Caderno de Campo

Entradas etiquetadas como ‘Criatividade’

Novos Tempos?

14/06/2010 · Deixe um comentário

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via Prof. Ms. Aldemir Teles Dema

A matéria principal da revista Época desta semana, anunciada em sua capa, tem o seguinte título: “O cérebro do craque de futebol – A ciência comprova: eles não são bons só com os pés – também são geniais com a cabeça”.

Salvo engano, é a primeira vez que o tema relativo às funções cognitivas no esporte (e o papel do esporte no desenvolvimento dessas funções) é divulgado na grande mídia brasileira, embora já publicado por órgãos de imprensa aqui no estado.

O texto é de excelente qualidade e fiel aos achados científicos, mesmo considerando que o público-alvo, em sua maioria, é leigo no assunto.

Chamaria atenção apenas para a não referência aos aspectos da dinâmica do jogo e a sua imprevisibilidade, que demandam mais atenção, percepção apurada, velocidade na tomada de decisão etc. e, como resposta a essa demanda, as funções que são desenvolvidas.


Acredito que estamos em plena travessia de uma nova fronteira do conhecimento no esporte, ao demonstrar o papel desse no desenvolvimento cognitivo, que tenho defendido como importante mudança no paradigma, (outro paradigma ao qual tenho me aventurado a estudar e defender é o que trata do esporte como meio de “modulação das emoções”).

Assim sendo, podemos atribuir ao esporte função mais “nobre”, condizente com a expectativa da visão cartesiana que impera ainda na sociedade, que supervaloriza a atividade intelectual em contraposição as atividades corporais. Portanto, podemos afirmar que a prática do esporte é também uma atividade intelectual.

Outros sentidos atribuídos ao esporte são popularmente conhecidos como: “esporte é saúde” e “esporte é lazer”, além do famigerado e reducionista conceito de que “o esporte livra os jovens da droga”, como se fosse um antídoto, um contraveneno. 


O próximo passo é sensibilizar os gestores da área esportiva, da educação, pública e privada, educadores, pedagogos, pais de alunos e estudantes para mudar a realidade presente nas escolas, onde a prática esportiva, ao contrário dos países desenvolvidos, quase inexiste, com algumas honrosas exceções. 


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Por dentro da Cabeça do Craque

12/06/2010 · Deixe um comentário

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“Novas pesquisas revelam que os craques têm raciocínio mais rápido – e que o talento para brilhar na Copa está no cérebro, não nos pés dos jogadores”

Revista Época

O público quer ver golaços, jogadas improváveis e dribles impossíveis na Copa do Mundo que começa nesta sexta-feira, dia 11, na África do Sul. Foi assim na Copa de 1958, da Suécia, quando Pelé, com apenas 17 anos, deu um chapéu em um adversário e fez um gol inesquecível na final. E em 1986, no México, quando Maradona driblou toda a defesa da Inglaterra desde o meio de campo e marcou um dos mais belos gols da história do futebol. E também em 2002, no Japão, quando Ronaldo, superando duas cirurgias no joelho, teve raciocínio rápido para aproveitar um rebote do goleiro alemão Kahn e abriu o placar na decisão contra a Alemanha. Nesta Copa, os torcedores esperam ver jogadas assim sair dos pés do brasileiro Kaká, do português Cristiano Ronaldo ou do argentino Lionel Messi; ou então testemunhar as brilhantes defesas do goleiro brasileiro Julio César. Todos sabem que, em comum, eles têm um preparo físico excepcional, agilidade e força. Agora, segundo alguns dos mais avançados estudos da ciência do esporte, começa a ficar claro que todos eles também são donos de um cérebro com desempenho acima da média. O segredo da genialidade dos jogadores de futebol não está nos pés, mas – como para todos os gênios da humanidade, de Einstein a Mozart – na cabeça.

Nos últimos anos, pesquisadores tentaram compreender cientificamente aquilo que para o torcedor comum é apenas motivo de encanto. Estudaram como agem e raciocinam os atletas de elite. Compararam esses resultados ao desempenho de jogadores iniciantes – e de “mortais” como nós, sem intimidade com a bola. E concluíram que a diferença entre uma pessoa comum e um craque não é apenas coordenação motora. Eles também têm memória e raciocínio privilegiados. “Eles são duas vezes melhores do que uma pessoa s comum em termos de memória e agilidade visual”, diz o neuropsicólogo Erik Matser, da Universidade de Maastricht, Holanda, uma das referências na área. “Apenas uma em 1 milhão de pessoas tem um desempenho tão acima da média nessas duas habilidades.” Esse é o resultado de um estudo, antecipado a ÉPOCA por Matser, que será publicado no próximo semestre.

