A Correlação de Forças do Futebol Brasileiro: ensaio para a elaboração de uma política do futebol brasileiro

Cabo de Guerra

por João Paulo S. Medina*

“Tenho em mim todos os sonhos do mundo”

(Fernando Pessoa)

INTRODUÇÃO

O jogo é de futebol, mas bem que poderia ser um jogo de xadrez. Em uma análise atenta sobre o atual cenário do futebol brasileiro, é possível identificar-se duas grandes tendências, apesar de nem sempre muito nítidas. De um lado estão as forças que querem as mudanças conjunturais e estruturais do futebol brasileiro. Do outro, persiste um pensamento que, consciente ou inconscientemente, defende a sua manutenção. Sabemos que, em qualquer área de atuação, existem aqueles que alimentam o “status quo” simplesmente por serem incapazes de enxergar as limitações do cenário atual, e outros que o defendem por interesses dos mais diversos, alguns evidentemente pouco abonadores.

Este ensaio pretende fazer algumas conjecturas, em um ambiente de correlação de forças, entre os “agentes de conservação” que dominam e procuram manter de todas as formas o poder hegemônico no futebol brasileiro e os “agentes de transformação”, que clamam pelas mudanças.

É bom deixar claro que não é nossa intenção estabelecer aqui um confronto maniqueísta entre os que representam as forças do bem contra as do mal, do certo contra o errado ou do retrógrado contra o moderno, mesmo porque, devido à complexidade do contexto e dos interesses, é comum vermos pessoas e instituições que, paradoxalmente, ora defendem teses conservadoras, ora transformadoras. Na verdade, todos nós somos um pouco assim, contraditórios, complexos, com muitas dúvidas e conflitos internos.

E é justamente neste ambiente repleto de paixões, emoções e subjetividades, onde o futebol pode representar tanto um instrumento de alienação em nossa cultura, como uma de suas mais significativas e legítimas manifestações, que não podemos querer encontrar verdades absolutas. Portanto, o que pretendemos nestas reflexões é tão somente esboçar, dialeticamente, um quadro que nos permita entender cenários e enxergar novos caminhos, ou seja, levantar alguns elementos essenciais para a elaboração de uma política que realmente busque o desenvolvimento para o futebol brasileiro.

Entretanto, é inegável que existem hoje no futebol brasileiro forças extremamente conservadoras e reacionárias que insistem na manutenção de um estado de coisas que impede o seu desenvolvimento em um padrão de excelência, ou ao menos aos níveis já alcançados por alguns outros países, e que permite colocar sob suspeita a ideia de que o Brasil possa, por alguma razão, ser considerado o “país do futebol”.

Excetuando-se os fatos de ainda sermos o único país que conseguiu ser cinco vezes campeão mundial e também o único a ter participado de todas as edições das Copas do Mundo, nada mais nos faz concluir que somos os melhores. Nem em público nos estádios, nem nas boas práticas de gestão e governança e nem mesmo naquilo que sempre nos orgulhou, a qualidade técnica de nossos jogadores e equipes.

Neste contexto vamos fazer uma avaliação dos principais atores do futebol brasileiro em seus papéis enquanto agentes de conservação e/ou transformação. Dentro de uma visão mais abrangente que percebe o futebol como um tecido que envolve – mais ou menos – a vida de toda a sociedade, uma reflexão aprofundada e crítica deveria incluir todos os seus agentes: atletas, clubes profissionais, associações e ligas amadoras, dirigentes estatutários, executivos, treinadores e especialistas diversos, CBF, federações estaduais, sindicatos, patrocinadores, mídia especializada, torcedores, telespectadores, Ministério do Esporte, agentes-empresários, empreiteiros, legisladores e tribunais esportivos, universidades, entre outros.

Porém para este estudo especificamente, vamos considerar apenas os 6 “atores” básicos que interferem mais diretamente sobre o grande negócio que se transformou o futebol. A partir da perspectiva do alto rendimento e do espetáculo consideraremos os reflexos na base e massificação desta modalidade esportiva em nosso país, buscando-se, tanto quanto possível, uma visão de conjunto.

Destacaremos os seguintes grandes atores:
1. Jogadores
2. Clubes
3. Rede Globo e empresas patrocinadoras
4. CBF e Federações
5. Mídia especializada
6. Público em geral

1. JOGADORES (profissionais e amadores) – Representam a base primordial do futebol. Sejam eles participantes de uma categoria profissional de elite ou simplesmente praticantes amadores, alegres, descontraídos e apenas comprometidos com o jogo e o prazer da brincadeira e diversão, os atletas são a própria essência desta modalidade esportiva que se tornou um fenômeno social e uma paixão mundial. Historicamente os atletas profissionais no Brasil sempre foram pressionados e levados a conviver em um ambiente que exige posturas conservadoras e, muitas vezes, alienadas.

