Caderno de Campo

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Uma Universidade do Futebol para o Brasil

26/07/2010 · Deixe um comentário

Editorial de 7 Anos da Universidade do Futebol

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Uma condição para nos transformarmos verdadeiramente em um centro de excelência em futebol

Em pleno século XXI e em meio a um processo acelerado de globalização, dizer que o Brasil – e só ele – é o “país do futebol” parece um pouco de exagero, alimentado por um sentimento nacionalista exacerbado muito comum entre nós. Sentimento que não se sustenta quando se verifica cuidadosamente a evolução do futebol ocorrida em outros países, bem como quando se constata que este fenômeno esportivo cada vez mais é também capaz de despertar as mais inusitadas emoções em povos de diferentes culturas, ideologias e religiões pelo mundo afora.

Como afirma o destacado treinador francês Arsène Wenger, “o futebol pertence a todos nós. O mundo inteiro joga. É claro que alguns jogam melhor do que outros, mas todos sabemos como é correr e chutar uma bola… Em todos os continentes, o futebol é uma linguagem e uma cultura comum a todos: alegria, paixão, saber o que é estar num time, fuga, inspiração e afirmação de identidade”.

É inegável que entender o significado social do futebol se constitui em fator fundamental para se entender a “alma brasileira”, mas também o é para entender a cultura contemporânea nos dias de hoje. Como afirmam alguns sociólogos, o futebol explica a vida. E para esta compreensão não se pode deixar de considerar o movimento de globalização determinado pelo modelo econômico hegemônico no mundo.

Encerrada a 19ª. edição da Copa do Mundo, realizada na África do Sul, a primeira disputada em território africano – e igualmente reflexo deste contexto econômico –, o Brasil começa a se preparar com mais intensidade para a organização do seu Mundial.

Independentemente de sermos a favor ou contra a realização deste megaevento em nosso país (o raciocínio também serve para a Olimpíada-2016, no Rio de Janeiro), o fato é que salvo algo muito excepcional ele vai ser concretizado.

Nós, brasileiros, estamos, portanto, diante de uma questão fundamental: de que lado penderá a correlação de forças entre os interesses unicamente financeiros e de poder pelo poder, muitas vezes sem qualquer limite ético ou ideológico, e aqueles interesses representados pela oportunidade de, a propósito desses megaeventos, acelerarmos o nosso processo de desenvolvimento garantindo, de fato, um legado não só esportivo, mas social, cultural e educacional para o Brasil?

É neste cenário que a Universidade do Futebol busca o seu posicionamento. Como vimos, o futebol é manifestação de fundamental relevância não só no Brasil como no mundo todo e como tal pode ser uma excelente alavanca de crescimento sob diferentes aspectos. Nosso projeto, fruto do esforço de alguns abnegados e de muitos colaboradores ao longo dos anos, conseguiu – desde 25 de julho de 2003, quando foi lançado na internet com o nome de Cidade do Futebol – atrair milhares de usuários que acreditam que o futebol pode ser tratado com seriedade e profissionalismo, sem, contudo, perder sua magia, beleza e arte.

Esta constatação de estar contribuindo para a melhor capacitação e reflexão crítica em um ambiente ainda demasiadamente conservador e reacionário nos dá também a medida dos obstáculos que teremos pela frente, uma vez que acreditamos que o nosso sucesso está atrelado aos desafios do nosso próprio crescimento enquanto Nação.

Desde a década de 1980 que o Brasil busca consolidar o seu processo democrático. Com muitos avanços e – temos que reconhecer – com alguns retrocessos, nossas instituições – que garantem o funcionamento de nossa sociedade – são obrigadas por força popular a serem cada vez mais transparentes. Uma transparência que infelizmente ainda não atingiu certos setores, entre eles as instituições futebolísticas.

Como disse Arsène Wenger, o futebol pertence a todos nós, é patrimônio de toda a humanidade e, portanto, não pode pertencer a esta ou àquela instituição, como se eles fossem os seus proprietários, como muitas vezes nos dá a entender certas posturas de CBF e Fifa, para ficar em apenas dois exemplos.

Este é o embate. Neste momento em que o Brasil vai realizar dois grandes eventos como a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016, todos nós que somos apaixonados pelo futebol temos que entender também o nosso papel como cidadãos e lutarmos pela transparência de nossas instituições e a consolidação, o mais rápido possível, deste processo de democratização.

É neste sentido que a Universidade do Futebol, ao comemorar 7 anos de existência, está propondo a mobilização da sociedade – gostemos ou não do futebol – em busca desses ideais de construção de um ambiente mais transparente e, por consequência, mais democrático em nosso país, através do futebol e do esporte de forma geral.