Matser trabalhou com jogadores do Chelsea, o campeão inglês, e de times profissionais da Holanda. Começou estudando os efeitos das pancadas no cérebro de boxeadores, nos anos 90, em Nova York. Acabou descobrindo que, mesmo expostos a riscos ao longo da carreira, eles tinham um desempenho acima da média da população para memorizar informações e perceber estímulos visuais. De volta à Holanda, em 1996, Matser fez testes de raciocínio com jogadores de futebol e acompanhou seu desempenho por dez anos. Ao fim, comparou os resultados dos convocados para a seleção holandesa aos dos não convocados. Como esperava, o desempenho dos jogadores da seleção foi melhor.

“Não é verdade aquela história de que atletas são muito bons com o corpo, mas não com o cérebro”, diz o neurologista John Krakauer, um dos diretores do laboratório de desempenho motor da Universidade Colúmbia, em Nova York. “O que leva um jogador a ser tão bom é antecipar e entender as ações dos outros colegas e adversários para fazer a melhor jogada.” Krakauer investigou o mecanismo que permite a atletas de alto desempenho processar em milésimos de segundos uma infinidade de variáveis. Ele e outros dois colegas publicaram recentemente, na revista científica Nature Neuroscience, uma hipótese para explicar o que acontece na mente de jogadores excepcionais, como Kaká ou Messi. Eis o que o cérebro deles faz melhor:

1. processar com rapidez os estímulos visuais do ambiente, como a posição dos jogadores no campo;

2. memorizar um grande repertório de jogadas;

3. antecipar o movimento de outros atletas;

4. combinar, numa fração de segundo, todas as informações para tomar a melhor decisão.

A cada ano, milhões de crianças começam a praticar o futebol sonhando em disputar uma Copa. Apenas 736 têm esse privilégio a cada quatro anos. O torneio reúne apenas aqueles com um talento extraordinário, como Kaká. Na África do Sul, o meia do Real Madrid, da Espanha, disputa seu segundo mundial. “Desde pequeno, ele mostrava uma visão de jogo fora do comum”, diz Milton Cruz, auxiliar técnico do São Paulo. Ele treinou Kaká nas divisões de base. Aos 8 anos, o menino já chamava a atenção. “Com muita facilidade, ele deixava os companheiros na cara do gol.” Em 2001, a um mês de completar 19 anos, Kaká foi escalado no time adulto do São Paulo, contra o Botafogo, durante a final do Torneio Rio-São Paulo. Aos 34 minutos do segundo tempo, colocou-se de frente para o gol. Recebeu uma bola na entrada da área, tirou a defesa da jogada, enganou o goleiro e marcou seu primeiro gol como profissional. O segundo veio na mesma partida e deu o título ao São Paulo. Começava ali uma carreira de fama internacional, cujo ápice – por enquanto – foi o título de melhor jogador, concedido pela Fifa, em 2007.

(mais…)

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Um Livro às Quintas

10/06/2010 · Deixe um comentário


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“O Código do Talento”, Daniel Coyle

Editora Agir, 2009.

Você, profissional do futebol ou pretendente a: este é o livro mais importante e útil que você lerá este ano.

Harvards de Fundo de Quintal

Em dezembro de 2006, comecei a visitar lugares minúsculos que produziam um número estratosférico de talentos.

“Minha jornada teve inicio em Moscou, numa quadra de tênis em péssimo estado, e, nos 14 meses seguintes, levou-me a um campo de futebol em São Paulo, no Brasil, a uma escola de canto em Dallas, no Texas, a uma escola no centro histórico de San Jose, na Califórnia, a uma surrada academia de música na região de Adirondacks, em Nova York, a uma ilha dominada pelo beisebol, no Caribe, e a mais uma porção de locais tão pequenos, humildes e fantasticamente bem-sucedidos a ponto de um amigo apelidá-los de “Harvards de fundo de quintal“, em óbvia referência àquela que é tida como a melhor universidade do mundo”

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Lesoto é Argentina!

