Só o futebol é capaz de fazer a majestade bater palmas para o plebeu de toalhas…
A Rainha Sofia da Espanha agradece ao zagueiro Puyol, ainda de toalhas nos vestiários, pelo acesso à primeira final de Copa do Mundo de seu país.
Só o futebol é capaz de fazer a majestade bater palmas para o plebeu de toalhas…
A Rainha Sofia da Espanha agradece ao zagueiro Puyol, ainda de toalhas nos vestiários, pelo acesso à primeira final de Copa do Mundo de seu país.
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Alguém já mandou algum juiz apitar jogo de botão?
Eu já. O Dunga também.
Não estou desmerecendo o nobre esporte bretão de botão… longe disso. Aliás, esporte de mesa apaixonante que me traz saudosas recordações nos confrontos com meu irmão.
Por exemplo, do “homem-gol”, o camisa 11 do Vitória. Seu poder ofensivo era inacreditável. Bastava encostar a palheta com certa habilidade que a bolinha de feltro tinha endereço certo: as caprichosas redes de filó do meu Estrelão.
Mas voltando ao “xingamento”, mandar o juiz apitar jogo de botão era o meu teste de autoridade preferido nos tempos em que eu era bom de bola.
Lembro-me até de uma passagem, onde o treinador do selecionado sub-14 em que jogava, procurando inibir seus atletas a não tomar cartões, repetiu por diversas vezes no vestiário que para aquele jogo em especial, não existiria cartão vermelho. O cartão amarelo seria o suficiente para irmos pro chuveiro mais cedo.
Como as regras sobre cartões mudavam quase sempre para as categorias de base, achei normal o reforço do treinador.
Lá pela metade do primeiro tempo, após algumas botinadas dos zagueiros adversários, me levantei de mais uma falta e encarei o juiz lhe perguntando se não tinha cartão…
Cinicamente, o árbitro veio ao meu encontro e me presenteou com o cartão amarelo. “Tem sim! Esse é só pra você…” – disse o homem de preto.
Recordando-me da preleção do treinador e já me imaginando no chuveiro, educadamente solicitei ao digníssimo que fosse apitar jogo de botão.
E para a minha surpresa, um outro cartão saiu do bolso esquerdo do peito do árbitro, agora da cor vermelha.
Foi o suficiente para eu encarar o juiz com cara de bobo, abaixar a cabeça, seguir pro vestiário e tomar um banho refletindo se o meu treinador estaria preparado ou não para comandar o “homem-gol” no meu Estrelão.
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A semana passada foi bem incomum por aqui.
Primeiro, que não pude dedicar-me o quanto gostaria, em função de um extenso projeto de pesquisa para seleção de mestrado.
E segundo, porque o último post O Cambista-Oficial da Copa do Mundo rendeu além de milhares de acessos, um relativo trabalho em retornar as dezenas de emails e comentários de indignação com a denúncia.
E para começarmos bem a semana, publico um maravilhoso anúncio espanhol do Atlético de Madrid, que retrata a Guerra Civil de 1937 e o poder do futebol em mudar as coisas.
Apreciem!
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Veneno Remédio, O Futebol e o Brasil, José Miguel Wisnik.
Companhia das Letras, 2008.
Uma análise feita em detalhes sobre o futebol e a sua relação com o Brasil. O autor trata desde questões históricas, antropológicas, sociológicas e de construção da cultura e do modo de vida do país. O livro é uma das obras mais completas que lida com temas pouco desenvolvidos sobre o assunto, fazendo analogias e lembrando de autores que já haviam notado a relevância do futebol para o Brasil.
Além de demonstrar a importância da modalidade para a criação de uma cultura particular e única no planeta, José Miguel Wisnik também conta como o esporte pode e deve ser enxergado como um objeto de estudo.
“Veneno remédio: o futebol e o Brasil” une, de maneira exemplar, a simplicidade de um linguajar claro com a erudição de autores, compositores, filósofos, músicos, artistas, etc. Exatamente como a modalidade nos campos brasileiros, juntando a simplicidade de jogar com lances magistrais.