Não podemos mais continuar vendo passivamente os interesses puramente financeiros e de busca pelo poder a qualquer preço prevalecerem. Da mesma forma que – em se tratando de futebol – não podemos nos contentar em sermos apenas exportadores de bons futebolistas. Há muita coisa para ser feita no “país do futebol”.

Muitas novas tarefas devem ser incluídas na agenda que antecede a realização da Copa do Mundo no Brasil. A primeira delas é cobrar mais transparência de todas as instituições governamentais e não-governamentais envolvidas nesta agenda. A outra é repensar de forma estratégica a infraestrutura e o modelo de organização em que se sustenta o futebol e o esporte brasileiros. Para isso é preciso compreender o futebol (e o esporte) para além de seus aspectos puramente técnicos ou administrativos.

Há também dimensões sociológicas, filosóficas, artísticas, entre outras, que não podem ser desprezadas. Como nos ensina o filósofo Manuel Sérgio, “para saber de futebol é preciso saber mais do que futebol.”

É nesse sentido que se justifica a existência de uma Universidade do Futebol em nosso país. Em um mundo em crise econômica, o Brasil se insinua como uma força emergente. Nesta perspectiva, temos amplas condições de realizar não só uma memorável Copa do Mundo, mas, sobretudo, aproveitarmos este momento para nos transformarmos verdadeiramente em um centro de excelência em futebol e na esteira da construção de uma sociedade mais democrática e justa.

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Mano Menezes, Treinador das Categorias de Base do Internacional de Porto Alegre

25/07/2010 · 1 comentário

por João Paulo Medina

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Há dez anos novo treinador da seleção brasileira já demonstrava potencial diferenciado

Fico feliz com a notícia de que Mano Menezes é o novo treinador da Seleção Brasileira. Não deixando de considerar as enormes dificuldades que o novo comandante técnico terá que enfrentar, diante da falta de preocupação efetiva da CBF em contribuir para a estruturação do futebol brasileiro, creio que ele poderá levar um pouco de modernidade ao difícil trabalho a ser realizado.

Conheci o Mano no ano 2000. Nesta época eu era Coordenador Técnico do Departamento de Futebol do S. C. Internacional e tínhamos uma vaga para treinador da equipe juvenil. Buscando modernizar o modelo de contratação de nossos profissionais, anunciamos a vaga após definirmos internamente o perfil de profissional que queríamos. Alguns itens deste perfil incluíam que o candidato fosse formado em educação física, atualizado e atento à evolução do futebol em todos os seus aspectos, tivesse experiência com o trabalho de categorias de base, facilidade de comunicação e, sobretudo tivesse ambição de crescimento e liderança.

Lembro-me que recebemos dezenas de currículos de pretendentes ao cargo. Alguns deles meus amigos e que – não obstante suas qualificações – viam nesta amizade um caminho mais curto para que fossem o escolhido.

Após analisar cuidadosamente cada CV, uma equipe formada para este propósito selecionou 5 candidatos para uma entrevista individualizada. Além de mim, faziam parte desta comissão de avaliação, o coordenador e o diretor de futebol das categorias de base e, por um interesse especial e particular, o próprio presidente do clube na época, Fernando Miranda.

Como já havíamos feito uma seleção prévia, não nos surpreendeu o fato de que todos os 5 treinadores e candidatos entrevistados apresentassem boas qualificações. Porém nenhum parecido com as qualidades apresentadas por Mano Menezes. Em pouco mais de meia hora de conversa ele desfilou amor e dedicação por seu trabalho, segurança e convicções sobre vários temas relacionados ao futebol, conhecimentos gerais e específicos e capacidade para lidar com grupos e situações-problema (ou seja, liderança).

Não hesitamos em escolhê-lo como o novo treinador da nossa equipe juvenil. Suas atuações no desenvolvimento do seu trabalho, na sequência, nos deram a convicção de que tínhamos feito a escolha certa.

Deixo registrado aqui este período da carreira do Mano Menezes, já que ele próprio não gosta muito de lembrar-se dele, uma vez que terminada a gestão da diretoria eleita para administrar o Inter nos anos 2000 e2001, foi dispensado pelos novos dirigentes do clube, apesar de suas enormes potencialidades.

Da minha parte fico orgulhoso de ter contado com a participação ativa deste profissional em um trabalho que, sem nenhuma dúvida, resgatou a saúde de um clube que durante muito tempo lutava por sua sobrevivência entre os grandes do futebol brasileiro.