Alguns poucos atletas se destacaram por se rebelarem contra esta situação. Dois deles, sempre lembrados por suas atitudes contestadoras, são Afonsinho e Sócrates. Temos exemplos de vários outros jogadores contestadores, mas poucos deles no sentido político, ou seja que defendiam publicamente seus posicionamentos em defesa de transformações sociais ou mudanças do “status quo” vigente na sociedade ou no futebol.

Por isso, nunca se conseguiu mobilizar grande quantidade de atletas na luta por seus direitos e, sobretudo, na superação da submissão e alienação prevalentes. Em um ambiente tipicamente opressor, as próprias entidades que representam oficialmente os atletas dividem-se entre conquistas e melhorias pontuais e a total submissão aos poderes dominantes, característica das instituições futebolísticas. Recentemente surgiu um movimento, chamado de Bom Senso F.C., liderado por alguns atletas de elite e que defendem mudanças radicais que beneficiariam não só os jogadores das principais equipes, como também a imensa maioria de cerca de 80% que recebe até três salários mínimos. Trata-se de um fato novo e que merece atenção.

Centenas de atletas firmaram o seu apoio ao movimento, defendendo mudanças em diversos setores estratégicos que atuam no futebol. Seu slogan é “Por um futebol melhor para quem joga, para quem torce, para quem apita, para quem transmite, para quem patrocina. Por um futebol melhor para todos.”.

2. CLUBES – Assim como a família é considerada a “célula máter” da sociedade, dando suporte ao desenvolvimento da criança e do adolescente, o clube pode ser considerada a “célula máter” do futebol, dando identidade e apoio ao desenvolvimento do atleta. O fato de serem favorecidos por uma formatação jurídica na qual são constituídos, cujos dirigentes estatutários não são remunerados, fizeram com que um padrão mais profissional de gestão nunca tenha sido considerado com a devida seriedade no futebol brasileiro.

O que prevalece nestas instituições esportivas, ainda são os desejos, intenções e interesses da presidência, diretoria estatutária e conselheiros que são, de forma geral, mais torcedores do que gestores. Dentro deste quadro cria-se um ambiente onde se acumulam dívidas trabalhistas, tributárias, previdenciárias e bancárias, com antecipações desmedidas de receitas futuras e com propostas as vezes absurdas de negociações que no fundo pretendem apenas adiar os problemas, mas que de fato só os agravam, pois algumas delas são praticamente impagáveis.

Os clubes que tentam se modernizar contratam executivos e profissionais especializados, mas paradoxalmente dão a eles pouco poder decisório. Continuam pagando salários fora da realidade, gastando muito mais do que as receitas permitem, servindo de “vitrine” para atletas (“commodities”) pertencentes a agentes (e parceiros ocultos) que possuem fatias expressivas, quando não a totalidade dos direitos econômicos dos principais jogadores, cenário este que exige urgentemente de uma regulamentação.

No setor técnico, às vezes o treinador tem algum poder, mas que está diretamente relacionado aos resultados imediatos de campo. Quando sua equipe perde alguns jogos, ele igualmente perde o poder e, na sequência, o emprego. Aliás, esta lógica serve também para os projetos e planos de ação que são realizados, geralmente, com foco exclusivo no curto prazo, sem decisões tomadas à partir de um planejamento estratégico consistente da própria instituição.

Este cenário faz com que o clube viva de suas rotinas tradicionais, sem integração entre as suas dimensões políticas, administrativas e técnicas e, consequentemente, com ações que mudam conforme o andamento dos resultados de campo de sua equipe principal. Assim, trabalhos mais profissionais e competentes que incluam diagnósticos dos fatores internos e externos, elaboração e execução de cuidadoso planejamento estratégico, projetos e planos de ação de curto, médio e longo prazos, ações estratégicas, administrativas, técnicas e operacionais, completadas com avaliações e controles rigorosos de desempenho, são apenas reflexões futuristas ou utópicas para a maioria dos clubes brasileiros.

3. REDE GLOBO E EMPRESAS PATROCINADORAS – Em conjunto, dentro do modelo econômico globalizado vigente, constituem-se no grande pilar de sustentação do futebol brasileiro enquanto espetáculo e negócio. Por razões óbvias, o grande interesse das empresas é o lucro. Portanto, cobrar maior participação delas em relação aos problemas de todos os 641 clubes profissionais brasileiros e seus respectivos 18 mil jogadores soaria como ingenuidade. Esta deveria ser uma obrigação e prioridade da CBF e Federações Estaduais, que são instituições sem fins lucrativos.

