A (Des)contaminação do Marketing no Futebol

Não deveria o objetivo de qualquer marca ser querida pelas pessoas?

Um dos cases dos mais criativos e bem elaborados da história recente do marketing esportivo no futebol: Racing Club e Banco Hipotecário da Argentina.

Sem dúvida alguma, tornou o futebol um pouco menos “contaminado” pelo marketing.

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Um Livro às Quintas

“Una red de significado interpretada desde el paradigma de la complejidad”

El Modelo de Juego del FC Barcelona – Oscar P. Cano Moreno

MC Sports, 2010.

Oscar Moreno condena e derruba a barreira existente entre teoria e prática, nos conduzindo pelo sinuoso universo das teorias dos sistemas dinâmicos e nos convidando a entender a complexidade do jogo –  desde as evidências da imprevisibilidade à análise minusciosa da construção do modelo de jogo do F.C. Barcelona.

A Grande Sacada para as Categorias de Base: Capacitar seus Atletas

“Chegará o dia em que estará criado um processo irreversível nas categorias de base, onde trocas de comando de um clube – técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de treinamento.”

Em tempos de crises e mídias sociais, muita coisa vem acontecendo por todo o planeta. Corruptos são presos pela manhã e soltos à tarde, países ricos ficam pobres ao anoitecer e a consciência coletiva de que algo precisa ser feito pela nossa subsistência e qualidade de vida deixa de ser clichê.

E o futebol (ah o futebol!), também vive suas particularidades. Apesar dos clubes continuarem a gastar mais do que recebem e das seleções tradicionais não mais figurarem isoladas no topo do ranking da FIFA, mais pessoas comuns analisam o jogo: estudiosos, curiosos e gente interessada em saber de verdade o que acontece dentro das quatro linhas.

Principalmente no continente europeu, onde há décadas se estudam e aplicam as novas teorias relacionadas ao jogo e treinamento do futebol e, muito em função disso, começamos a perceber um distanciamento qualitativo de algumas equipes e seleções em relação ao resto do mundo. E, infelizmente, o Brasil está incluído neste resto.

O grande desafio nos próximos anos será pela busca da popularização em solo tupiniquim, desse olhar mais científico, lógico e nem menos apaixonante sobre o futebol.

Muito embora as novas maneiras de enxergar o jogo e o treino do futebol sejam positivas, permitindo inclusive que alguns desvios no processo de formação de atletas sejam corrigidos, resistências a este novo olhar sempre irão ocorrer. E as comparações entre metodologias de trabalho, muitas vezes sem embasamento científico, serão inevitáveis.

Como treinar uma equipe de futebol aproximando-a da imprevisibilidade (e realidade) do jogo, e como trabalhar nas equipes técnicas de maneira integrada e com mais qualidade, são questões essenciais a serem respondidas por quem pretende estar à frente do seu tempo.

Nos esportes coletivos, e no futebol em particular, pesquisadores e especialistas dissecaram as dinâmicas do jogo, que apontaram para eventos comuns e com padrões que se repetem. Foram identificados quatro momentos que nos permitem entender as tais dinâmicas: defesa, transição ao ataque, ataque e transição à defesa.

Nessas quatro situações, todos os jogadores tem um comportamento muito particular em campo, com ou sem a bola.

Os jogadores se relacionam e formam um todo organizado, que é a equipe. Cada equipe tem seus próprios jogadores que se relacionam uns com os outros de maneira particular e essas relações variam quando a equipe está atacando, defendendo e realizando as transições.

Por exemplo: com a bola, os jogadores agem com o objetivo de manter a sua posse na busca pelo gol adversário. Os atletas irão se relacionar dentro do campo de uma forma bastante específica para que isso ocorra. Quando a equipe está sem a bola, os jogadores irão criar dificuldades para que a equipe adversária progrida no campo de jogo e consiga chegar à sua meta. Nestes dois exemplos, os comportamentos e intenções dos jogadores e da equipe são bem distintos.