Desejo ao Mano Menezes um pouco de sorte em seu novo desafio já que competência para contribuir com a evolução do futebol brasileiro não lhe falta.

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Coisas do Futebol 3

09/07/2010 · Deixe um comentário

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Só o futebol é capaz de fazer a majestade bater palmas para o plebeu de toalhas…

A Rainha Sofia da Espanha agradece ao zagueiro Puyol, ainda de toalhas nos vestiários, pelo acesso à primeira final de Copa do Mundo de seu país.

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Coisas do Futebol 2

08/07/2010 · Deixe um comentário

A reação do narrador espanhol José Antonio Camacho, no gol de Puyol, garantindo a Espanha na disputa de sua primeira final de Copa do Mundo.

“El sueño está más cerca!”

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Guerreiros, Álcool e Adolescentes

05/07/2010 · 1 comentário

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Qual símbolo queremos associado ao nosso futebol?

Debate do GEF

por ILANA PINSKY

O uso comercial de nossa seleção por uma marca de cerveja é forma sofisticada de estimular a dependência do álcool desde a juventude.

As indústrias de tabaco e de bebidas alcoólicas guardam semelhança em vários aspectos. Primeiramente, ambos os produtos infligem altíssimas consequências negativas sobre a saúde da população.

O consumo de tabaco ainda é a principal causa de morte potencialmente evitável em seres humanos.

Por outro lado, os custos atribuídos ao consumo de bebidas alcoólicas (segundo dados da Organização Mundial de Saúde) no total da saúde pública na América do Sul atingem a espantosa marca de 8% a 15% , enquanto que a taxa mundial é de apenas 4%.

Particularmente entre os mais jovens, há uma associação frequente do consumo nocivo de álcool com violência, acidentes automobilísticos, sexo desprotegido, faltas na escola e trabalho etc.

Outra semelhança é a longa história de associação dessas indústrias com esportes, que se tornou especialmente proeminente e integrada nas últimas décadas.

A publicidade de bebidas alcoólicas usando elementos do mundo esportivo mantém-se firme.

Lawrence Wenner, em estudo bastante conhecido, pergunta: “Como é que o consumo de álcool associado ao esporte não é percebido como uma ironia cultural? Como aconteceu que o fã de esportes passou a se sentir a vontade opinando sobre a performance dos atletas com uma cerveja na mão?”.

A resposta é que essa associação foi criada e alimentada por questões puramente mercadológicas, com a contribuição de inúmeras estratégias de marketing.

A distribuição do consumo de álcool no Brasil é altamente concentrada nos homens (78%) e na faixa etária dos 18 aos 29 anos de idade (40% versus as demais idades).

Dessa forma, é de interesse da indústria de bebidas apostar suas principais fichas na publicidade para homens jovens. E onde, melhor que nas transmissões esportivas, pode-se encontrar esse grupo de forma altamente concentrada?

(mais…)

Categorias: Copa 2014 · Crítica
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Coisas do Futebol

24/06/2010 · 10 comentários

A reação dos americanos no gol de Landon Donovan, já nos acréscimos, classificando os EUA para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2010.

New York

Los Angeles

Nebraska

Texas

Compilação de várias localidades, nos EUA e pelo mundo

E, finalmente, o gol:

Categorias: Copa 2014
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Duas Guerras e Uma Copa

23/06/2010 · Deixe um comentário

Comercial da MTN, empresa de telecomunicações africana, que foi bem no bolão!

Two World Wars and One World Cup… England…England…

Categorias: Copa 2014
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Copa 2010 – Imagens da Primeira Semana

15/06/2010 · Deixe um comentário

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Imagens que valem o clique e melhor traduzem o que rolou na primeira semana da Copa do Mundo 2010 pelo mundo.

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Veja mais AQUI

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Zico e o Kichute

02/06/2010 · Deixe um comentário

Homenagem ao Galinho pela coragem de enfrentar mais um desafio, entre tantos outros superados em sua vitoriosa carreira.

Só quem teve um Kichute amarrado na canela é que sabe o valor deste agradecimento…

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Pontos de Vista

10/05/2010 · 1 comentário

via Blog do Juca

É sabido que os brasileiros amam odiar os argentinos e os argentinos odeiam amar os brasileiros.

Mais que isso, no entanto, os argentinos têm de si mesmos uma visão que não bate com a que o mundo têm deles.

Pelo menos é o que mostra este brilhante filmete de uma canal esportivo de lá.

