Caderno de Campo

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Vai Apitar Jogo de Botão!

13/10/2009 · 3 comentários

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Alguém já mandou algum juiz apitar jogo de botão?

Eu já. O Dunga também.

Não estou desmerecendo o nobre esporte bretão de botão… longe disso. Aliás, esporte de mesa apaixonante que me traz saudosas recordações nos confrontos com meu irmão.

Por exemplo, do “homem-gol”, o camisa 11 do Vitória. Seu poder ofensivo era inacreditável. Bastava encostar a palheta com certa habilidade que a bolinha de feltro tinha endereço certo: as caprichosas redes de filó do meu Estrelão.

Mas voltando ao “xingamento”, mandar o juiz apitar jogo de botão era o meu teste de autoridade preferido nos tempos em que eu era bom de bola.

Lembro-me até de uma passagem, onde o treinador do selecionado sub-14 em que jogava, procurando inibir seus atletas a não tomar cartões, repetiu por diversas vezes no vestiário que para aquele jogo em especial, não existiria cartão vermelho. O cartão amarelo seria o suficiente para irmos pro chuveiro mais cedo.

Como as regras sobre cartões mudavam quase sempre para as categorias de base, achei normal o reforço do treinador.

Lá pela metade do primeiro tempo, após algumas botinadas dos zagueiros adversários, me levantei de mais uma falta e encarei o juiz lhe perguntando se não tinha cartão…

Cinicamente, o árbitro veio ao meu encontro e me presenteou com o cartão amarelo. “Tem sim! Esse é só pra você…” – disse o homem de preto.

Recordando-me da preleção do treinador e já me imaginando no chuveiro, educadamente solicitei ao digníssimo que fosse apitar jogo de botão.

E para a minha surpresa, um outro cartão saiu do bolso esquerdo do peito do árbitro, agora da cor vermelha.

Foi o suficiente para eu encarar o juiz com cara de bobo, abaixar a cabeça, seguir pro vestiário e tomar um banho refletindo se o meu treinador estaria preparado ou não para comandar o “homem-gol” no meu Estrelão.

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Guerra e Futebol

31/08/2009 · Deixe um comentário


A semana passada foi bem incomum por aqui.

Primeiro, que não pude dedicar-me o quanto gostaria, em função de um extenso projeto de pesquisa para seleção de mestrado.

E segundo, porque o último post O Cambista-Oficial da Copa do Mundo rendeu além de milhares de acessos, um relativo trabalho em retornar as dezenas de emails e comentários de indignação com a denúncia.

E para começarmos bem a semana, publico um maravilhoso anúncio espanhol do Atlético de Madrid, que retrata a Guerra Civil de 1937 e o poder do futebol em mudar as coisas.

Apreciem!




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Visita ao Bernardo

05/08/2009 · 6 comentários

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Bernardo, o eremita, é um personagem fictício de João Batista Freire, criado para a Universidade do Futebol.

Ontem encontramos Bernardo.

Foi o jovem João Paulo, o JotaPê, quem arranjou o encontro.

Não nos prometeu coisa alguma. Disse apenas que, se tivéssemos sorte, Bernardo poderia quebrar mais uma vez os votos e nos receber para uma visita.

A turma toda quis ir, é claro, mas nem todos puderam. E não é todo dia que se pode conhecer um ermitão. Ainda mais, um ermitão como Bernardo!

Como bem sabemos, Bernardo é um eremita que abriu mão dos escândalos da política brasileira, da falta de ética e da vergonha na cara, que respingam no futebol e na educação deste país. Foi viver no fundo de uma caverna, na companhia de três simpáticos personagens: Aurora, sábia coruja e companheira de muitas noites; Oto, adorável morceguinho e fiel mensageiro; e Arnaldo, o bagre cego deslumbrado com os prazeres mundanos.

JotaPê nos alertou sobre vários cuidados que deveríamos ter no contato com seu velho amigo. Pensar dez vezes antes de falar ou responder alguma coisa eram dois deles. O motivo? Algumas palavras poderiam relembrar traumas antigos. A sigla ‘CBF’ e a palavra ‘Brasília’ estavam praticamente deletadas do nosso vocabulário temporário.

Perguntas? Infelizmente, apenas uma por pessoa. A justificativa era que o tempo seria curto demais e todos ali eram questionadores natos.

Celular ou qualquer outra coisa que fizesse barulho também estava terminantemente proibido.

- Imagine se Bernardo escuta um toque polifônico, tipo 007 ou Cidinho e Doca… Nunca mais teríamos notícias do meu amigo. – reforçou JotaPê.

Demoramos menos do que imaginávamos e, apesar do atraso de ÁS e Luquinha, nosso comboio aproximou-se da caverna lá pelo início da noite. Estávamos em cinco pessoas, incluindo este que vos escreve.