As empresas com maiores recursos, via de regra, têm interesse nos clubes que podem agregar valor imediato às suas iniciativas de patrocínio. Embora perfeitamente exequível, não há ainda nem visão estratégica, nem condições concretas para que investimentos consistentes e de longo prazo sejam feitos com os clubes menores.

A Rede Globo, especificamente, possui grande poder e influência como formadora de opinião dentro da cultura brasileira e é hoje provedora fundamental de receitas para os principais clubes do país. Estes, devido ao seu próprio modelo constitutivo e de gestão tradicional, se tornaram reféns das próprias receitas dos direitos televisivos. Diante deste quadro distorcido e/ou desequilibrado, todos os outros atores acabam sendo influenciados, tendo que se adaptar conservadoramente a esta realidade.

De forma sistêmica, até mesmo as demais empresas patrocinadoras acabam tendo que se ajustar aos princípios comerciais estabelecidos pela detentora dos direitos de transmissão. Também no afã de “premiar” os clubes com maiores torcidas e consequentemente, que propiciam maiores audiências, estabelece-se uma correlação de forças nefasta em termos competitivos entre as equipes, estimulando práticas menos saudáveis e justas no futebol como um todo.

Alguns analistas afirmam que está em andamento no Brasil um processo de “espanholização” do futebol, onde poucos clubes recebem boa parte dos recursos dos patrocinadores, abrindo distâncias extremamente desiguais entre as equipes em termos de competitividade.

4. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL (CBF) E FEDERAÇÕES ESTADUAIS – São associações de direito privado, de caráter desportivo, e que dirigem o futebol brasileiro, em nível nacional e estadual, respectivamente. Conforme o seu estatuto – Capítulo I, Art. 5o. – a Confederação Brasileira de Futebol tem como um dos seus fins básicos “administrar, dirigir, controlar, fomentar, difundir, incentivar, melhorar, regulamentar e fiscalizar, constantemente e de forma única e exclusiva, a prática de futebol não profissional e profissional, em todo o território nacional”.

Deve também “colaborar para o funcionamento e desenvolvimento das Federações filiadas e entidades de prática do futebol, proporcionando-lhes assistência técnica e financeira”. Em conjunto, portanto, deveriam ser as principais responsáveis pela implantação e implementação de uma abrangente política para esta modalidade desportiva em nosso país, nas dimensões do alto rendimento, educacional e social. CBF e Federações Estaduais poderiam ser as grandes coordenadoras do processo de desenvolvimento do futebol brasileiro, seguindo o exemplo do que já consegue fazer com sucesso a Uefa em relação aos seus 53 países filiados, e cuja complexidade em nada pode ser considerada menor que administrar o futebol no Brasil.

Entretanto, quer seja por falta de visão, quer seja por interesses particulares ou mesmo escusos, a verdade é que, apesar de nosso inegável potencial, estamos muito distantes de medidas efetivas capazes de resgatar o futebol brasileiro a patamares que permitam almejar a hegemonia do futebol mundial.

Voltando ao estatuto, podemos constatar que o seu Artigo 6o. é bem claro quando diz que: “a CBF não tem objetivos lucrativos, devendo aplicar suas receitas e recurso financeiros na realização de suas finalidades, bem como na organização, na administração, na divulgação e no fomento do futebol.” Basta, enfim, uma análise superficial para perceber que tanto CBF quanto as Federações Estaduais não cumprem as suas próprias finalidades. Pelo contrário, além deste descumprimento, com uma estrutura institucional jurídica que as protegem, seus dirigentes conseguem se eternizar no poder, propiciando pouquíssimas possibilidades para transformações mais democráticas e modernizadoras.

Em um balanço atual, estima-se que a CBF tem um faturamento anual bruto próximo de R$ 350 milhões, com lucro líquido em torno de R$ 75 milhões, o que daria, por si só, para subsidiar grandes mudanças e estruturar toda a pirâmide de sustentação do nosso futebol. Hoje são distribuídos valores e benesses da CBF para as Federações e destas para os clubes, com contrapartidas mais relacionadas e preocupadas com a manutenção da estrutura de poder do que com o desenvolvimento do futebol propriamente dito.

5. MÍDIA ESPECIALIZADA – Na sociedade de consumo do mundo contemporâneo em que vivemos, a imprensa de forma geral tem se destacado não só como meio de comunicação e expressão que reforça, de diversas maneiras, a identidade sociocultural de um povo, como também exerce um papel preponderante – para o bem e para o mal – em diferentes dimensões da esfera pública.

Neste sentido, o jornalismo esportivo brasileiro tem se destacado, em particular através do futebol, enquanto entretenimento, espetáculo e prática social. Apesar desse esporte ser reconhecidamente uma das mais expressivas manifestações da nossa identidade nacional e que possui, além de tudo, um inegável caráter unificador (de uma comunidade ou nacionalidade), este fenômeno pode também ser visto simplesmente como uma mercadoria, e assim ser explorado por diversos segmentos, inclusive pela própria mídia especializada.

