“O replay está para a FIFA como a cruz está para o vampiro”
(Manihot Kadj Oman, corinthiano, vegetariano, geógrafo, anarquista e apaixonado por futebol e cachorros.)
“O replay está para a FIFA como a cruz está para o vampiro”
(Manihot Kadj Oman, corinthiano, vegetariano, geógrafo, anarquista e apaixonado por futebol e cachorros.)
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“Essa é uma das peculiaridades do futebol. A coisa no curto prazo é maluca. E leva pessoas a tomarem atitudes imponderadas. Por não conseguir e não poder enxergar as coisas no longo prazo.”
por Oliver Seitz, via Universidade do Futebol
Existem poucas verdades absolutas. No futebol, naturalmente, também.
Entre essas poucas verdades, uma delas é que o futebol é cíclico.
Coisas vem e vão.
Pessoas aparecem, somem e reaparecem.
Injustiças acontecem com você agora e, amanhã, acontecerão com seus adversários.
Seu time domina hoje e será rebaixado em pouco tempo.
É assim que as coisas vão. E vem.
No curto prazo, é tudo insano.
No longo, as coisas fazem mais sentido.
Essa é uma das peculiaridades do futebol.
A coisa no curto prazo é maluca.
E leva pessoas a tomarem atitudes imponderadas.
Por não conseguir e não poder enxergar as coisas no longo prazo.
O afã do próprio eu, somado ao imediatismo da demanda de segundos e terceiros fazem com que se tomem atitudes impensadas.
Motivadas por impulso. Momentâneas.
De curto prazo. Sem lógica.
Sem sentido.
Isso é visível durante e após partidas mais conturbadas.
Mas tem implicações maiores.
Não se enxerga o longo prazo no futebol brasileiro.
Porque ninguém se importa com ele.
É preciso resolver o agora. É necessário se importar com o já.
Mais pra frente, outro que se vire. O meu é aqui, e agora.
O depois, que fique para depois.
De que adianta montar uma estrutura sustentável para vitórias futuras se ela implica em derrotas no presente?
Nada. Absolutamente nada.
Independente se as atitudes que se tomem sejam efêmeras.
Ninguém quer saber. Foca no relógio.
E não no calendário.
E o relógio dá voltas.
O presidente do Palmeiras sentiu isso na pele.
Foi um exemplo claro.
Quem foi prejudicado ontem é beneficiado hoje.
E será prejudicado novamente amanhã.
Quem se preocupa, perde cabelo.
Quem percebe, assiste de camarote.
Mas não tem a mesma graça.
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O Esporte e a Educação, infelizmente, não fazem tabelinha em nosso país.
Em dezembro do ano que vem termina o governo do Presidente Lula. Em oito anos, o ministro do Esporte, Orlando Silva, viajou Brasil afora. E pelo mundo também. O mesmo ocorreu com o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Mas os ministros não conseguiram atravessar o canteiro central da Esplanada dos Ministérios para dialogar sobre um assunto comum às duas pastas, o esporte na escola, como instrumento de apoio à formação educacional dos jovens.
Em duas ocasiões, os ministros foram convidados, pela Câmara e Senado, para debaterem sobre o assunto. Não compareceram.
Namoro e deboche
Quando ministro da Educação, logo no início do governo Lula, o hoje senador Cristovam reuniu-se com o então ministro de Esporte, Agnelo. “Era o começo de um namoro” brincou o senador, há poucos dias, durante encontro com Orlando Silva.
- E no que deu tal namoro? – indagou Cristovam.
“Não passou de um flerte”, resumiu o ministro, com um sorriso algo assim, um deboche.
Realidade
Conto estas passagens para mostrar a realidade do esporte educacional no país, onde temos fartura de instituições, como mostrarei abaixo.
Falta, porém, quem lidere o diálogo para termos um ponto de partida nessa discussão sobre o desporto escolar, tema que envergonha as instituições do governo pela omissáo e falta de iniciativa.
E o que temos, afinal?
a) em nível do Executivo
Ministério do Esporte
Secretaria Nacional do Esporte
Conselho Nacional de Esporte
Fórum Nacional de Gestores e Secretários do Esporte
Conferência Nacional do Esporte (duas edições, em sete anos)
Comissão Nacional de Atletas (desativada)
b) em nível do Legislativo
Comissão de Turismo e Esporte da Câmara dos Deputados
Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal
Frente Parlamentar do Esporte
c) Sistema Nacional do Esporte (Lei Pelé)
Comitê Olímpico Brasileiro
Comitê Paraolímpico Brasileiro
Confederações esportivas
Confederação Brasileira de Desporto Universitário
Confederação Brasileira de Desporto Escolar
Comissão Desportiva Militar do Brasil
Federações esportivas (estaduais)
Clubes
Atletas
d) Iniciativas privadas
Conselho Nacional de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos
Congresso Brasileiro de Clubes
Confederação Brasileira de Clubes
Fórum Nacional de Gerentes e Gestores de Clubes
Fórum Nacional de Profissionais do Esporte de Clubes
É a Torre de Babel do esporte.