JotaPê parou em frente a caverna e encorpou a voz chamando pelo amigo:

- Bernardo! Bernardo! Sou eu, João Paulo.

Em poucos segundos, algo saiu zumbindo da caverna. Era Oto, que deu um rasante por nossas cabeças sobrevoando o grupo. Voou em círculos por algum tempo, fez uma manobra arriscada e entrou novamente no buraco. O mensageiro era eficiente no reconhecimento de estranhos. Pouco depois, uma voz grave ecoou da caverna:

- Quem está com você, João Paulo? – a voz dava forma à imagem na minha cabeça. Bernardo começava a se materializar finalmente!

- São do bem e de confiança, meu amigo. Vim lhe pagar aquela aposta e arrisquei trazê-los comigo. Há tempos que me pedem este favor.

- Que safra é? – perguntou o ermitão, confundindo alguns. Ninguém sabia da aposta, muito menos qual era o pagamento.

- 1973. – respondeu JotaPê, tirando da mochila uma garrafa de Chateau Mouton.

- Você nunca se esquece de nada, não é mesmo, meu bom amigo? – agradeceu o eremita, com uma voz mais próxima e sem tanto eco.

JotaPê caminhou até a entrada da caverna e colocou no chão batido a garrafa da safra famosa. Em seguida afastou-se e voltamos a olhar numa só direção.

Mais um rasante. E outro! Eram Oto e Aurora que anunciavam a chegada do ilustre habitante.

Finalmente, surgia Bernardo! Um rosto simpático, de um metro e setenta de altura, encoberto por cabelos e pêlos longos e mal aparados. Vestia um manto de trapos bem cerzidos que lhe encobriam até abaixo dos joelhos. As canelas, com algumas marcas profundas, denunciavam, quiçá, um atacante habilidoso que outrora sofrera muito com beques lentos e maldosos. Vinha segurando o prêmio da aposta como quem segura um recém-nascido.

- Desculpem-me pela aparência, mas não costumo receber visitas. – apresentou-se o famoso eremita.

Todos vibraram silenciosamente com a apresentação, mas ninguém arriscou fugir ao protocolo e estender a mão.

- Oto! – gritou Bernardo. – Por favor, vá acalmar o Arnaldo lá dentro. Ele está assistindo novamente o canal da TV Senado e fica empolgado com o tom da voz e as palavras difíceis daquele político de Alagoas. Além disso, a bateria da TV está no fim e hoje a noite tem jogo.

Oto obedeceu imediatamente e sumiu caverna escura a dentro.

Bernardo nos contou depois, que há muitos anos desistiu de argumentar com Arnaldo sobre sua simpatia por pessoas que discursam bem. Para o bagre cego, a regra era clara: Nuzman no céu e Ricardo Teixeira na terra. Mas nos últimos tempos, o senador alagoano vinha correndo por fora com seu imponente linguajar, desafiando a supremacia dos ídolos de sempre.

Pensei comigo: como é que um bagre cego assiste a alguma coisa… E se o Nuzman ou o Ricardo Teixeira eram referência em oratória. Mas, deixa pra lá.

JotaPê foi o primeiro a se aproximar do antigo amigo. Deu-lhe um abraço demorado, com cuidado para não pressionar a garrafa contra o peito de Bernardo.

- Bernardo, estes são meus amigos que lhe falei. A maioria deles já escreveu alguma coisa sobre suas ideias e talvez não pareçam tão estranhos assim. – foi a deixa de JotaPê para que pudéssemos fazer as perguntas.

- Como é que a sua TV funciona, se não vejo fios de energia aqui por perto? – indagou Luquinha.

- O jovem João Paulo, me presenteou com esta maravilha na última vez em que esteve aqui. Trouxe do Oriente e é movida a bateria solar. Uma vez por semana, brindo-a com o sol da manhã, aqui mesmo onde estamos. Tem autonomia para até quatro jogos, com prorrogação e pênaltis. – completou.

- Do que você mais sente falta? – foi a vez de ÁS.

- Dos dribles do Rivellino e do Mário Sérgio, meu querido amigo. Todos entenderam que a resposta não precisava de explicação.

- O senhor acha que o Brasil tem jeito? – perguntou Rodrigo.

- Acho sim. Veja o caso do João Paulo, que há décadas se empenha para fazer do futebol um instrumento de educação, cultura e cidadania. E, cada vez mais, sinto que outros adeptos e colaboradores compartilham desta visão com ele. Outro dia mesmo, Oto me trouxe uma carta de uma menina, que assinava por Aninha M. Ela insistia em dizer que iria mudar o país através do vôlei. Se mais sementes destas germinarem, o Brasil terá jeito sim! E como digo sempre: me dê uma bola que eu ensino qualquer coisa… geografia, história, matemática… – suspirou.