Neste ponto, pode-se perceber, de um lado, uma forte tendência ao exercício da modalidade de jornalismo esportivo opinativo, com pouca preocupação realmente informativa e investigativa, que deveria ser a essência do próprio jornalismo, de forma geral. O que se observa, muitas vezes, é tão somente a valorização do processo de espetacularização do evento esportivo e a consequente veiculação das marcas, que não raramente são confundidas com alguns jornalistas, adeptos do merchandising.

Como forma de entretenimento, percebe-se uma tendência onde cada vez se fala menos de futebol e mais de superficialidades. Como nos ensina o sociólogo francês Pierre Bourdieu: “As notícias de variedades consistem nessa espécie elementar, rudimentar, da informação que é muito importante porque interessa a todo mundo sem ter consequências e porque ocupa tempo; tempo que poderia ser empregado para dizer outra coisa. E se minutos tão preciosos são empregados para dizer coisas tão fúteis é porque as futilidades têm o papel de esconder os assuntos que deveriam ser debatidos. Ora, ao insistir nas variedades, preenchendo esse tempo raro com o vazio, com nada ou quase nada, afastam-se as informações pertinentes que deveria possuir o cidadão para exercer seus direitos democráticos.”

De outra parte, entretanto, é possível observar um jornalismo esportivo mais crítico, combativo e investigativo, que longe de ser hegemônico – e nos limites de nossa ainda frágil democracia – é, contudo, capaz de fazer contrapontos significativos com esta visão, estabelecendo-se aí uma correlação de forças que, de certa forma, influencia a opinião pública.

6. PÚBLICO EM GERAL – O futebol é um fenômeno sociocultural e esportivo admirado por milhões, praticado por muitos, mas – em especial no Brasil – ainda infelizmente estudado por muito poucos. Por seu significado e expressão simbólica em nossa cultura, tentar entender o envolvimento do público em geral com esta modalidade esportiva é tentar entender a própria sociedade. Embora o futebol tenha historicamente começado há mais de 100 anos em nosso país como uma prática elitista e que só se popularizou definitivamente em meados do século XX, a verdade é que uma de suas características mais marcantes é que atualmente ele é apreciado por grande parte da população em praticamente todas as camadas sociais.

Isto quer dizer que haverá sempre simpatizantes e torcedores de futebol em qualquer nível social e/ou educacional, seja entre os pouco mais de 10% dos brasileiros que conseguem completar um curso superior, seja entre os quase 10% de analfabetos, ou ainda seja entre os cerca de 30% (ou seria 40%?) de nossa população enquadrados como analfabetos funcionais.

É, portanto, natural e perfeitamente compreensível que esta modalidade, apelidada pelos ingleses como “the beautiful game”, reflita todos as injustiças, conflitos e contradições da sociedade como um todo. Não há, portanto, um padrão monolítico de torcedores. No seu conjunto eles podem ser apaixonados, passionais, agressivos, sensíveis, violentos, lógicos, racionais, críticos, solitários, enturmados, festeiros, organizados ou desorganizados. E haverá sempre, em última instância, desde aqueles que se identificam mais com causas conservadoras e reacionárias até aqueles que gostariam de se engajar em causas inovadoras e contemporâneos e que beneficiariam todos que apreciam o futebol bem jogado.

Qualquer plano que pretenda estabelecer uma política séria para o futebol brasileiro deveria conhecer melhor o seu público, que no caso são homens e mulheres, crianças e adolescentes, que torcem, assistem, jogam, participam, ouvem, leem, falam e discutem o futebol.
***

Que bom seria para o Brasil se conseguíssemos nos próximos anos reunir todas as forças que querem mudanças conjunturais e estruturais para o nosso país de uma forma geral, e dentro deste contexto, almejassem também mudanças no próprio futebol, através de um plano nacional de desenvolvimento, integrando estas forças no sentido de se valorizar este extraordinário patrimônio da humanidade que tanto significado tem para nós brasileiros!

Afinal, um futebol melhor, dentro de um país melhor, pode significar a contribuição brasileira para um mundo melhor!

Ou isto significaria sonhar o impossível?
“Alguns homens veem as coisas como são, e dizem ‘Por quê?’
Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo ‘Por que não?’”
(George Bernard Shaw)

*João Paulo Medina é Diretor da Universidade do Futebol

Bom Senso F.C.

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“É preciso pensar o futebol de forma sistêmica. Não se pode acreditar que todos os problemas serão resolvidos só com a mudança de calendário.”