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Ego Sum

25/03/2010 · Deixe um comentário

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Até que ponto as pessoas tomam decisões baseadas em princípios lógicos, desprovidas de qualquer necessidade de auto-sustentação?

via Universidade do Futebol,  por Oliver Seitz

( … )

Uma questão que eu acho que merece uma discussão detalhada para a melhor compreensão possível sobre o comportamento da indústria do futebol brasileiro é a influência que o ego possui nas ações dos tomadores de decisão envolvidos com o jogo. Até que ponto as pessoas tomam decisões baseadas em princípios lógicos, desprovidas de qualquer necessidade de auto-sustentação? Até que ponto essa necessidade de se auto confortar influencia o rumo das suas ações?

Eu venho batendo na tecla de que o futebol gera mais exposição do que dinheiro há muito tempo. Assumindo que isso seja verdade, é natural imaginar que boa parte das pessoas que se envolvem com o futebol buscam mais exposição do que dinheiro. Isso explica, por exemplo, o grande envolvimento de diretores não remunerados com os clubes. O cara larga o trabalho, a casa e a família para se dedicar ao clube. Muita gente vê nisso, não sem subsídios, uma ação de picaretagem. Afinal, se o cara se dedica tanto assim, o cara deve levar uma boa grana por fora. Por vezes, isso é verdade. Mas a impressão que eu tenho é que na maioria das vezes isso se dá por uma questão de auto-estima.

Pessoas que se envolvem com o futebol rapidamente alcançam um status de importância não necessariamente relacionada ao seu currículo pessoal. Isso acontece, por exemplo, com um cara qualquer que de repente vira presidente do clube de futebol. Do dia pra noite, o cara larga o anonimato e se torna uma figura pública. Alguns não gostam disso. A maioria acaba se embebedando. E não larga o osso. Pior, acha que a exaltação é pessoal, e não institucional. Acha que a bajulação se dá pela figura individual, e não pelo fato de ser presidente de uma organização muitas vezes histórica e influente. Aí começa a confundir as coisas. Faz uma conta no Twitter e vai pro abraço. Tenta ser maior que o clube. Logicamente, não é. E tudo, hora ou outra, acaba se esfacelando.

Mas não é só o presidente. Talvez pior sejam os diretores. Afinal, presidente é presidente. Justo que seja minimamente egocêntrico. Diretor, porém, é outra história. O cara é eleito, nunca foi nada, e de repente acha que é o ó do borogodó, que eu não sei se está relacionado apenas à última vogal ou ao fato de ocupar 50% de uma palavra oito letras. Enfim, o cara sobe nas tamancas e, por ter feito parte de uma chapa – uma vez que na maioria dos clubes os diretores não são eleitos individualmente, mas sim fazem parte de um grupo encabeçado pelo presidente – acha que tem certeza daquilo que está fazendo. Afinal o cara é diretor. E diretor é da diretoria. E diretoria é vip. É nata. É elite. É qualquer outro adjetivo que indique superioridade. Tipo a última bolacha do pacote, ainda que eu ache que não seja muito apropriado uma vez que a última bolacha está sempre quebrada e sai junto com um monte de farelo. Ainda assim, ele vai lá, acha que sabe, faz o que quer e dificilmente alguém vai reclamar, uma vez que isso pode gerar um problema político.

Normalmente, portanto, há forte influência do ego no processo cognitivo dos principais tomadores de decisão do futebol.

O problema é que o esquema não para aí. Afinal, não é só dentro do clube que o ego impera. Fora dele pode ser pior ainda, principalmente na imprensa. Muito jornalista que trabalha com futebol ganha muito pouco. Muito comentarista que comenta futebol não ganha nada. Ainda assim, o cara não larga o osso por duas razões: a) porque ele gosta do que está fazendo e é feliz, o que é muito justo; e b) porque ele aparece na televisão e assim ele se torna uma pessoa conhecida e respeitada, o que até pode ser justo também, mas pode carregar um lado nefasto.

Ao aparecer todo dia e ser reconhecido na rua, um jornalista pode eventualmente achar que automaticamente sabe tudo sobre aquilo que ele está falando, e não se preocupa em aprofundar muito a sua opinião. Seu ego influencia na não necessidade do aprimoramento profissional. Muitas vezes, essa opinião é crítica em relação às decisões tomadas pelo clube, que por sua vez também são geradas pela necessidade de auto-estima. Aí, quando um ego bate outro ego, a coisa se complica. E o rumo das decisões começa a tomar a direção do caos.

Se você é psicólogo, você deve ter percebido que eu não sei muito bem sobre o que eu estou falando. Por isso que eu mencionei a necessidade do assunto ser mais bem pesquisado. O entendimento mais profundo dessa questão me parece ser bastante importante para o desenvolvimento mais apropriado da indústria.