07/05/2010 · Deixe um comentário

via Brainstorm

Lesoto é um pequeno país que fica ‘dentro’ da África do Sul. Um país dentro de outro país.

A Coca-Cola resolveu aproveitar para contar uma boa história de como os torcedores da Argentina estão convencendo a população local a torcer pelo seu time na Copa do Mundo 2010.

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A Criatividade no Desenvolvimento do nosso Futebol.

05/02/2010 · Deixe um comentário

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“Outros países, com doses maiores de humildade e clareza de suas deficiências, fazem cada vez melhores trabalhos com seus jovens nas categorias de base. Nós, por outro lado, neste aspecto continuamos dormindo ‘em berço esplêndido’…”

por João Paulo S. Medina

Podemos analisar o trabalho com as categorias de base nos clubes de futebol sob diversos ângulos. Preferi abordá-lo na perspectiva do seu potencial criativo, tentando com isto dar uma contribuição para a reflexão sobre o nível do nosso futebol.

Durante muito tempo a formação de jovens talentos para a prática do futebol em nosso país se deu de forma quase espontânea, germinado nos quintais das casas, ruas, campinhos, praias, entre outros lugares mais inusitados. Com o desenvolvimento urbano e mudanças de hábitos e mesmo de cultura (a cultura rural, por exemplo, foi praticamente substituída pela urbana nas últimas 6 ou 7 décadas), estes locais foram sendo seqüestrados da população ou, quando não, fortemente “disciplinados”.

Hoje em dia é comum, por exemplo, vermos regras rígidas para que o futebol possa ser praticado até em certas praias que tenham grande movimento de pessoas. Aos poucos, a imaginação e a criatividade, que são exercidas nestas circunstâncias de práticas livres e espontâneas, foram sendo substituídas por práticas cada vez mais reguladas, regulamentadas, disciplinadas, por modelos que tentam reproduzir, desde tenra idade (8, 7, 6, 5 anos), o modelo de futebol profissional, adulto e altamente competitivo.

As chamadas “escolinhas de futebol” e o trabalho feito por muitos clubes em suas categorias de base são os exemplos mais bem acabados destas mudanças. Muitas vezes, liderados por profissionais incríveis e surpreendentemente despreparados (às vezes são professores “formados”), nossas crianças e adolescentes são submetidas a verdadeiras torturas motoras, emocionais e psicológicas. Não fosse o alto grau de resistência presente em nossa maravilhosa e rica cultura brasileira, que acaba driblando com ginga e “malandragem” estas limitações impostas, conseguindo colocar alegria e vida em tudo que faz, e já teríamos destruído este aparentemente inesgotável potencial criativo do nosso povo e, e em especial, do nosso futebol.

Bem, mas já imagino o que você leitor pode estar pensando. Afinal de contas somos 5 vezes campeões mundiais e atualmente somos considerados os melhores do mundo e ainda temos grandes talentos jogando no Brasil e fora dele. Portanto a situação não deve ser tão dramática assim…

No meu modo de ver, temos que rapidamente reconhecer que estamos gradativamente perdendo nossa criatividade, este fundamental ingrediente do futebol brasileiro. E isto não quer dizer que não estejam nascendo mais crianças talentosas com este potencial, como antigamente. O que acontece é que aquilo que surgia de forma quase espontânea, às vezes com a ajuda de alguns adultos com alguma dose de bom senso (pais, professores, treinadores), hoje necessita de uma estimulação cada vez mais consciente e mesmo profissional. Se for verdade que a adequada preparação orgânica, motora, técnica, tática, emocional, social etc. é fundamental, não se pode esquecer de, ao mesmo tempo, criar-se um ambiente de liberdade, favorável às expressões de criatividade. Infelizmente o esforço, através dos processos educativos formais, não-formais ou informais, tem sido muito maior no sentido de matá-la do que de desenvolvê-la. Infelizmente…

Torço para que as nossas conquistas nos campos de futebol, que tantos benefícios profissionais podem nos trazer, não nos deixem cegos para as enormes possibilidades que temos de sermos ainda mais brilhantes neste século XXI. Outros países, com doses maiores de humildade e clareza de suas deficiências, fazem cada vez melhores trabalhos com seus jovens nas categorias de base. Nós, por outro lado, neste aspecto continuamos dormindo “em berço esplêndido”.