‘O Bom Senso F.C., movimento que surgiu prioritariamente com o objetivo de reunir atletas e demais profissionais do futebol que compartilham a preocupação com o atual cenário futebolístico brasileiro e seu futuro, decidiu ser uma voz única para propor, sugerir e promover melhorias que potencializem a qualidade do espetáculo, a gestão profissional, a saúde física dos atletas e a estabilidade financeira de centenas de clubes e milhares de jogadores.

Os cinco pontos citados neste documento visam auxiliar, de forma propositiva, as entidades que regem o futebol no Brasil, fornecendo ideias, dados e experiência prática de quem está no “front de batalha”. Encontrar um equilíbrio na quantidade de jogos que preserve, ao mais alto grau possível, a integridade física dos atletas e permita que, com pré-temporadas racionais, treinamentos adequados, período de férias suficiente, entre outros cuidados, os atletas possam jogar na plenitude de suas potencialidades ou possibilidades é tarefa de todos os envolvidos e interessados em promover o futebol brasileiro, especialmente da CBF.

Buscar condições efetivas para que os clubes, principalmente os de médio e pequeno portes, possam jogar durante toda a temporada, permitindo que os jogadores consigam exercer a sua profissão de forma digna e, ao mesmo tempo, atraente ao público, para que, estrategicamente, se sustente a base que fornece jogadores para o mais alto escalão de rendimento é tarefa de todos os envolvidos e interessados em promover o futebol brasileiro, especialmente a CBF.

A criação do fair play financeiro é uma forma de proteger o futebol como patrimônio nacional e garantir sua sustentabilidade a longo prazo, assim como implantar a participação de atletas, treinadores e executivos no Conselho Técnico da CBF também é tarefa de todos os envolvidos e interessados em promover o futebol brasileiro, especialmente da CBF. Respeitar e buscar estes aspectos é ter bom senso e, sem dúvida, ajudará os campeonatos à encontrem um equilíbrio saudável para os profissionais, para os clubes, para os patrocinadores e para os torcedores.’

Bom Senso FC

Além de fazer parte deste momento importante do futebol brasileiro, sem dúvida alguma é muito gratificante poder compartilhar ideias, propostas e conhecimento com profissionais do nosso esporte, em especial, com os atletas ligados ao Bom Senso F.C., que em plena atividade por seus clubes, dedicam um tempo sincero na reflexão de um futuro melhor para o nosso futebol, com coragem e inteligência.

Infográfico do Bom Senso FC

                                                                                                                                                                                           Fonte: Folha

Para baixar o documento completo do Dossiê do Movimento Bom Senso F.C., clique no link abaixo:

DOSSIÊ VERSÃO FINAL

Empreendedorismo de Alto Impacto

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por Nizan Guanaes

O Mundo precisa gerar centenas de milhões de empregos, uma demanda que não pode ser atendida sem o empreendedor de alto impacto. Gente que começa numa garagem e em dez anos constrói um bicho do tamanho da Apple.

Esse espírito fundou as nações e sustenta o desenvolvimento.

Dois amigos italianos saíram de uma pequena cidade da Itália: um deles veio para o Brasil e fundou o império Matarazzo; o outro foi para os EUA e criou o Bank of America.

A cidade de Alepo, na Síria, nos deu os Safras e os Slim. Esses homens não tiveram vantagens, passaram o diabo, essa cidade não tem pó de pirlimpimpim na água.

O que eles têm é visão, capacidade de trabalho, capacidade de relacionamento e uma chama interior chamada entusiasmo.

O sr. Waldemar Verdi tem mais de 90 anos e foi eleito em 2009 o Empreendedor do Ano. Como ele trabalha no mesmo prédio que eu, encontro-o todos os dias na hora do almoço. É um homem rico, tem um filho muito competente, não precisaria trabalhar, mas está lá todos os dias.

Levei meu filho para vê-lo receber o prêmio. Foi emocionante. Admiro demais esses homens, a quem o dinheiro não amoleceu. Porque são mais do que empresários -são empreendedores.

Quem lidera esse movimento de empreendedorismo de alto impacto no mundo é a Endeavor.

Ela analisa em cada país que opera projetos de empreendedores, seleciona-os com rigor e depois ajuda os escolhidos a ter acesso a investidores, a “networking”, à orientação de megaempreendedores de cada país. O resultado é fantástico.

Hoje as empresas que nasceram com a Endeavor geram US$ 5,4 bilhões por ano. Em muitos países, os empreendedores Endeavor já são 1% do PIB. Em 2025, vão gerar US$ 85 bilhões por ano no mundo e milhares de empregos.

É por isso que Thomas Friedman, colunista do “Times”, diz que a Endeavor é o melhor programa antipobreza que existe. Porque o empreendedor já é uma organização não governamental. Não consigo ver maior ação social do que gerar empregos, dar futuro a milhões. Empreendedorismo é a nova filantropia.