E, se eu estou falando, pode ir com fé.

Acredite.

Não seje burro.

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Journey of Football

18/03/2010 · Deixe um comentário

Fenômeno que reflete a própria vida, visto de maneira espontânea, como manifestação cultural, artística e social.

Como nasce e como prolifera, em qualquer espaço, com um sorriso no rosto e uma bola nos pés.

Já pensou se lembrassem que a educação faz parte deste contexto?

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Ordinária

03/03/2010 · 1 comentário

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“Na parte administrativa do futebol, o que impera é o conhecimento ordinário; não raro, por conta disso, o conhecimento científico é deixado de lado…”

Via Universidade do Futebol, por Oliver Seitz

Existem grandes chances de eu ser levemente problemático.

Afinal de contas, uma das poucas coisas que me lembro dos quatro anos que passei na faculdade é de uma aula de teoria do conhecimento, epistemologia para os nerds, que discutia as diferenças entre conhecimento científico e conhecimento ordinário.

A diferença, e posso estar completamente errado sobre isso, é, basicamente, que o conhecimento científico tem justificativa experimental e metodológica, e o conhecimento ordinário é gerado pela experiência pessoal, sem um padrão definido de observação. Consequentemente, o conhecimento ordinário tende a ser mais leviano e sujeito a falhas.

Na parte esportiva do futebol, quem reina é o conhecimento científico. Comissões técnicas bem estruturadas dão números a diversas variáveis que influenciam na performance de cada jogador, seja por medições de aspectos físicos, seja com estatísticas relacionadas ao jogo. A ciência tem, pelo menos nos clubes mais bem estruturados, um peso muito grande no departamento de futebol. Não é porque um cara acompanha futebol há trinta anos que ele terá razão suficiente, por exemplo, para definir um programa de treinamento de atletas. Para isso, é de fundamental importância a adoção de critérios científicos que existam ou estejam em desenvolvimento pelo mundo afora.

Na parte administrativa do futebol, entretanto, o esquema muda completamente. O que impera é o conhecimento ordinário, gerado por pessoas que fazem parte do sistema há anos ou que observam esse sistema desde muito tempo atrás. Em geral, não há e não se pede por ciência. Muito pelo contrário. Não é raro que um determinado conhecimento científico seja deixado de lado em função do conhecimento ordinário.

Um exemplo disso é o programa de sócios de um clube de futebol. A lógica mais evidente e simples sugere que quanto mais sócios um clube de futebol tiver, mais receita ele será capaz de gerar. Conhecimento ordinário, originado de observações sem cunho metodológico e sem padrão de mensuração, que move o direcionamento de diversas administrações de clubes de futebol pelo país. Um faz porque o outro faz, porque acha que dá certo e fica anunciando pra todo mundo.

O conhecimento científico, ainda que bastante carente de maiores aprofundamentos, sugere que a importância do sócio não é tão grande assim, uma vez que os efeitos de um programa com elevado número de participantes podem gerar significativos distúrbios administrativos e privar o clube de importantes canais de receita, principalmente no longo prazo.

Mas se alguém for defender isso junto para maioria dos tomadores de decisão nos clubes de futebol, será motivo de chacota. Afinal, é o conhecimento popular que prevalece sobre o científico. E ai de quem reclamar. Na melhor das hipóteses, será ignorado. Na pior, será taxado como levemente problemático. Corre até o risco de ser chamado de ordinário.

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A Evolução do Ensino da Matemática no Brasil

23/02/2010 · Deixe um comentário

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Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação,datilografia…

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.

Segue o relato de uma Professora de Matemática:

“Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos

olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?

( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2011 vai ser assim:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, homosexual, portador de necessidades especiais, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00″

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A Criatividade no Desenvolvimento do nosso Futebol.

05/02/2010 · Deixe um comentário

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“Outros países, com doses maiores de humildade e clareza de suas deficiências, fazem cada vez melhores trabalhos com seus jovens nas categorias de base. Nós, por outro lado, neste aspecto continuamos dormindo ‘em berço esplêndido’…”

por João Paulo S. Medina

Podemos analisar o trabalho com as categorias de base nos clubes de futebol sob diversos ângulos. Preferi abordá-lo na perspectiva do seu potencial criativo, tentando com isto dar uma contribuição para a reflexão sobre o nível do nosso futebol.