E o treinador pode moldar a forma como a equipe joga nesses momentos. Modelo de Jogo é o nome dado à forma como a sua equipe deve se comportar no jogo de uma maneira geral, ou seja, como ela defende, ataca e faz as transições. Está intrinsecamente ligado à estrutura da equipe, ou seja, como ela pretende construir o seu jeito de jogar.

A escolha dos atletas é realizada respeitando essas características e devem estar sintonizadas com as ideias do treinador, que por sua vez, irá procurar estar conectado com a cultura e filosofia do clube.

O comportamento dos jogadores e da equipe, em cada momento, pode variar com intenções diferentes, ou seja, o treinador pode influenciar a forma como a relação entre os jogadores acontecerá em cada um dos quatro momentos do jogo.

Na teoria, chamamos de princípios estruturais a forma como os atletas devem se posicionar no campo de jogo. Já princípios operacionais é o nome dado ao que fazer em cada momento do jogo (defesa, ataque e transições).

O futebol é um jogo complexo e saber fazer funcionar as relações entre os jogadores durante a partida é a chave para a obtenção de sucesso.

Saber o que e como fazer nos momentos do jogo é o xis da questão.

A partir deste entendimento é que podemos moldar a forma de como a equipe deve treinar, aproximando-a da realidade da partida e do que ela poderá encontrar diante de um adversário. Inicia-se a construção do jogar da equipe, ou seja, o Modelo de Jogo começa a ganhar vida.

Os jogos reduzidos e adaptados tem papel importante em algumas propostas metodológicas no futebol. Mas como qualquer remédio, não basta apenas ler a bula para aplicá-lo. Um médico deve ser consultado e, de preferência, um que reconheça e reflita o valor das teorias antes de sair cortando com seu bisturi.

De maneira muito incipiente, algumas boas iniciativas começam a ser percebidas em nosso país, muito em função da sensibilidade de profissionais em cargos de direção e coordenação, que partem para um processo de reciclagem de seus recursos humanos, particularmente dos profissionais que atuam dentro de campo.

E mesmo restrito às categorias de base, alguns clubes brasileiros dão seus primeiros passos em direção aos novos tempos, criando ambientes de aprendizagem aos gestores de campo, buscando reciclar suas equipes técnicas com profissionais mais sintonizados com esta nova perspectiva.

A próxima e mais importante etapa, será a conscientização e capacitação dos atletas das categorias de base, melhorando o canal de comunicação com seus treinadores e facilitando o diálogo sobre o porquê deste ou daquele tipo de treinamento.

Dessa forma, estará criado um processo irreversível, onde trocas de comando de um clube – técnicas, administrativas ou políticas – não terão o efeito necessário para que os atletas deixem de refletir e contestar os métodos de trabalho

Footecon 2010

O agradecimento especial ao prof. Parreira pelo convite em participar do Footecon 2010, um dos mais importantes eventos esportivos em nosso país.

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VII FÓRUM INTERNACIONAL DE FUTEBOL

O Footecon – Fórum Internacional de Futebol é um evento consagrado e estabelecido no calendário esportivo brasileiro, que oferece aos seus participantes a oportunidade de troca de experiências, atualização do mercado e relacionamento.

Um encontro 100% profissional, que conta com a expertise e coordenação de Carlos Alberto Parreira. O Fórum já se consagrou como o mais importante encontro da indústria nacional do futebol, reunindo anualmente seus principais profissionais, dirigentes esportivos, autoridades governamentais, mídia especializada, investidores e patrocinadores para palestras e debates dedicados ao esporte e sua gestão.

Dia 08 – Palestras e Debates

Qual o impacto do Calendário Brasileiro na Performance Técnica e Física dos jogadores.

Palestrante(s): Antonio Carlos Gomes, Fabio Mahseredjian, José Luiz Runco, Muricy Ramalho

horário: 09h30 às 10h30

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Planejamento e avaliação de marcas no futebol

Palestrante(s): Rafael Plastina

horário: 09h30 às 10h30

 

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Inovação e Criatividade na Gestão de Campo

Palestrante(s): Eduardo Tega, João Paulo Medina

horário: 09h30 às 10h30

 

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Case Clube Internacional Benfica

Palestrante(s): a confirmar

horário: 10h30 às 11h30

 

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Novas mídias e redes sociais no ambiente esportivo

Palestrante(s): a confirmar

horário: 10h30 às 11h30

 

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Formação de atletas: Uma análise do mapa de atletas formados pelos clubes brasileiros

Palestrante(s): Marcelo Teixeira

horário: 10h30 às 11h30

 

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Arena Multiuso: novas receitas para o futebol

Palestrante(s): Mauro Holzmann

horário: 12h às 13h

 

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Painel – Os maiores desafios na gestão das categorias de base.