Se concordarmos que este potencial já não pode ser desenvolvido de forma tão espontânea como em tempos passados, em virtude de mudanças na nossa maneira de viver, precisamos começar a fazer uma reflexão crítica sobre como melhorarmos este nosso ainda elevado nível de prática futebolística.

Não se constrói um ambiente favorável à criatividade da noite para o dia. Muitas vezes este processo leva anos. Sabemos que existem profissionais competentes com estas preocupações em nossa comunidade do futebol e que estudam seriamente este fenômeno, mas é preciso que esta consciência se amplie e, mais do que isso, que haja políticas (principalmente nos clubes e escolas) incentivando e estimulando a criatividade, este que é, hoje em dia, não só uma matéria prima diferenciada para o futebol, mas para o próprio desenvolvimento humano e social.

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A Escola Brasileira Descaracterizada de Futebol

21/10/2009 · Deixe um comentário

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“A minha preocupação hoje no futebol brasileiro é ver o sub-12 e o sub-13 com cargas excessivas de trabalhos técnicos e físicos. Você perde a vontade de jogar futebol. Nesta fase, você tem que estimular o moleque a gostar de jogar bola, a entender o espírito do jogo. Não ter a preocupação de ganhar, mas de fazer o processo bem feito… que transportando do passado, era o futebol de rua.”

Devemos medir a capacidade de um treinador das categorias de base em relação ao número de atletas revelados que atingiram (e permaneceram!) na equipe principal ou pelo número de títulos conquistados em torneios amadores?

Paulo Autuori, um dos principais treinadores no país, destaca as falhas e carências no processo de desenvolvimento de atletas no futebol brasileiro, quanto a maneira de produzirmos nossos camisas 10, ou seja, sobre o resgate e preservação dos aspectos lúdicos, artísticos e criativos (habilidade criativa!) que levaram o futebol brasileiro a ocupar um lugar de destaque no cenário mundial.

Dica do vídeo enviada pelo www.fernandomartinho.com

Confira aqui trechos da entrevista do treinador

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Guerra e Futebol

31/08/2009 · Deixe um comentário


A semana passada foi bem incomum por aqui.

Primeiro, que não pude dedicar-me o quanto gostaria, em função de um extenso projeto de pesquisa para seleção de mestrado.

E segundo, porque o último post O Cambista-Oficial da Copa do Mundo rendeu além de milhares de acessos, um relativo trabalho em retornar as dezenas de emails e comentários de indignação com a denúncia.

E para começarmos bem a semana, publico um maravilhoso anúncio espanhol do Atlético de Madrid, que retrata a Guerra Civil de 1937 e o poder do futebol em mudar as coisas.

Apreciem!




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As Lições de Steve Jobs para o Futebol

12/03/2009 · 2 comentários

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“Criatividade é apenas conectar as coisas.”

(Steve Jobs, co-fundador e presidente da Apple.)

Li pela segunda vez o livro “A Cabeça de Steve Jobs”, de Leander Kahney – editor da revista eletrônica Wired.com.
Ao traçar um paralelo de algumas lições de Steve com outros segmentos corporativos, foi na indústria da bola que as coisas se conectaram bem. Teria algo a ensinar ao futebol o homem que é sinônimo de inovação e que desde os anos setenta vem transformando a maneira de pensar da informática, da indústria de animação e, mais recentemente, da música digital?

Busque informação; não faça suposições. Como gestor, audite constantemente o seu clube (empresa) e tome decisões através de dados objetivos. Ter informação não é o mesmo que ter conhecimento.

Foco significa dizer “não”. Steve tem um grupo pequeno de ótimos profissionais que concentram seus esforços em poucos projetos. Identifique as unidades de negócio prioritárias de seu clube, direcione os melhores profissionais à esses focos e execute-os da melhor maneira.

Encontre uma maneira fácil de apresentar novas idéias. Nem sempre os seus próprios funcionários compram a sua idéia ou projeto, ainda mais se mudanças de cultura ou de paradigma estiverem em jogo. Trace uma estratégia para vender bem a sua proposta. O sucesso, antes de mais nada, depende desta tarefa caseira.

Inclua todo mundo. O design não se restringe somente aos designers. Profissionais do marketing, programadores e engenheiros podem descobrir juntos como desenvolver um produto melhor. Não, não estou dizendo que a nutricionista ou o psicólogo devam escalar a equipe. Nem tampouco achar que o departamento de marketing tenha a função de determinar a melhor data para colocar o garoto propaganda do clube de titular. Esta é a função do técnico, o orientador tático, e ainda continuará sendo. Mas a lição serve para mostrar que o conhecimento, quando integrado e coordenado para determinado fim, seja na área técnica, administrativa etc., pode ser melhor aproveitado.