Durante muito tempo a formação de jovens talentos para a prática do futebol em nosso país se deu de forma quase espontânea, germinado nos quintais das casas, ruas, campinhos, praias, entre outros lugares mais inusitados. Com o desenvolvimento urbano e mudanças de hábitos e mesmo de cultura (a cultura rural, por exemplo, foi praticamente substituída pela urbana nas últimas 6 ou 7 décadas), estes locais foram sendo seqüestrados da população ou, quando não, fortemente “disciplinados”.

Hoje em dia é comum, por exemplo, vermos regras rígidas para que o futebol possa ser praticado até em certas praias que tenham grande movimento de pessoas. Aos poucos, a imaginação e a criatividade, que são exercidas nestas circunstâncias de práticas livres e espontâneas, foram sendo substituídas por práticas cada vez mais reguladas, regulamentadas, disciplinadas, por modelos que tentam reproduzir, desde tenra idade (8, 7, 6, 5 anos), o modelo de futebol profissional, adulto e altamente competitivo.

As chamadas “escolinhas de futebol” e o trabalho feito por muitos clubes em suas categorias de base são os exemplos mais bem acabados destas mudanças. Muitas vezes, liderados por profissionais incríveis e surpreendentemente despreparados (às vezes são professores “formados”), nossas crianças e adolescentes são submetidas a verdadeiras torturas motoras, emocionais e psicológicas. Não fosse o alto grau de resistência presente em nossa maravilhosa e rica cultura brasileira, que acaba driblando com ginga e “malandragem” estas limitações impostas, conseguindo colocar alegria e vida em tudo que faz, e já teríamos destruído este aparentemente inesgotável potencial criativo do nosso povo e, e em especial, do nosso futebol.

Bem, mas já imagino o que você leitor pode estar pensando. Afinal de contas somos 5 vezes campeões mundiais e atualmente somos considerados os melhores do mundo e ainda temos grandes talentos jogando no Brasil e fora dele. Portanto a situação não deve ser tão dramática assim…

No meu modo de ver, temos que rapidamente reconhecer que estamos gradativamente perdendo nossa criatividade, este fundamental ingrediente do futebol brasileiro. E isto não quer dizer que não estejam nascendo mais crianças talentosas com este potencial, como antigamente. O que acontece é que aquilo que surgia de forma quase espontânea, às vezes com a ajuda de alguns adultos com alguma dose de bom senso (pais, professores, treinadores), hoje necessita de uma estimulação cada vez mais consciente e mesmo profissional. Se for verdade que a adequada preparação orgânica, motora, técnica, tática, emocional, social etc. é fundamental, não se pode esquecer de, ao mesmo tempo, criar-se um ambiente de liberdade, favorável às expressões de criatividade. Infelizmente o esforço, através dos processos educativos formais, não-formais ou informais, tem sido muito maior no sentido de matá-la do que de desenvolvê-la. Infelizmente…

Torço para que as nossas conquistas nos campos de futebol, que tantos benefícios profissionais podem nos trazer, não nos deixem cegos para as enormes possibilidades que temos de sermos ainda mais brilhantes neste século XXI. Outros países, com doses maiores de humildade e clareza de suas deficiências, fazem cada vez melhores trabalhos com seus jovens nas categorias de base. Nós, por outro lado, neste aspecto continuamos dormindo “em berço esplêndido”.

Se concordarmos que este potencial já não pode ser desenvolvido de forma tão espontânea como em tempos passados, em virtude de mudanças na nossa maneira de viver, precisamos começar a fazer uma reflexão crítica sobre como melhorarmos este nosso ainda elevado nível de prática futebolística.

Não se constrói um ambiente favorável à criatividade da noite para o dia. Muitas vezes este processo leva anos. Sabemos que existem profissionais competentes com estas preocupações em nossa comunidade do futebol e que estudam seriamente este fenômeno, mas é preciso que esta consciência se amplie e, mais do que isso, que haja políticas (principalmente nos clubes e escolas) incentivando e estimulando a criatividade, este que é, hoje em dia, não só uma matéria prima diferenciada para o futebol, mas para o próprio desenvolvimento humano e social.

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Allenatore Zé Maria

25/01/2010 · 1 comentário

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via Folha de S. Paulo

Ele foi colega de Leonardo no curso para treinador. Faz estágio com José Mourinho na Inter e, nos próximos dias, estará no Manchester City aprendendo um pouco mais com Roberto Mancini.

