precisa utilizar estratégia e diplomacia para passar pelas idades da Pedra, do Bronze e do Ferro, enfrentando outras civilizações, controladas por outros jogadores.

Os jogadores precisam conseguir comida, madeira, ouro e pedra, dentre outros recursos e administrar cidades, casas, locais de armazenamento, templos etc.

É assim que a educação dos nossos jovens está hoje brutalmente segmentada: na escola, o ensino de um conteúdo descontextualizado que o aluno tem de decorar, passiva e individualmente.

Nos games, o aprendizado em simulações que o próprio jogador ajuda a construir, ativa e colaborativamente.”

A Evolução do Ensino da Matemática no Brasil

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Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação,datilografia…

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.

Segue o relato de uma Professora de Matemática:

“Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos

olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?

( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2011 vai ser assim:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, homosexual, portador de necessidades especiais, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00″

Você já Parou para Pensar?

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“Há mais pessoas inteligentes na China e na India do que pessoas no Brasil.”

A internet achatou o mundo e diminuiu drasticamente as distâncias.

Países de territórios extensos vem se tornando cada vez mais importantes no cenário global.

A população mundial hoje ultrapassa os 6,6 bilhões de habitantes.

20% destas pessoas estão na China e 17% na India.

Juntos, China e India possuem mais de 1/3 da população mundial.

O Brasil tem hoje 190 milhões de habitantes.

Se considerarmos apenas os 16% mais inteligentes da India,

teremos mais pessoas do que toda a população brasileira.

Da China, precisaríamos apenas de 14% para igualar essa marca.

Ou seja, há mais pessoas inteligentes na China e na India do que pessoas no Brasil.

Enquanto você lê este texto, 30 bebês nasceram no Brasil, 244 na China e 351 na India.

Muito em breve, a China será o país que mais fala inglês no mundo.

E você sabia que nos EUA, mais da metade dos profissionais trabalha há menos de 5 anos na mesma empresa?

Sendo que apenas 25% dos profissionais permanecem na mesma empresa por mais de 1 ano.

Segundo a ONU, os estudantes de hoje passarão por 10 a 14 empregos até os 38 anos de idade.

E que as 10 profissões que serão indispensáveis em 2010 sequer existiam em 2004?

Ou seja, estamos preparando nossos alunos para profissões que ainda não existem…

… que utilizarão tecnologias que ainda não foram inventadas…

… para resolver problemas que ainda nem conhecemos.

Por dia, temos:

3.000 novos livros publicados, 6 bilhões de mensagens de textos enviadas, 100 milhões de perguntas feitas no Google.

A quantidade de nova informação gerada no planeta este ano é maior que a acumulada nos últimos 5.000 anos.

E cada vez mais, encontramos tais informações nos meios digitais.

E o que isso significa afinal?

Que todo profissional precisa se atualizar sempre…

Que mudanças acontecem. Todo dia.

E que informação não é o mesmo que conhecimento.