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Etiquetado: Apita o Árbitro, Educação, Política
Quantos brasileiros conseguirão comprar ingressos para a Copa de 2014 de maneira limpa e sem ágio?
Em 2006 na Alemanha, Brasil e Gana faziam em Dortmund o primeiro jogo da segunda fase. A equipe de Ronaldo venceria por 3 a 0 e iria enfrentar a França de Zidane e Henry…
Neste mesmo dia, gravei um vídeo que somente agora consegui editar e que revela a existência de um esquema para a venda de ingressos da Copa do Mundo.
Perdoem-me, mas a edição não é das melhores. Nem a gravação…
Notem o barrigudo de óculos e camisa amarela da seleção sem escudo. Vou chamá-lo a partir de agora de ‘cambista-oficial’.
Numa BMW X5 preta, acompanhado por uma mulher que nunca deixava o carro, ele surgia nos arredores dos estádios onde o Brasil faria seus jogos e organizava a venda de ingressos oficiais da FIFA, conforme poderão conferir no vídeo.
As vendas eram diretas ou intermediadas por alguns “laranjas” (senhor de agasalho azul-marinho no vídeo) e que eram cooptados pelo próprio ‘cambista-oficial’ na porta dos estádios.
Foram gravados vários atos de venda, e o mais nítido está identificado a partir do trecho 01′ 20″ do vídeo, onde se vê claramente a troca de ingressos por dinheiro.
Consegui gravar alguns dos ingressos vendidos pelo cambista-oficial’ e registrar a quem supostamente deveriam estar endereçados.
Abaixo, segue a relação de nomes que aparecem nestes ingressos:
Rony Anderson Rezende, Flávio Talarico, Osmarina Theis, Elton Tedesco, Lincoln Berretta, Sueli Raymundo, José Lima e Eduardo Barella.
E todos eles pertenceriam a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ou pelo menos é o que está gravado em cada ingresso.
Caso sejam nomes reais, poderiam ajudar a esclarecer o porquê de seus ingressos estarem sendo comercializados por um ‘cambista-oficial’ na Copa do Mundo.
Naquele mesmo dia, a partir do depoimento de um dos laranjas, soubemos que o esquema de distribuição dos ingressos para os “cambistas-oficiais” era realizado num hotel de luxo em Frankfurt, com direito a um andar privativo, diga-se de passagem. Em média, cada ‘cambista-oficial’ recebia de 300 a 500 ingressos por jogo. Aliás, este mesmo laranja já estava ‘escalado’ para ‘trabalhar’ no jogo entre Brasil e França.
Ou seja, um sistema semi-profissional de comercialização de ingressos. Vendido por brasileiros e comprado por brasileiros.
Pergunta: quantos de nós irão conseguir comprar ingressos para a Copa de 2014 de maneira limpa e sem “ágio” ?
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Grande sequência do filme “Quase Famosos”, ao som de Tiny Dancer.
Quase famoso. Este é o esmagador perfil do atleta profissional de futebol brasileiro.
Que recebe em média salário mínimo.
Sonha em receber milhões, jogar na Europa e andar de carro importado. Mas apenas uma minúscula parcela chega lá.
A impressionante maioria não teve oportunidade de combinar a escola com o futebol e acaba rodando o país (e o mundo) atrás de um holerite.
Depois volta pra casa, geralmente com esposa e filhos e tenta alguma função no meio da bola.
Geralmente como empresário de atletas. Assistente técnico também serve, já que a vida lhe ensinou na prática o que fazer.
Vira um minúsculo dançarino, assim como o tema do filme, e que dança conforme a música.
Vida que segue.
Atualização (em 21/08)
Dados divulgados no II Encontro Nacional sobre Legislação Esportivo-Trabalhista:
77% dos atletas profissionais de futebol no Brasil ganham até R$ 1 mil
13% recebem entre R$ 1 mil e R$ 9 mil
10% têm salários acima de R$ 9 mil.
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Etiquetado: Apita o Árbitro, Capacitação, Educação
No dia mundial do Rock’n Roll, uma homenagem a altura.
Boa semana!
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Etiquetado: Apita o Árbitro, Música
Clássico que resume a vida como ela é. Altos e baixos…
C’est la vie!
Semana que começa, com idade nova e mais alguns cabelos brancos.
I’ll back on top in June…
Enjoy it!
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