Só estabeleça parcerias com atores nota 10 e demita os idiotas. Invista em pessoas. Ter funcionários talentosos é uma das principais vantagens competitivas diante da concorrência. Sempre perderemos talentos – sejam atletas ou profissionais da área técnica – para outros clubes com maior poder aquisitivo. É a lei da selva. Invista em capacitação sempre e seja um gestor profissional, identificando quem realmente possa contribuir para o seu negócio ou quem já deixou de remar faz tempo.

Não dê ouvidos aos que só dizem “sim”. Trave combates intelectuais. O pensamento crítico e criativo sempre será bem vindo. Desafiar idéias é um dos hobbies preferidos de Steve. Desconfie se as pessoas ao seu redor estiverem dizendo amém à tudo que propõe. São essas pessoas que lhe contradizem após um fracasso e, na maioria das vezes, fazem as críticas indiretamente.

Dê total liberdade a seus parceiros. Criatividade não está restrita ao meio tecnológico. A inovação está presente em todos os segmentos da nossa vida: do GPS do carro ao material da chuteira do atacante. De quem foi a idéia de explorar a camisa do seu time para vender uma marca ou produto?

Não perca o consumidor de vista. Estude o mercado e o setor. Coloque-se no lugar do consumidor do seu produto (torcedor) e analise se o serviço criado atende as expectativas dele ou atende as suas. Esteja vigilante em relação as tendências da indústria do futebol e seja amigo das pesquisas e dos números.

Faça as coisas em equipe. O iPod e o iPhone não foram inventados por uma única pessoa. O sucesso numa temporada, por exemplo, vem do trabalho em equipe e valorizar este aspecto, dividindo responsabilidades e louros, é no mínimo, o caminho mais adequado a seguir.

Estude. Steve não chegou ao final de uma gradução, mas é um profundo conhecedor de arte, arquitetura e design. Isto o coloca em pé de igualdade ao conversar com especialistas de outras áreas na tomada de decisões sobre os rumos de sua empresa. No futebol brasileiro, por exemplo, para muitos basta ter sido um ex-atleta para ter vaga garantida como treinador ou dirigente esportivo. Nossa cultura no esporte é um pouco desse jeito. O conhecimento científico não precisa entrar em campo e a figura caricata do dirigente – que solta pérolas da bola, trata seu consumidor com desrespeito e acha que sabe tudo sobre futebol – ainda existe e irá continuar existindo. Mas no futuro, serão nos modelos de desenvolvimento sustentado que encontraremos profissionais modernos, eficazes e que conhecem (estudaram) vários aspectos que compõe o conhecimento sobre futebol, ou pelo menos, dividem tal sabedoria com profissionais especialistas numa visão integrada.

KAHNLEY, Leander. A Cabeça de Steve Jobs (2008). Agir, Rio de Janeiro, Brasil.

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O Jogador de Futebol Inteligente

03/02/2009 · Deixe um comentário

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“Antigamente, inteligente era aquele bom em matemática, ou que tivesse um pensamento lógico e claro, ou que conseguisse falar bem.”

do Manual do Atleta Inteligente

O que é inteligência?

Esse conceito vem mudando muito. Antigamente, inteligente era aquele bom em matemática, ou que tivesse um pensamento lógico e claro, ou que conseguisse falar bem. Ou aquele que tivesse estudado e soubesse muita coisa de um ou de vários assuntos.

Muita gente ainda pensa assim, mas estudos mostraram que a inteligência é bem mais do que isso.

Basicamente a inteligência pode ser definida como “a capacidade que o ser humano tem para resolver problemas”. Mas problemas aparecem a toda hora na nossa vida. E não é só com pensamento lógico ou falando que conseguimos resolvê-los. Precisamos ainda de força de vontade, coragem, intuição, criatividade, habilidade, conhecimento e atitude. Ser inteligente reúne todos esses ingredientes. Os orientais resumem bem: “Se você sabe e não faz, ainda não sabe”.

Com este entendimento mais ampliado os estudiosos começaram a desenvolver outros conceitos que incluem muitos outros tipos de inteligência, além da tradicional inteligência lógicoformal (matemática, línguas, oratória).