Palestrante(s): Felipe Ximenes (debatedor), Fernando Gonçalves (moderador), Jorge Macedo (Inter) (debatedor), Junior Camargo, Ricardo Drubsky (debatedor), Rodrigo Caetano (debatedor)

horário: 12h às 15h50

 

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Escola Brasileira. A Volta do Futebol Arte – Criatividade e Talento

Palestrante(s): Dorival Jr, Zico

horário: 12h às 13h

 

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Painel – Relacionamento da Mídia com o Profissional de Futebol

Palestrante(s): Joel Santana (debatedor), Mauricio Noriega (debatedor), Renato Ribeiro (debatedor), Tino Marcos (moderador)

horário: 15h às 16h

 

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Novos modelos de Gestão no Futebol: estudo de caso Botafogo F.R.

Palestrante(s): Maurício Assumpção

horário: 15h às 16h

 

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Preparação Física no Futebol: o que e quanto deve ser treinado?

Palestrante(s): João Bouzas Marins, Sergio Gregorio

horário: 15h50 às 16h40

 

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Lei de Incentivo

Palestrante(s): a confirmar

horário: 16h às 17h

 

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Painel Copa 2010: Análise e Tendências.

Palestrante(s): Carlos Alberto Parreira, Junior, Ronaldo Fenômeno

horário: 16h às 17h

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Frase da Semana

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“Todos os treinadores falam de movimento, de ter de correr muito. Eu digo: não corram muito. O futebol é um jogo que se joga com o cérebro. Tens de estar no local certo, no momento certo, nem antes nem depois.”

(Johan Cruiff, ex-jogador e técnico de futebol)

Novos Tempos?

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via Prof. Ms. Aldemir Teles Dema

A matéria principal da revista Época desta semana, anunciada em sua capa, tem o seguinte título: “O cérebro do craque de futebol – A ciência comprova: eles não são bons só com os pés – também são geniais com a cabeça”.

Salvo engano, é a primeira vez que o tema relativo às funções cognitivas no esporte (e o papel do esporte no desenvolvimento dessas funções) é divulgado na grande mídia brasileira, embora já publicado por órgãos de imprensa aqui no estado.

O texto é de excelente qualidade e fiel aos achados científicos, mesmo considerando que o público-alvo, em sua maioria, é leigo no assunto.

Chamaria atenção apenas para a não referência aos aspectos da dinâmica do jogo e a sua imprevisibilidade, que demandam mais atenção, percepção apurada, velocidade na tomada de decisão etc. e, como resposta a essa demanda, as funções que são desenvolvidas.


Acredito que estamos em plena travessia de uma nova fronteira do conhecimento no esporte, ao demonstrar o papel desse no desenvolvimento cognitivo, que tenho defendido como importante mudança no paradigma, (outro paradigma ao qual tenho me aventurado a estudar e defender é o que trata do esporte como meio de “modulação das emoções”).

Assim sendo, podemos atribuir ao esporte função mais “nobre”, condizente com a expectativa da visão cartesiana que impera ainda na sociedade, que supervaloriza a atividade intelectual em contraposição as atividades corporais. Portanto, podemos afirmar que a prática do esporte é também uma atividade intelectual.

Outros sentidos atribuídos ao esporte são popularmente conhecidos como: “esporte é saúde” e “esporte é lazer”, além do famigerado e reducionista conceito de que “o esporte livra os jovens da droga”, como se fosse um antídoto, um contraveneno. 


O próximo passo é sensibilizar os gestores da área esportiva, da educação, pública e privada, educadores, pedagogos, pais de alunos e estudantes para mudar a realidade presente nas escolas, onde a prática esportiva, ao contrário dos países desenvolvidos, quase inexiste, com algumas honrosas exceções. 


