Ingredientes Humanos Essenciais para o Sucesso
Quando a ciência por si só não é suficiente
“O futebol continua a querer ser a arte do imprevisto. De onde menos se espera chega o impossível, o anão dá uma lição ao gigante e um negro mirrado e de pernas tortas faz do atleta esculpido na Grécia um tonto”.
(Eduardo Galeano, Futebol: Sol e Sombra)
E da mesma forma, que o executivo do futebol, gestor profissional ao pé da letra, nem sempre é a solução de todo o mal do esporte bretão e resposta imediata para o sucesso.
Se Andrés Sanchez fosse um executivo, praticante árduo das ciências administrativas, dificilmente a liga entre Ronaldo e Corinthians teria acontecido. Os torcedores e o presidente corinthiano caíram nas graças do recém contratado e o mesmo aconteceu com o atacante.
Ronaldo encantou-se com o ambiente: o de trabalho e o fora dele, e que muitas vezes era ciceroneado pelo próprio presidente.
Tenho dúvidas se um executivo da bola, profissional na acepção da palavra, entenderia a importância desta ligação, ou se saberia construir esta fina argamassa das relações humanas que não se enxerga a olho nu.
Na verdade, tenho a impressão que um gestor frio e calculista dificilmente investiria num atleta com histórico de lesões como o de Ronaldo e que vinha há anos produzindo muito pouco ou quase nada.
Mas é fato que tal modelo de gestão vem funcionando no curto prazo, embora ninguém possa garantir que continuará funcionando também no médio ou longo prazo. Ou seja, esta ‘fórmula’ não é garantia alguma de sucesso a ser reeditado.
Outro aspecto interessante deste ‘fenômeno’ é a compreensão de que o atleta não é apenas um feixe de músculos que é medido através da interpretação fria dos resultados das avaliações físicas e fisiológicas (dobras cutâneas ou percentuais de gordura incluídos).
Ronaldo (aliás todo atleta) é um ser humano único, sensível, emotivo, que ri, que chora, que sente dores e tem, enfim, necessidades biológicas, psicológicas, sociais e espirituais que precisa ser bem compreendido, mesmo que de forma apenas intuitiva.
Talvez, se estivesse com quatro ou cinco quilos a menos, não estaria tão à vontade, descontraído e feliz. Portanto, provavelmente poderia não ser tão eficiente quanto é (está) hoje.
Para este tipo de compreensão, há que ter muita intuição… e esta, não se estuda nos livros.
Como nos ensina Albert Einstein “não há ciência sem imaginação”. E assim como não pode haver prática sem teoria, também não pode existir teoria que não tenha inspiração na prática.
E é a persistente capacidade de surpreender do futebol que torna Ronaldo um de seus mais genuínos representantes.




As gestões são de curto prazo.
E alguém tem que ganhar.
Quando ganha: Está tudo certo.
Quando perde: Está tudo errado.
Pena, apenas, de quem acaba com dor de cabeça quando lê um texto como este e acha que é excesso de “filosofia”
Me preocupa quando a tentativa de sintetizar o resultado em dois extremos, gera audiência, mas não educa, valoriza o individual em detrimento do coletivo e do conhecimento, principalmente no futebol, sem dúvida nenhuma foi a falta de profissionalismo de um lado com o extremo profissionalismo do outro, ou a equipe que fez dar certo não tem valor? De fato a ignorância ou a emoção faz com que tomemos decisões que depois temos que encontrar que de conta. Parabéns a equipe de profissionais. “não sabendo que podiam foram la e fizeram!”. profissionais conseguem transformar em
Quanta Filosofia………………..