Foi assim que surgiram conceitos como a inteligência emocional (a sua capacidade de controlar emoções), inteligência social ou interpessoal (capacidade de se relacionar com as outras pessoas), inteligência motora (saber usar o corpo para resolver determinadas situações), inteligência musical (fazer músicas ou tocar um instrumento)… e assim por diante.

É com essa nova visão de “inteligência” que vamos falar do jogador de futebol.

Assim, o jogador de futebol inteligente resolve os problemas dentro de campo, o que é importante para ganhar e ter sucesso, claro. Então, treina e faz amistosos. Mas, para jogar bem, o atleta não pode depender só de treinos e jogos. Precisa de conhecimentos, de habilidades e de atitudes também fora do campo.

E isso faz uma grande diferença. Para toda a sua vida – não só de jogador.

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Gol e Música

28/01/2009 · Deixe um comentário

“O que acontece conosco ao assistirmos uma história como a de Paul Potts?  Emoção semelhante ao momento do gol?”

O comercial da Telekom da Alemanha capta uma série de emoções e sentimentos do caso Paul Potts, um ex-vendedor de celulares que em 2007 participou de um show de calouros promovido por um canal de tv inglês, onde o prêmio maior seria cantar pessoalmente para a rainha da Inglaterra.

De terno surrado, aparência simples e desacreditado por muitos, conquistou jurados, crítica e público, acabando por cantar para a senhora Elizabeth, no palácio de Buckingham.

Paul sempre acreditou que nascera para fazer o que mais gosta. Realizou seu sonho ao cantar ópera e emocionar milhões de pessoas pela tv e internet.

O que acontece conosco ao assistirmos uma história como a de Paul Potts? Seria a música que nos arrancaria sentimentos parecidos com a comemoração de um gol? Ou seria simplesmente o enredo de Gata Borralheira que nos torna mais sentimentais?

Ao questionar alguns atletas, as emoções são parecidas: momentaneamente, buscamos um abraço, um sorriso e sentimos uma estranha alegria que contagia a alma, extravasando o brilho dos olhos molhados com um grito de gol.

A história completa (e real) pode ser vista no link abaixo e é tão, ou mais emocionante, que o comercial deste post.

Paul Potts – Youtube legendado

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Inventando Moda no Futebol

05/12/2008 · Comentários desativados

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“O futebol também é refém do progresso científico e cada vez mais bons profissionais dividirão as responsabilidades que hoje concentram-se nas mãos de alguns somente, em todas as dimensões que este apaixonante esporte está inserido.”

O texto abaixo foi produzido para o grupo DNA (Consultoria Construção de Imagem), do curso de Moda da Universidade Anhembi-Morumbi, no TCC de Consultoria de Imagem para Atletas de Futebol.

Num mundo de celebridades ocas, em que a imagem se sobrepõe a tudo, temos no jogador de futebol um dos principais exemplos de contágio com o que está ao seu redor.

Combinações explosivas: o futebol é o esporte mais praticado do planeta e o jogador brasileiro, um dos mais valorizados do mundo, isto é, devido a sua maneira criativa, lúdica e artística de conduzir o jogo dentro das quatro linhas.

Além disso, o Brasil ainda é o único país a ter conquistado por cinco vezes a Copa do Mundo.

A partir dos elementos acima, podemos entender que um atleta de futebol pode provocar reações interessantes – positivas ou negativas, a partir de uma determinada postura, seja uma conduta dentro de campo, um hábito cultural ou social e, claro, a maneira como se expressa à mídia em geral.

Um dos principais exemplos de sucesso no trabalho da consultoria de imagem no futebol é do inglês David Beckham, que mesmo considerado um atleta tecnicamente comum, tornou-se um dos mais bem remunerados em todos os esportes.

Considerando que a imagem do atleta é um ativo a ser valorizado ao longo de sua carreira, a consultoria de imagem vai de encontro às necessidades de proteger, agregar e potencializar o produto, prestando um importante serviço ao cliente (atleta) e à instituição (clube).

Inventar moda no futebol? É elementar, meu caro Watson!

O futebol também é refém do progresso científico e cada vez mais bons profissionais dividirão as responsabilidades que hoje concentram-se nas mãos de alguns somente, em todas as dimensões que este apaixonante esporte está inserido.

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