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Bobby Robson (1933-2009), um dos mais carismáticos nomes do futebol inglês e o homem que “apadrinhou” José Mourinho, morreu hoje aos 76 anos.
Faleceu hoje o treinador Bobby Robson, figura lendária do futebol inglês. Comandante da seleção inglesa nas Copas de 86 e 90 e um dos principais responsáveis pelo início da carreira de José Mourinho, morreu aos 76 anos, vítima de câncer.
Na Holanda, foi campeão pelo PSV Eindhoven que tinha como astro o brasileiro Romário. Conquistou títulos também em Portugal, com o Porto, e comandou o Barcelona, na época, de Ronaldo, entre 1996 e 1997.
A caminhada do técnico português José Mourinho com Robson começou como treinador-assistente no Sporting, prosseguiu no F.C. Porto e no Barcelona. Na hora da despedida, Mourinho diz que quer ficar com a recordação do homem de “paixão extraordinária pela vida e pelo futebol”.
1969
No Futebol…
… Pelé fazia o milésimo gol.
… o estádio Beira Rio era inaugurado.
… Tostão era o artilheiro das Eliminatórias para a Copa do Mundo no México.
… desfilavam craques pelos gramados do país: Leivinha, Almir, Rivellino, Pelé e tantos outros.
… o Estudiantes da Argentina era campeão da Libertadores.
Fora das Quatro Linhas…
… os Beatles faziam seu último show, no terraço do prédio de sua gravadora.
… o mundo via o homem pisar na Lua.
… o Ato Institucional nº 5 dava poderes extraordinários ao Presidente da República do Brasil.
… o escritor José Sarney publicava o livro “Norte das Águas”, que contava as desgraças das vítimas do sistema político.
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“One ginger Pelé
There’s only one ginger Pelé!
One ginger Pelé, there’s only one ginger Pelé!”
(Canção em homenagem a Gary Doherty, ídolo dos Spurs no início da década, cantada em ritmo de ‘Guantanamera’)
One Ginger Pelé! - Chris Parker
New Holland Publishers, 2008.
O livro desta semana é uma preciosidade trazida da Inglaterra, onde humor e cultura alternam-se durante suas 96 páginas. São os principais cânticos e canções das torcidas inglesas, divididos em várias categorias, dentre elas: atletas favoritos, atletas marcados, adversários odiados, managers etc.
Aliás, a quantidade de assuntos sobre futebol já publicados no Reino Unido é ampla e fascinante para quem busca informação e conhecimento sobre o esporte mais praticado do planeta.
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O The Sun resgatou a foto abaixo tirada em agosto de 2003. Sir Alex Ferguson apresentava suas novas aquisições: Kléberson, campeão mundial de 2002, e a promessa Cristiano Ronaldo.
O brasileiro ficou somente dois anos e proporcionou ao Manchester um prejuízo de £3,43 milhões (foi comprado do Atlético Paranaense por £5,93 mi e vendido por £2,5 mi ao Besiktas). Já o português, comprado do Sporting por £12,24 milhões, foi vendido agora ao Real por £80 milhões. Lucro de £67,76 milhões.
Kléberson começou jogando apenas 24 vezes e fez dois gols. O tablóide também lembra de outro jogador contratado na mesma época, Djemba-Djemba. O camaronês chegou do Nantes por £3,5 milhões e saiu um ano meio depois para o Aston Villa por apenas £1,5 milhão. Ao ser entrevistado, Djemba reclamou que não teve muitas oportunidades e alfinetou lembrando que, na época, Cristiano Ronaldo era torcedor do Barcelona.
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Etiquetado: História
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira é o personagem desta história.
E se um dos maiores jogadores do futebol brasileiro tivesse que pagar ingresso para jogar futebol?
E, depois disso, ainda tivesse que pular o alambrado para entrar em campo…
Papo na Área, Via Universidade do Futebol