Seria muito melhor se os bilionários americanos emprestassem empreendedores pelo mundo em vez de doarem dinheiro. É evidente que não se pode menosprezar a generosidade desses homens. Ela é digna do nosso respeito. Mas, se eles colocassem US$ 1 bilhão na Endeavor, poderiam ter impacto social maior.

Não faço parte da Endeavor, mas trabalho para ela na área de comunicação global, voluntariamente.

Dar tempo é mais complicado do que dar dinheiro -e dou meu tempo com entusiasmo.

Existe um ditado que diz: “Um homem sensato se adapta ao mundo, convive com a realidade, e o homem insensato se rebela contra os fatos”.

É por isso que o avanço da humanidade se deve aos homens insensatos. Ao sujeito que, sentindo frio, inventou o fogo. Ao sujeito que, se sentindo só, inventou o tambor. Ao sujeito que, para colocar processo na construção de linha de trem, inventou a administração.

Esse homem insensato é o empreendedor, e é desse espírito que, em tempos de descrença e de crise, o mundo mais precisa. O empreendedorismo de um sujeito que venceu na vida trabalhando duro de manhã, à tarde e à noite, porque teve visão, inovação, dedicação. Criou tudo isso para gerar riqueza e desenvolvimento, não para ter um palácio. Não precisa viver com culpa, como um monge, mas não precisa ofender o mundo com fausto.

Ele tem de ser uma luz, uma inspiração e um exemplo.

E, depois de trabalhar muito, sabe o que um empreendedor faz? Ele acorda, vai trabalhar cedo, mas para enriquecer outros e outros e outros, para treinar as novas gerações dentro da sua empresa, para incentivar o empreendedorismo na sociedade, para usar seu talento executivo em áreas que tanto precisam dela, como culturais e sociais. Nesse momento, o empreendedor é mais empreendedor ainda, pois é um empreendedor social.

Convido o leitor a conhecer e a apoiar o trabalho da Endeavor. E a espalhar a consciência de que a reengenharia de um mundo novo está nas mãos calejadas e incansáveis dos empreendedores.

A Profecia de Nostradamus Colorada

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do Jornal Zero Hora, por Diogo Olivier

No já distante começo do milênio, no ano 2000, João Paulo Medina ( * ) era coordenador técnico no Beira-Rio. Tratava-se de uma iniciativa pioneira, na gestão do presidente Fernando Miranda. Medina era um profissional remunerado, cuja missão parecia mesmo milagrosa: integrar todas as áreas do clube e reorganizar os processos das categorias de base, como forma de preparar o futuro. Isso tudo sem dinheiro, que os anos 90 foram medonhos nesta área para o Inter.

Medina é um homem cordato, intelectualizado, incapaz de uma grosseria. Duvido que tenha matado uma mosca, mesmo no auge de um acesso de raiva. Então, a certa altura do campeonato, Medina arriscou-se numa frase que o marcaria a ferro e fogo para sempre na Província de São Pedro:

– O que estamos fazendo no Inter não é para dar resultado agora. É para cinco ou seis anos.

Faltou pouco para a insurreição. A torcida, marcada de cicatrizes após quase 20 anos de derrotas, não aceitou ter que esperar tanto tempo — ainda mais sem garantias. Colorados ilustres se opuseram em público. A imprensa registrou a gritaria toda, criando um clima de insatisfação.

Expressões como “planejamento” ou “trabalho multidisciplinar”, hoje corriqueiras entre profissionais remunerados como Rodrigo Caetano, viraram chacota. Medina não teve outra saída senão deixar o Inter. Hoje, uma década depois, ele brinca:

– Não sou Nostradamus, mas acertei na mosca. Cinco, seis anos depois o Inter começou a vencer. Fui incompreendido, mas não guardo mágoa. Entendo a torcida e mesmo a imprensa. Reconheço méritos em quem veio depois da gente, mas fico feliz de ter acertado — diz Medina, 62 anos, que depois do Inter trabalhou na Arábia Saudita e, hoje, pilota uma consultoria esportiva com atuação nos Estados Unidos e Brasil.

Medina lembra dos tempos de penúria com alguma dor, mas suaviza o tom crítico, bem ao seu estilo lorde inglês:

– As vendas de Rochemback por US$ 12 milhões e Lúcio por US$ 9 milhões só pagaram dívidas. Ouvi que deixamos o vestiário vazio: deixo isso por conta da natural disputa política do clube. Lembro de quando Pato, Daniel Carvalho e Nilmar chegaram ainda meninos, como parte do nosso trabalho na base. Mas ninguém sabia quem eram estas jóias naquela época, é claro.

Pode haver controvérsias de entendimento no que diz Medina, é claro, mas é interessante ouvi-lo 10 anos depois. É um bom debate

* João Paulo S. Medina é o idealizador da Universidade do Futebol

A Evolução do Ensino da Matemática no Brasil

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Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação,datilografia…

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.