- Qual foi o melhor jogador de todos os tempos do seu time de coração? – emendei.

- Rogério Ceni. – respondeu Bernardo de prima. – E olha que eu já vi até o mestre Ziza jogar… – continuou na defesa da escolha.

Na vez de JotaPê, preferiu não fazer pergunta alguma. Sabia que o velho amigo tinha gostado da visita e do vinho.

- Vou guardar meia garrafa para a sua próxima visita. – agradeceu Bernardo já em tom de despedida.

- Obrigado meu amigo. Sinto a sua falta nessa caminhada para mudar as coisas. – respondeu com voz de saudades o jovem João Paulo.

No caminho de volta, iria me criticar pela pergunta banal. Simples demais. Boba até! Mas confesso que naquele momento, o espontâneo deu lugar ao decorado e saber quem era a sua maior referência no futebol e seu time de coração era o que importava.

De repente vibra um celular. Mensagem SMS recebida.

Nos olhamos preocupados em assustar Bernardo ou lembrá-lo de vícios de uma civilização que um dia abandonara. Quem poderia ter deixado o aparelho ligado depois das orientações tão claras do JotaPê?

E foi o próprio Bernardo quem pediu desculpas para sacar do bolso do monte de trapos cerzidos o celular e ler a mensagem recebida.

“Você é uma gracinha!” – leu em voz alta.

Concordou que era hora de jogar fora aquele aparelho pré-pago e sem créditos que havia encontrado dentro do armário.

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Regras do Futebol de Rua

04/08/2009 · 1 comentário

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por Luis Fernando Veríssimo, Para Gostar de Ler – Volume 7

1. A BOLA

A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.

2. O GOL

O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.

3. O CAMPO

O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos clássicos, o quarteirão inteiro.

4. DURAÇÃO DO JOGO

O jogo normalmente vira 5 e termina 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

5. FORMAÇÃO DOS TIMES

Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

6. O JUIZ

Não tem juiz.

7. AS INTERRUPÇÕES

No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:

a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.

b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.

c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.

8. AS SUBSTITUIÇÕES

São permitidas substituições no caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição ou em caso de atropelamento.

9. AS PENALIDADES

A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

10. A JUSTIÇA ESPORTIVA

Os casos de litígio serão resolvidos na porrada.

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Um Livro às Quintas

16/07/2009 · Deixe um comentário

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“A história do menino que queria ser como José Mourinho”

Ganda Bomba, o Pequeno Treinador - Manuel Arouca

Oficina do Livro, 2006.

Lourenço Figueiredo tem doze anos, vive em Cascais e gosta de jogar Football Manager. O seu pai, técnico de futebol, é contratado pelo clube Estoril Praia. Lourenço vive intensamente os jogos de futebol da equipe do pai, ao mesmo tempo em se que se encontra apaixonado por Sofia, a garota mais linda da 7a série.

Quem não gosta do mundo do futebol é a mãe de Lourenço – uma mulher carinhosa e cheia de garra, com quem ele desabafa os seus desamores – e a sua irmã, uma garota capaz de fazer cair o queixo de qualquer adolescente.

O Pequeno Treinador narra as aventuras que farão nos recordar de nossas próprias histórias: a relação com a família, os amigos, os amores e a euforia contagiante do futebol.

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Conversas no Fim da Tarde

15/07/2009 · Deixe um comentário

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“É quando, no céu, alguém joga futebol… A ciência diz que é um meteorito.”

Via Universidade do Futebol

Não recebo e-mails. O que me chega vem no bico de Oto e seus morceguinhos-correio, em papel. Tem de tudo: alguns missivistas curiosos duvidam que eu seja de fato um eremita vivendo no fundo de uma caverna. De quê eu viveria? Afinal, dizem, um homem precisa comer. É porque não conhecem do que é capaz a terra quando bem tratada. Meus tomateiros e pés de couve alimentariam bem mais que uma família. Inhames e carás nunca me faltam, além da frondosa árvore de fruta-pão. Nasceu-me, perto daqui, sem que a plantasse, uma pitangueira.

A jabuticabeira já existia quando para cá me mudei. Tenho os pequis e as gabirobas, e até melancias, eventualmente, uma ou outra. As mangas fazem lama no chão. Já me perguntaram se sou vegetariano. Respondo que vegetariano fui ficando, pois que não há açougues por perto, e animais, onde vivo, são companhia, não comida.

Tenho amigos, mas não os quero próximos. O jovem João Paulo manda-me cartas convidando-me para deixar o exílio. Não, eu não deixaria a companhia de Aurora, de Oto e Arnaldo. Fazem-me bem, e bastam-me. Ao João Paulo respondo que não foi algum mal que me expulsou da cidade, mas apenas a caverna que se mostrou mais atraente que todas as luzes, todos os carros, todos os shopping centers.