Por dentro da Cabeça do Craque

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“Novas pesquisas revelam que os craques têm raciocínio mais rápido – e que o talento para brilhar na Copa está no cérebro, não nos pés dos jogadores”

Revista Época

O público quer ver golaços, jogadas improváveis e dribles impossíveis na Copa do Mundo que começa nesta sexta-feira, dia 11, na África do Sul. Foi assim na Copa de 1958, da Suécia, quando Pelé, com apenas 17 anos, deu um chapéu em um adversário e fez um gol inesquecível na final. E em 1986, no México, quando Maradona driblou toda a defesa da Inglaterra desde o meio de campo e marcou um dos mais belos gols da história do futebol. E também em 2002, no Japão, quando Ronaldo, superando duas cirurgias no joelho, teve raciocínio rápido para aproveitar um rebote do goleiro alemão Kahn e abriu o placar na decisão contra a Alemanha. Nesta Copa, os torcedores esperam ver jogadas assim sair dos pés do brasileiro Kaká, do português Cristiano Ronaldo ou do argentino Lionel Messi; ou então testemunhar as brilhantes defesas do goleiro brasileiro Julio César. Todos sabem que, em comum, eles têm um preparo físico excepcional, agilidade e força. Agora, segundo alguns dos mais avançados estudos da ciência do esporte, começa a ficar claro que todos eles também são donos de um cérebro com desempenho acima da média. O segredo da genialidade dos jogadores de futebol não está nos pés, mas – como para todos os gênios da humanidade, de Einstein a Mozart – na cabeça.

Nos últimos anos, pesquisadores tentaram compreender cientificamente aquilo que para o torcedor comum é apenas motivo de encanto. Estudaram como agem e raciocinam os atletas de elite. Compararam esses resultados ao desempenho de jogadores iniciantes – e de “mortais” como nós, sem intimidade com a bola. E concluíram que a diferença entre uma pessoa comum e um craque não é apenas coordenação motora. Eles também têm memória e raciocínio privilegiados. “Eles são duas vezes melhores do que uma pessoa s comum em termos de memória e agilidade visual”, diz o neuropsicólogo Erik Matser, da Universidade de Maastricht, Holanda, uma das referências na área. “Apenas uma em 1 milhão de pessoas tem um desempenho tão acima da média nessas duas habilidades.” Esse é o resultado de um estudo, antecipado a ÉPOCA por Matser, que será publicado no próximo semestre.

Matser trabalhou com jogadores do Chelsea, o campeão inglês, e de times profissionais da Holanda. Começou estudando os efeitos das pancadas no cérebro de boxeadores, nos anos 90, em Nova York. Acabou descobrindo que, mesmo expostos a riscos ao longo da carreira, eles tinham um desempenho acima da média da população para memorizar informações e perceber estímulos visuais. De volta à Holanda, em 1996, Matser fez testes de raciocínio com jogadores de futebol e acompanhou seu desempenho por dez anos. Ao fim, comparou os resultados dos convocados para a seleção holandesa aos dos não convocados. Como esperava, o desempenho dos jogadores da seleção foi melhor.

“Não é verdade aquela história de que atletas são muito bons com o corpo, mas não com o cérebro”, diz o neurologista John Krakauer, um dos diretores do laboratório de desempenho motor da Universidade Colúmbia, em Nova York. “O que leva um jogador a ser tão bom é antecipar e entender as ações dos outros colegas e adversários para fazer a melhor jogada.” Krakauer investigou o mecanismo que permite a atletas de alto desempenho processar em milésimos de segundos uma infinidade de variáveis. Ele e outros dois colegas publicaram recentemente, na revista científica Nature Neuroscience, uma hipótese para explicar o que acontece na mente de jogadores excepcionais, como Kaká ou Messi. Eis o que o cérebro deles faz melhor:

1. processar com rapidez os estímulos visuais do ambiente, como a posição dos jogadores no campo;

2. memorizar um grande repertório de jogadas;

3. antecipar o movimento de outros atletas;

4. combinar, numa fração de segundo, todas as informações para tomar a melhor decisão.