“Não importa o nível em que você tenha jogado, para ser técnico aqui [Itália] é preciso fazer o curso. Tem o básico, que serve até a quarta divisão e é feito na própria cidade em que você mora. O segundo é federal e serve para toda a Europa. Fiz esse com o Leonardo. Vou fazer outro em outubro que é válido para treinar seleções, é o supercurso, de nível Fifa”, explicou à coluna Zé Maria, ex-lateral de Inter, Perugia, Levante e Sheffield United, para ficar nos gringos.

“Esses cursos servem em especial para conseguir uma base. Seria a ruptura, como dizem aqui na Itália, de uma vez por todas do jogador para ser treinador. Já me propuseram ser jogador-treinador e não quis. É preciso aprender a dirigir um grupo.

No curso tem todo tipo de matéria: psicologia esportiva, método de trabalho, técnico, tático, comunicação, medicina esportiva… Se um técnico vai treinar um time pequeno, sem muitas condições, tem que se virar em preparação física e até em medicina às vezes. Com a base que te dão nos cursos, dá para conversar com um médico sobre qual tipo de estiramento um jogador teve”, conta Zé.

Na temporada de estreia, Leonardo desponta como o Guardiola do ano. Duvidei de sua capacidade no início, mas base para treinador ele teve. “O Guardiola abriu as portas para treinadores novos, como o Leo.

A vantagem de assumir um time pouco após parar a carreira de atleta é que sabemos melhor o que ocorre no vestiário, conhecemos a necessidade dos atletas, conversamos na linguagem do jogador. O Leo está há dez anos no Milan, assim como o Guardiola cresceu no Barcelona. Se eu fosse treinar a Inter ou o Perugia, eu teria vantagem, maior intimidade, um ambiente mais fácil. Ajuda.”

Não só por Leonardo, mas também por Zico, que perdeu mais uma vez o emprego, a formação do técnico brazuca devia ser mais discutida.

“No Brasil, há curso, o sindicato oferece. Na Itália, é feito pela federação.

No Brasil, curso é em dois finais de semana. Aqui, são quatro semanas o primeiro curso, seis semanas o segundo, e o supercurso dura um ano.

O Leo teve autorização para treinar o Milan porque jogou Copa. Ele precisa do supercurso, e está fazendo.”

Zé Maria, pelo papo e pelo papel, já é técnico. “Após terminar o segundo curso, você não pode mais ser jogador. Teria que pedir um cancelamento do meu registro [de técnico] e, depois, determinariam se me devolveriam ou não. Tenho que raciocinar como treinador”, disse ele.

Os estágios com Mourinho e Mancini não integram cursos. O “allenatore Zé” busca um “plus”. Pode não vingar como técnico, mas está fazendo tudo o que pode para isso.

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Você já Parou para Pensar?

29/12/2009 · 1 comentário

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“Há mais pessoas inteligentes na China e na India do que pessoas no Brasil.”

A internet achatou o mundo e diminuiu drasticamente as distâncias.

Países de territórios extensos vem se tornando cada vez mais importantes no cenário global.

A população mundial hoje ultrapassa os 6,6 bilhões de habitantes.

20% destas pessoas estão na China e 17% na India.

Juntos, China e India possuem mais de 1/3 da população mundial.

O Brasil tem hoje 190 milhões de habitantes.

Se considerarmos apenas os 16% mais inteligentes da India,

teremos mais pessoas do que toda a população brasileira.

Da China, precisaríamos apenas de 14% para igualar essa marca.

Ou seja, há mais pessoas inteligentes na China e na India do que pessoas no Brasil.

Enquanto você lê este texto, 30 bebês nasceram no Brasil, 244 na China e 351 na India.

Muito em breve, a China será o país que mais fala inglês no mundo.

E você sabia que nos EUA, mais da metade dos profissionais trabalha há menos de 5 anos na mesma empresa?

Sendo que apenas 25% dos profissionais permanecem na mesma empresa por mais de 1 ano.

Segundo a ONU, os estudantes de hoje passarão por 10 a 14 empregos até os 38 anos de idade.

E que as 10 profissões que serão indispensáveis em 2010 sequer existiam em 2004?

Ou seja, estamos preparando nossos alunos para profissões que ainda não existem…

… que utilizarão tecnologias que ainda não foram inventadas…

… para resolver problemas que ainda nem conhecemos.

Por dia, temos:

3.000 novos livros publicados, 6 bilhões de mensagens de textos enviadas, 100 milhões de perguntas feitas no Google.

A quantidade de nova informação gerada no planeta este ano é maior que a acumulada nos últimos 5.000 anos.

E cada vez mais, encontramos tais informações nos meios digitais.

E o que isso significa afinal?

Que todo profissional precisa se atualizar sempre…

Que mudanças acontecem. Todo dia.