Segue o relato de uma Professora de Matemática:

“Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos

olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?

( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2011 vai ser assim:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, homosexual, portador de necessidades especiais, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00″

Futebol no Brasil é Paraíso para Lavagem de Dinheiro

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“Brasil é paraíso para lavagem de dinheiro, diz Fifa”

Via Estado de S. Paulo

Transferências de jogadores que não existem, clubes fictícios e dinheiro de origem obscura. Em um raio X preocupante, a Fifa admite abertamente pela primeira vez que o futebol no Brasil e em toda América do Sul se transformou em um paraíso para a lavagem de dinheiro. Nas palavras da entidade, o mercado de jogadores vive uma “lei da selva, sem controle”.

Para acabar com esses esquemas fraudulentos, a Fifa dará até outubro para que todos os clubes do mundo passem a registrar compra e venda de atletas em um sistema eletrônico que dá à entidade amplos poderes para monitorar as transações internacionais. No Brasil, escolinhas de futebol, fundos de investimentos e mesmo empresas como a Traffic poderão ter dificuldades para se adaptar.

Pelas estimativas da Fifa, entre 20 mil e 30 mil jogadores saem de seus países por ano em um mercad o avaliado em bilhões de euros. Tudo sem qualquer controle. “O futebol é um dos últimos setores no mundo em que uma movimentação enorme de dinheiro ocorre internacionalmente sem qualquer controle. Agora, decidimos que essa era está chegando a seu fim”, afirmou Mark Goddard, gerente geral do Sistema de Transferência da Fifa, o novo mecanismo eletrônico que promete revolucionar a administração do futebol.

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Olimpíadas no Rio em 2016

Não sei se Rio ou se choro…

Copa em 2014… Olimpíadas em 2016…
Mas que oportunidade para fazermos do esporte uma contribuição significativa a favor da educação, da cultura e da cidadania em nosso país, hein?

Um verdadeiro legado para as gerações futuras.

A Torre de Babel

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O Esporte e a Educação, infelizmente, não fazem tabelinha em nosso país.

Via Blog do Cruz

Em dezembro do ano que vem termina o governo do Presidente Lula. Em oito anos, o ministro do Esporte, Orlando Silva, viajou Brasil afora. E pelo mundo também. O mesmo ocorreu com o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Mas os ministros não conseguiram atravessar o canteiro central da Esplanada dos Ministérios para dialogar sobre um assunto comum às duas pastas, o esporte na escola, como instrumento de apoio à formação educacional dos jovens.

Em duas ocasiões, os ministros foram convidados, pela Câmara e Senado, para debaterem sobre o assunto. Não compareceram.

Namoro e deboche

Quando ministro da Educação, logo no início do governo Lula, o hoje senador Cristovam reuniu-se com o então ministro de Esporte, Agnelo. “Era o começo de um namoro” brincou o senador, há poucos dias, durante encontro com Orlando Silva.

– E no que deu tal namoro? – indagou Cristovam.

“Não passou de um flerte”, resumiu o ministro, com um sorriso algo assim, um deboche.

Realidade

Conto estas passagens para mostrar a realidade do esporte educacional no país, onde temos fartura de instituições, como mostrarei abaixo.

Falta, porém, quem lidere o diálogo para termos um ponto de partida nessa discussão sobre o desporto escolar, tema que envergonha as instituições do governo pela omissáo e falta de iniciativa.

E o que temos, afinal?

a) em nível do Executivo

Ministério do Esporte

Secretaria Nacional do Esporte

Conselho Nacional de Esporte

Fórum Nacional de Gestores e Secretários do Esporte

Conferência Nacional do Esporte (duas edições, em sete anos)

Comissão Nacional de Atletas (desativada)

b) em nível do Legislativo

Comissão de Turismo e Esporte da Câmara dos Deputados

Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal

Frente Parlamentar do Esporte

c) Sistema Nacional do Esporte (Lei Pelé)

Comitê Olímpico Brasileiro

Comitê Paraolímpico Brasileiro

Confederações esportivas

Confederação Brasileira de Desporto Universitário

Confederação Brasileira de Desporto Escolar

Comissão Desportiva Militar do Brasil

Federações esportivas (estaduais)

Clubes

Atletas

d) Iniciativas privadas

Conselho Nacional de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos

Congresso Brasileiro de Clubes

Confederação Brasileira de Clubes

Fórum Nacional de Gerentes e Gestores de Clubes

Fórum Nacional de Profissionais do Esporte de Clubes

É a Torre de Babel do esporte.

     

Vossas Excelências?

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Duas razões que podem explicar o comportamento cada vez mais descarado de nossos políticos:

1) Nosso povo é bunda-mole acomodado e acredita que na política, as coisas são assim mesmo.