A cada ano, milhões de crianças começam a praticar o futebol sonhando em disputar uma Copa. Apenas 736 têm esse privilégio a cada quatro anos. O torneio reúne apenas aqueles com um talento extraordinário, como Kaká. Na África do Sul, o meia do Real Madrid, da Espanha, disputa seu segundo mundial. “Desde pequeno, ele mostrava uma visão de jogo fora do comum”, diz Milton Cruz, auxiliar técnico do São Paulo. Ele treinou Kaká nas divisões de base. Aos 8 anos, o menino já chamava a atenção. “Com muita facilidade, ele deixava os companheiros na cara do gol.” Em 2001, a um mês de completar 19 anos, Kaká foi escalado no time adulto do São Paulo, contra o Botafogo, durante a final do Torneio Rio-São Paulo. Aos 34 minutos do segundo tempo, colocou-se de frente para o gol. Recebeu uma bola na entrada da área, tirou a defesa da jogada, enganou o goleiro e marcou seu primeiro gol como profissional. O segundo veio na mesma partida e deu o título ao São Paulo. Começava ali uma carreira de fama internacional, cujo ápice – por enquanto – foi o título de melhor jogador, concedido pela Fifa, em 2007.

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Um Livro às Quintas


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“O Código do Talento”, Daniel Coyle

Editora Agir, 2009.

Você, profissional do futebol ou pretendente a: este é o livro mais importante e útil que você lerá este ano.

Harvards de Fundo de Quintal

Em dezembro de 2006, comecei a visitar lugares minúsculos que produziam um número estratosférico de talentos.

“Minha jornada teve inicio em Moscou, numa quadra de tênis em péssimo estado, e, nos 14 meses seguintes, levou-me a um campo de futebol em São Paulo, no Brasil, a uma escola de canto em Dallas, no Texas, a uma escola no centro histórico de San Jose, na Califórnia, a uma surrada academia de música na região de Adirondacks, em Nova York, a uma ilha dominada pelo beisebol, no Caribe, e a mais uma porção de locais tão pequenos, humildes e fantasticamente bem-sucedidos a ponto de um amigo apelidá-los de “Harvards de fundo de quintal“, em óbvia referência àquela que é tida como a melhor universidade do mundo”

A Evolução do Ensino da Matemática no Brasil

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Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação,datilografia…

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.

Segue o relato de uma Professora de Matemática:

“Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos

olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?

( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2011 vai ser assim:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, homosexual, portador de necessidades especiais, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00″

Quem Entende Alguma Coisa de Futebol?

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Quem entende alguma coisa de futebol?

Faço esta pergunta todo começo de ano, tentando encontrar alguma sábia resposta para uma das principais questões sobre o esporte bretão, ponderando o que aconteceu no ano anterior e o que pode vir a acontecer no ano que se inicia.

E a resposta ainda permanece a mesma: ninguém.

Simples assim.

Há alguns anos, chegava até a me incomodar com as tamanhas certezas dos principais “conhecedores de futebol” no país.

Agora, um pouco mais maduro, anoto algumas dessas verdades e dou risada com os amigos, confrontando-as com a realidade que se consumou.

Talvez o futebol seja o esporte mais parecido com o homem: complexo, racional (lógico), intuitivo, sensível, criativo e, repleto de fé e outras crendices.

E, da mesma maneira, talvez seja por essa razão que nunca será tão simples assim dar certezas absolutas antes da bola rolar.

Viramos o ano e nossa principal referência no futebol é o Flamengo, atual campeão brasileiro, com sua maravilhosa e imensa torcida e de igual magnitude em dívidas.

Mas vale reforçar que, se não fosse a falta de ego do treinador Andrade em perguntar ao recém contratado Petkovic de que maneira o camisa 10 gostaria de atuar, duvido que a sexta estrela estaria no peito dos rubro-negros este ano.

O humilde Andrade ouviu e colocou em prática: organizou a equipe em função do talentoso sérvio de 37 anos, que produziu como poucos, atuando mais solto pela esquerda, chegando para finalizar e ajudando na marcação até o meio-campo.