Nem deixar os estádios de futebol lamento. Já não os frequentava há muito quando vim para cá; violência em excesso, sabem? Do futebol sinto falta, ah, isso sinto! É só o que explica eu ter na caverna uma televisão, alimentada a duras penas por uma bateria solar. Por sorte, onde vivo, há sol quase todo o ano. Como consegui uma televisão alimentada por bateria solar? Por aqui os mistérios são muitos.

(mais…)

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Um Livro às Quintas

09/07/2009 · Deixe um comentário

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“One ginger Pelé

There’s only one ginger Pelé!

One ginger Pelé, there’s only one ginger Pelé!”

(Canção em homenagem a Gary Doherty, ídolo dos Spurs no início da década, cantada em ritmo de ‘Guantanamera’)

One Ginger Pelé! - Chris Parker

New Holland Publishers, 2008.

O livro desta semana é uma preciosidade trazida da Inglaterra, onde humor e cultura alternam-se durante suas 96 páginas. São os principais cânticos e canções das torcidas inglesas, divididos em várias categorias, dentre elas: atletas favoritos, atletas marcados, adversários odiados, managers etc.

Aliás, a quantidade de assuntos sobre futebol já publicados no Reino Unido é ampla e fascinante para quem busca informação e conhecimento sobre o esporte mais praticado do planeta.

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Você Resistiria?

07/07/2009 · Deixe um comentário

Você resistiria?

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O Futebol não tem Fronteiras

22/06/2009 · Deixe um comentário

O futebol não tem fronteiras!

Peça publicitária de extremo bom gosto, que transforma o futebol num elemento de cultura, de humor e de paixão.

Música: Veinte Años by Buena Vista Social Club y Maria Teresa Vera

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Histórias do Nosso Futebol

03/06/2009 · Deixe um comentário

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira é o personagem desta história.

E se um dos maiores jogadores do futebol brasileiro tivesse que pagar ingresso para jogar futebol?

E, depois disso, ainda tivesse que pular o alambrado para entrar em campo…

Papo na Área, Via Universidade do Futebol

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O Futebol é um Jogo Defensivo

26/05/2009 · 2 comentários

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* Bernardo, o eremita, é um ex-torcedor fanático que vive isolado em uma caverna. Ele é um personagem fictício de João Batista Freire.

Via Universidade do Futebol

O carnaval foi bem engraçado por aqui. Nós o comemoramos em abril. Oto, meu morcego de estimação, surpreendeu. Sua banda, a Sangue Bom, entre morceguinhos de nossa caverna e convidados, desfilou com mais de dez mil componentes. Arnaldo, o bagre cego, assistiu, ou melhor, ouviu as reprises dos desfiles de escolas de samba de São Paulo e Rio; não desgrudou os ouvidos da telinha. Delirava, de se revirar todo, sempre que a telinha anunciava algum famoso nos camarotes. E Aurora, a coruja, fantasiou-se de águia e voou solitária pelos céus que lhe cabem, de fato e de direito, em alegres evoluções.

Terminada a folia de Momo, procurei-os e disse-lhes que já me davam saudades as conversas sobre futebol.

- Carnaval é bom, mas cansa se passar de três dias – eu disse. – E já se passaram quatro. Futebol, esse pode ser o ano todo, se depender de mim. E eu queria a opinião de vocês sobre uns assuntos que me tiram o sono.

Havia coisas do futebol, que eu, por mais esforço que fizesse, não entendia. Oto estava de ressaca e não quis conversa; Arnaldo ouvia a televisão.

- Por exemplo? – perguntou Aurora.

- Não me conformo com essa excessiva preocupação de só defender, defender, defender – eu disse – como se todos, jogadores, técnicos e comentaristas, fossem golfóbicos.

E acrescentei que, ouvindo e lendo o que pensam sobre o futebol, percebo que falam o tempo todo sobre sistemas de defesa.

- Pois, para mim – disse Aurora – agem dessa maneira porque evitam o verdadeiro problema. Falam do óbvio, daquilo que está mais ao alcance de todos, do banal.

- Como assim? – distraí-me com o barulho da TV e não entendi bem o que a coruja disse.

- Que barulho é esse – ela me perguntou – vindo do fundo da caverna?

- É o Arnaldo ouvindo de novo aquele programa da ESPN sobre a pretensão do Brasil de ser sede das Olimpíadas em 2016. Cada vez que Carlos Nuzman fala, ele baba e faz essa barulheira.

(mais…)

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I Will Follow Ronaldo

07/05/2009 · Deixe um comentário

Homenagem divertida à superação do ídolo Ronaldo, com destaque ao coral dos Melhores do Mundo, numa montagem bem humorada do Fenômeno, que joga, encanta e, agora, também canta.

Produzido por Carlos Fernandes.

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