2) Brasília fica muito longe.

Se a vergonha se transformasse em vontade de mudanças e se o lugar onde se faz política estivesse mais próximo dos grandes centros, duvido que ainda estariam no comando do país pessoas como Renam Calheiros, Agaciel Maia e Fernando Collor.

Há 40 Anos

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1969

No Futebol…

… Pelé fazia o milésimo gol.

… o estádio Beira Rio era inaugurado.

… Tostão era o artilheiro das Eliminatórias para a Copa do Mundo no México.

… desfilavam craques pelos gramados do país: Leivinha, Almir, Rivellino, Pelé e tantos outros.

… o Estudiantes da Argentina era campeão da Libertadores.

Fora das Quatro Linhas…

… os Beatles faziam seu último show, no terraço do prédio de sua gravadora.

… o mundo via o homem pisar na Lua.

… o Ato Institucional nº 5 dava poderes extraordinários ao Presidente da República do Brasil.

… o escritor José Sarney publicava o livro “Norte das Águas”, que contava as desgraças das vítimas do sistema político.

O Futebol é o Retrato de um Povo


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Quer entender sobre um determinado país? Entenda primeiro a estrutura do seu futebol.

O futebol é uma das mais genuínas expressões de um povo.

É o retrato mais fiel de sua cultura, sua política e, por que não dizer, de seus governantes.

Analisando o que acontece dentro e fora das quatro linhas, podemos conhecer e detectar diversas características de uma região, e até mesmo, de um país.

Foram sete os países campeões do mundo até agora, e cada um deles possui características muito particulares no futebol, que denunciam os traços e perfis de seus representantes, de jogadores a gestores, de cidadãos a Chefes de Estado:

PAÍS 1

Futebol técnico, provocativo e muito aguerrido. Possui uma das torcidas mais apaixonadas do mundo e tem representantes de seu futebol nos principais clubes do planeta. Contudo, não é exemplo de organização, mesmo tendo uma das federações mais antigas do mundo. A violência nos estádios e a fraca estrutura dos clubes são constantes negativas em sua história. O pouco avanço na busca de mudanças significativas na gestão do esporte pode estar ligada a baixa renovação no alto comando do futebol: o atual presidente da federação deste país está há 30 anos no cargo.

PAÍS 2

Futebol técnico, criativo e que se aproxima da arte. Há décadas que sua principal marca no exterior é o futebol praticado dentro de campo. Fora dele, acompanha a cultura de um país também campeão, só que em corrupção, onde atos secretos para nomeações e mudanças em leis e estatutos são praticados quando o assunto é manutenção do poder. Estádios inseguros, violência entre torcidas e clubes endividados são fatores do cotidiano da bola. Em função disto, seus clubes tem pouca representatividade internacional e não chegam a estar entre as equipes preferidas de torcedores de mercados como Japão e China, por exemplo. O presidente de sua confederação também está no cargo há mais de 20 anos. Sua torcida é alegre e conformada, pois acredita que no futebol e na política, as coisas são assim mesmo.

PAÍS 3

Futebol elegante, dinâmico e caracterizado pela forte marcação. É um dos principais detentores de títulos mundiais por seleções e possui um dos mais tradicionais campeonatos nacionais de clubes do mundo, atraindo atletas de várias nacionalidades. Mesmo sendo o atual campeão mundial por seleções, se vê numa das maiores crises financeiras e morais de toda a história, com estádios semi-vazios, clubes se desfazendo de seus principais atletas para pagar dívidas e escândalos de suborno. Read More

Deus Castiga

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Para quem é leitor deste blog, sabe que procuro ampliar as reflexões sobre o universo do futebol ao escrever sobre diferentes ângulos e dimensões deste esporte.

No entanto, neste post, prometo falar de futebol exclusivamente sob a dimensão espiritual:

Investidores e Banqueiros que mentem sobre projetos de longo prazo e que adoram se intrometer na área técnica ao sentir o cheiro do vestiário: Deus castiga!

Diretores de clubes que gostam de investir seu dinheiro nos direitos econômicos dos atletas de seu próprio clube: Deus castiga!

Técnicos e outros profissionais da bola que se esquecem de pessoas que as ajudaram a conquistar uma posição melhor: Deus castiga!

Jornalistas que abdicam do juramento da profissão e passam a atacar profissionais do futebol por interesses financeiros pessoais próprios ou da Instituição em que trabalham: Deus castiga!

Atletas que acreditam estar acima do bem e do mal e esquecem que dinheiro não leva desaforo: Deus castiga!

Presidentes que misturam a gestão de seus clubes com suas vidas particulares: Deus castiga!

Políticos que usam clubes de futebol para projetos de vida pessoal: Deus castiga.