E quantos de nós não imaginou o óbvio: que Petkovic, contratado pelo Flamengo em troca de dívidas, era uma barca furada?

E em relação a Ronaldo? E ao forte Palmeiras, que ficava ainda mais forte com Muricy e Wagner Love?

A reflexão aqui não está por conta das análises e previsões de jornalistas e da grande mídia em geral. Nem sobre as besteiras repetidas todos os anos por alguns comentaristas. Longe disso.

Para quem quer enxergar, o futebol está cercado de ciências aplicadas. No seu sentido mais amplo, ciência (do Latim scientia, significando “conhecimento”) refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistematizada.

E, por não sermos conhecedores mais profundos desses conhecimentos, não sabemos de futebol como deveríamos. Simples assim.

“O futebol nos mostra com suas subjetividades, com o seu dia a dia e com suas incertezas, tudo isso que a gente sabe que pode acontecer para uma equipe ou para a outra.” (Mano Menezes, 2009.)

Para 2010, já anotei algumas certezas dos “conhecedores de futebol” e gostaria de compartilhar com os leitores deste blog:

a África do Sul já está desclassificada na primeira fase da Copa do Mundo;

o Brasil será o primeiro do grupo G na primeira fase da Copa do Mundo;

o Corinthians é franco favorito para o título da Libertadores;

o Corinthians será desclassificado na primeira fase da Libertadores, pois os jogadores contratados são velhos e futebol é pra gente jovem;

o Barueri irá cair para a série B.

Desculpem me por saber tão pouco sobre futebol, mas será que vai ser simples assim?

Você já Parou para Pensar?

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“Há mais pessoas inteligentes na China e na India do que pessoas no Brasil.”

A internet achatou o mundo e diminuiu drasticamente as distâncias.

Países de territórios extensos vem se tornando cada vez mais importantes no cenário global.

A população mundial hoje ultrapassa os 6,6 bilhões de habitantes.

20% destas pessoas estão na China e 17% na India.

Juntos, China e India possuem mais de 1/3 da população mundial.

O Brasil tem hoje 190 milhões de habitantes.

Se considerarmos apenas os 16% mais inteligentes da India,

teremos mais pessoas do que toda a população brasileira.

Da China, precisaríamos apenas de 14% para igualar essa marca.

Ou seja, há mais pessoas inteligentes na China e na India do que pessoas no Brasil.

Enquanto você lê este texto, 30 bebês nasceram no Brasil, 244 na China e 351 na India.

Muito em breve, a China será o país que mais fala inglês no mundo.

E você sabia que nos EUA, mais da metade dos profissionais trabalha há menos de 5 anos na mesma empresa?

Sendo que apenas 25% dos profissionais permanecem na mesma empresa por mais de 1 ano.

Segundo a ONU, os estudantes de hoje passarão por 10 a 14 empregos até os 38 anos de idade.

E que as 10 profissões que serão indispensáveis em 2010 sequer existiam em 2004?

Ou seja, estamos preparando nossos alunos para profissões que ainda não existem…

… que utilizarão tecnologias que ainda não foram inventadas…

… para resolver problemas que ainda nem conhecemos.

Por dia, temos:

3.000 novos livros publicados, 6 bilhões de mensagens de textos enviadas, 100 milhões de perguntas feitas no Google.

A quantidade de nova informação gerada no planeta este ano é maior que a acumulada nos últimos 5.000 anos.

E cada vez mais, encontramos tais informações nos meios digitais.

E o que isso significa afinal?

Que todo profissional precisa se atualizar sempre…

Que mudanças acontecem. Todo dia.

E que informação não é o mesmo que conhecimento.

Um Livro às Quintas

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“Qual será o efeito a longo prazo de digitalizarmos a nossa vida? E de delegar a nossa memória a terceiros…”

Via Tiago Doria

Terceirização da Memória. Este é o termo que o autor Gordon Bell utiliza quando se refere ao fato de, aos poucos, não nos preocuparmos mais com a memorização dos números de telefone, por exemplo. Mas, sem perceber, a cada dia estamos tentando “expandi-la”.