E que informação não é o mesmo que conhecimento.

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Um Livro às Quintas

03/12/2009 · Deixe um comentário

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“Qual será o efeito a longo prazo de digitalizarmos a nossa vida? E de delegar a nossa memória a terceiros…”

Via Tiago Doria

Terceirização da Memória. Este é o termo que o autor Gordon Bell utiliza quando se refere ao fato de, aos poucos, não nos preocuparmos mais com a memorização dos números de telefone, por exemplo. Mas, sem perceber, a cada dia estamos tentando “expandi-la”.

Muito do desenvolvimento humano sempre teve como base uma constante busca por uma memória expandida. Em parte, a invenção da escrita surgiu para suprir as limitações da biomemória. Escrevemos para guardar coisas, para certificarmos que não vamos nos esquecer.

O diferencial é que, na última década, houve uma explosão desse processo graças ao crescente barateamento das tecnologias de captar, armazenar e recuperar informações. Nunca registramos tantos momentos das nossas vidas como hoje em dia.

Um celular equipado com câmera de vídeo e foto, integrado a um site de compartilhamento de imagens, abre caminho para que possamos registrar todos os momentos de nossas vidas. E ainda recuperá-los a qualquer momento, bastando digitar uma palavra-chave no campo de busca.

Enfim, ficou muito fácil captar, armazenar e recuperar informação pessoal. No entanto, essa facilidade gera questões. Qual será o efeito a longo prazo de digitalizarmos a nossa vida? E de delegar a nossa memória a terceiros, no caso, computadores e programas que lembram desde uma data de aniversário até aquela primeira longa conversa que tivemos com uma pessoa no MSN?

Ficaremos mais preguiçosos? Ou serão abertos novos horizontes ao podermos recuperar facilmente cada momento das nossas vidas?

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Mercadoria Tipo Expotação

18/11/2009 · Deixe um comentário

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por Tostão (Folha de S. Paulo), sobre a atual média de altura da seleção brasileira principal, comandada por Dunga:

“Os grandalhões brasileiros são consequência da seleção feita nas categorias de base.

Os meninos estão se tornando atletas muito cedo.

São produzidos em série, como mercadoria para ser exportada.

Os grandalhões com talento valem fortunas.

Os que não vão para frente (a maioria) sentem-se frustrados e incapazes de exercer outras atividades. Perdem o futebol e a vida.”

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Ciclos

16/11/2009 · Deixe um comentário

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“Essa é uma das peculiaridades do futebol. A coisa no curto prazo é maluca. E leva pessoas a tomarem atitudes imponderadas. Por não conseguir e não poder enxergar as coisas no longo prazo.”

por Oliver Seitz, via Universidade do Futebol

Existem poucas verdades absolutas. No futebol, naturalmente, também.

Entre essas poucas verdades, uma delas é que o futebol é cíclico.

Coisas vem e vão.

Pessoas aparecem, somem e reaparecem.

Injustiças acontecem com você agora e, amanhã, acontecerão com seus adversários.

Seu time domina hoje e será rebaixado em pouco tempo.

É assim que as coisas vão. E vem.

No curto prazo, é tudo insano.

No longo, as coisas fazem mais sentido.

Essa é uma das peculiaridades do futebol.

A coisa no curto prazo é maluca.

E leva pessoas a tomarem atitudes imponderadas.

Por não conseguir e não poder enxergar as coisas no longo prazo.

O afã do próprio eu, somado ao imediatismo da demanda de segundos e terceiros fazem com que se tomem atitudes impensadas.

Motivadas por impulso. Momentâneas.

De curto prazo. Sem lógica.

Sem sentido.

Isso é visível durante e após partidas mais conturbadas.

Mas tem implicações maiores.

Não se enxerga o longo prazo no futebol brasileiro.

Porque ninguém se importa com ele.

É preciso resolver o agora. É necessário se importar com o já.

Mais pra frente, outro que se vire. O meu é aqui, e agora.

O depois, que fique para depois.

De que adianta montar uma estrutura sustentável para vitórias futuras se ela implica em derrotas no presente?

Nada. Absolutamente nada.

Independente se as atitudes que se tomem sejam efêmeras.

Ninguém quer saber. Foca no relógio.

E não no calendário.

E o relógio dá voltas.

O presidente do Palmeiras sentiu isso na pele.

Foi um exemplo claro.

Quem foi prejudicado ontem é beneficiado hoje.

E será prejudicado novamente amanhã.

Quem se preocupa, perde cabelo.

Quem percebe, assiste de camarote.

Mas não tem a mesma graça.

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