Muito do desenvolvimento humano sempre teve como base uma constante busca por uma memória expandida. Em parte, a invenção da escrita surgiu para suprir as limitações da biomemória. Escrevemos para guardar coisas, para certificarmos que não vamos nos esquecer.

O diferencial é que, na última década, houve uma explosão desse processo graças ao crescente barateamento das tecnologias de captar, armazenar e recuperar informações. Nunca registramos tantos momentos das nossas vidas como hoje em dia.

Um celular equipado com câmera de vídeo e foto, integrado a um site de compartilhamento de imagens, abre caminho para que possamos registrar todos os momentos de nossas vidas. E ainda recuperá-los a qualquer momento, bastando digitar uma palavra-chave no campo de busca.

Enfim, ficou muito fácil captar, armazenar e recuperar informação pessoal. No entanto, essa facilidade gera questões. Qual será o efeito a longo prazo de digitalizarmos a nossa vida? E de delegar a nossa memória a terceiros, no caso, computadores e programas que lembram desde uma data de aniversário até aquela primeira longa conversa que tivemos com uma pessoa no MSN?

Ficaremos mais preguiçosos? Ou serão abertos novos horizontes ao podermos recuperar facilmente cada momento das nossas vidas?

Vai Apitar Jogo de Botão!

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Alguém já mandou algum juiz apitar jogo de botão?

Eu já. O Dunga também.

Não estou desmerecendo o nobre esporte bretão de botão… longe disso. Aliás, esporte de mesa apaixonante que me traz saudosas recordações nos confrontos com meu irmão.

Por exemplo, do “homem-gol”, o camisa 11 do Vitória. Seu poder ofensivo era inacreditável. Bastava encostar a palheta com certa habilidade que a bolinha de feltro tinha endereço certo: as caprichosas redes de filó do meu Estrelão.

Mas voltando ao “xingamento”, mandar o juiz apitar jogo de botão era o meu teste de autoridade preferido nos tempos em que eu era bom de bola.

Lembro-me até de uma passagem, onde o treinador do selecionado sub-14 em que jogava, procurando inibir seus atletas a não tomar cartões, repetiu por diversas vezes no vestiário que para aquele jogo em especial, não existiria cartão vermelho. O cartão amarelo seria o suficiente para irmos pro chuveiro mais cedo.

Como as regras sobre cartões mudavam quase sempre para as categorias de base, achei normal o reforço do treinador.

Lá pela metade do primeiro tempo, após algumas botinadas dos zagueiros adversários, me levantei de mais uma falta e encarei o juiz lhe perguntando se não tinha cartão…

Cinicamente, o árbitro veio ao meu encontro e me presenteou com o cartão amarelo. “Tem sim! Esse é só pra você…” – disse o homem de preto.

Recordando-me da preleção do treinador e já me imaginando no chuveiro, educadamente solicitei ao digníssimo que fosse apitar jogo de botão.

E para a minha surpresa, um outro cartão saiu do bolso esquerdo do peito do árbitro, agora da cor vermelha.

Foi o suficiente para eu encarar o juiz com cara de bobo, abaixar a cabeça, seguir pro vestiário e tomar um banho refletindo se o meu treinador estaria preparado ou não para comandar o “homem-gol” no meu Estrelão.

Um Livro às Quintas

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“A história do menino que queria ser como José Mourinho”

Ganda Bomba, o Pequeno Treinador – Manuel Arouca

Oficina do Livro, 2006.

Lourenço Figueiredo tem doze anos, vive em Cascais e gosta de jogar Football Manager. O seu pai, técnico de futebol, é contratado pelo clube Estoril Praia. Lourenço vive intensamente os jogos de futebol da equipe do pai, ao mesmo tempo em se que se encontra apaixonado por Sofia, a garota mais linda da 7a série.

Quem não gosta do mundo do futebol é a mãe de Lourenço – uma mulher carinhosa e cheia de garra, com quem ele desabafa os seus desamores – e a sua irmã, uma garota capaz de fazer cair o queixo de qualquer adolescente.

O Pequeno Treinador narra as aventuras que farão nos recordar de nossas próprias histórias: a relação com a família, os amigos, os amores e a euforia contagiante do futebol.

O Saber de Cada Um

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Reflexões do Mestre João Batista Freire.

Somos muito críticos as vezes com jogadores e técnicos que dizem coisas de senso comum.

Por exemplo, um técnico de futebol sem formação acadêmica, que ao dar entrevista, fala coisas óbvias e que qualquer torcedor mais antenado falaria.

“Como é possível que uma pessoa como esta, que sabe tão pouco, comande uma grande equipe?”

Mas este técnico sabe pouco? Talvez ele apenas não consiga expressar o que sabe.

O saber acumulado, com a experiência do dia-a-dia, tornou-se conhecimento, só que não consegue ser traduzido em discursos falados ou escritos.

No entanto, este técnico é um grande vencedor e que já mostrou repetidas vezes que isso talvez não seja somente obra do acaso ou da sorte. Seu conhecimento contribuiu para diversas conquistas.

Mas se este conhecimento não consegue ser expressado e não vem à público, como saberemos o que ele sabe? Todos nós estamos perdendo com isso.

Há algo a ensinar a este técnico?

Como transformar o conhecimento guardado em discurso falado e escrito?

Desafio este da Universidade do Futebol, que poderá revelar o enorme conhecimento que muitos profissionais possuem e, ao mesmo tempo, enriquecer o conhecimento de muitas outras pessoas.


SEO no Futebol

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“…Agora tente ‘Lateral Direito até 25 anos, rápido, técnico, com bom passe, que saiba atuar em várias plataformas de jogo e com contrato por vencer’. “

Além das triviais buscas por vídeos, matérias e notícias relacionadas, quais as futuras conexões existentes entre Google, Yahoo, Youtube e o futebol?

Para o bem ou para o mal, estamos cada vez mais expostos na grande rede, permitindo que pessoas do mundo todo conheçam detalhes de nossa vida particular ou profissional, através das redes sociais de relacionamento, como Facebook, Twitter e LinkedIn ou até mesmo através das compras com o nosso cartão de crédito.

Os mecanismos estão tornando-se mais eficientes e as buscas estruturadas acenam como uma grande revolução na nossa maneira de encontrar o que queremos.

Atualmente é ainda muito difícil obter um resultado objetivo no Google ou no Youtube (*), por exemplo, que consista em três ou mais palavras. Tente ‘Lateral Direito’ e dezenas de páginas se mostrarão citando atletas na posição, perfis de jogadores com a camisa 2, matérias em vídeo com alas ou laterais etc.

Agora tente ‘Lateral Direito até 25 anos, rápido, técnico, com bom passe, que saiba atuar em várias plataformas de jogo e com contrato por vencer’.

Não perca tempo! Certamente o mecanismo de busca trará uma mensagem parecida com ‘nenhum resultado para lateral direito…’.

Mas da mesma maneira em que hoje é bem mais fácil encontrar aquela sua paquera da quarta série, digitando apenas o seu primeiro e último nome, certamente teremos soluções tecnológicas eficientes para as buscas estruturadas num curto espaço de tempo.

E muito em breve, teremos uma inteligência apurada a serviço das comissões técnicas, que possibilite encontrar através da internet os perfis de atletas que se encaixam na montagem das equipes. E não me refiro aos serviços online que hoje temos acesso, em sua maioria internacionais, para consultas estatísticas ou administrativas dos atletas.

Os avanços da tecnologia para a área técnica são e serão enormes, a ponto de fazerem a real diferença entre ganhar e perder campeonatos. A ciência entrou em campo há algum tempo, em maior escala e percepção através das áreas da fisiologia e psicologia, além das especialidades médicas.

São muitas as comissões técnicas que não abrem mão de tais suportes, mesmo ainda não havendo uma integração como deveria entre as áreas que contribuem à performance de campo.

E cada vez mais, gestores técnicos e administrativos terão que compreender este contexto que nos absorve e saber (conhecer) sobre muito mais do que futebol.

SEO – Search Engine Optimization ou Otimização para Serviços de Busca

(*) O Youtube foi citado como Mecanismo de Busca, pois atualmente é significativa a consulta por termos diversos, principalmente tutoriais em vídeo, os how to’s.